Meus Escritos
A DINÂMICA DOS RELACIONAMENTOS

Vivemos em um mundo globalizado. Na era de tecnologia de massas. Tudo muda em instantes. Os segundos transformam vidas. As horas rapidamente passam. Dias e noites vão se alternando e uma luta desigual entre a vida e a morte vai se travando. Nos berçários, bebês chorando. É a vida começando. Enquanto isto, ao redor do mundo, muitas vidas vão sumindo por diferentes fatores. Nada se leva desta terra, ao contrário, tudo é deixado. Ficam bens materiais, dinheiro, carros, etc... Más também ficam histórias, aquelas que escrevemos, com nossas atitudes, ao longo de nossa jornada terrena. E esta ninguém pode escrever em seu lugar. É só você. Diz um pensamento que “viver é desenhar sem borracha”. Profundo isto, porque tudo o que fazemos tem uma consequência e não conseguimos voltar atrás para corrigir. O tempo não pode ser rebobinado.

         Em nossos relacionamentos também é assim. Tudo o que fazemos, terá um resultado. Se construímos em cima do diálogo, da sinceridade e da verdade, alcançaremos êxito. Lógico, isto não significa, ausência de problemas. Todos os temos e sempre teremos, pois fazem parte do nosso existir. Por outro lado, relacionamentos baseados na falsidade, mentira, desentendimentos em geral, podem entrar em nosso coração como espinhos, sangrando nossa alma e deixando profundas marcas.

         O que mais nos preocupa, é saber que adolescentes e jovens, estão crescendo em uma sociedade, que deixou os valores morais para trás. Ao mesmo tempo que pensamos em fidelidade em nossa vida conjugal, pesquisas demonstram estatísticas assustadoras. A infidelidade tem mostrado toda a sua força. Homens e mulheres casadas, buscam novos parceiros e parceiras, os quais devem ser casadas também. Segundo a pesquisa, o medo de serem descobertos, traz mais prazer ao relacionamento extraconjugal.

         Este é somente um dos inúmeros casos que lemos diariamente nos meios de comunicação. Aquele modelo de família tradicional, onde pai, mãe e filhos interagiam, foi trocado por um modelo “moderno”, onde pais criam sozinhos seus filhos e filhas, mães solteiras fazem o que podem pelos seus filhos e assim por diante.

         Quantos e quantas querem ser felizes. Este é o maior anseio do ser humano. Só que a felicidade legítima não cai pronta e acabada do céu. Ela é fruto de um trabalho diário, onde casais devem compreender que o outro também sente dor, que seu esposo ou esposa, namorado ou namorada, devem diariamente estabelecer modelos de vida, alicerçados em valores cristãos, independente de raça, condição social ou religião

         Experimente pegar duas folhas de papel. Passe cola em uma das faces e deixe secar. Depois de alguns minutos, tente separar as folhas. Você perceberá que irão rasgar-se, nenhuma ficará intacta. Assim é o casamento também e cada um de nossos relacionamentos.

         Jamais alcançaremos a perfeição, mas leve em conta sempre, a compreensão.

ENTERRADOS NO LIXÃO

         Mais uma semana começando em nossa cidade. O barulho do trânsito, as pessoas deslocando-se de um lugar para o outro, as crianças entrando nas escolas, os trabalhadores indo a luta. É a dinâmica normal da vida do ser humano. Eu também saio cedinho em direção ao meu trabalho. Nesta semana, assim como em anteriores, tenho percebido algo, que gostaria de aqui comentar, que é a expressiva sujeira de nossas ruas e calçadas.

         Quem passa pela Avenida München, principalmente após finais de semana, tem a exata noção do que estou falando. São papéis, tocos de cigarro, garrafas quebradas, latinhas de alumínio, embalagens diversas, incluindo até preservativos usados. Onde está a consciência ambiental, de nossa população, principalmente da juventude? A meu pensar, dentro da lata do lixo.

