Psicologia em pauta
Procrastinação

Palavra até difícil de pronunciar, porém de um significado profundo e importante.

“Procrastinar é o comportamento de se adiar tarefas, de se transferir atividades para “o dia seguinte”, deixar de fazer algo ou até interromper o que deveria ser concluído dentro de um prazo determinado”. (Kerbauy, 1997).

E, quando percebemos, já se passaram os dias, os prazos e nos tornamos ansiosos, porque não sabemos realizar as tarefas sob pressão. Já se foram os dias, as semanas, o mês e às vezes até anos.

Quantos de nós não vê ou não convive com amigos e/ou colegas de trabalho, com familiares ou amigos há algum tempo!

E, esse comportamento pode se tornar até patológico, pois “a procrastinação diz respeito ao atraso de tarefas e decisões comumente associada a um sofrimento psicológico significativo. É um comportamento prevalente e considerado complexo por envolver componentes cognitivos, emocionais e comportamentais que fornecem ao procrastinador um conforto temporário diante de uma tarefa aversiva”.

Pela Terapia Cognitivo Comportamental, poderemos detectar junto com o paciente essa característica, pois a mesma “dá prioridade à modificação de crenças para produzir mudanças nos comportamentos”.

“Diversas razões para esse comportamento são apresentadas por Basco (2010) com base em sua observação clínica de terapeuta cognitivo-comportamental: pode existir uma preocupação excessiva das pessoas com a própria capacidade de fazer as coisas corretamente; outras atrasam tarefas porque não querem ter de realizá-las; e ainda há aquelas que procrastinam porque não são organizadas e simplesmente não sabem por onde começar. De acordo com a autora, o motivo subjacente à evitação define diferentes tipos de procrastinadores (p. ex., o tipo inseguro evita a tarefa predominantemente por insegurança quanto às próprias habilidades). Ellis e Knaus (1997), também apoiados na abordagem cognitiva (especificamente na terapia racional emotiva), relacionaram a procrastinação aos medos irracionais do fracasso centrados na autocrítica e na insegurança sobre suas habilidades”. Fonte:Procrastinação e terapia cognitivo-comportamental: uma revisão integrativa(2013).

            Importante, constante vigilância, organização, estabelecimento de prioridades e principalmente valorizar o “hoje”, porque será que o amanhã existirá? Será que o trabalho não realizado, o carinho não compartilhado, o amor não vivido, não nos fará falta?

            Pensemos nisso...

 

Vida

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP 08/17889

 

“A vida é um conceito muito amplo e admite diversas definições. Pode-se referirː ao processo em curso do qual os seres vivos são uma parte; ao espaço de tempo entre a concepção e a morte de um organismo; à condição de uma entidade que nasceu e ainda não morreu; e àquilo que faz com que um ser esteja vivo”.

Creio que desde que iniciei, meus ensaios/textos para serem veiculados semanalmente, neste meio de comunicação, sempre abordei acerca da vida. Porém hoje o faço, por motivo especial, devido a acontecimentos relativos diretamente à minha vida pessoal.

Famílias festejando a vida, outra despedindo-se de um ente querido e eu mesma, depois de dias de angústia, feliz pela recuperação de alguém muito especial. Essa é a vida real. E tudo acontece, num concomitante incrivelmente fascinante e ao mesmo tempo, instigador, desgastante, porém pleno de afetos, emoções e muito amor.

E esse amor é que “devia” ou melhor “deve” nos mover ao longo de nossa existência. Exercitar nossa resiliência, nossa paciência e dar o tempo necessário para o devido curso natural das resolutivas específicas de cada fato, ato e/ou situação.

E, sentindo plenamente o viver, hoje, concluo com Gonzaguinha:O Que É, o Que É...

Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita

Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita

Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita

E a vida
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!

E a vida
Ela é amar a vida ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor

Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita

Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita

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“Somos mutantes”

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP 08/17889

 

Hoje recebi um vídeo muito interessante com o título acima colocado, em que aponta e nos instruí que “as nossas células estão em constante observação acerca dos nossos pensamentos e sendo modificados por eles”. E, “que nossas células processam e projetam as nossas experiências e metabolizam de acordo com nossos pontos de vista pessoais”.

“Que quem está deprimido projeta tristeza para toda a parte de seu corpo”. E, “que não podemos captar informações isoladas e carimbar com um julgamento! ” Nesse aspecto, me coloco percebendo, o quanto fazemos isso no decorrer das nossas vidas.

