Fama e popularidade não significam lucro para uma empresa

Na era das redes sociais muitas empresas parecem estar perseguindo a fama no Instagram achando que isso vai significar vendas e lucro. Mas será que é verdade?

 

No livro “Marketing Radical”, os autores Sam Hill e Glenn Rifkin trazem um exemplo muito simples e claro de que fama não significa lucro para uma empresa, nem mesmo quando se trata de uma banda, que teoricamente deveria almejar cada vez mais popularidade.

 

A obra de 1999 apresenta o case da Grateful Dead, uma banda de rock com mais de 30 anos de carreira no século XX que, segundo eles, é reconhecidamente uma marca que praticou um marketing radical durante toda sua existência.

 

E uma característica fundamental para o sucesso da marca Grateful Dead, se deu pelo fato de que a banda andou na contramão de muitas outras bandas, principalmente porque nunca se preocuparam em ter seu nome listado nas paradas de sucesso.

 

Eles não se preocupavam em receber prêmios de popularidade, ou de serem reconhecidos por todos nas ruas. O objetivo da Grateful Dead era agradar um nicho específico de fãs que se identificavam com as suas músicas.

 

Muito por conta desse tipo de comportamento, a Grateful Dead sobreviveu por mais de 30 anos, sendo extremamente lucrativa e reunindo uma base de fãs extremamente dedicada. Diferente de outras bandas que nasceram na mesma época e que alcançaram mais popularidade, mas padeceram meses ou anos depois.

 

A Grateful Dead é um exemplo muito claro de como uma empresa não precisa se preocupar em adquirir seguidores, curtidas e fãs em massa, mas sim desenvolver um produto de qualidade, impactar um nicho específico de consumidores, que por sua vez irão se tornar fãs da marca e garantir a saúde financeira da empresa.

 

Felipe Ecco, o autor é content manager da agência yard.