Série Especial DC

SOS Usuário pode representar a diferença entre a vida e a morte

Das Assessorias

26/09/2017 às 00:00 - Atualizado em 26/09/2017 às 00:00

Antônio Carlos, casado com Cláudia Regina, pai de três filhos. Caminhoneiro profissional há 35 anos, se envolveu em apenas um acidente com gravidade na vida. Transcorria o ano de 2015, ele trafegava pela Rodovia do Café, rumo ao Porto de Paranaguá, conduzindo um caminhão bitrem carregado com 35 toneladas de soja. A carga estava sendo esperada pelo agente exportador, para embarque no navio cargueiro que a levaria para o Oriente Médio.

A viagem de Antônio foi interrompida no quilômetro 205 da BR-376, no trecho que até pouco tempo atrás era conhecido como Rodovia da Morte. “Um carro tentou me ultrapassar, mas quando estava completando o movimento, o motorista acabou se perdendo e me fechou. Não tive tempo de fazer nada. Tentei frear e, para não passar por cima do carro, joguei o bitrem para o acostamento e ele acabou capotando”, explica o caminhoneiro.

Cláudia, a esposa, completa o relato: “se fosse em outros tempos, meu marido não estaria aqui agora. Ele foi salvo pelos socorristas da rodovia. Eles foram verdadeiros anjos naquele momento”.

O resgate de Antônio serve de exemplo para aquele tipo de serviço que ninguém quer usar. Porém, quando necessário, pode determinar a diferença entre a vida ou a morte. “Graças a Deus, eu nunca tinha precisado. Mas sei dizer que, antes de ter as rodovias pedagiadas, as coisas eram muito diferentes. Teve caso de morte na minha família mesmo. Meu tio morreu em um acidente. Se ele tivesse recebido o mesmo atendimento que eu, pode ser que o destino dele seria diferente”, comenta.

 

Serviço que não se vê

A opinião de quem trafega pelas rodovias com frequência e, principalmente de quem já precisou de socorro em situação de emergência, é unânime. O apoio oferecido pelas empresas que administram as rodovias pedagiadas pode representar a diferença entre a vida ou a morte, em caso de acidentes.

Os números servem para comprovar. O índice de mortes em trechos das rodovias BR-277, BR-376 e PR-151, caiu 75%. A redução nos índices de acidentes também é expressiva: menos 67% de acidentes. Os dados fazem parte do relatório enviado pela CCR RodoNorte, responsável pela administração dos trechos, ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER).

 

Atendimento

A cada uma hora, 11 usuários recebem algum tipo de atendimento pelas equipes do serviço SOS Usuário, disponibilizado pela CCR RodoNorte.

O gestor de Atendimento ao Cliente, Mauro Bertelli, comenta que as situações são as mais diversificadas. “Desde um acidente grave até uma ocorrência mais simples, passando por socorro a veículos com pane mecânica ou elétrica, casos que o veículo fica sem combustível, retirada de objetos da pista, entre outros”, destaca.

Somente nos trechos de rodovias que cortam a região dos Campos Gerais, todos os dias, as equipes do SOS realizam cerca de 260 atendimentos. Esteserviçofunciona24 horas por dia, 365 dias por anos, em todo o trecho de concessão.

Divulgação
A cada uma hora, 11 usuários recebem algum tipo de atendimento

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