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Moda consciente ganha cada vez mais adeptos

Da Redação

14/09/2017 às 00:00 - Atualizado em 14/09/2017 às 18:08

Por João Filho*

Já foi o tempo em que estar na moda era sinônimo de ter roupas da última coleção de uma grande loja. Pelo menos para os praticantes da moda consciente, filosofia que ganha cada vez mais adeptos. É o caso de Luana Caroline Nascimento, jornalista de Ponta Grossa.

Para Luana, praticar moda consciente não é somente comprar menos. A prática tem relação com buscar saber a origem das peças compradas, qual a qualidade de vida dos colaboradores que as produzem, além da reflexão quanto à necessidade de consumo e a valorização produtor local. “A moda consciente desperta as pessoas a refletir sobre a cultura do consumo desenfreado, do reaproveitamento”, comenta.

Luana conta que sua maior influência veio de sua mãe, companheira de consumo consciente. “Toda essa minha consciência veio de berço e foi com a minha mãe que aprendi. Ela sempre me ensinou sobre esse tratamento com o meio ambiente, a ter empatia pelas outras pessoas”, explica. Para ela, o consumo consciente vai além da moda, mas trata-se de uma postura que se estende por todas as esferas. "Sempre valorizo o pequeno vendedor, o pequeno produtor, o artesão, a doceira que produz seus trabalhos em casa. Não me lembro qual foi a última peça que comprei em uma loja de rede”.

 

João Filho
Luana Caroline Nascimento, com look 100% brechó

 

Dulce Larangeira também foi influenciada pelo consumo consciente ainda quando criança. Ela conta que teve uma infância difícil. Só vestia roupas doadas por vizinhos ou parentes. Esta realidade fez com que Dulce desse valor ao que tinha e, naturalmente, tivesse um consumo racional. Ela conta que realizava bazares e desapegos na garagem de casa, até que em setembro de 2015 abriu um brechó, no centro de Ponta Grossa.

 

João Filho
Dulce Brechó é referência em moda consciente em PG

 

Diferencial

Dulce afirma que o diferencial do seu brechó é a organização do espaço, além da qualidade na seleção e higienização das peças. Hoje, sua clientela é formada por pessoas de classes A e B que procuram por roupas de qualidade a preços acessíveis. “Eu tenho trabalhado em acabar com o preconceito que ainda existe com brechós. A minha loja as vezes é confundida com uma boutique pela aparência das roupas”, complementa.

 

*João Filho é aluno de Jornalismo da Secal e faz parte do projeto realizado em parceria com o DC, que cede espaço aos alunos para publicação de suas reportagens no jornal.

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