         E mais uma vez, nos deparamos, com a novelinha interminável, do Aterro “descontrolado” do Botuquara. Dias atrás, vendo uma reportagem, fiquei perplexo, pois a cada dia, mais de duzentas toneladas de lixo, são coletados em Ponta Grossa, pelos caminhões e funcionários da empresa responsável. Isto sem falar, dos catadores de material reciclável, que muito ajudam, na diminuição desta quantidade absurda de materiais descartados pela população. O que fazer, para o aterro local suportar, esta gigantesca produção de lixo a cada instante? Ideias existem várias, mas até onde é possível concretizá-las? E a qual custo, seria efetivamente realizado?

          É bem mais fácil, abrir a janela do carro, e lançar tudo para fora. O difícil é compreender, como estas pessoas, vivem dentro de suas próprias casas. Deve ser lixo em todos os cantos e a porquice marcando presença.

         E o nosso famoso Calçadão da Cel. Cláudio? Tantas reformas já feitas e os problemas continuam os mesmos. Estes dias por lá passei e percebi lixo em todos os lados. As lixeiras que antes existiam, hoje ficaram apenas na memória, pois algumas sofreram com o vandalismo e outras derretidas por bitucas de cigarro. Coisas do ser humano, irresponsável de corpo e alma.

         Gostaríamos de viver em uma cidade mais limpa, sem sombra de dúvida. Mas não basta entulharmos as pessoas de teoria ambientalmente correta, se estas não quiserem colocar na prática.

         Imagine você, ao jogar um lixo no chão. Agora pense na cidade toda jogando algo na rua. Os nossos bueiros cada vez mais lotados. E então vem a chuva forte. Os mesmos transbordam e causam danos e inundações. Depois a população reclamando que faltam investimentos, sendo que uma parte fundamental da tarefa, cabe a ela mesma.

         Estes dias, eu caminhava por uma rua central, em plena luz do dia, e observei um enorme rato de esgoto, “passeando tranquilamente” pela bonita avenida. Em meio as pessoas, ele não foi perturbado. Até parecia um “cidadão”. Falo isto, porque se continuarmos sujando a cidade, estas cenas serão cotidianas e “normais”.

         Senhores administradores municipais, chegou a hora da limpeza.

         Ao contrário, poderemos receber “visitas inesperadas”.

PRANCHETA DO DESCASO

 

 

 

         Todos os dias, saio para trabalhar cedinho e retorno no final da tarde. Lógico, enfrentando as dificuldades do trânsito de Ponta Grossa.

         Carros, caminhões, ônibus grandes e pequenos, motos, bicicletas, cavalos, cachorros e pedestres, todos reunidos em estreitas e bagunçadas ruas e avenidas.

         Quem costuma caminhar, pelas vias centrais e periféricas, leva diversos sustos e ainda pode torcer o pé ou cair em bueiros de tampas quebradas.

         E todo este cenário difícil, podendo em breve, ficar um pouco melhor ou pior, dependendo do seu ponto de vista individual. É o projeto dos Parklets chegando até a nossa cidade. Fui então, procurar uma definição simples, para os mesmos e encontrei a seguinte: “Uma forma de tirar estacionamentos, para organizar espaços de lazer em vias urbanas”. Será que realmente é disso que necessitamos?

         Encontrar um estacionamento, nos horários de pico, pode ser comparado a um bem precioso e sem igual, devido a escassez. Isto em uma cidade, que tem estacionamento regulamentado, para a “rotatividade” dos veículos. E agora, podendo ter o número diminuído. Imagine a cena: você precisando, comprar um remédio, e a vaga, onde poderia estacionar o seu veículo, está ocupada por um palco provisório com cantores de final de tarde ou jovens fazendo o seu happyhour? Qual é a sua interpretação do cenário sugerido?

         E os deficientes físicos como andam? Na minha visão, estão largados a própria sorte. Um dia destes, eu estava esperando o meu ônibus. Foi quando desceu de outro, um jovem na cadeira de rodas, através do elevador com toda a comodidade oferecida. Quando ficou sozinho, solicitou a minha ajuda, pois não conseguiria descer o meio fio, podendo inclusive cair. São fatos assim, que nos fazem refletir, o quanto ainda estamos engatinhando quando o assunto é mobilidade.

         Penso que os nossos planejadores, deveriam sair um pouco, de suas salas com ar -condicionado, e da frente da tela do computador, e acompanhar como estamos sofrendo com um trânsito congestionado, e sem o mínimo de condições, de suportar altos movimentos de automóveis em geral.