Não é raro, rotularmos, julgarmos, influir de que maneira seria melhor que o “outro pensasse ou reagisse”. E aqui eu acrescentaria ao título, “somos todos mutantes e diferentes”.

É nesse olhar que temos que perceber quem está ao nosso lado, com quem nos relacionamos, com quem trabalhamos. Sabemos que “somos capazes de mudar a nossa biologia de acordo com o que pensamos e sentimos”, porém nem sempre nos damos conta dessa possibilidade e também nem sempre queremos, porque sabemos que isso dá trabalho e a tomada de consciência, nos traz compromisso e mudanças tanto de hábitos como de pensamentos.

E, também nos cabe refletir: será que o surgimento de tantos casos de CA (câncer), doenças autoimunes, infectocontagiosas, terão somente causas orgânicas? Com certeza, não. As causas poderão ser múltiplas, porém não poderemos descartar, principalmente, as emocionais.

Aí encontramos as enfermidades e comorbidades psicossomáticas, em manifestações as mais variadas, sejam através da pele, das doenças estomacais, coronarianas, etc.

Nosso corpo reflete nossas emoções, crenças, pensamentos e esses se traduzem pelo nosso comportamento. E, as doenças podem surgir a partir de sentimentos.

Portanto, tristeza, raiva, ódio, rejeição, angústia, rancor, solidão, vergonha, ansiedade, depressão, estresse, entre outros, são sentimentos que podem nos causar prejuízos na nossa qualidade de vida. Por isso, realizar o enfrentamento com positividade, acreditando que haverá solução para as situações, já é a abertura para um novo olhar, para a percepção do “aqui e do agora”, na realização do melhor para que realmente a mudança se efetive e a qualidade de vida se faça.

Volta às aulas, retorno ao trabalho

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

A todo o ano, passamos pelo período de descanso e quando um novo ano se inicia, com ele novos desafios, recomeços. Nem sempre, o entusiasmo se faz presente, pois o ano que passou não foi tão bom assim, pois nossas expectativas e desejos não se realizaram. Porém, sempre a esperança se renova, novos desejos e projetos se vislumbram.

Importante se faz, os pais e/ou responsáveis incentivarem seus filhos a iniciar o ano letivo com alegria, que esse compromisso não é punitivo, que é necessário para sua formação intelectual e pessoal. Infelizmente, ainda tomamos conhecimento que algumas famílias manifestam aos seus filhos: “se não obedecerem vou colocá-los num curso de férias”, “não aguento mais essas crianças em casa”! E que na escola, vão além de aprender conteúdos, vão aprender a conviver com as mais diferentes pessoas, com diferenças e preferências e até com necessidades especiais, às quais deverão dar atenção, ter respeito e amizade.

Segundo “O canal do Educador”, a família e a escola formam uma equipe. É fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir. Ressalta-se que mesmo tendo objetivos em comum, cada uma deve fazer sua parte para que atinja o caminho do sucesso, que visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor.
O ideal é que família e escola tracem as mesmas metas de forma simultânea, propiciando ao aluno uma segurança na aprendizagem de forma que venha criar cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem na sociedade. Existem diversas contribuições que tanto a família quanto a escola podem oferecer, propiciando o desenvolvimento pleno respectivamente dos seus filhos e dos seus alunos.

Alguns critérios devem ser considerados como prioridade para ambas as partes: como sugestões, é importante selecionar a escola baseado em critérios que lhe garanta a confiança da forma como a escola procede diante de situações importantes e dialogar com o filho o conteúdo que está vivenciando na escola; cumprir as regras estabelecidas pela escola de forma consciente e espontânea; deixar o filho a resolver por si só determinados problemas que venham a surgir no ambiente escolar, em especial na questão de socialização.

            Quanto ao retorno ao trabalho mais laboral, seja de qual natureza for, voltemos com alegria, com gratidão por podermos contribuir para a produção, seja acadêmica, seja de um produto fabril. Termos para onde retornar e contribuir para a produção de “algo” dá sentido às nossas vidas, abre horizontes, aumenta nossas expectativas e contribui para nossa realização pessoal.

“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”. (Clarice Lispector)

Gratidão

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

Vamos vivendo a vida, os dias vão passando e nem sempre percebermos o quanto temos para agradecer. No dia a dia vamos dando um formato automático e nem nos damos conta, que ao despertar, já temos o ganho de um  dia, de um bom banho, de um café a nos esperar para o despertar de um novo dia, de alguém a nos receber.

