Psicologia em pauta
Apoio

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

Palavra tão pequena, porém tão importante! Quem nunca precisou? Seja numa decisão a ser tomada, numa escolha, numa situação em que nem sempre é fácil encarar uma realidade, uma notícia, um fato.

“O Apoio Psicológico é uma forma de terapia em que o paciente procura, com o auxílio e orientação do Psicólogo, expressar os seus problemas e ansiedades, tentando investigar as causas e encontrar soluções para o seu mal-estar e sofrimento”.

“Também designado Apoio Psicológico, é uma modalidade de intervenção psicológica de particular relevância para pessoas que estejam a passar por um momento mais complexo na sua vida”.

O suporte afetivo, o companheirismo, o ouvir, são pilares para que possamos atravessar os desafios que a vida nos impõem e seguir na esperança de que passaremos, ao longo da vida, por diferentes e diversas etapas e nem sempre teremos forças para enfrentá-las sozinhos.

O apoio familiar, a rede de amigos, de colegas de trabalho, se faz importante, no sentido do acompanhamento e suporte para que não nos sintamos sós.

“A terapia de apoio é um tipo de terapia semelhante à terapia individual, porém mais indicada para pessoas que estejam passando por momentos transitórios difíceis ou crises temporárias. O objetivo dessa terapia é dar reforço para o restabelecimento das capacidades que foram prejudicadas por algum tipo de evento repentino ou inesperado”. Fonte: http://siriusterapia.com.br

“Esta terapia pode ter duração curta ou longa, vai depender de cada indivíduo, da forma como irá lidar com a terapia e do quanto ele assimilou todos seus acontecimentos”.

“AS PESSOAS PROCURAM ESSA TERAPIA, PRINCIPALMENTE QUANDO:
· PASSARAM POR LUTO OU TRAUMAS RECENTES
· RECEBERAM RESULTADO DE ALGUM PROBLEMA DE SAÚDE GRAVE
· ENTRE UMA SÉRIE DE INTERCORRÊNCIAS QUE ENVOLVEM RISCO DE VIDA, MUDANÇA NOS PADRÕES DE VIDA OU QUE IMPLICAM EM DÉFICITS DE SAÚDE”.

“Nossa função como terapeuta nesse tipo de terapia é escutar atentamente cada detalhe sobre o acontecimento, dar suporte e apoio ao indivíduo, traçar metas que estimulem sua melhora, promover por meio de técnicas condições emocionais para que o processo de terapia alcance seus objetivos, ou seja a recuperação da sua autoimagem e sua independência”.

Portanto, conforme os objetivos da Psicoterapia, o autoconhecimento e a melhoria da qualidade de vida do paciente, a terapia de Apoio, sempre fará parte da nossa intervenção. Ouvir, apontar alternativas, apoiar decisões serão funções fundamentais para a auxiliar no aumento da autoestima e da autonomia de nossos pacientes.

“Nem sempre conseguimos controlar todos os eventos que acontecem conosco, porém temos a força de não nos deixar reduzir a eles.”

Pensamento: O que é?

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

“Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental. Pensar, permite aos seres, modelarem sua percepção do mundo ao redor de si, e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos e desejos”.

            Muitas vezes ouvimos: “tenho boa cabeça, o que me estraga são os pensamentos”.

Será que conseguimos separar o pensar, do sentir e do agir? Ou isso ocorre de outra maneira: primeiro sentimos, depois pensamos, depois agimos? Ou também, agimos, sentimos e depois pensamos?

“O pensamento é aquilo que é trazido à existência através da atividade intelectual. Por esse motivo, pode-se dizer que o pensamento é um produto da mente, que pode surgir mediante atividades racionais do intelecto ou por abstrações da imaginação”.

            Como anda o nosso pensamento? Temos tido “consciência” deles? Ou estamos tão automatizados, que quando nos damos conta, já agimos, já reagimos, já nos deixamos levar pelo impulso, pela reação automática?