         Mais uma vez, a palavra da hora é revitalização. Fico aqui a pensar, se não estamos apenas, fazendo curativos em feridas erradas, ao invés, de buscarmos a cura permanente. Nesta rua, ao lado do Terminal Central, tão feia e abandonada, talvez seria necessário uma melhoria em seu visual, comércio em geral, ambulantes, barracas de verdureiros, mercado das pulgas, vendedores de passagens de ônibus, entre outras coisas mais.

         A cada novo dia estamos sofrendo as consequências da falta de um verdadeiro planejamento, não aquele dos “institutos”, mas da realidade humana e social também.

         Planejar o trânsito, deveria ser meta principal a ser atingida. Nossa cidade não é mais uma “Rota de Tropeiros” com carreiros. Estamos crescendo demais e se não tivermos melhorias, o futuro poderá nos reservar surpresas desagradáveis.

UMA CIDADE SEM “PASSEIOS”

         Começo este artigo, fazendo um desafio, a todos os pedestres, que diariamente circulam pela nossa cidade. Observem as calçadas, por onde caminham, e tentem se equilibrar sem nenhum tropeço. Vai ser difícil a tarefa. Nas ruas centrais, uma mistura total de pavimentos diversos, transformando este assunto em um problema sério.

         Entre a famosa pedra sabão, o petipavê, a terra, o mato alto, temos que nos virar para locomover-se. Sem falar no comércio em geral, principalmente de móveis, que coloca geladeiras, sofás, camas, colchões, fogões, etc, tudo sobre a calçada. Compreendo o lado destes comerciantes, mas o pedestre precisa ser respeitado de igual maneira.

         E as construções então? Entre tambores de concreto, tábuas, betoneiras e caçambas de entulhos, temos mesmo é que andar na rua, em meio aos veículos em geral. Um perigo a nossa segurança. Mas não tem outro jeito, pois ao contrário, corremos o risco de sermos acertados por um tijolo na cabeça.

         Na Balduíno Taques, tudo parece lindo, mas se olharmos as ruas que a cortam, um desespero total. Fico a imaginar, como fazem os nossos deficientes, para fazerem estes trajetos? Sinceramente, penso que não fazem. Ao mesmo tempo, que são largas, ficam estreitas e quase somem. Não existe um padrão definido.

         É preciso planejamento, pois ao contrário, o pedestre fica escravo das pontudas pedras, no meio do seu caminho. Eu acho, que os nossos representantes municipais, não caminham pela cidade. Dos seus carros, não conseguem enxergar, estas questões problemáticas urbanas.

         E o lixo então? Estes dias caminhando pelo centro, olhei as calçadas repletas de sacolas plásticas, caixas de papelão gigantes, televisores antigos e até lâmpadas fluorescentes queimadas. Não tive outra escolha e precisei andar pelo canto da rua, pois o espaço que eu teria que utilizar, virou um depósito de descartáveis e lixo eletrônico, em plena luz do dia.

         Todos os dias passo pela rua Ernani Batista Rosas, na região do Jardim Carvalho. Entre carros, cavalos soltos, caminhões e ônibus, muitos alunos e alunas, tentando chegar a escola, sem nenhum tipo de passeio disponível. A rua é o tudo para estes. O perigo é sempre constante.

         E na Avenida Monteiro Lobato, então? Na mesma, calçada é raridade. Um sonho a ser alcançado. E nos dias de chuvas, percebo verdadeiros “rios” e “lagos” se formando, mas nenhuma estrutura, para aqueles que precisam andar a pé.

         Senhores administradores municipais, não basta ficar enterrando fios de luz. É de suma importância, investir na qualidade de deslocamento, de todos os habitantes. Depois que ocorrer o pior, não adiantará mais nada.

         A cidade de Ponta Grossa, merece novos passeios e calçadas também. Invistam  na qualidade de vida e segurança pessoal da população em geral.