Saímos para o trabalho, ou realizamos nosso trabalho doméstico, sem nos darmos conta de quantas coisas e/ou situações estamos vivenciando: não observamos a paisagem, se estamos com saúde para enfrentar as situações que se apresentam, se as pessoas que convivem conosco estão bem (a não ser que elas nos chamem a atenção), se nossa família nos alicerça, se temos uma rede de amigos que nos apoia, se sentimos e damos afeto, e dessa forma o “frenezi” vai se instalando.

           Para a Psicologia “a gratidão significa reconhecimento agradável por tudo quanto se recebe ou lhe é concedido. A ciência da gratidão surge como a mais elevada expressão do amadurecimento psicológico do indivíduo, que o propele à vivência do sentimento enobrecido”.

            Na Psicoterapia, poderemos identificar o quanto longe ou perto estamos de sentir gratidão. Na maioria das vezes, a procura pela Psicoterapia é pela constatação das nossas insatisfações, angústias, ansiedades, depressões e situações crônicas ou pós-traumáticas. Porém, essas situações também poderão contribuir, para o nosso crescimento enquanto ser, e delas sairmos fortalecidos(as) e também agradecidos(as). A busca pela Psicoterapia, tem sempre o objetivo de nos tornarmos seres melhores, nos conhecermos melhor para entender a nós e aos outros. Porém, nem sempre isso acontece, parece que em alguns momentos, nos sentimos piores. E é nesse estágio que podemos nos perceber melhor, ressignificar nossos conceitos, traçar novas estratégias de comportamento, perceber o mundo no “aqui e no agora”, com mais consciência. E, aqui entra a gratidão: “a gratidão abre portas para novos relacionamentos; melhora a saúde física; melhora a saúde mental; aumenta a empatia e reduz a agressividade; melhora a qualidade do sono; melhora auto-estima; e nos dá mais equilíbrio”. https://opsicologoonline.com.br/os-7-beneficios-da-gratidao/

            Portanto, conforme William Shakespeare: “A gratidão é o único tesouro dos humildes”.

 

 

“Água salgada, alma lavada”

Nesta semana ouvi essa expressão e coincidentemente estava na praia, em companhia de familiar, para o qual, o banho de mar, tinha sido indicado por um cardiologista.

Realmente, só pela quebra da rotina, de abrir horizontes, variar a paisagem, nosso humor se transforma. Quisera que todas as pessoas tivessem a oportunidade de realizar essas quebras de rotina, sair, encontrar amigos, tomar um banho de mar ou algo que não faz há algum tempo, para ter a “alma lavada”.

O que é alma? “É o princípio vital; vida”. Um “conjunto das atividades imanentes à vida (pensamento, afetividade, sensibilidade, etc.), entendidas como manifestações de uma substância autônoma ou parcialmente autônoma em relação à materialidade do corpo”.

E como se lava uma alma? E a alma suja?

Suja! Temos muitos poluidores de alma: o estresse, o isolamento, a inquietação, insegurança, medos, a poluição sonora, o mundo virtual, a falta de diálogo, o desamor, a falta de afeto, a falta de companheirismo, as relações interpessoais superficiais, entre outros.

            Importante se faz, perceber a si mesmo, sentir o peso do cansaço tanto físico, como social e emocional e fazer cortes e paradas que propiciem a reposição do ânimo, da pró-atividade, da produtividade.

Clarice Lispector nos coloca: “Vida incomoda bastante, alma que não cabe bem no corpo”. Que inquietação ela quis nos transmitir com essa frase?

Eu responderia, com o poema de Gonçalves Dias: “Canção do Tamoio” em que ele diz: “Não chores, meu filho;. Não chores, que a vida. É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate; Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar”.

E, sabemos dos constantes e importantes desafios que a vida nos impõe. A luta diária nos leva a buscar capacitações, forças, empatia, resiliência, enfrentamentos. E isso é a realidade. Portanto, quando pudermos, vamos em busca de uma “água salgada para termos a alma lavada”, de um campo, de uma nova paisagem, de conseguir “fazer diferente” para ganharmos mais energia e alimentar nossas almas e proporcionar que elas caibam bem em nossos corpos!

 

Filhos

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

Nessa semana fui questionada por uma paciente: “por que as crianças ao nascer são tão bonitinhas, queridinhas e depois se tornam tão difíceis de se lidar?”

