Arte Mista
Muitos mestres, eterna gratidão

*Autoria: Prof. Flávio Madalosso Vieira (professor nos últimos 30 anos, escritor e membro da Academia de Letras dos Campos Gerais, como 1º ocupante da cadeira nº40)

 

Bom-dia, radialistas, engenheiros, dentistas, médicos, enfermeiros, agrônomos, advogados, veterinários, administradores, contadores, farmacêuticos, economistas, profissionais de todas as lides que a sociedade necessita. São vocês testemunhos vivos, e em atividade, formados por uma classe que somente é lembrada quando dela se necessita.

            Inicialmente, educando, formando personalidades, instruindo; depois não são mais lembrados. As crianças crescem, escolhem uma profissão e dela constroem a vida. Simples, fácil, nada mais importa.

            E as raízes desta formação? Ninguém mais lembra porque não precisa. Já se sabe tudo o que é necessário para tentar alcançar o sucesso profissional.

            Assim é! Aquele que deu continuidade ao trabalho dos pais, socializando uma criança; depois ensinando a ler, escrever, fazer contas; depois ensinando uma profissão; depois ... o esquecimento! Normal, pois a sociedade assim trata os seus professores.

            Hoje, porém, tudo está diferente. As escolas parabenizam seus mestres, as crianças se comportam um pouco diferentes, procuram não aborrecer seus professores, a mídia enaltece a data, alguns professores recebem presentes, abraços, carinhos que normalmente desconhecem. É porque hoje é o “Dia do Professor”. Amanhã, tudo terá acabado, e volta-se à normalidade, a uma rotina cansativa, ninguém mais se lembrará da data importante para os mestres e somente daqui a um ano os professores serão lembrados novamente.

            Assim é a vida. Cremos que com todos os profissionais acontece a mesma coisa, porém para o professor, torna-se diferente, pois não teríamos nenhum profissional na sociedade se não houvesse professores, aliás, nem sociedade teríamos.

            Neste ponto da prosa, lembramo-nos dos nossos professores e professoras, daqueles que já se foram e de quem ainda está por aqui, e tomamos a liberdade de citá-los, com prazer e saudades, com muito respeito e reconhecimento pelo trabalho que realizaram ao longo de uma vida. Vêm à mente a figura simpática da Glacy Secco, do Antônio Aguiar, da Adelaide Chamma, do Pascoal Salles Rosa, do Laertes Larocca, do Jacques Courneau, Norberto Ceccato, Rosélis Nápoli, Kasuko Inoue, Dona Nílva (Ah! Dona Nílva – quanto carinho e respeito pela senhora) e outros grandes de um passado mais distante, como Plácido Cardon, Faris Michaele, Edgar Welter, Daniel Tavares,João Lubczyk, Osni Mongruel, Milda Brehpol, Robert Bowles, Teresinha Miranda. São tantos e com tanto carinho deles lembramos que o espaço vai se tornando pequeno no papel, mas no coração uma ternura invade e na mente vêm as lembranças de um tempo em que os professores e professoras eram tidos como autoridades, como educadores, e como tais eram respeitados até pelas autoridades. Hoje, porém, ser professor é sinônimo de lutas árduas, muito embora a importância seja a mesma, e sempre será, pois todos aqueles que desejam se tornar profissional de qualquer lida obrigatoriamente tem que passar pelas mãos de professores.

            Parabéns, Professores e Professoras, principalmente, meu carinho, gratidão e respeito àqueles e àquelas tantas que me ensinaram e me possibilitaram alcançar a realização profissional, de que muito me orgulho. E se hoje encho o peito de orgulho e digo ao mundo que GRAÇAS A DEUS SOU PROFESSOR, é pelo trabalho dos meus professores ao longo da minha vida.

Cristina Donasolo - professora, atriz, musicista e contadora de histórias (foto: divulgação)