Finanças & Investimentos
Falência motivacional!

Como headhunter e consultor de negócios na área de fusões & aquisições, acompanho de perto as tendências na economia e as ideias de alguns líderes. Entre eles, o presidente mundial da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn. “A única coisa que faz a diferença é a motivação. Se você perder a motivação, aos poucos você perde tudo”. Acompanhem as ideias deste executivo estadista:

Uma empresa nunca quebra hoje. Quebra cinco anos antes. Não é falência financeira, é falência motivacional. Vivemos num mundo onde o futuro não é uma repetição do passado. Lamentavelmente, algumas pessoas ainda continuam com a cabeça no século 19 e o corpo no século 21. As certezas de hoje se tornarão os absurdos de amanhã.

Os motivados enxergam oportunidades nas dificuldades... Os desmotivados enxergam dificuldades nas oportunidades! Os positivos fazem... Os negativos reclamam. Motivação não é festa de final de ano... Motivação é coisa séria, é ciência e quanto mais competitividade, quanto mais feroz uma economia, mais ousadas serão as ações de marketing e mais importância ganha a motivação humana. Desde que o mundo é mundo passamos por duas situações, ou seja, o bem e o mal. A escolha entre ser otimista ou pessimista é de cada ser humano e construirá toda uma estrada em que ele irá trilhar.

82% das maiores empresas do mundo vieram do “absolutamente nada”, vieram da garra de seus fundadores, do compromisso destas equipes de trabalho que acreditaram no seu talento, no seu modelo de ação e construíram a sua grande diferença em relação aos outros no mercado. Apenas 18% foram heranças de uma geração para outra.

Lembro-me da história do burro que movimenta o carro enquanto seu dono fica balançando uma cenoura à frente do seu nariz. O dono do burro pode estar indo aonde deseja ir, mas o burro está correndo atrás de uma ilusão. Amanhã só haverá outra cenoura para o burro.

O que faz a diferença entre ricos e pobres no mundo é a maneira de se pensar e o plano de ação após idéias que podem ser maravilhosas desde que colocadas em prática... Caso contrário elas irão se juntar no cemitério de milhões de idéias que “iriam” revolucionar o mundo. Iriam, porque não saíram do papel ou sequer do pensamento. A questão é: O que você está fazendo com suas idéias? O que faz com os seus pensamentos? Como anda o planejamento de sua vida e de seu trabalho?

 

Como entender melhor o investimento em renda fixa

Hoje trataremos de algumas questões que pouca gente conhece, mas todo mundo acredita conhecer: Renda Fixa!

                O investimento em renda fixa pode ser separado de 3 formas e possui 2 conceitos fundamentais que serão explicados aqui.

                3 formas de investimento: Podem ser Pós-Fixados, Pré-Fixados e Indexados. Títulos pós-fixados são aqueles que pagam um % de uma taxa, normalmente o CDI. O CDB comum é assim. A poupança também é assim quando a taxa Selic está abaixo de 8,5% a.a. como é o caso atualmente. Hoje a poupança paga em torno de 0,4% ao mês devido aos juros nominais estarem muito baixos. Os títulos pré-fixados são aqueles que o retorno é pré-determinado, como por exemplo: 10% a.a. Os títulos indexados são os atrelados à um índice de preços, normalmente IPCA ou IGP-M. Um exemplo são os títulos Tesouro IPCA (antiga NTN-B) que pagam a inflação somada à uma taxa de juro pré-fixada. Sabendo dessas três formas, somos levados automaticamente aos conceitos-chave:

                2 conceitos: Juros Nominais e Juros Reais

                Esses 2 conceitos são fundamentais para se entender a lógica dos investimentos em renda fixa. O primeiro diz o “quanto” você está ganhando, basicamente o percentual de juros. Já o conceito de juros reais é o “quanto você está ganhando DE VERDADE”: vincula o juro nominal à inflação, para saber qual é a taxa real de crescimento do seu patrimônio. Em alguns momentos existe um abismo entre essas duas taxas. Um exemplo recente dessa dissociação é o quanto rendeu a caderneta de poupança em 2016. Naquele ano, a caderneta rendeu próximo a 8%. É mais do que a própria taxa Selic atual, de 6,75% a.a. A diferença é que a inflação atual está abaixo de 3%.a. enquanto em 2016 a inflação foi próxima a 6%. Ou seja:

Caderneta de poupança

Juro Nominal

Inflação (IPCA)

Juro Real

Em 2016

8,35%

6,29%

1,94%

Em 2017

6,89%

2,95%

3,83%

Isso significa que: apesar da poupança ter rendido mais em 2016, em 2017 a aplicação foi mais vantajosa, uma vez que a diferença do rendimento para a inflação foi maior.

                Hoje temos uma taxa nominal muito baixa, mas a taxa de juros real continua elevada. Com a retomada econômica, a inflação se elevará gradualmente e isso fará com que o COPOM tenha que elevar a taxa Selic, aumentando os juros nominais. O resumo da ópera é: no curto e médio prazo, as taxas nominais continuarão pequenas, portanto um investimento em renda fixa 100% pós-fixada pode não ser atrativo. Como a inflação tem viés de alta no médio prazo, um investimento em ativos de prazo equivalente buscando o “fechamento” das taxas de juros reais pode ser mais interessante. Hoje é possível conseguir ativos bons a taxas médias de IPCA+5% ou IPCA+6% a.a. enquanto o juro nominal “convertido em real” nos dá atualmente IPCA+3,78%.

                Sei que parece complexo, mas é mais fácil do que parece. Na dúvida, consulte o google ou um especialista!

Você é um criador de problemas?

 

Roberto Tranjan

Eu conheço e, acredito, você também: gente que gosta de problemas e não consegue viver sem eles. É claro que os problemas existem e fazem parte de nossas vivências, mas não estou me referindo aos verdadeiros, sobre os quais nada podemos fazer além de lidar com eles. Refiro-me a inventar os desnecessários que tornam um inferno a própria vida e também a dos que estão ao redor.

Para os criadores de problemas, viver sem eles é muito difícil, humanamente impossível. E sabe por quê? Porque não concebem nada melhor para colocar no lugar desses percalços inventados. Funcionam como uma distração, uma forma, mesmo infeliz, de passar o tempo. É um tipo de ocupação com alguma adrenalina, sem a qual a vida lhes parece insossa. Mas basta que um seja resolvido para que surja outro. E assim sucessivamente. Uma tristeza sem fim.

Sem essa vida periférica movida a problemas, o indivíduo vai ter de se deparar consigo mesmo, ou seja, com o próprio vazio. Em seu centro, não há nada. Por isso, considera melhor gastar energia com superficialidades e dificuldades criadas em interminável sequência.

Deparar-se com o centro vazio é angustiante, no primeiro momento. Sempre que isso acontece, a tendência é buscar alívio para a dor. E esse alívio está na periferia da vida, onde os problemas se multiplicam à semelhança de ervas daninhas. Ou seja: as pessoas preferem ser infelizes a enfrentar a realidade de seu próprio vazio.

Todas as vezes em que tentam fazer contato com o seu centro, elas sentem medo. O vazio amedronta, de fato. É como um mergulho ao fundo do mar. Lá, a calma e o silêncio parecem ser insuportáveis, e o ímpeto é retornar logo à superfície, mesmo com todas tormentas que nela existem.

O problema dos problemas é que essa vida infértil afeta outras, também vazias, gerando um cortejo humano trágico, capaz de gerar a impressão de que a vida é assim mesmo: uma sequência interminável de problemas.

Ocupadas com esse martírio, as pessoas não conseguem preencher o seu centro com algo que possa tornar a vida mais fecunda: um propósito. Somente um propósito pode transformar o “ter algo para fazer” em “fazer algo que valha a pena”.