LATINHAS AMASSADAS

         Todos os dias, escutamos e vemos notícias, sobre tragédias nas ruas de nossa cidade. Famílias inteiras destruídas. Acabo de ler, mais uma, de um motoqueiro o qual perdeu a vida, dias atrás, na região central. E as trágicas estatísticas, só aumentando a cada minuto. E agora, mais uma novidade para os apressados motoristas. São os novos radares, os quais muito em breve estarão tirando “selfies” dos apressadinhos de plantão.

         E mais uma pergunta, fica parada em nossos pensamentos: É preciso aumentar o número de radares? Ou precisamos, rever conceitos e treinamentos, para quem quer habilitar-se a motorista? Como diz aquela máxima, que o brasileiro só aprende quando a dor é no próprio bolso. Todos temos certeza disto.

         Por outro aspecto, vejo a necessidade real, de uma campanha de conscientização no trânsito, sinalizando as regiões, com os novos radares e oferecendo um período de teste, sem notificações, para que os habitantes possam acostumar-se com a nova realidade. Não podemos jamais, construir uma indústria de multas apenas.

         Acidentes por aqui, não são casos isolados, mas inúmeros a cada mês. Uma mistura de pressa, estresse cotidiano, ruas desorganizadas e infrações as leis de trânsito, são os principais motivos, de tais acontecimentos.

         E vou mais longe, que os nossos motoristas, precisam reaprender a respeitar os pedestres, pois estou cansado, de tentar atravessar a rua na faixa, com o semáforo fechado e os carros rapidamente furando o sinal, expondo várias vidas ao risco de atropelamento. Talvez, precisamos de semáforos tirando fotos também, para que estes famintos homens e mulheres, pudessem sentir no bolso o peso da irresponsabilidade.

         Quando escutamos a palavra radar, lembramos imediatamente daquelas cartas surpresas, que chegam até a nossa casa, com “bonitas fotos” de nosso carro e um código de barras, a ser quitado o quanto antes. E uma enxurrada de reclamações na sequência, e todos com razão, menos quem emitiu a multa anteriormente.

         Dias atrás, presenciei uma cena. O veículo do SIATE vinha rapidamente por uma de nossas avenidas movimentadas. Quando passou em uma esquina, um veículo resolveu sair na sua frente tranquilamente, prejudicando o socorro de quem estava precisando. Cenas assim, demonstram o quanto engatinhamos, como um trânsito melhor e mais organizado.

         Aqui mais uma vez, a Avenida Souza Naves, marcando presença, nas muitas notícias sobre acidentes. Somente nas últimas semanas, foram vários, incluindo ônibus do transporte coletivo, van e caminhão, carros de passeio, pedestres e motoqueiros, etc.

         Projetos existem muitos no papel, mas na prática o que precisa ser realmente realizado? Muitos culpam a velocidade, outros os despreparados motoristas e a ingestão de substâncias proibidas para tirar o sono. Mas a verdadeira culpa, é de todos os que acreditam em seu “poder” atrás de um volante e não param para refletir nas burradas que podem cometer.

CARTÃO POSTAL RASGADO

EMERSON PUGSLEY

 

 

            Começo mais esta crônica, pensando a nossa querida, amada ou odiada Cidade de Ponta Grossa. Será, que estamos realmente valorizando, o potencial turístico existente por aqui, ou simplesmente, estamos jogando tudo pela janela do descaso? Tenho minhas dúvidas.

            Faça o exercício, de observar atentamente, os nossos pontos turísticos. Eu já fiz e fiquei assustado, pois no meio de muito matagal, lixo e bagunça de finais de semana, as belezas naturais, quase passam sem percebermos.

            Encontrei pelo caminho, muitas garrafas de vidro, pacotes plásticos, preservativos, restos de comidas e vestígios de fogo. Será, que vale a pena arriscar o meio ambiente, em troca de momentos carnívoros e farras de finais de semana?

            Até curso superior gratuíto e público temos, inclusive técnicos a nível de ensino médio e pessoas interessadas em fazer o seu melhor na área. Mas na minha opinião, falta a visão mais ampla, de nossos políticos municipais, para transformar estes monumentos naturais em força financeira para a cidade, rede hoteleira, restaurantes e população em geral.

