Psicologia em pauta
A difícil e importante tarefa de educar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

 

Recentemente, comemoramos o Dia da Criança, que coincide com as comemorações do Dia de Nossa Senhora  Aparecida, padroeira do Brasil. Porém, é acerca do Dia da Criança, que vou me referir.

Como colocado, no título, é “difícil e importante educar”; estamos vivendo uma época de tanto distanciamento, que observei que na maioria das redes sociais as indicações e mensagens, eram no sentido de “menos presentes e mais presença”. E, dessa forma, avaliei o quanto estão fazendo falta as trocas, as brincadeiras compartilhadas, o diálogo, a presença.

Escutei a seguinte fala: “só existe troca, se tiver presença”. Mas, muitas vezes tem presença, porém não tem troca. Cada um está no seu mundo virtual onde o afeto fica prejudicado. Já vi cenas em que filhos estão “clamando” a atenção dos pais e eles nem ouvem e/ou percebem.

Não só no Dia das Crianças, estipulado no dia 12 de Outubro, estar com elas é todo dia! O brincar é responsável pelo desenvolvimento de habilidades, de desenvolvimento cognitivo, de manifestação de afeto, estimulando a criatividade. As crianças têm que deixar de ser passivos, têm que interagir e construir seus brinquedos, o “faz de conta” é muito sadio para seu crescimento cognitivo e afetivo.

Atualmente, elas têm muitas atividades além das escolares: são aulas de línguas, academia, reforço escolar, ballet, etc e os pais se queixam, “virei motorista dos filhos”!

De acordo com Helenice Augusta da Cunha, Supervisora Educacional na Prefeitura Municipal de Baependi (MG),“o grande desafio é superar a falta de intimidade, diálogo e a falta de tempo para estar junto, para se conversar, brincar, dar beijos, passear, levá-lo para a escola e participar de sua vida.

Toda essa falta vem gerando pais e filhos emocionalmente instáveis, insensíveis e inseguros.

Pais suprem a necessidade material de seus filhos, mas não conseguem suprir a carência emocional, não conseguem tocar o coração.

Assim se forma uma geração de pais que aceitam que seus filhos tomem o comando da situação e até lhes falte com o respeito, só que esses filhos, são imaturos, inconsequentes e poderosos. É a inversão de papeis: se no passado filhos tudo faziam para agradar seus pais, hoje são os pais que fazem tudo para ter a amizade de seus filhos, não medindo esforços para “tudo dar” e esquecem o principal, de “tudo dar” no mundo afetivo.

Criam-se filhos que preferem assistir televisão, jogar vídeo game, ficar na internet, mexer no celular do que conversar ou sair com os pais.

Pais que não conseguem ter vínculo afetivo com o próprio filho, sentem vergonha de conversar, de tocar, de aconselhar, de ouvir.

Crianças que passam o tempo todo chamando atenção dos pais e professores, pois estão sempre inquietos, barulhentos e agitados. Não conhecem limites, desconhecem o “não” e o significado do “sim”, pois o sim só tem valor para quem conhece o não.

Aponta a referida autora, que, o grave é que estamos convivendo com crianças extremamente inteligentes, capazes e sabem exercer um “poder”, que pensam que tem. Crianças ditas “hiperativas”, que chegam a ser medicadas enquanto na verdade só precisam de um referencial de alguém que lhes imponha limites. Os pais precisam compreender que quem exerce o comando são eles, que é preciso disciplinar, mostrar caminhos, se colocar à frente, liderar, exercer seu poder de pai e de mãe, não de forma abusiva, mas como aquele que se faz respeitado e amado.

Enfim, é preciso criar vínculo, lembrando que seu filho clama por limites.

“Os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos à sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração”. ( Augusto Cury)

Exercício Físico como complemento à prevenção e ao tratamento da Depressão

Lílian Yara de Oliveira Gomes

                          CRP  08/17889

 

 

Sabemos o quanto o exercício físico ajuda e melhora na manutenção de nossa saúde. Nem todas as pessoas “gostam” de exercitar-se, porém tal como uma alimentação adequada, os exercícios deveriam fazer parte obrigatória da nossa rotina.

“A prática regular de determinada atividade física reduz substancialmente o risco de morrer de doença cardíaca coronária e diminui o risco de infarto, câncer de cólon, diabetes e pressão alta, depressão, ansiedade, entre outras enfermidades”.

“A atividade física tem estado entre essas novas descobertas para o tratamento da depressão, onde seus efeitos antidepressivos têm recebido considerável atenção.