            Temos tomado consciência do nosso “momento presente”? Estamos conectados com o nosso “aqui e agora?”

Segundo Jon Kabat-Zinn, escritor e médico americano, as atitudes básicas para desenvolvermos habilidades e competências psicológicas, que ajudarão a não nos deter no “imaginário”, devem basear-se em algumas atitudes  como: - não julgar; ser paciente; ser curioso; confiar; não lutar (contra o que pensarmos); ver como as coisas/situações são realmente; deixar-se ir; ser grato; ser generoso...”

E, questiono: isso é fácil? NÃO

“O ato de pensar é um processo realmente complexo, já que é possível pensar sobre uma variedade de coisas, assuntos e situações: lugares, pessoas, objetos, sobre o presente, sobre o passado ou sobre o futuro, sobre coisas não concretas (como sentimentos), entre outros. É possível ainda pensar sobre o próprio pensar. Por meio do pensamento consegue-se colocar diante de si um objeto para ser estudado ou selecionado, sem que ele esteja ali fisicamente”.

Avaliar os pensamentos automáticos, aqueles recorrentes, que nos desgastam, nos estressam. Segundo a Psicóloga, Talita Lopes Marques,  “quando nossos pensamentos são mais negativos, depreciativos, eles funcionam como um veneno na nossa mente e no nosso coração, vão contaminando tudo à nossa volta”. E, nos instiga a “parar para observar por um dia, e pensar que tipo de pensamentos passam pela nossa cabeça: será que são pensamentos gentis? Maldosos? Construtivos? Perturbadores? Depreciativos? Negativos? Positivos?”

Por isso, “a melhor maneira de capturar momentos é prestando atenção”.( Jon Kabat-Zinn)

Envelhecimento

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

CRP  08/17889

 

 

“Ao nascer começamos a envelhecer”...

Quantas vezes já ouvimos isso. É claro, que esse “envelhecimento” referido acima, não é tão verdadeiro assim. Passamos por diversas fases de desenvolvimento, em que vamos ganhando e não perdendo, no que se refere ao amadurecimento e à formação fisiológica e psíquica.

Até algumas décadas atrás, uma pessoa com 40 anos, era considerada “idosa”, se vestia de maneira austera, não se permitia ir a certos lugares, adotava com uma vida restrita.

“No Brasil a expectativa de vida tem aumentado cada vez mais. Em 2013, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a esperança de vida era de até 74,9 anos. À medida que a população está envelhecendo, o índice de natalidade está caindo, logo, há um aumento da população mais velha no país”.

“Na verdade, o que está em jogo na velhice é a autonomia, ou seja, a capacidade de determinar e executar seus próprios desejos. Qualquer pessoa que chegue aos oitenta anos é capaz de gerir sua própria vida e determinar quando, onde e como se darão suas as atividades de lazer, convívio social e trabalho (produção em algum nível) certamente será considerada uma pessoa saudável. Pouco importa saber que essa mesma pessoa é hipertensa, diabética, cardíaca e que toma remédio para depressão, ­ infelizmente uma combinação bastante frequente nessa idade. O importante é que, como resultante de um tratamento bem-sucedido, ela mantém sua autonomia, é feliz, integrada socialmente e, para todos os efeitos, uma pessoa idosa saudável”, nos orienta Luiz Roberto Ramos, do Departamento de Medicina, Centro de Estudos do Envelhecimento, Universidade Federal de São Paulo. (2002)

Aponta que “medidas de intervenção visando identificar causas tratáveis de déficit cognitivo e de perda de independência no dia-a-dia deveriam tornar-se prioridade do sistema de saúde, dentro de uma perspectiva de reestruturação programática realmente sintonizada com a saúde e o bem-estar da crescente população de idosos. O objetivo principal do sistema deve ser a manutenção da capacidade funcional do idoso, mantendo-o na comunidade, pelo maior tempo possível, gozando ao máximo sua independência”.

