Política na rede exige empenho de candidatos
Para cientista político, candidatos não podem dispensar o "corpo-a-corpo"
Publicado em: 19/02/2012 - 00:00 | Atualizado em: 21/05/2012 - 17:06
Publicado em: 19/02/2012 - 00:00 | Atualizado em: 21/05/2012 - 17:06
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está na iminência de julgar a possibilidade de veicular apoio aos candidatos através do microblog Twitter antes do período em que a propaganda eleitoral passa a ser permitida, em 6 de julho, no caso deste ano. A questão estava prevista para retornar à discussão ainda nesta semana, mas não houve tempo hábil. O assunto levanta alguns questionamentos em relação ao uso das redes sociais por políticos, algo que já é uma tendência no País. O cientista político, jornalista e professor universitário, Emerson Urizzi Cervi, destaca que apesar das novas ferramentas a exemplo do Facebook e do próprio Twitter, nenhum candidato pode dispensar as formas já conhecidas de se fazer política.
Segundo Emerson, o uso das redes sociais não altera a apresentação do candidato aos eleitores, mas passa a exigir mais uma habilidade. “É uma ferramenta a mais para o candidato difundir seu perfil, histórico, ideias e projetos. Mas, tem que considerar que o acesso ainda é pequeno, principalmente em regiões não-metropolitanas. Como as eleições desse ano são municipais, o contato corpo-a-corpo ainda será fundamental”, adverte.
Outra questão enfatizada pelo cientista político é de que o uso das redes sociais é uma tendência, mas “não pode ser considerada a salvação da lavoura de todo mundo”. “Se dá melhor no ambiente digital quem tem plataforma, proposta política e militância anterior ao ambiente digital. Temos que pensar que a internet é um espaço onde quem já tem posição política entra para reforçar suas ideias. São raros os que procuram a internet para fazer uma escolha a partir do zero. Então, a internet é o espaço onde se prega para convertidos”, analisa. Mais informações na edição impressa do DC deste domingo.
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