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Cidades

Cadeião de Ponta Grossa tem infestação de escorpião

Luciana Almeida

09/12/2011 às 06:00 - Atualizado em 31/08/2012 às 20:14

Fábio Matavelli
Segundo informações dos funcionários, os escorpiões se escondem nas obras das redondezas da cadeia pública

 

“Alguém terá morrer picado por escorpião para tomarem providências”. Dessa forma, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Luiz Carlos Simionato, definiu a situação na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. De acordo com ele, a comissão foi informada sobre a infestação de escorpiões no local.

“A sujeira é grande. São quatro funcionários para atender a 500 presos. O Hildebrando não tem verba para efetuar a dedetização e a responsabilidade é do Estado. Nós ficamos de mãos atadas. Será preciso morrer algum preso para, então, tomarem providências”.

A situação é confirmada por funcionários do cadeião. “Dentro da cadeia já pegamos vários escorpiões nas celas dos presos. Nenhum detento chegou a ser mordido, mas há a preocupação”.

O diretor da cadeia pública, Elter Garcia, comenta que é comum haver infestação de “certos animais”. “De uma maneira geral, é comum haver infestação de certos animais como escorpiões, pulgas e ácaros, pois há uma grande quantidade de pessoas reunidas em um espaço reduzido. Além disso, a não proliferação deles depende da organização dos próprios presos. Eles precisam tomar os cuidados necessários com a higiene e, periodicamente, colocar as roupas de cama no sol, mas isso não acontece”.

Ele comenta, ainda, que diversas ações estão sendo tomadas objetivando melhorar as condições de permanência dos detentos no cadeião. “No setor feminino, por exemplo, onde esses escorpiões foram encontrados, a quantidade de mulheres presas caiu de 80 para 25. A Vigilância Sanitária e todos os demais órgãos de fiscalização têm atuado frequentemente com o objetivo de melhorar as condições de permanência dos detentos no cadeião”, atesta.

Por conta do problema, Garcia comenta que já foi solicitada dedetização do local ao Conselho Comunitário de Segurança. “No passado, nada era feito, nem mesmo dedetização. Hoje as condições estão muito melhores. O Conselho Comunitário de Segurança tem nos auxiliado e efetuado a dedetização. Nos próximos dias, o procedimento deve ser feito novamente”.

Vizinhança

De acordo com os moradores das redondezas, os ‘bichos’ também estão aparecendo com frequência nas residências. “Tenho netos pequenos e temos medo de que as crianças sejam mordidas. Já solicitamos providências ao setor de Zoonoses da Prefeitura, mas nenhuma atitude foi tomada”, diz Tião, que mora na região do Santa Maria.

 

 

 

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