Nesse sentido, sabemos que nem sempre e principalmente na realidade brasileira isso se faz. As garantias aos idosos são colocadas em segundo plano, quando não “desrespeitadas”, pois, quanto abandono ocorre! E idosos, desrespeitados e/ou abandonados são muito suscetíveis a desenvolver enfermidade graves, tanto física como psiquicamente. Tornam-se “órfãos na velhice” e esse isolamento “aumenta em 14% o risco de morte” nos orienta a Universidade de Chicago- EUA.

Nos cabe alertar e esclarecer: se não tem um idoso no seu convívio, mesmo assim, seremos “um” algum dia (se não formos embora cedo). Por isso, tenhamos mais respeito aos mesmos, não utilizando os espaços que são seus por direito, dando aos mesmos as prioridades que tiveram que ganhar “por lei” e mesmo assim não são respeitadas, muitas vezes. E paciência e afeto, jamais poderão faltar, porque um dia poderemos sentir na “pele” essa frustração e abandono!

 

 

Outubro Rosa

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

 

Como em todos os anos, tendo a certeza de que já abordei essa temática, mais uma vez cabe lembrar de que não só nesse mês, mas rotineiramente, devemos nos ocupar com a nossa saúde. “Prevenção primária (redução de fatores de risco) e detecção precoce são os eixos principais da campanha Outubro Rosa 2019”.

            Quantos casos de Câncer de Mama, tomamos conhecimento em nosso dia a dia.

“Apesar dos avanços desde as primeiras ações do Outubro Rosa no Brasil, em 2002, há muita desinformação sobre as causas e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Foi o que concluiu uma pesquisa encomendada pelo Coletivo Pink, do laboratório Pfizer. O levantamento “Câncer de mama hoje: como o Brasil enxerga a paciente e sua doença?” foi conduzido pelo Ibope Inteligência. Foram entrevistadas 1040 mulheres e 960 homens da cidade de São Paulo e das regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Curitiba através de uma plataforma online, amostra insignificante tendo em vista a população total de mulheres desses estados.

“O resultado poderá ser útil para direcionar as próximas campanhas”, porém nem sempre são suficientes para realmente conscientizar as pessoas a realizar exames rotineiramente.  

“Mesmo após mais de 15 anos de Outubro Rosa, tem muita coisa que os brasileiros não sabem”, comenta a oncologista Marina Sahade, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. No Outubro Rosa, estudo revela que brasileiras acreditam mais no autoexame do que na mamografia e não sabem quais os grandes fatores de risco desse tumor”.

 

Sabemos que “a maneira mais eficaz de diagnosticá-la precocemente é pela mamografia. Isso torna preocupante o achado da pesquisa de que 77% das mulheres confiam mais na própria avaliação pelo autoexame”.

“O autoexame é importante e tem que ser feito. Mas a mamografia detecta tumores menores, quando eles ainda têm milímetros. A chance de cura nesse momento é muito maior”, alerta Marina. E mais: 53% das entrevistadas acreditam que, quando a mamografia não encontra alterações, é desnecessário repetir o procedimento no futuro. “O Ministério da Saúde recomenda que toda mulher acima dos 50 anos faça esse exame a cada dois anos. Já a maioria das sociedades médicas orienta que ele seja realizado anualmente a partir dos 40 anos”, ensina a oncologista. Fonte:  Maria Tereza Santos- Publicado em 03 out 2019.

            Importante se faz também, avaliar que ao receber “o diagnóstico, esse, é vivido tanto pela paciente quanto pela família como um momento de intensa angústia, onde a possibilidade de morte e mutilação fazem-se presentes de forma chocante, com significativa repercussão na vida do paciente. Os sentimentos mais comuns apresentados pela mulher com câncer de mama são: raiva, tristeza, inquietação, ansiedade, angústia, medo e luto”.