            Falar é fácil, mas o difícil é concretizar planos de ação neste sentido. Me preocupo com o rumo que temos visto. Não faz muito tempo, tínhamos um acervo maravilhoso, de um grande mestre da geologia, a nossa disposição, para que pudéssemos organizar o primeiro Museu do Parque Estadual de Vila Velha. Apenas faltava corrermos atrás da parte burocrática. Pena, muita pena, deixamos a oportunidade de mostrarmos ao mundo algo diferente e tudo foi ralo abaixo. Até o pesquisador morreu, sem ver na prática o projeto.

              Apenas a título de ilustração, será que não estamos dando apenas trágicas utilidades aos nossos locais de lazer? Por exemplo, o Rio São Jorge, palco de cenas de terror, no início daquele ano 2015, e da vida de uma linda jovem, sumindo em uma fenda.

            Sou um defensor da história local, e principalmente, de tudo e de todos, os que a constroem diariamente. Jamais posso aceitar, um turismo bonito nas cartilhas, folderes bem montados, mas com uma prática desastrosa.

            Quero muito mais do que teorias vazias, mas poder olhar o nome da nossa cidade nos grandes roteiros nacionais e internacionais, com atrativos que sejam o cartão postal e não apenas divagações a respeito.

            Além de não sabermos explorá-lo, pouco o conhecemos ao meu ver. O que dizer dos visitantes, que davam comida aos pequenos coatis de Vila Velha ou deixavam declarações de "amor eterno" nos arenitos? Coisas de pessoas irresponsáveis e criminosas ao mesmo tempo.

            E o que dizer das Furnas, por exemplo, as quais ganharam elevador panorâmico e portões fechados? O mesmo ocorre com a Lagoa Dourada.

            Na Represa Polêmica de Alagados, as casas luxuosas, as muitas discussões e muita água para protegermos, pois é a mesma que tomamos.

            Queridos leitores, turismo é tudo isto e muito mais. Talvez sejamos um pouco ou muito descuidados com ele e deixemos o nosso lado animal prevalecer quando os visitamos. Se é mais cômodo não sei, mas tenho certeza que é coisa de visitantes amigos dos "três porquinhos".

            É tempo de mudanças, de olhar o que temos de melhor e mais belo e aprendermos a proteger, pois já perdemos muitas coisas no decorrer do tempo. Desde a nossa antiga catedral, a cervejaria central, o Colégio Tibúrcio Cavalcanti, feirinha do São José, entre outros atrativos.

            Concluindo, deixo um desafio aos nossos homens e mulheres das poltronas estofadas e confortáveis do poder. Vamos plantar hoje para podermos colher depois. Assim eu penso.

            Uma excelente semana de reflexões e até breve.

UM DIA DE CADA VEZ

         Estamos inseridos em uma sociedade extremamente consumista. As pessoas são pressionadas pela televisão, imprensa em geral, a buscarem novos produtos, mesmo que os mesmos sejam supérfluos ou quase sem utilidade. Exemplo disso, são os telefones celulares, antes um meio de comunicação, atualmente um objeto para significar status, com aparelhos super modernos e totalmente descartáveis. Crianças acabaram de nascer e já são presenteadas com um aparelho.

         Pessoas em busca da novidade. Lógico, isto também é bom, mas prejudicial. Influencia nos relacionamentos, pois o parceiro ou parceira de hoje, amanhã pode ser substituído por outro(a). Isto, afeta profundamente, o aspecto sentimental e emocional, de casais em geral. Pessoas não são objetos, mas estão sendo descartadas.

         Funcionários que aspiram postos mais altos. Muito importante isto. Mas triste é saber, que para terem êxito, utilizam seus “colegas” como escada, pisoteando e machucando.

         E a escola então. Lugar de aprendizagem. Templo do saber. E o que temos visto, são cenas de tragédias, violência sem controle, desinteresse. Professores com medo e alunos cada vez mais ousados em suas atitudes.

         Dentro deste cenário, como vemos a família? Não generalizando, mas podemos definir como pequenos agrupamentos de pessoas, onde cada um busca seus próprios interesses. Sim vivemos em um mundo competitivo. Não podemos ficar parados.

         A própria religião, a qual deveria ser um ombro amigo, pode ser um problema. Pessoas sem preparo nenhum, assumem púlpitos e podem causar danos irreversíveis. Tenho certeza, que Deus jamais concordaria, na maneira com que seu nome tem sido utilizado.