 Quase todos nós chegamos a esse mundo como fruto de um amor, de um desejo, de um sentimento. Digo, “quase”, porque temos os filhos indesejados, resultado de relacionamentos abusivos, por exemplo. Porém, quantas expectativas, projetos e sonhos são colocadas ao se fazer a escolha por ter filhos.

“Ter filhos ajuda a aperfeiçoar-se principalmente no sentido em ser coerente entre  nossas  palavras e nossos comportamentos. Ser mãe é atingir o apogeu de nossa condição de mulher. Ser pai é mais que apenas acompanhar, mas ensinar e proteger. Dá trabalho, sim, porém tem junto o amor incondicional, o afeto espontâneo, o companheirismo.

Porém, a paternidade tem que ser responsável, atenta, presente, acompanhada. Nossos filhos passarão por fases que deverão ser percebidas por nós pais/mães para que os mesmos façam o desenvolvimento adequado a cada uma delas, no sentido tanto biológico como emocional.

“O desejo de ter filhos deve estar acompanhado da consciência de que serão muitos anos de dedicação total, muito amor e paciência, dificuldades financeiras e do esquecer-se de si mesmo. Filhos precisam de pais de verdade”.

“Quando uma criança é verdadeiramente amada por ambos os pais ela se torna um adulto firme, bom e amável e, provavelmente, quando ela tiver seus próprios filhos, os criará de uma maneira clara e ciente do desafio, segura de que é capaz de trazer mais uma pessoa importante para o mundo”.

A psicóloga Patrícia Spada, pós-doutoranda da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que, muitas vezes, os parceiros acham que não vão conseguir dar o seu melhor para uma criança. "Muitos casais julgam que não terão tempo suficiente para garantir a qualidade da relação com o filho e seu desenvolvimento ou acham que não darão conta do recado”, explica.

 Para a psicóloga Sueli Castillo, ainda há o fator de que as mulheres da atualidade não se sentem mais obrigadas a ter filhos, como antigamente. “O ser humano apresenta condições de escolha, e nem sempre cumprirá os papéis que foram estabelecidos. A emancipação feminina acarretou liberdade e autonomia à mulher”.

E, devolvendo à minha paciente o seu questionamento, chegamos à conclusão de que nem sempre estamos preparadas(os) para dar conta das exigências que a nova geração traz consigo ao atingir uma certa idade, depois de “crescidos”. Vale atentar acerca da forma como impusemos os limites necessários à formação da personalidade de nossos filhos, como agimos e pela nossa ação, os mesmos, hoje estão fazendo modelo/espelho e pelos seus comportamentos, tornando-se “difíceis” para nós.

Alguns autores até apontam 10 motivos para ter e 10 para não termos filhos: 1) Realização pessoal; 2) Adorar crianças;3) Religião 4) Medo do futuro; 5) Vaidade ou orgulho; 6) Valores morais e éticos; 7) Realizar-se por meio dos sucessores; 8) Projeto de vida; 9) Amor incondicional; 10) Simplesmente quer.

E para não ter: 1) Crianças custam caro; 2) Parto é uma tortura; 3) Medo de não ser um bom pai ou mãe; 4) Priorizar a carreira; 5) Fim da vida sexual; 6) Evitar erros do passado; 7) Fim da vida social; 8) Pressão da família e dos amigos; 9) Ter atenção exclusiva do companheiro; 10) Simplesmente não quer.

 

Considero que todos esses “motivos” devem ser avaliados pelos casais.  “Quando o filho é demasiadamente protegido pelos pais, não aprende a lidar com desafios. Levando-se em conta a idade e a maturidade da criança, ela precisa aprender a agir por conta própria - só tem de ser orientada sobre como os conflitos podem ser resolvidos. Pais que fazem tudo pelos filhos não permitem que eles desenvolvam esse lado. Ao contrário, leva as crianças a sentirem receio diante de tudo e não terem iniciativa no futuro, nem desenvolvem autonomia, nem emancipação. E, ainda o diálogo apresenta-se como a ferramenta importante para sanar as dificuldades que poderão se apresentar nessa relação, tendo como “pano de fundo” o amparo essencial do amor, do afeto e do respeito.

2.0.2.0

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

 

Enfim já estamos em 2020.

A chegada de um novo ano, nos proporciona uma diversidade de sentimentos: avaliamos o que fizemos, ou o que deixamos de fazer no ano anterior, estabelecemos metas, criamos expectativas, ou muitas vezes, “deixamos a vida nos levar”. 

Realizar esse “balanço”, é tomar conhecimento do que fizemos ou não, para poder projetar o que estabeleceremos de objetivos para o novo tempo.

