Grupo Nanoita
Satélites Artificiais

F.M.T.

Aluno de 6º Ano do Ensino fundamental e Medalhista de Olimpíadas Brasileira de Astronomia e Astronáutica

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Na semana passada foi comentado no artigo da Nanoita a respeito do satélite Voyager que completou 40 anos no espaço e que possui memórias inferiores a 70 kilobytes (KB). Este na verdade é o Voyager 1.

Ele foi enviado ao espaço para estudar Júpiter e Saturno, e posteriormente, o espaço interestelar. Porém, este satélite é apenas um dos mais de 5 mil que já foram lançados.

Os satélites artificiais são objetos construídos pelo homem para vagar no espaço geralmente orbitando em torno de algum astro.

Através de seus contos (1869), o escritor Edward Everett Hale propôs o conceito de satélite artificial. Todavia, o conceito de Isaac Newton é que definiu que, quando um corpo adquire velocidade elevada e não existe a resistência do ar, é possível que ele orbite um corpo maior.

O primeiro satélite a ser lançado foi o Sputnik em 1957 pela União Soviética. Tratava-se de uma esfera de metal de 58 cm de diâmetro e possuía 4 antenas e era utilizado para comunicação de rádio. Este feito surpreendeu os Estados Unidos na corrida espacial fazendo com que a NASA fosse criada em 1958.

Esta disputa resultou em um grande avanço para a humanidade. Ao término da guerra fria que estava centrada na exploração do espaço, os Estados Unidos e a União Soviética, perceberam que o esforço conjunto poderia ser muito mais produtivo. Assim surgiu a missão Apolo-Soyuz.

A aproximação dos dois inimigos trouxe junto outros países e, em 1988, montaram em órbita um dos mais importantes satélites chamado de Estação Espacial Internacional (International Space Station − ISS).

A Estação Espacial Internacional é um verdadeiro laboratório no espaço realizando experiências nas áreas de biologia, física, astronomia e meteorologia entre outras.

Um exemplo destas experiências é a utilização das condições do espaço, tal como o vácuo sideral, para observar a capacidade de desenvolvimento de organismos vivos.

Os satélites são lançados no espaço para executar as mais diferentes tarefas, as de comunicação que são as mais numerosas, científicos, meteorológicos e de uso militar. Existem ainda os satélites de sensoriamento remoto de recursos terrestres, os quais controlam as reservas que um país possui.

Neste ano, o Brasil lançou seu primeiro satélite, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A finalidade é o uso para as comunicações, principalmente na oferta de banda larga em áreas remotas, o qual será totalmente controlado pelo Brasil. Com isso o Brasil deixa de alugar satélites de empresas particulares.

Só para esclarecer, satélite geoestacionário é o satélite que acompanha o movimento rotacional da Terra.

Para se observar um satélite a olho nu, normalmente o melhor período é duas horas antes de o Sol nascer ou duas horas antes de o Sol se pôr. Isso se deve a reflexão dos raios luminosos sobre o objeto metálico. Mas isso não é tão simples assim.

Em 2009, um satélite russo que havia sido desligado colidiu com um satélite de comunicação a uma velocidade 50 vezes maior do que a de um jato. O resultado foi uma verdadeira sucata.

Existem no espaço muitos satélites artificiais que já completaram seu ciclo de atividades tornando-se os chamados lixos espaciais.

Mas, com certeza, a humanidade atual sem os satélites artificiais seria infinitamente mais primitiva.