         Somos atormentados pelo dia de amanhã. Sofremos com o futuro que ainda não chegou. Esquecemos de viver o momento atual. Ficamos como meros expectadores, assistindo o filme de nossa vida passar. Reclamamos a todo instante. A canseira transforma-se em padrão. Não vemos graça em mais nada. Pássaros cantando irritam, cachorros latindo são desprezíveis seres. O choro de uma criança é simplesmente sono.

         Precisamos planejar cada um de nossos sonhos. Nada é impossível. Todos eles podem ser alcançados. Mas para isto, é necessário, determinação. E por incrível que pareça, não a encontramos em um supermercado, muito menos em um shopping. Não pode ser acessada pela internet e celular. É o único momento, em que você precisa encontrar lá dentro de si próprio, a força necessária.

         E nada é realizado de forma atropelada. Ao contrário, podemos não chegar no destino proposto. E mesmo assim, termos em mente, que ao longo de toda a nossa trajetória, os problemas farão parte, e precisamos aprender a conviver com eles.

         Um dia de cada vez, uma hora de cada vez, um minuto de cada vez e um segundo de cada vez...

SUA CARTA PARA O FUTURO

Todos nós costumamos nos corresponder. Desde os períodos mais remotos, o ser humano  procura novos meios de comunicação. Exemplo disto, é o pombo-correio, o qual era utilizado para transportar comunicados.

Hoje temos o e-mail, mensagens de celular, os quais estão em alta. Toda a tecnologia a serviço da vida. E então vem uma pergunta em nossa cabeça. O que nós seres humanos temos deixado escrito, através de nossas atitudes com a natureza, para as próximas gerações?

Eu daria uma sugestão de modelo, para o início desta carta. Poderia ser assim:

“Nossos queridos filhos e netos, poluímos os rios e mares indiscriminadamente, desperdiçamos a água potável, entulhamos os mananciais com lixo, estragamos os alimentos com o excesso de agrotóxicos, levamos espécies animais antes livres para o cativeiro, preferimos as cidades do que as florestas, vimos as indústrias produzirem, sem nenhum controle de poluição do ar.

Até aprendemos a desviar o curso dos rios, utilizamos os oceanos como cemitério para navios e terroristas.

Mas saibam, tudo foi feito em nome do progresso, nós não temos a mínima culpa. Agora deixamos o desafio para todos vocês. Procurem meios de melhorar o ambiente ao seu redor, remédios mais eficazes para as doenças da respiração, e vejam o que estão bebendo para matar a sede, pois a água está cada dia mais escassa e repleta de impurezas.

Não desanimem nunca, pois este é só o começo. Poderemos ter coisas mais tristes logo a frente.”

Vocês podem achar esta carta um tanto pesada em seus termos, mas é justamente tudo isto que estamos escrevendo a cada minuto e o pior, nada fazemos, para mudar o rumo das nossas ações, como humanidade em prol daqueles que ainda estão por nascer.

É para pensar e mudar atitudes...

PERFEIÇÃO E IMPERFEIÇÃO, EIS A QUESTÃO?

 

EMERSON PUGSLEY

 

         Todos nós já passamos por dificuldades, sejam de origem emocional, financeira, familiar e conjugal. Sempre costumamos ouvir críticas e comentários maldosos, os quais muitas vezes nos destroem completamente.

         Passamos dias, meses e anos tentando digerir fatos que ficaram armazenados em nossa consciência, em grande maioria, pequenas coisas que não mereciam ser lembradas.

         Pior ainda, quando sentimos raiva das pessoas, costumamos “levá-las até para a cama”, com todo respeito, pois ao deitarmos, ficamos cultivando ódio em nossos corações e mentes, ao contrário de perdoarmos.

         Será que a perfeição existe? Será que um dia veremos um mundo perfeito? Qual é a metodologia da existência perfeita? Independente de sua religião, você deve sempre pensar em Deus, pois a vida nos leva a caminhos perigosos e muitos precipícios podem surgir a nossa frente.

         Imperfeitos nós somos, aliás sempre a história nos mostrou, desde o começo, já erramos. Então vemos Adão e Eva no paraíso e a desobediência prevalecendo até os dias atuais.