Como você tem vivido? Valorizando adversidades e transformando-as em grandes problemas ou caminhando rumo à realização de propósitos interessantes? Fazer algo que valha verdadeiramente a pena é que torna a vida uma aventura fértil, que instiga, revigora, ensina, fortalece e isenta de sofrimentos desnecessários.

O autor é empresário, educador, conferencista, consultor e escritor. Formado em Economia e pós-graduado em Administração de Empresas pela Eaesp/FGV, desenvolveu a abordagem sistêmica CMA, em que a empresa é vista como um organismo vivo dotado de mente, corpo e alma, e o modelo de gestão Metanoia. Sua obra mais recente é “O velho e o menino”, lançamento da Buzz Editora.

 

E pagaremos de novo?

Vamos ao nosso assunto: A Caixa Econômica Federal. Já era sabido, comentado e notícia velha o fato de que a CEF não estava em bons lençóis (desde 2014). Com a excessiva exposição de crédito, exercendo taxas de juros e manutenção de conta muito menores que a média do mercado somados a uma gestão, digamos... um tanto suspeita quanto à capacidade empresarial e outras coisas mais do âmbito político que já conhecemos, a bomba da caixa é a bomba da vez!

                Precisando de um socorro de meros 15 BILHÕES de reais, a caixa econômica federal, que já foi sinônimo de solidez, hoje é mais que frágil: vem em um galopante desequilíbrio que ameaçará o sistema financeiro nacional se não for balanceado de forma rápida. Apesar de ter apresentado um lucro líquido de R$6,2 bilhões na última demonstração financeira (out/16 a set/17) e ainda contar com a retomada econômica como forma de auxílio externo à situação do banco (economia forte é sinônimo de inadimplência em queda), a primeira saída que o governo propôs era que a caixa poderia transformar até 15 bilhões de sua dívida com o FGTS em um empréstimo de prazo perpétuo e sem garantias. Obviamente, tal atitude foi contestada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas da União. Junto disso, foram afastados dirigentes suspeitos de envolvimentos em casos de corrupção (Nossa, que surpresa!).

                Na prática, o governo ainda não sabe o que fazer. Surgiu a hipótese de abrir capital da caixa na bolsa de valores, mas nessa situação de fragilidade é vender barato. No entanto, a gestão puramente governamental é obscura, corrupta e provavelmente quem pagará mais essa conta somos nós, contribuintes. Uma outra alternativa, muito inteligente na minha humilde opinião, seria a caixa econômica vender parte de sua carteira de crédito de modo a antecipar recebíveis e corrigir os problemas de alavancagem: hoje a CEF tem 712 bilhões em carteira de crédito, mas um patrimônio de “apenas” 67 bilhões, ou seja: 9% de inadimplência e a Caixa Econômica Federal vira pó. De acordo com os padrões internacionais, a CEF só poderá emprestar dinheiro se tiver mais recursos para garantir tais empréstimos (porque você acha que a liberação dos financiamentos está mais demorada que o normal?). A venda de uma parte da carteira de crédito resolve os 2 problemas de uma única vez e a vida continua bela e agradável.

                Mas nem tudo são pepinos e abacaxis na vida do banco mais popular do país: o governo, aparentemente, se antecipou e não deixou o problema virar algo dantesco como foi na Petrobrás. Acertou na mosca, dado que um banco grande em apuros igualmente grandes pode levar à bancarrota um país continental.

 

João Guilherme Penteado - Apollo Brasil Assessoria & Consultoria

[email protected]

Até tu, Itaú?

Não é novidade para ninguém que existe uma vertente consolidada de migração dos investimentos dos bancos para as corretoras de valores. Ciente de que o movimento é irreversível uma vez que as corretoras apresentam especialistas bem treinados e múltiplas opções de produtos melhores que os bancos de varejo, o maior banco da américa latina se rendeu e (virou a casaca) fortaleceu ainda mais esse movimento.