Ocorrem “problemas de ordem emocional com frequência tanto em pacientes com câncer como em seus familiares em função da dificuldade em lidar com o diagnóstico. Não raro, transtornos psicológicos como depressão e ansiedade são diagnosticados no paciente em seus familiares em todas as fases do tratamento (Ceolin, 2008). Segundo Penna (2004, p. 379): "estas consequências se devem porque a palavra câncer adquiriu uma conotação de doença terrível, sem cura, e que termina em morte sofrida". Entretanto, apesar das doenças oncológicas serem, na sua maioria, crônicas, nem sempre levam a morte devido a modernas medicações e a tratamentos inovadores. Quanto ao seu impacto, a notícia do câncer é capaz de mudar de forma considerável o relacionamento entre os membros da família e a forma como se comunicam e resolvem questões diárias (Melo et al., 2012)”.

            Portanto, junto com a realização do autoexame, a rotina de exames preventivos se faz necessário para a manutenção da saúde e para a prevenção das enfermidades que causam  prejuízo tanto físico como emocional às pessoas, impactando sobremaneira na qualidade de vida tanto do paciente como de seus familiares. Fonte: Impacto psicológico do diagnóstico de câncer na família: um estudo de caso a partir da percepção do cuidador.

A difícil e importante tarefa de educar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

 

Recentemente, comemoramos o Dia da Criança, que coincide com as comemorações do Dia de Nossa Senhora  Aparecida, padroeira do Brasil. Porém, é acerca do Dia da Criança, que vou me referir.

Como colocado, no título, é “difícil e importante educar”; estamos vivendo uma época de tanto distanciamento, que observei que na maioria das redes sociais as indicações e mensagens, eram no sentido de “menos presentes e mais presença”. E, dessa forma, avaliei o quanto estão fazendo falta as trocas, as brincadeiras compartilhadas, o diálogo, a presença.

Escutei a seguinte fala: “só existe troca, se tiver presença”. Mas, muitas vezes tem presença, porém não tem troca. Cada um está no seu mundo virtual onde o afeto fica prejudicado. Já vi cenas em que filhos estão “clamando” a atenção dos pais e eles nem ouvem e/ou percebem.

Não só no Dia das Crianças, estipulado no dia 12 de Outubro, estar com elas é todo dia! O brincar é responsável pelo desenvolvimento de habilidades, de desenvolvimento cognitivo, de manifestação de afeto, estimulando a criatividade. As crianças têm que deixar de ser passivos, têm que interagir e construir seus brinquedos, o “faz de conta” é muito sadio para seu crescimento cognitivo e afetivo.

Atualmente, elas têm muitas atividades além das escolares: são aulas de línguas, academia, reforço escolar, ballet, etc e os pais se queixam, “virei motorista dos filhos”!

De acordo com Helenice Augusta da Cunha, Supervisora Educacional na Prefeitura Municipal de Baependi (MG),“o grande desafio é superar a falta de intimidade, diálogo e a falta de tempo para estar junto, para se conversar, brincar, dar beijos, passear, levá-lo para a escola e participar de sua vida.

Toda essa falta vem gerando pais e filhos emocionalmente instáveis, insensíveis e inseguros.

Pais suprem a necessidade material de seus filhos, mas não conseguem suprir a carência emocional, não conseguem tocar o coração.

Assim se forma uma geração de pais que aceitam que seus filhos tomem o comando da situação e até lhes falte com o respeito, só que esses filhos, são imaturos, inconsequentes e poderosos. É a inversão de papeis: se no passado filhos tudo faziam para agradar seus pais, hoje são os pais que fazem tudo para ter a amizade de seus filhos, não medindo esforços para “tudo dar” e esquecem o principal, de “tudo dar” no mundo afetivo.

Criam-se filhos que preferem assistir televisão, jogar vídeo game, ficar na internet, mexer no celular do que conversar ou sair com os pais.

Pais que não conseguem ter vínculo afetivo com o próprio filho, sentem vergonha de conversar, de tocar, de aconselhar, de ouvir.

