Àqueles a quem devemos chamar de heróis

Por Adalberto Jorge Xisto Pereira

Nestes dias de apreensão causada pela pandemia que atinge praticamente todos os países, uma classe de trabalhadores tem despertado o reconhecimento mundial e vem sendo reverenciada pela coragem, profissionalismo e amor com que exercem suas atividades.

São os médicos – coadjuvados pelos enfermeiros e demais profissionais da área de saúde – que estão atendendo os pacientes infectados com o coronavírus.

Os senhores são os combatentes que, sem temer a própria morte, com determinação, ousadia e coragem estão na linha de frente da guerra contra esse micro-organismo que tem se espalhado rapidamente e ceifado muitas vidas.

São os senhores que, esquecendo de si mesmos, expõem-se para salvar vidas. Com a autoridade do seu conhecimento técnico e profissional, doam o melhor de si para minorar o mal que acomete a população. Doam, além disso, a atenção, os cuidados e a palavra amiga de conforto.

Os senhores têm demonstrado esforço sobre-humano para proporcionar atendimento de qualidade aos doentes. Não abandonam o posto, em jornadas que muitas vezes atravessam as madrugadas. Condoídos da dor e do sofrimento dos enfermos e de seus familiares, carregam as esperanças da coletividade mundial que confia tão somente em Deus e nas autoridades de saúde.

Os senhores deixarão um legado importantíssimo para os outros profissionais e para as próximas gerações, o de como se deve honrar a missão escolhida, pois estão dedicando a vida a cuidar da vida dos outros, praticando o amor ao próximo em sua essência.

Aceitem dos magistrados, servidores, estagiários e colaboradores do Poder Judiciário do Estado do Paraná nosso reconhecimento, admiração e desejo de que sejam infinitamente abençoados e protegidos na sua relevante missão.

Aos senhores nos curvamos em especial reverência. Sinceramente.

O autor é presidente do Tribunal de Justiça do Paraná