A aliança do impossível

Atualizado em: 13/02/2012 - 12:12

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A idéia de quem sonha com o apoio do PT – sem ser do PT – para disputar a prefeitura de Ponta Grossa é a seguinte: basta se posicionar bem e apostar na falência das tentativas de sobrevida política do deputado Péricles Mello para conquistar, de graça, todos os suportes possíveis & imagináveis (e são muitos) do petismo oficial, ministra, estatais & tal à sua candidatura. Mas não é bem assim.
O PT está considerando, para não perder antes da largada, apoiar Gilberto Kassab (PSD) em São Paulo e Maurício Fruet (PDT). E não eu quem diz isso: é o volumoso deputado André Vargas (PT-PR), como está na “Folha de São Paulo” – que, veja só, alguns nem querem aqui.
Por conta disso, há muita gente imaginando que o PT, desfigurado depois das derrotas que amargou recentemente no plano paroquial, terá que se socorrer de um nome ‘de fora’ para derrotar... qualquer um. Bom, isso eu também acho. Aliás, tenho a convicção de que, sozinho, o PT mal faz uma cadeira na Câmara. Mas quem será o nome ‘ungido’ pelo partido de Lula, Dilma & companhia para combater um eventual candidato apoiado pelo governador Beto Richa (PSDB)? Se não for um nome do PT – acredito que não será, mesmo – vai ser alguém de um partido da base aliada. E é nisso que apostam todos os pré-candidatos que não se chamam Marcelo Rangel (PPS). Todos os demais contam com o savoir-faire petista em campanhas, inclusive no que elas têm de mais feio, para combater esse candidato. Ou quem lhe faça as vezes, mesmo que seja Plauto Miró (DEM).

Mas quem é que lhe resta? João Barbiero (PR), que está mais próximo do casal ministerial Gleisi/Bernardo? Ou Márcio Pauliki (PDT) que tem a seu favor a conta bancária, o interesse de muitos - et pour cause - e o apoio do duplamente derrotado ex-senador Osmar Dias?

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