Durante a realização de exercícios físicos, o organismo libera dois hormônios essenciais para auxiliar no tratamento da Depressão, a endorfina e a dopamina”. São hormônios importantes e essenciais para auxiliar no tratamento e na prevenção da Depressão: “a endorfina, conhecida também como “hormônio da alegria”, pois promove a sensação de bem-estar, euforia e alívio das dores e a dopamina, promove efeito analgésico e tranquilizador”.

Pesquisas apontam que “a prática de exercícios aeróbicos, como andar, correr e nadar, de 20 a 40 minutos, duas vezes por semana, têm capacidade de liberar B-endorfina. Sendo ao ar livre, os exercícios, produzem a serotonina, neurotransmissor que colabora na regulação do nosso humor e na temperatura corporal”.

A atividade física, além da liberação de hormônios também nos ajuda a melhorar a nossa qualidade de vida, pois auxilia na “melhoria das nossas relações sociais, minimiza nosso sofrimento psíquico e físico, aumenta nossa autoestima”.

Aliada da atividade física, também temos na Respiração Consciente, uma importante fonte de produção de Bem-Estar. Perceber-se “respirando”, conscientemente é um valioso instrumento para diminuir a Ansiedade e a Depressão. Nos faz, perceber-se, concentrar em nós mesmos, focar, relaxar.

Portanto, tanto o exercício físico como a respiração consciente “são  instrumentos de grande valor terapêutico, quando integrado à Psicoterapia, ao tratamento medicamentoso, quando indicado pelos profissionais dessas áreas”. Fonte: natue.com.br

Saúde Mental

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

 

Hoje transcrevo texto, sobre “o mês da conscientização sobre a Doença Mental”. In www.saudemental/2019.

Importante, jamais abandonar quem nos ensinou os verdadeiros valores!

Amor, carinho, proteção, atenção é o que devemos dar nesse momento. Pelos amigos e familiares a quem lhes tocou a tarefa de cuidar de seus pais e/ou filhos, na situação de saúde mental (demência senil, Alzheimer, Esquizofrenia, etc), pois aqueles que deram tudo pela nossa família e sempre nos protegeram por amor, um dia poderão nos perguntar:  " Quem és tu?" Não por esquecimento voluntário, mas pela deterioração mental que o tempo ofereceu e que pouco a pouco vão perdendo suas forças e faculdades até ficarem prostrados.

Os problemas de saúde mental são devastadores e paralisam a pessoa e aos que os cercam. Todo mundo diz: "se precisar de alguma coisa, conte comigo, não hesite, eu estarei lá para te ajudar no que for necessário”. Porém, nem sempre funciona assim. Muitas vezes, ficamos sozinhos.

Nossa alma sofre, o coração acelera, a dor é incontrolável, a sede pela reversão nos martiriza e o desejo da cura é incontrolável...
É preciso dar muito amor, ter paciência, e acolhimento. É preciso buscar sabedoria e enfrentar com fé, conhecimento e afeto.

Importante nos conscientizarmos sobre a doença mental.
“Eles nos esqueceram, mas nós não”.

Ensinem aos seus filhos o exemplo para amar os seus avós ou bisavós, a serem gentis com eles. Um dia nos tocará chegar a essa idade e espero que não tenhamos a má sorte de alguns que ficam abandonados e esquecidos”.

Portanto, cuidemos da nossa saúde mental, pois “no fundo, não descobrimos na pessoa com transtorno mental nada de novo ou desconhecido: encontramos nele a base de nossa própria natureza”. Carl Jung

Ressignificar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

                          CRP  08/17889

 

 

 

Atualmente temos tomado conhecimento de muitos acontecimentos, como desmoronamento de barragens, acidentes de trânsito, acidentes causados pelo clima, mortes prematuras, tragédias.

E, nos questionamos: tais situações não nos abalam diretamente, porém são compartilhadas e nos envolvem. É a “dor indireta”. Famílias que são surpreendidas pela perda de familiares, de seus lares, de seus portos seguros. Como agir diante do inesperado?

            “Ressignificar é atribuir novo significado a acontecimentos por meio de mudança de sua visão de mundo. Situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida. Esse mesmo evento estressor pode apresentar peso e intensidade diferenciados para cada pessoa, em diferentes momentos de sua vida”, nos aponta a Psiquiatra Rafaela Olívia Marinho.(2019)

            Em recente entrevista que concedi, para o  periódico “D’Ponta a Ponta”, me referi ao “estresse pós-traumático onde avaliei o valor que cada um dá à sua dor.