O Itaú Unibanco comprou grande parte das ações PN (ações preferenciais, que dão direito ao lucro da empresa e não ao controle da gestão) da XP Investimentos. O banco adquiriu 49,9% das ações da XP pela impressionante cifra de R$6,3 bilhões de reais garantindo, ainda, um aporte de R$600 milhões na empresa visando fortalecer seu crescimento. A XP Investimentos, maior corretora de valores do Brasil, detém hoje uma custódia total de R$85 bilhões de reais em investimentos e já é maior que muito banco conhecido.

Com apenas 16 anos de existência e pautada em escritórios de agentes de investimento, a XP, nascida no Rio Grande do Sul, tornou-se um gigante da indústria de distribuição de investimentos e criou o conceito de “Shopping Center Financeiro”, onde incorpora múltiplos produtos e emissores dentre renda fixa, previdência privada, seguros, ações, câmbio, gestão de recursos e outros.

Para quem não sabe, um agente de investimento é uma pessoa autorizada pela CVM para distribuir produtos de investimento a investidores comuns, pessoa física ou jurídica, e precisa passar por uma dura prova de certificação para exercer sua função.

Com esse movimento de adquirir o potencial de lucro ao invés de adquirir o controle da empresa, o Itaú larga na frente dos seus concorrentes. O Bradesco já havia comprado uma corretora anteriormente, mas com outro propósito. Na década passada a corretora Ágora dava os primeiros sinais de representar perigo futuro aos bancos. Crescia exponencialmente com uma proposta inovadora e um ótimo sistema de home Broker para compra e venda de ações. Na época o Bradesco arrematou-a por R$830 milhões, incorporou sua tecnologia para a Bradesco Corretora e sucateou a Ágora.

O movimento não foi suficiente. Pouco tempo depois a XP explodia em números e acumulava 70% dos agentes de investimento disponíveis nas corretoras de todo o país. Com o crescimento, houve aportes de fundos internacionais renomados como o Actis e o General Atlantic, que tem em seu quadro societário o bilionário brasileiro Carlos Alberto Sicupira. A entrada do Itaú ainda reserva novas compras de ações, podendo elevar sua participação nos lucros da XP à casa dos 75% em 4 anos e assumir o controle da empresa em 2033.

Com o fato relevante emitido pelo Itaú comprovando a compra com a garantia de que não irá interferir na independência da XP, a corretora sai fortalecida como principal casa de investimentos do país e poderá muito em breve fazer frente aos grandes bancos de investimento do país.

BB Estilo, Safra e Bradesco Premier devem sim ficar muito preocupados com a situação!

3 opiniões sobre investimentos e o futuro do país

Hoje seremos sucintos e diretos:

1.       O dólar deve cair

Sim, o Brasil está ruim, os EUA estão bem. Justamente por isso o dólar deve cair.

O desemprego nos EUA bateu recorde... está no menor nível dos últimos 10 anos! Já no Brasil, também há recorde, mas ao contrário. Isso significa que temos um potencial de crescimento latente imenso, só esperando o Congresso parar de fazer bobagem e aprovar as reformas trabalhista e previdenciária de uma vez. Quem é contra a reforma previdenciária, desculpe pela sinceridade, mas você é sem noção. Enquanto seu limite de aposentadoria é o teto do INSS, juízes, professores universitários e funcionários públicos de alto escalão se aposentam com os seus salários integrais, normalmente 5x a 8x maiores que o teto do INSS. Nas contas públicas isso faz com que 1 milhão de servidores federais custem o mesmo que 33 milhões de aposentados da iniciativa privada. Se acha que isso é bom para você (e você não é um funcionário público), parabéns!Enfim, voltando à questão, há uma grande expectativa pela retomada econômica brasileira e uma imensa população pronta para ser empregada novamente. Somado às entradas de dólares dos últimos meses e as revisões para cima do rating brasileiro, temos um potencial de recuperação econômica absurdo. Tudo isso cria o cenário perfeito para o real se valorizar perante outras moedas nos próximos anos.

