Insegurança aparente
Atualizado em: 23/02/2012 - 00:00
Se existe a informação de que os terminais de transporte coletivo de Ponta Grossa deixam brechas para a ação dos criminosos, o que mais falta para que atitudes sejam tomadas? Conforme reportagem publicada no último domingo no Diário dos Campos, nos quatro terminais já foram verificados desde pequenos furtos, roubos, brigas, vandalismo, consumo de drogas e até assassinato. Mais uma vez: se há relatos de ocorrências, por que providências não foram tomadas, ainda? Falta plano de ação ou falta atitude? Falta verba para efetivar a guarda preventiva ou falta vontade? Falta pessoal ou sobra falta de vontade?
O que se vê, rotineiramente, é a depredação do patrimônio público (o que inclui terminais de ônibus e unidades de saúde, por exemplo), aliada à insegurança da população. E a resposta para os problemas também é – rotineiramente – a mesma: “faltam funcionários, e estamos aguardando chamamento do pessoal que foi aprovado no último concurso público. Sem essa convocação, não temos pessoal suficiente para efetivar a segurança patrimonial e preventiva”.
Fato é: até quando será dada a mesma resposta para os mesmos problemas? É preciso que, efetivamente, haja resolutividade para as demandas da população. A segurança e a manutenção dos terminais de transporte coletivo são de responsabilidade do Município. A conservação e a guarda de prédios públicos também são da alçada do Município. Se falta convocação dos candidatos aprovados, cabe à Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (órgão responsável pela guarda municipal) cobrar. Afinal de contas, a população já está mais que cobrando e aguardando respostas para ontem.
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