Polícia

Onda de boatos gera clima de insegurança em PG

Danilo Kossoski Luana Souza

11/08/2017 às 19:10 - Atualizado em 11/08/2017 às 19:10

Uma onda de boatos disseminados, principalmente, via redes sociais, começa a incomodar vários setores da sociedade ponta-grossense. Após um assalto realizado por grupo de criminosos, na última terça-feira (8), informações divulgadas de forma irresponsável e em tom alarmista chegaram a propor às pessoas: “não saiam de casa”.

Situações de roubos ocorrem diariamente, mas foi após um “arrastão” realizado em bar localizado na Rua Visconde de Sinimbú, Bairro Órfãs, que o receio se ampliou. Imagens das câmeras de segurança mostraram o assalto praticado contra o proprietário e os clientes. Por ser um crime incomum em Ponta Grossa, o fato, aliado ao vídeo, chamou a atenção.

Na quinta-feira (10), um suspeito de ter participado do crime foi morto em confronto com a Polícia Militar. Em sua casa havia indícios de que ele possuía ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e isso bastou para que o pânico se instalasse.

Passaram a circular áudios e mensagens dando conta de que a facção arquitetava retaliação após a morte do integrante, informações de que havia um prêmio pela cabeça de policiais, e durante toda a tarde de sexta-feira (11) acadêmicos de um campus universitário eram “informados”, via celular, de que um novo arrastão havia ocorrido na instituição de ensino, e que diversas viaturas já estavam no local.

Segundo a Polícia Civil, os áudios foram encaminhados para o setor de investigação da 13ª Subdivisão Policial (SDP), mas ainda não há qualquer comprovação de sua autenticidade.

 

Comércio

Comerciantes viram, nesta semana, o movimento de clientes cair vertiginosamente. No início da noite dessa sexta, empresários do setor de bares e restaurantes de Ponta Grossa se reuniram para uma manifestação em apoio ao proprietário do bar alvo do roubo de terça-feira. Sem histórico significativo de brigas ou ocorrências policiais, o local é conhecido como um ambiente familiar. Sérgio Petrochinski, que gerencia um estabelecimento na região do Jardim Carvalho, explica que o objetivo do encontro foi, além de manifestar apoio entre aqueles que trabalham no setor, destacar que a situação que ganhou páginas policiais foi um acontecimento isolado, e cobrar maior trabalho de monitoramento dos agentes de segurança. “Essa atividade é o carro-chefe de nossa renda, o que motiva essa ação entre amigos”, diz Petrochinski.

 

Patrulhamentos

O secretário municipal de Cidadania e Segurança Pública, Ary Lovato, destaca as fiscalizações já foram intensificadas. “Isso [o ‘arrastão’] foi uma surpresa para todos. Mas nós, desde sempre, temos feito o patrulhamento através da Ronda Ostensiva Municipal Urbana (Romu), juntamente com a Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), dando atenção especial às casas noturnas. O efeito é protetivo e repressivo, também evitando brigas e casos de embriaguez. Tanto que reduzimos bastante, nos últimos dois anos, as situações que ocorriam na Avenida München. Após a situação da última terça-feira, já intensificamos os patrulhamentos e ações no entorno dos bares”, diz Lovato.

O tenente coronel do 1° Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa, Edmauro Assunção garante que todas as autoridades policiais estão mobilizadas para garantir a segurança da população. "Desde ontem tivemos conhecimento dos áudios, mas não soubemos a fonte. No entanto, já tomamos a precaução devida, avisamos policiais de folga, o Serviço de inteligência da PM também está em alerta.

Rodrigo Covolan
Empresários se reuniram e cobraram mais segurança

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