2.       As reformas são boas sim!

Em uma análise superficial as reformas podem parecer sacanas, mas não são. Permitirão que haja maior liberdade para se tenha investimento estrangeiro no país, maior segurança com relação ao futuro das contas públicas (o que aumenta os investimentos de longo prazo e gera empregos fixos) e liberdade ao sofrido trabalhador brasileiro. Só falta uma boa reforma tributária e Temer poderá ganhar o prêmio de presidente mais corajoso da história do país.

3.       É Lula lá

A “alma mais honesta desse país” voltou a atacar. Foi à televisão, na maior cara de pau, falar que é perseguido e voltou com o papinho de golpe. Na melhor das hipóteses (para Lula), a realidade é que ele foi esperto o suficiente para se safar até o momento e Dilma tomou uma demissão por justa causa e ainda ganhou todos os direitos que a justa causa deveria retirar (manteve seus direitos políticos porque o presidente do STF, como bom juiz que é, resolveu criar leis ao invés de cumpri-las).

A reforma trabalhista é ruim?

Sexta-feira, 28/04/2017, múltiplas paralisações e greves contra a reforma trabalhista. Isso tudo é válido?Vamos analisar as alterações:

Negociação: acordos coletivos valem mais que a CLT em quesitos específicos como: organização da jornada de trabalho, intervalo do almoço e participação nos lucros. Ou seja, esses itens passam a ser negociados entre trabalhadores e empregadores de forma que todos fiquem satisfeitos. Ex: ao invés de ter 1h e 30 minutos de horário de almoço, posso preferir ter apenas 1h e sair 30 minutos mais cedo do trabalho. Caso isso seja negociado, pode ser realizado.

Jornada Parcial: A partir de agora, trabalhos de meio período podem ter contrato de até 30h semanais.

Autônomos: a contratação de autônomos e freelancers não gerará vínculo empregatício (o que sempre soou óbvio, mas não acontecia na realidade).

Banco de horas e férias: banco de horas poderá ser negociado diretamente com a empresa e férias podem ser parceladas em até 3x, tendo um período mínimo de 14 dias e os outros podendo ser de 5 dias ou mais.

Trabalho de gestantes: poderá acontecer em local de baixa ou média insalubridade desde que possua autorização médica.

Contribuição sindical e homologações: deixa de ser obrigatória, assim como a homologação de rescisão pelo sindicato.

Ajuda de custos e saída por acordos: ajuda de custo não integrará o salário, portanto não haverá incidência de INSS, FGTS e etc. Saída do trabalho via acordo permitirá recebimento de metade do aviso prévio e 80% do valor depositado no FGTS.

Esses são os principais destaques e eu lhe pergunto, o que aqui é ruim? Negociar seu próprio tempo, forma de remuneração e condições de trabalho não me parece algo negativo. Poder trocar de emprego e ainda ter acesso ao seu dinheiro também não me parece ruim. O real motivo de todas as greves e paralisações é simples: a contribuição sindical, que de contribuição não tem nada (é um imposto, pois é obrigatório), deixará de ser obrigatória e com isso os sindicatos perderão sua gorda teta governamental.

Sendo bem sincero, isso é maravilhoso para o trabalhador!Ele poderá optar por dar seu suado dinheiro para o sindicato ou não. Portanto, se o sindicato quiser dinheiro, vai ter que representar realmente o trabalhador e ajuda-lo, ao invés de só organizar greves e paralisações enquanto tenta vincular todos à CUT, PT e derivados.

Para a economia do país será bom uma vez que permitirá maior mobilidade e independência para trabalhadores e empresas, o que deve aumentar o número de empregos no médio prazo e reduzir os custos de contratação.

 

Era uma vez, a reforma da previdência...

Era uma vez, em uma economia emergente muito, muito próxima, um projeto de reforma da previdência. Nessa terra, açoitada pela corrupção e cujo povo era extorquido diariamente pelos excessos tributários, havia um grave problema nas contas públicas.