Crianças que passam o tempo todo chamando atenção dos pais e professores, pois estão sempre inquietos, barulhentos e agitados. Não conhecem limites, desconhecem o “não” e o significado do “sim”, pois o sim só tem valor para quem conhece o não.

Aponta a referida autora, que, o grave é que estamos convivendo com crianças extremamente inteligentes, capazes e sabem exercer um “poder”, que pensam que tem. Crianças ditas “hiperativas”, que chegam a ser medicadas enquanto na verdade só precisam de um referencial de alguém que lhes imponha limites. Os pais precisam compreender que quem exerce o comando são eles, que é preciso disciplinar, mostrar caminhos, se colocar à frente, liderar, exercer seu poder de pai e de mãe, não de forma abusiva, mas como aquele que se faz respeitado e amado.

Enfim, é preciso criar vínculo, lembrando que seu filho clama por limites.

“Os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos à sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração”. ( Augusto Cury)

Exercício Físico como complemento à prevenção e ao tratamento da Depressão

Lílian Yara de Oliveira Gomes

                          CRP  08/17889

 

 

Sabemos o quanto o exercício físico ajuda e melhora na manutenção de nossa saúde. Nem todas as pessoas “gostam” de exercitar-se, porém tal como uma alimentação adequada, os exercícios deveriam fazer parte obrigatória da nossa rotina.

“A prática regular de determinada atividade física reduz substancialmente o risco de morrer de doença cardíaca coronária e diminui o risco de infarto, câncer de cólon, diabetes e pressão alta, depressão, ansiedade, entre outras enfermidades”.

“A atividade física tem estado entre essas novas descobertas para o tratamento da depressão, onde seus efeitos antidepressivos têm recebido considerável atenção.

Durante a realização de exercícios físicos, o organismo libera dois hormônios essenciais para auxiliar no tratamento da Depressão, a endorfina e a dopamina”. São hormônios importantes e essenciais para auxiliar no tratamento e na prevenção da Depressão: “a endorfina, conhecida também como “hormônio da alegria”, pois promove a sensação de bem-estar, euforia e alívio das dores e a dopamina, promove efeito analgésico e tranquilizador”.

Pesquisas apontam que “a prática de exercícios aeróbicos, como andar, correr e nadar, de 20 a 40 minutos, duas vezes por semana, têm capacidade de liberar B-endorfina. Sendo ao ar livre, os exercícios, produzem a serotonina, neurotransmissor que colabora na regulação do nosso humor e na temperatura corporal”.

A atividade física, além da liberação de hormônios também nos ajuda a melhorar a nossa qualidade de vida, pois auxilia na “melhoria das nossas relações sociais, minimiza nosso sofrimento psíquico e físico, aumenta nossa autoestima”.

Aliada da atividade física, também temos na Respiração Consciente, uma importante fonte de produção de Bem-Estar. Perceber-se “respirando”, conscientemente é um valioso instrumento para diminuir a Ansiedade e a Depressão. Nos faz, perceber-se, concentrar em nós mesmos, focar, relaxar.

Portanto, tanto o exercício físico como a respiração consciente “são  instrumentos de grande valor terapêutico, quando integrado à Psicoterapia, ao tratamento medicamentoso, quando indicado pelos profissionais dessas áreas”. Fonte: natue.com.br

Saúde Mental

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

 

Hoje transcrevo texto, sobre “o mês da conscientização sobre a Doença Mental”. In www.saudemental/2019.

Importante, jamais abandonar quem nos ensinou os verdadeiros valores!

Amor, carinho, proteção, atenção é o que devemos dar nesse momento. Pelos amigos e familiares a quem lhes tocou a tarefa de cuidar de seus pais e/ou filhos, na situação de saúde mental (demência senil, Alzheimer, Esquizofrenia, etc), pois aqueles que deram tudo pela nossa família e sempre nos protegeram por amor, um dia poderão nos perguntar:  " Quem és tu?" Não por esquecimento voluntário, mas pela deterioração mental que o tempo ofereceu e que pouco a pouco vão perdendo suas forças e faculdades até ficarem prostrados.

