Conselho formata propostas para a saúde

Luciana Almeida

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Publicado em: 19/07/2011 - 06:00 | Atualizado em: 27/08/2012 - 14:06

Membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Ponta Grossa trabalharam, ontem, para estudar as cerca de 300 sugestões feitas, para o setor, pelos munícipes. Objetivo é formatar as propostas para apresentá-las durante a Conferência Municipal de Saúde, que acontece nesta sexta-feira e sábado. As ideias aprovadas durante a conferência, de acordo com o presidente do CMS, Sérgio Doszanet, terão “força de lei” e devem compor o plano de saúde do Município.

“As sugestões foram dadas pelos munícipes, durante a realização de pré-conferências, organizadas em diferentes bairros de Ponta Grossa. No total, obtivemos cerca de 300 sugestões”, diz Doszanet. Para ele, apesar de parecer expressiva, a participação popular é considerada pequena. “Até porque a maioria das propostas é equivalente. Por isso, há necessidade desse trabalho de formatar as sugestões”.

No total, 10 temas foram apresentados à comunidade, durante as pré-conferências, incluindo saúde das pessoas com deficiência; saúde mental; prevenção; responsabilidade dos gestores e uso da comunicação para o fortalecimento do controle social. “Para duas das propostas (sobre os temas ‘DST/Aids’ e ‘direitos sociais reprodutivos – aborto’) não obtivemos sugestões. Paralelamente, para o tema responsabilidade do gestor tivemos mais de 170 propostas”.

Na avaliação de Doszanet, os munícipes ainda entendem que temas como aborto e prevenção de DSTs e Aids são da alçada do Município. “Os munícipes preferem opinar sobre o que os afeta diretamente, como falta de médicos ou demora no agendamento de exames”.

Para Doszanet, das 300 propostas, cerca de 200 devem ser apresentadas durante a conferência municipal. “As propostas aprovadas durante a conferência municipal é que nortearão as propostas que sairão da conferência estadual”, adianta.

Serviço

A Conferência Municipal de Saúde acontece nesta sexta-feira e sábado, no grande auditório do campus central da Universidade Estadual de Ponta Grossa. No dia 22, a conferência começa às 18 horas. No sábado, os trabalhos terão início às 8 horas e só devem ser finalizados por volta das 18 horas. “Qualquer pessoa pode e deve participar da conferência. O resultado será a elaboração da ‘Carta Magna’ da saúde de Ponta Grossa. Tudo o que for aprovado deve ser considerado como lei e, baseada nela, a Prefeitura vai elaborar o Plano Municipal de Saúde, válido pelos próximos quatro anos”, enfatiza Sérgio Doszanet.

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