O governo já havia cobrado impostos além do limite e qualquer aumento nesse sentido geraria menor arrecadação, algo descrito por Sir. Laffer, o qual havia se apoiado nas ideias de um polímata antigo, IbnKhaldun, que definiu o conceito no ano de 1377. Basicamente esses estudiosos de tempos antigos já mostravam que a partir de determinado ponto, qualquer aumento na carga tributária geraria uma perda de produtividade que representaria uma queda de arrecadação por parte dos cofres públicos. Somada à essa questão havia uma séria recessão econômica e desemprego, impedindo o governo de arrecadar impostos suficientes para encobrir seus desmandos.

Então, um gênio das finanças, contratado para tirar a nação do poço em que se encontrava, demonstrou que um dos segredos estava na previdência social. Um modelo de aposentadoria repleto de distorções onde os funcionários públicos consumiam 40% dos recursos mesmo aportando apenas 12%; os parlamentares se aposentavam com salário 6x superior ao teto do restante da população e trabalhando apenas 8 anos e outros absurdos. Notaram que esse “modelo” era maléfico ao país devido ao inchaço estatal e à facilidade com que as pessoas se aposentavam sem terem contribuído o suficiente.

Decidiram por apresentar uma proposta de reforma e correção do rombo da previdência, afinal de contas, o país gastava 54% do arrecadado somente nisso, faltando dinheiro para saúde, educação e outros serviços públicos. A proposta que previa igualdade para todos e aposentadoria somente aos 65 anos de idade, foi por água abaixo.

Diante de um povo carente de educação, mas crente de que entende de finanças e planejamento, a proposta foi taxada de excessiva, retrógrada e absurda. Um dos piores argumentos era de que a expectativa de vida nessa terra era inferior aos seus pares desenvolvidos que mantinham a idade mínima de 65 anos. Mal sabiam eles que o que conta é a taxa de sobrevida e não a expectativa em si, pois em um país violento a expectativa é reduzida pelo crime. E nesse quesito, a taxa de sobrevida era apenas 1 ano menor que no Japão.

De qualquer forma, a pressão popular fez com que o governo remodelasse a proposta para que a mesma fosse aprovada e com isso, apenas postergou a necessidade de mudar o modelo em definitivo. Optou por manter alguns itens que fizeram com que a previdência se mantivesse consumindo uma grande parte da arrecadação e reduzindo o potencial de investimento público nas áreas prioritárias há muito esquecidas pelos governantes.

No geral, a proposta foi aceita e rendeu um estímulo ao país, o qual teve seu crescimento econômico retomado e assim seguiu a vida. Sobre o que veio depois?

Bem, a sequência dos fatos rendeu mais uma vez o título de sempre: Brasil, o país do futuro...

O bom momento para os investidores em imóveis?

O mercado imobiliário está em crise. Isso todo mundo sabe. No entanto, os fundos imobiliários (fundos que compram, vendem e locam imóveis comerciais, galpões logísticos e etc) listados na bolsa de valores estão voando. Somente nesse ano, os imóveis da bolsa já subiram 8,49%. A explicação é mais simples do que parece.

Com o aumento dos juros ocorridos no governo Dilma, os imóveis perderam espaço por vários motivos. Primeiro porque havia excesso de oferta, segundo porque ficou caro a aquisição, terceiro porque os juros altos favorecem investimentos em renda fixa ao invés de ações ou imóveis.

Com a saída de Dilma e expectativa de que as reformas que o Brasil tanto precisa seriam viabilizadas junto de uma expectativa no corte dos juros, criou-se o ambiente perfeito para o início do investimento em imóveis. 2016 foi ruim para o mercado imobiliário em geral, no entanto os fundos de imóveis listados na bolsa obtiveram valorização média de 32,4%. Isso é explicado pelo que viria na sequência.

