Polícia

Dono de clube diz que tiroteio foi vingança contra seguranças

Edilene Santos

10/01/2017 às 15:54 - Atualizado em 10/01/2017 às 16:05

O dono da casa noturna – local onde um tiroteio matou duas pessoas e deixou outras três feridas – prestou depoimento na 13ª Subdivisão Policial (SDP), em Ponta Grossa, na manhã desta quarta-feira. Acompanhado do advogado Luiz Carlos Simionato Junior, o proprietário disse ter “certeza” de que o crime foi uma vingança em relação à atuação dos seguranças na repressão de brigas. “Houve duas brigas generalizadas, uma no dia 4 de dezembro e outra no dia 10 e as pessoas envolvidas foram colocadas para fora do clube. Nessa briga do dia 10, os seguranças apartaram e as pessoas se voltaram contra eles”, conta o advogado, acrescentando que o carro usado pelos atiradores fora roubado no dia 8. Segundo ele, uma das brigas foi motivada porque havia uma pessoa fumando no camarote e foi reprimida pelo segurança.

Encomendado

Na opinião do proprietário, o crime foi encomendado por alguém com bom poder aquisitivo. “Foi coisa de profissional. Só não sabemos muita coisa porque o laudo da perícia ainda não foi concluído, o que pode ajudar a identificar impressões digitais”, explica Simionato.

A delegada Tânia Sviercoski considera o depoimento do dono clube importante para o andamento das investigações. “Nós não descartamos nenhuma linha de investigação ainda, mas vamos apurar as informações que ele nos trouxe”, comenta. O advogado do proprietário destaca que as imagens das brigas não foram disponibilizadas à polícia porque o sistema de monitoramento mantém a gravação por uma semana e a apaga automaticamente.

Tânia espera concluir a investigação sobre o crime até o fim do mês, obedecendo ao prazo legal. Porém, existe a possibilidade de pedir a prorrogação do prazo por mais 30 dias.

Vítimas continuam internadas em PG

O tiroteio aconteceu na noite do último dia 30 de dezembro, em frente a uma casa noturna, na Avenida Visconde de Baraúna, região do Jardim Carvalho. Dois atiradores chegaram numa Renault Duster, desceram e efetuaram uma série de disparos em direção às pessoas que estavam em frente ao estabelecimento. A Duster foi abandonada minutos depois, nas proximidades do clube.

Morreram no local os seguranças Rafael Matos Beraldi, 32 anos, e Alberto Leandro Couto Neto, 24. Já os seguranças Tiago de Jesus, 32, - que era agente na Cadeia Pública Hildebrando de Souza – e João Édipo Medeiros de Lima, 24, e a esposa de Rafael, Letícia Badluk, 24, continuam internados em hospitais de Ponta Grossa, segundo informou o advogado Luiz Carlos Simionato Junior.
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