Desta forma, aqueles que tiveram sucesso, projetam que assim continuem, e para os que atravessaram momentos difíceis, com muitas dificuldades, a esperança se renova numa nova chance de um futuro mais positivo.

E, a Psicologia Positiva nos orienta, acerca da “importância de praticar o exercício da gratidão”. “Tais exercícios, abrem portas para que possamos olhar para o novo com mais esperança e motivação, para que possamos nos abrir para um futuro próximo: um novo ano”.

Nesse sentido, repensar no que realmente tem valor, para cada um de nós? Não somente se deixar levar pelo que todos fazem ou querem? Perceber o que realmente nos deixa felizes, tranquilos e em paz?

Será possível, viver mais simplesmente, porém mais próximo e presente na vida do outro? Poderemos sentir alegria e prazer nas coisas simples da vida? E estabelecer metas e desafios mais adequados e passíveis de realizarmos?

A passagem de ano implica num recomeço, na renovação, na mudança, na perspectiva futura. E, para que o novo se faça, importante se faz, estabelecer metas claras, com base em compromissos com o que concretamente queremos realizar, sem ficar no imaginário e sim colocando em prática, concretizando. “Algo que ocorre tanto em nível intelectual como emocional”. E, ser plenamente verdadeiro em razão de avaliar “os porquês” das metas estabelecidas no sentido de perceber o que realmente queremos ser.

Segundo a Psicóloga Ângela Fabbri, in vittude.com, “quando visualizamos uma meta ou realização, pensamos no resultado final e para tal, temos que ter consistência no dia a dia, para que nossos objetivos sejam alcançados”. Por isso, fica mais fácil, dividirmos em pequenas realizações para de passo em passo, chegarmos à meta maior. “O ato de dividir as metas em etapas menores, facilita o processo e nos ajuda emocionalmente”, porque se algo não se realizar a frustração não nos desanima.

“Ao comemorar as pequenas realizações, nosso cérebro produz dopamina e serotonina, entre outros neurotransmissores, responsáveis pela sensação de prazer e recompensa”. E, de pequenos sucessos vamos nos auto-estimulando a enfrentar os desafios no sentido do que projetamos.

Também importante é trabalharmos visualmente, “escrevendo” as metas, isto é, tendo uma “visualização criativa” e voltando a elas para checagem e reavaliação constante, observando caminhos e/ou obstáculos, prazos e possibilidades, dando um passo de cada vez.

E, de acordo com a Terapia Cognitiva Comportamental, podemos estabelecer um cronograma: 1- estabelecer metas; 2-ser realista; 3- fracionar as metas; 4- escolher as resoluções com critérios; 5- acreditar em nós mesmos; 6- fazer anotações; 7-celebrar as conquistas; 8- receber suporte (aqui a Psicoterapia se faz importante); 9- não desistir no primeiro fracasso; 10- seja protagonista (as metas são de nós mesmos).

Portanto, bem-vindo 2.0.2.0!

 

Ano Novo-Feliz 2020

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

Tempo de reavaliações. Nessa época tudo nos leva a repensar a vida, o tempo, os sonhos, as realizações. Muitos questionamentos e abertura para o novo, para a esperança de que com o ano que se aproxima, situações melhorem, sonhos se realizem, desejos se concretizem.

Segundo o Blog Psicoterapia, Psicanálise, Saúde Mental e Humanidades: http://www.reneschubert.blogspot.com/, algumas das falas de pacientes de consultório, foram transcritas às quais também me deparo em meu consultório, podem ilustrar o que ocorre psicologicamente neste período de final de ano: "Não é minha época preferida não – na verdade odeio É um período em que muitos pacientes tem crises depressivas ou surtos psicóticos. Outros abusam excessivamente do álcool ou de outras substancias, tornando-se inconsequentes e denunciando desta forma que algo não está muito bem internamente. "Não consigo ficar sorrindo e achando tudo lindo, acho muito hipócrita"; "Me sinto muito sozinha e triste esta época"; "Sinto um aperto no coração, acabo ficando isolada"; "Não suporto as reuniões da família – eu por mim ia para um lugar mais afastado"; "Tem muito barulho, as pessoas ficam estranhas"; "Tudo fica parado, e triste, você não acha?".

“Como explicar este fenômeno, de uma parcela da sociedade sentir-se alheia, afastada, triste, desgostosa, numa época marcada por festejos, renovação de votos e reuniões com colegas, amigos e família. Do ponto de vista psicológico pode-se apontar que este fenômeno encontra sua explicação em dois fatores principalmente: a comunhão com a família, amigos, colegas e naquilo que o final de ano marca, ou seja fechamento de ciclo, realização de metas e estabelecimento de novas metas, projetos”.