Como existe excesso de oferta e pouca demanda, os aluguéis caíram, o valor dos imóveis caiu e quem havia comprado imóveis na planta entre os anos de 2012 e 2014 amargou algumas dores de cabeça. No entanto, o momento atual é o ideal para o início do investimento imobiliário. Como o tempo de maturação do investimento é longo, ter um bom produto à venda em 2020 pode ser bem interessante. Tudo é uma questão de ‘timing’.

Com a forte recessão econômica somado ao desemprego e vacância nas alturas, não poderia haver momento pior para alguns e melhor para outros. Hoje vivemos o momento certo para ir às compras (e aos aluguéis). Com a retomada econômica se desenhando, valor dos aluguéis menor e juros caindo, os imóveis começam a ficar mais atrativos. Há muita demanda reprimida devido à recessão. Como muita gente está apertada, vivemos um bom momento para negociar as melhores condições para abrir um negócio ou locar um imóvel. Ainda mais com excesso de mão de obra disponível.

Já o momento de financiar ficará para o segundo semestre desse ano ou para 2018, após o final do ciclo de corte da taxa SELIC. Uma coisa é certa: com o barateamento dos imóveis, retomada econômica e corte de juros, haverá um incremento nos dados de emprego para 2018 e 2019. Isso significa maior massa salarial, o que nos leva a crer que a demanda por imóveis se aquecerá e isso representará uma valorização dos mesmos nos anos seguintes. Como a bolsa sempre antecipa as expectativas, esse movimento já está acontecendo nos fundos imobiliários e só vai perder quem não gosta de dinheiro.

 

Um corte mais fundo

Ao longo das últimas semanas saíram os dados de inflação, consumo, balanços das empresas, serviços e o resultado final foi pior do que o esperado. Exceto pela inflação, que continua encolhendo, o consumo não apresenta sinais claros de retomada, apenas uma tímida elevação, que pode acabar sendo temporária.

Com a liberação de recursos do FGTS e a opção por não aumentar impostos (não ainda, pelo menos) o ministério da fazenda espera uma aceleração no ritmo da economia brasileira durante o segundo trimestre de 2017. Mas para isso ainda falta algo mais... temos os juros reais mais elevados do mundo mesmo com seguidos cortes da taxa Selic, portanto para abril a taxa Selic deve ser cortada em um patamar que costuma ser o dobro do “normal”: 1%.

A taxa Selic Meta, principal referência do país para remuneração de investimentos e empréstimos, deve sair dos atuais 12,25% para 11,25%. Isso significa menor atratividade dos títulos de renda fixa, o que favorece o investimento em perfis mais agressivos e em economia real.

Com o corte, o Copom também espera ver alguma redução nas taxas de juros praticadas por bancos, as quais continuam em patamares absurdos. Mesmo diante das quedas constantes da Selic, as taxas de juros do mercado de crédito não parecem ceder. A culpa é da inadimplência (causada pelo desemprego) e da fragilidade econômica brasileira. Nem todo mundo está convencido de que o Brasil apresentará bons números para 2017 e 2018. O motivo, como muitos problemas no momento atual, é político.

Com a redução das exportações de carne e enfraquecimento da pecuária, também há em curso o enfraquecimento das obras públicas e tentativas de ajuste microeconômicos por parte do governo federal. Além disso, ainda temos a reforma da previdência que teima em não sair do papel e no entorno de todas as questões, a corrupção generalizada que tomou conta do país. TSE pedindo cassação da chapa Dilma-Temer, deputados e senadores morrendo de medo da Lava-Jato, Cunha condenado. No longo prazo está tudo caminhando na direção certa, o problema é o agora.

O investidor estrangeiro já mandou parte do seu dinheiro para cá, quer mandar o restante. Como diria Boris Casoy, para isso “é preciso passar o Brasil a limpo”. Existe uma tendência de fluxo de capital para nossa economia pelo viés de retomada econômica e apreciação cambial. No entanto, com a política como está, continua difícil criar coragem de investir aqui.