         Qual é a sua visão pessoal do assunto em destaque? O que você entende por ser imperfeito? Qual é a melhor direção a ser seguida?

         Muitos buscam um casamento perfeito, um namorado ou namorada perfeitos, mas esquecem de buscar um espelho e fazer um exame interior em seus valores e atitudes.

         Querem o prazer mas não o buscam como deveria ser. Entregam seus corpos e mentes a pessoas sem qualquer vínculo. Depois vem as trágicas consequências de poucos minutos de uma falsa e passageira alegria.

         Muitos querem a vida, semelhante a uma rua cheia de bonitas vitrines. É só escolher, pagar e levar para casa. Bem complicado este mundo no qual vivemos.

         Quantos reclamam o tempo inteiro de Deus, não o buscam em espírito e verdade e blasfemam o tempo todo. Em nenhum lugar está escrito, que não teríamos problemas aqui na terra. Estes fazem parte do nosso existir. E a morte também. Quantos e quantas, vão embora deste mundo, sem nunca ter buscado uma fé?

         Vocês podem então me dizer, que cada um é livre. Concordo plenamente, mas também aproveito para dizer que a “semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

         O escritor, com todas as suas imperfeições, deseja a vocês uma semana recheada de felicidade. O restante corremos atrás.

 

 

OS ALICERCES DO MEDO – PARTE 2

EMERSON PUGSLEY

 

 

 

 

         Continuando a pensar sobre o medo, quero contemplar também, um olhar sobre a natureza. Na maioria das espécies animais, os pais e seus filhotes, ficam dias e noites, a mercê dos diversos predadores, incluindo o próprio homem.

        Certa ocasião, assisti a um documentário, sobre a marcha dos pinguins, espécie esta, que habita regiões geladas do planeta. Então em dado momento, aquelas pequenas e frágeis fêmeas, as quais chocam os seus ovos, até o extremo de suas forças, com o frio e a fome as acompanhando o tempo todo, são surpreendidas por fêmeas mais fortes, e expulsas do próprio ninho. Aquelas pobres e fracas aves, ficam completamente desnorteadas.

        Trazendo para a nossa vida, esta ilustração, percebemos que quantos de nós, temos de passar por perdas e roubos diários, inclusive da própria dignidade, os quais trazem desespero, o medo, a vontade de sumir ou até de morrer, etc...

        São as faces da tristeza, da ausência total do amor, a ilusão dos prazeres mundanos, dos nossos jovens, que ao invés de construírem a felicidade, destroem famílias inteiras, com suas ações impensadas e irresponsáveis.

        Ninguém será vitorioso, se for embalado pelo monstruoso medo de viver.

        Napoleão Bonaparte, resumiu o drama do medo da seguinte forma:

        “Mais vale um exército de cordeiros dirigido por um leão, que um exército de leões comandados por um cordeiro.”Se o comandante corre, o exército se debanda. Nós temos um comandante na retaguarda, o qual é Cristo, e Ele mesmo nos adverte: -Não temas.

        Outra ilustração apropriada, conta de um soldado, na última grande guerra, que em alto mar, contempla com o seu binóculo o inimigo aproximando-se. Então rapidamente avisa a seu superior do combate próximo. O comandante responde rapidamente: - Nós é que vamos ao seu encontro agora.

        Refletindo sobre as histórias acima, gostaria que refletissem, como que estamos enfrentando os nossos maiores “inimigos”, obstáculos e desafios?

        Será que amedrontados, estamos tentando fugir a todo instante, ou preferimos encarar os desafios, com fé, esperança e ânimo renovado em Jesus?

        É para pensarmos e ter em mente, que Deus abre novos caminhos para percorrermos, os quais nem sempre são “pavimentados” e calmos, mas sem dúvida, são os melhores, pois nos trazem ensinamentos o tempo todo. Por outro aspecto, a desobediência aos seus ensinamentos, traz a escuridão do medo para perto de nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

Para Refletir:

 

“Seja qual for a natureza dos seus obstáculos, você só estará vencido quando reconhecer derrota ou fracasso.”

                                                                                        (AUTOR DESCONHECIDO)