Os problemas de saúde mental são devastadores e paralisam a pessoa e aos que os cercam. Todo mundo diz: "se precisar de alguma coisa, conte comigo, não hesite, eu estarei lá para te ajudar no que for necessário”. Porém, nem sempre funciona assim. Muitas vezes, ficamos sozinhos.

Nossa alma sofre, o coração acelera, a dor é incontrolável, a sede pela reversão nos martiriza e o desejo da cura é incontrolável...
É preciso dar muito amor, ter paciência, e acolhimento. É preciso buscar sabedoria e enfrentar com fé, conhecimento e afeto.

Importante nos conscientizarmos sobre a doença mental.
“Eles nos esqueceram, mas nós não”.

Ensinem aos seus filhos o exemplo para amar os seus avós ou bisavós, a serem gentis com eles. Um dia nos tocará chegar a essa idade e espero que não tenhamos a má sorte de alguns que ficam abandonados e esquecidos”.

Portanto, cuidemos da nossa saúde mental, pois “no fundo, não descobrimos na pessoa com transtorno mental nada de novo ou desconhecido: encontramos nele a base de nossa própria natureza”. Carl Jung

Ressignificar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

                          CRP  08/17889

 

 

 

Atualmente temos tomado conhecimento de muitos acontecimentos, como desmoronamento de barragens, acidentes de trânsito, acidentes causados pelo clima, mortes prematuras, tragédias.

E, nos questionamos: tais situações não nos abalam diretamente, porém são compartilhadas e nos envolvem. É a “dor indireta”. Famílias que são surpreendidas pela perda de familiares, de seus lares, de seus portos seguros. Como agir diante do inesperado?

            “Ressignificar é atribuir novo significado a acontecimentos por meio de mudança de sua visão de mundo. Situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida. Esse mesmo evento estressor pode apresentar peso e intensidade diferenciados para cada pessoa, em diferentes momentos de sua vida”, nos aponta a Psiquiatra Rafaela Olívia Marinho.(2019)

            Em recente entrevista que concedi, para o  periódico “D’Ponta a Ponta”, me referi ao “estresse pós-traumático onde avaliei o valor que cada um dá à sua dor.

            Estamos ainda na campanha do Setembro Amarelo e muitas ações vêm sendo desenvolvidas no sentido preventivo ao Suicídio. Acerca dessa atitude, temos que estar em Alerta Constante, (com maiúsculas mesmo), pois recentemente dois irmãos tiraram a própria vida, juntos, em nossa cidade. E daí nasce a pergunta: Por quê? Como chegaram a esse ponto? Em que nível de desesperança se encontravam? O que “não deu” significado a essas existências? E seus  familiares, como estarão vivendo neste momento?

É necessário dar atenção ao nosso redor. Vivemos tempos de tanta pressa, tanto apelo virtual, que deixamos de perceber a vida que está acontecendo junto a nós. Nem sempre percebemos sentimentos, carências, falta de atenção e afeto...

Importante se faz, acompanhar nossos filhos, saber suas opiniões acerca da vida e do mundo; saber com quem convivem; conhecer suas amizades, suas angústias, seus desejos.

            E, dessa forma ir ressignificando, dando suportes afetivos, presenciais e afetuosos, que encorajem as pessoas a acreditar na vida e na luta diária por dias melhores, revendo o que realmente tem valor!

 

Ressignificar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

                          CRP  08/17889

 

 

 

Atualmente temos tomado conhecimento de muitos acontecimentos, como desmoronamento de barragens, acidentes de trânsito, acidentes causados pelo clima, mortes prematuras, tragédias.

E, nos questionamos: tais situações não nos abalam diretamente, porém são compartilhadas e nos envolvem. É a “dor indireta”. Famílias que são surpreendidas pela perda de familiares, de seus lares, de seus portos seguros. Como agir diante do inesperado?

