Cidades

Psicólogos alertam para riscos do jogo ‘Baleia Azul’

Danilo Kossoski

20/04/2017 às 17:30 - Atualizado em 20/04/2017 às 17:56

Um jogo virtual chamado “Baleia Azul” ganhou o noticiário do País ao longo desta semana, devido aos perigos que pode trazer aos seus participantes, principalmente jovens e adolescentes. Com aparência de brincadeira, o jogo tem início em um grupo na rede social Facebook, e continua por meio do Whatsapp dos jogadores.

Os participantes recebem mensagens às 4h20 da madrugada, com tarefas que envolvem o desafio a regras, automutilação, e até suicídio, que seria a última das 50 fases. Caso não cumpram as tarefas, recebem ameaças. O assunto gerou preocupação de pais, especialistas em psicologia e autoridades. A mídia passou a veicular reportagens sobre o tema dando o alerta: com aparência de jogo, os desafios consistem em uma armadilha para pessoas já predispostas a arriscar a própria vida.

Para a psicóloga ponta-grossense, Mylene Laidane, as pessoas que criaram e mantêm o jogo têm um perfil igualmente preocupante. “São pessoas sádicas, que se divertem vendo o sofrimento de outras pessoas. E o que esse jogo faz é reunir um público, composto principalmente de adolescentes, muitos dos quais já enfrentam sofrimentos psicológicos que incluem o processo de luto e princípio de depressão”, diz Mylene.

 

Fábio Matavelli
Mylene: “Diálogo é tudo que o jovem precisa”

 

A psicóloga alerta para o fato de que muitas pessoas estão banalizando o assunto, mas a questão é séria. “É preciso tomar cuidado com o humor negro relacionado a isso. O tema exige seriedade, é um jogo de morte”, lembra.

Ela explica que pais devem ter atenção redobrada neste momento para mudanças bruscas de comportamento dos jovens. A novidade, o desafio, a transgressão das regras estão intimamente ligados à adolescência, o que faz dos jovens um grupo de risco mais suscetível à participação do jogo.

 

Força-tarefa

O assunto se tornou tão grave, que autoridades se mobilizaram para se precaver dos efeitos nocivos do jogo. O Governo do Paraná anunciou, na quarta-feira (19), a criação de uma espécie de força-tarefa composta pelas secretarias de Saúde, Educação e Segurança Pública.

As ocorrências tiveram lugar em vários estados brasileiros, incluindo municípios paranaenses como Curitiba, onde o prefeito Rafael Greca realizou reunião de emergência no dia 18 com seu secretariado, depois que cinco adolescentes participantes do jogo precisaram de atendimento médico em UPAs da cidade durante a madrugada.

Em Carambeí, a Secretaria Municipal de Educação  já convocou reunião com as equipes pedagógicas para passar as orientações sobre os perigos desse jogo. Na escola Municipal José Pedro Novaes Rosas, a equipe pedagógica saiu na frente aproveitando a reunião de pais realizada na quinta-feira (20), para fazer o alerta.

 

Converse com seu filho

A prevenção é clara: os pais devem conversar com seus filhos desde os primeiros anos de idade. O diálogo cria um vínculo que se mantém na adolescência, e evita que casos extremos como o jogo Baleia Azul tenham efeito nocivo sobre o jovem. Mas os psicólogos orientam os pais que, caso percebam o problema em casa, conversem com os jovens explicando a situação, nunca fazendo críticas diretas ou ameaças. A participação no jogo pode ter origem na baixa auto-estima, em um caso de bullying na escola ou em desentendimentos familiares.

 

QUADRO

Sinais que podem identificar um participante do jogo:

- Mudanças bruscas de comportamento

- Ferimentos repentinos ou manchas nas roupas

- Silêncio, introspecção, fuga de diálogos

- Insônia e freqüente adoecimento

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