“Para muitos, o final de ano é marcado pelo fracasso e frustração em diversas metas estabelecidas, por exemplo: não se conseguiu a promoção desejada, não parou de beber ou fumar, não está satisfeito com o relacionamento, não consegue desenvolver relacionamentos com amigos ou amorosos, o ano foi marcado por cisões e desentendimentos, há muitas dívidas financeiras, não se alcançou o peso ou imagem corporal desejada”.

“No final de ano fazemos geralmente, consciente ou inconscientemente uma revisão de como foi o ano e o que ficou marcado. E se para a pessoa ficaram marcados insucessos e dificuldades, seja na vida relacional, na vida profissional ou em relação à ambição pessoal, o final de ano torna-se um fardo pesado e indigesto”. Sabemos que a capacidade em lidar com frustrações e dificuldades conta muito nesta situação. E percebemos que muitas pessoas se fragilizam e adoecem neste período exatamente por não suportar a pressão, interna e externa, que aponta para felicidade, sucesso e realizações.

“Por vezes apenas algumas crenças e imagens internas que a pessoa tem em relação a si e em relação ao mundo precisam ser revistas, trabalhadas e resignificadas. Em outros casos é preciso fazer um trabalho mais profundo com a pessoa e talvez com os familiares. Algumas feridas psíquicas são superficiais e outras são muito antigas e profundas. O tratamento precisa ver o indivíduo como um ser total, com seus desejos, expectativas, capacidades e dificuldades e como um ser inserido e em relação a um sistema maior: sua família, sua profissão, seus relacionamentos, seu meio cultural”.

“A angústia, frustração e sentimento de inadequação e incapacidade podem ser trabalhados e elaborados, à medida em que o indivíduo busque novas soluções e se disponibilize a enfrentar seus medos e sombras. É um tratamento que encontra dificuldades e barreiras, mas é possível e pode possibilitar uma nova perspectiva e outro olhar para essa época do ano, do fechamento de um ciclo, para o início do novo!” Fonte: http://www.redepsi.com.br/2011/12/13/refletindo-acerca-do-fim-de-ano/

 

 

Nosso mundo

Lílian Yara de Oliveira Gomes 

CRP  08/17889

 

 

Estamos em plena semana natalina, em que preparativos são providenciados, esperanças são renovadas, encontros são marcados. Familiares se procuram, amigos se reencontram, luzes aparecem, cidades são enfeitadas, corações se enternecem.

            Por que só nesse tempo? Será tão difícil, abrandar nossos corações e viver com mais empatia, fraternidade, paz e harmonia ao longo de nossas vidas? Podem me chamar de “utópica”, porém se a humanidade não se conscientizar que estamos vivendo num mundo “doentio”, sucumbiremos todos!

A todo o momento tomamos conhecimento de atos praticados, por razões que não nos cabe julgar, porém, que nos assustam e nos fazem refletir, que não podemos “tirar a vida do outro” só porque discordamos de seus atos, porque ingerimos bebida alcoólica e saímos “todos poderosos” em nossos “possantes” pelas estradas, para chegar antes dos outros.

Avalio que o nosso mundo está doente!

            “Olhando sob a ótica emocional, vemos um mundo doente, pois a capacidade de se colocar no lugar do outro, faz toda a diferença. Entender que a sua necessidade não é menos importante que a do outro dá abertura para muitas respostas à uma mesma pergunta e/ou situação e nos faz reconhecer que não há verdade absoluta”.

Os fatos atuais, têm demonstrado que isso não vêm acontecendo: “maridos esfaqueando ex-esposas, mulheres abusadas, outras mandando exterminar ex-esposos, crianças morrendo de fome, refugiados sendo rejeitados.

“Sem empatia há corruptos, traidores, violência, assassinos, charlatões, abusadores, perversos, impacientes, intolerantes, presunçosos, indiferentes”, diz Lucy Rocha no site ContiOutra. E aqui acrescento, sem respeito, verdade e dignidade não há caráter, nem princípios norteadores para um mundo melhor.

Porém, sempre haverá a esperança! Mais humanização, mais tolerância, mais escuta, companheirismo, diálogo, amor, empatia e gratidão.

E, que todos os dias sejam de Natal, de renascimento, de renovação, de respeito!