            “Ressignificar é atribuir novo significado a acontecimentos por meio de mudança de sua visão de mundo. Situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida. Esse mesmo evento estressor pode apresentar peso e intensidade diferenciados para cada pessoa, em diferentes momentos de sua vida”, nos aponta a Psiquiatra Rafaela Olívia Marinho.(2019)

            Em recente entrevista que concedi, para o  periódico “D’Ponta a Ponta”, me referi ao “estresse pós-traumático onde avaliei o valor que cada um dá à sua dor.

            Estamos ainda na campanha do Setembro Amarelo e muitas ações vêm sendo desenvolvidas no sentido preventivo ao Suicídio. Acerca dessa atitude, temos que estar em Alerta Constante, (com maiúsculas mesmo), pois recentemente dois irmãos tiraram a própria vida, juntos, em nossa cidade. E daí nasce a pergunta: Por quê? Como chegaram a esse ponto? Em que nível de desesperança se encontravam? O que “não deu” significado a essas existências? E seus  familiares, como estarão vivendo neste momento?

É necessário dar atenção ao nosso redor. Vivemos tempos de tanta pressa, tanto apelo virtual, que deixamos de perceber a vida que está acontecendo junto a nós. Nem sempre percebemos sentimentos, carências, falta de atenção e afeto...

Importante se faz, acompanhar nossos filhos, saber suas opiniões acerca da vida e do mundo; saber com quem convivem; conhecer suas amizades, suas angústias, seus desejos.

            E, dessa forma ir ressignificando, dando suportes afetivos, presenciais e afetuosos, que encorajem as pessoas a acreditar na vida e na luta diária por dias melhores, revendo o que realmente tem valor!

 

Ressignificar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

                          CRP  08/17889

 

 

 

Atualmente temos tomado conhecimento de muitos acontecimentos, como desmoronamento de barragens, acidentes de trânsito, acidentes causados pelo clima, mortes prematuras, tragédias.

E, nos questionamos: tais situações não nos abalam diretamente, porém são compartilhadas e nos envolvem. É a “dor indireta”. Famílias que são surpreendidas pela perda de familiares, de seus lares, de seus portos seguros. Como agir diante do inesperado?

            “Ressignificar é atribuir novo significado a acontecimentos por meio de mudança de sua visão de mundo. Situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida. Esse mesmo evento estressor pode apresentar peso e intensidade diferenciados para cada pessoa, em diferentes momentos de sua vida”, nos aponta a Psiquiatra Rafaela Olívia Marinho.(2019)

            Em recente entrevista que concedi, para o  periódico “D’Ponta a Ponta”, me referi ao “estresse pós-traumático onde avaliei o valor que cada um dá à sua dor.

            Estamos ainda na campanha do Setembro Amarelo e muitas ações vêm sendo desenvolvidas no sentido preventivo ao Suicídio. Acerca dessa atitude, temos que estar em Alerta Constante, (com maiúsculas mesmo), pois recentemente dois irmãos tiraram a própria vida, juntos, em nossa cidade. E daí nasce a pergunta: Por quê? Como chegaram a esse ponto? Em que nível de desesperança se encontravam? O que “não deu” significado a essas existências? E seus  familiares, como estarão vivendo neste momento?

É necessário dar atenção ao nosso redor. Vivemos tempos de tanta pressa, tanto apelo virtual, que deixamos de perceber a vida que está acontecendo junto a nós. Nem sempre percebemos sentimentos, carências, falta de atenção e afeto...

Importante se faz, acompanhar nossos filhos, saber suas opiniões acerca da vida e do mundo; saber com quem convivem; conhecer suas amizades, suas angústias, seus desejos.

            E, dessa forma ir ressignificando, dando suportes afetivos, presenciais e afetuosos, que encorajem as pessoas a acreditar na vida e na luta diária por dias melhores, revendo o que realmente tem valor!