Ministério do Trabalho tem déficit de funcionários em PG
Publicado em: 18/02/2012 - 00:00 | Atualizado em: 16/05/2012 - 12:46
Publicado em: 18/02/2012 - 00:00 | Atualizado em: 16/05/2012 - 12:46
Servidores da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Ponta Grossa preparam uma pauta de reivindicações que deve ser levada ao ministro do Trabalho, Paulo Roberto dos Santos Pinto, em Brasília. A intermediação será feita pelo deputado federal Sandro Alex, que recebeu ontem os trabalhadores. A gerência local atende e fiscaliza 40 municípios da região e entre os pedidos dos trabalhadores estão o plano de carreira e valorização profissional dos servidores administrativos, a fusão entre os Ministérios da Previdência e do Trabalho onde as atividades desenvolvidas pelos dois órgãos são correlatas, a situação precária das Agências de União da Vitória e Guarapuava que pertencem à regional de Ponta Grossa, além da falta de servidores que poderá acarretar no fechamento das agências. A construção de uma nova sede é outra solicitação para que o atendimento à população seja realizado a contento.
Em Ponta Grossa são apenas 10 profissionais, e não há nomeações há três anos. “Vamos pleitear que as contratações sejam feitas de forma emergencial, para que o atendimento seja adequado”, adiantou o deputado Sandro Alex. Os trabalhadores também relataram que a falta de servidores faz com que muitas vezes um trabalhador aguarde mais de 100 dias para receber a parcela do seguro que deveria ser paga em 30 dias.
O chefe da inspeção do Ministério do Trabalho no Paraná, Mário Sérgio Silveira de Barros, confirma que a defasagem ocorre em todo o País e as expectativas estão por conta da movimentação popular para que as contratações sejam agilizadas. “Precisamos não só de auditores, mas também de profissionais de administração, economia, entre outros, pois o Ministério do Trabalho no contexto é o primo pobre dos Ministérios, pois nosso orçamento é pequeno e há carência de pessoa e sobrecarga aos funcionários”, dispara. Segundo ele, o crescimento econômico em todo o País e a expansão do mercado de trabalho vem comprometendo ainda mais a atuação do ministério.
“Enquanto não houve contratações, ainda tivemos mais de dois milhões de novas vagas de trabalho abertas no País, e o Paraná representa 10% desse total e a máquina pública tem que ser eficiente e dar conta de estruturar o aparato público, principalmente no interior do Estado”. No Paraná ao todo são 147 fiscais do Trabalho para atender todas as cidades. “Seria necessário pelo menos um aumento de 50% nesse número”, acrescenta. No ano passado, no Paraná foram inspecionadas 10,2 mil empresas, sendo 2,5 mil empresas autuadas e 5,6 mil autos de infração lavrados. No Brasil são 3,5 mil fiscais, sendo que seriam necessários pelo menos 5 mil para atender a demanda.
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É uma vergonha a situação do MTE em Ponta Grossa, No último concurso do MTE havia somente 1 vaga para Ponta Grossa. Sendo que a necessidade de pessoas é muito maior, o país está virado mesmo.100 dias pro seguro desemprego, nesse prazo já cortaram água, luz, telefone, de quem recebe pouco e não consegue guardar um pouco do mísero salário mínimo. Espero que o deputado Sandro Alex, consiga algo de bom para Ponta Grossa e região, e que as contratações emergenciais realmente aconteçam.