Meus Escritos
UMA CIDADE SEM “PASSEIOS”

         Começo este artigo, fazendo um desafio, a todos os pedestres, que diariamente circulam pela nossa cidade. Observem as calçadas, por onde caminham, e tentem se equilibrar sem nenhum tropeço. Vai ser difícil a tarefa. Nas ruas centrais, uma mistura total de pavimentos diversos, transformando este assunto em um problema sério.

         Entre a famosa pedra sabão, o petipavê, a terra, o mato alto, temos que nos virar para locomover-se. Sem falar no comércio em geral, principalmente de móveis, que coloca geladeiras, sofás, camas, colchões, fogões, etc, tudo sobre a calçada. Compreendo o lado destes comerciantes, mas o pedestre precisa ser respeitado de igual maneira.

         E as construções então? Entre tambores de concreto, tábuas, betoneiras e caçambas de entulhos, temos mesmo é que andar na rua, em meio aos veículos em geral. Um perigo a nossa segurança. Mas não tem outro jeito, pois ao contrário, corremos o risco de sermos acertados por um tijolo na cabeça.

         Na Balduíno Taques, tudo parece lindo, mas se olharmos as ruas que a cortam, um desespero total. Fico a imaginar, como fazem os nossos deficientes, para fazerem estes trajetos? Sinceramente, penso que não fazem. Ao mesmo tempo, que são largas, ficam estreitas e quase somem. Não existe um padrão definido.

         É preciso planejamento, pois ao contrário, o pedestre fica escravo das pontudas pedras, no meio do seu caminho. Eu acho, que os nossos representantes municipais, não caminham pela cidade. Dos seus carros, não conseguem enxergar, estas questões problemáticas urbanas.

         E o lixo então? Estes dias caminhando pelo centro, olhei as calçadas repletas de sacolas plásticas, caixas de papelão gigantes, televisores antigos e até lâmpadas fluorescentes queimadas. Não tive outra escolha e precisei andar pelo canto da rua, pois o espaço que eu teria que utilizar, virou um depósito de descartáveis e lixo eletrônico, em plena luz do dia.

         Todos os dias passo pela rua Ernani Batista Rosas, na região do Jardim Carvalho. Entre carros, cavalos soltos, caminhões e ônibus, muitos alunos e alunas, tentando chegar a escola, sem nenhum tipo de passeio disponível. A rua é o tudo para estes. O perigo é sempre constante.

         E na Avenida Monteiro Lobato, então? Na mesma, calçada é raridade. Um sonho a ser alcançado. E nos dias de chuvas, percebo verdadeiros “rios” e “lagos” se formando, mas nenhuma estrutura, para aqueles que precisam andar a pé.

         Senhores administradores municipais, não basta ficar enterrando fios de luz. É de suma importância, investir na qualidade de deslocamento, de todos os habitantes. Depois que ocorrer o pior, não adiantará mais nada.

         A cidade de Ponta Grossa, merece novos passeios e calçadas também. Invistam  na qualidade de vida e segurança pessoal da população em geral.