            Estamos ainda na campanha do Setembro Amarelo e muitas ações vêm sendo desenvolvidas no sentido preventivo ao Suicídio. Acerca dessa atitude, temos que estar em Alerta Constante, (com maiúsculas mesmo), pois recentemente dois irmãos tiraram a própria vida, juntos, em nossa cidade. E daí nasce a pergunta: Por quê? Como chegaram a esse ponto? Em que nível de desesperança se encontravam? O que “não deu” significado a essas existências? E seus  familiares, como estarão vivendo neste momento?

É necessário dar atenção ao nosso redor. Vivemos tempos de tanta pressa, tanto apelo virtual, que deixamos de perceber a vida que está acontecendo junto a nós. Nem sempre percebemos sentimentos, carências, falta de atenção e afeto...

Importante se faz, acompanhar nossos filhos, saber suas opiniões acerca da vida e do mundo; saber com quem convivem; conhecer suas amizades, suas angústias, seus desejos.

            E, dessa forma ir ressignificando, dando suportes afetivos, presenciais e afetuosos, que encorajem as pessoas a acreditar na vida e na luta diária por dias melhores, revendo o que realmente tem valor!

 

Ressignificar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

                          CRP  08/17889

 

 

 

Atualmente temos tomado conhecimento de muitos acontecimentos, como desmoronamento de barragens, acidentes de trânsito, acidentes causados pelo clima, mortes prematuras, tragédias.

E, nos questionamos: tais situações não nos abalam diretamente, porém são compartilhadas e nos envolvem. É a “dor indireta”. Famílias que são surpreendidas pela perda de familiares, de seus lares, de seus portos seguros. Como agir diante do inesperado?

            “Ressignificar é atribuir novo significado a acontecimentos por meio de mudança de sua visão de mundo. Situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida. Esse mesmo evento estressor pode apresentar peso e intensidade diferenciados para cada pessoa, em diferentes momentos de sua vida”, nos aponta a Psiquiatra Rafaela Olívia Marinho.(2019)

            Em recente entrevista que concedi, para o  periódico “D’Ponta a Ponta”, me referi ao “estresse pós-traumático onde avaliei o valor que cada um dá à sua dor.

            Estamos ainda na campanha do Setembro Amarelo e muitas ações vêm sendo desenvolvidas no sentido preventivo ao Suicídio. Acerca dessa atitude, temos que estar em Alerta Constante, (com maiúsculas mesmo), pois recentemente dois irmãos tiraram a própria vida, juntos, em nossa cidade. E daí nasce a pergunta: Por quê? Como chegaram a esse ponto? Em que nível de desesperança se encontravam? O que “não deu” significado a essas existências? E seus  familiares, como estarão vivendo neste momento?

É necessário dar atenção ao nosso redor. Vivemos tempos de tanta pressa, tanto apelo virtual, que deixamos de perceber a vida que está acontecendo junto a nós. Nem sempre percebemos sentimentos, carências, falta de atenção e afeto...

Importante se faz, acompanhar nossos filhos, saber suas opiniões acerca da vida e do mundo; saber com quem convivem; conhecer suas amizades, suas angústias, seus desejos.

            E, dessa forma ir ressignificando, dando suportes afetivos, presenciais e afetuosos, que encorajem as pessoas a acreditar na vida e na luta diária por dias melhores, revendo o que realmente tem valor!

 

Ressignificar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

                          CRP  08/17889

 

 

 

Atualmente temos tomado conhecimento de muitos acontecimentos, como desmoronamento de barragens, acidentes de trânsito, acidentes causados pelo clima, mortes prematuras, tragédias.

E, nos questionamos: tais situações não nos abalam diretamente, porém são compartilhadas e nos envolvem. É a “dor indireta”. Famílias que são surpreendidas pela perda de familiares, de seus lares, de seus portos seguros. Como agir diante do inesperado?

            “Ressignificar é atribuir novo significado a acontecimentos por meio de mudança de sua visão de mundo. Situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida. Esse mesmo evento estressor pode apresentar peso e intensidade diferenciados para cada pessoa, em diferentes momentos de sua vida”, nos aponta a Psiquiatra Rafaela Olívia Marinho.(2019)

            Em recente entrevista que concedi, para o  periódico “D’Ponta a Ponta”, me referi ao “estresse pós-traumático onde avaliei o valor que cada um dá à sua dor.

            Estamos ainda na campanha do Setembro Amarelo e muitas ações vêm sendo desenvolvidas no sentido preventivo ao Suicídio. Acerca dessa atitude, temos que estar em Alerta Constante, (com maiúsculas mesmo), pois recentemente dois irmãos tiraram a própria vida, juntos, em nossa cidade. E daí nasce a pergunta: Por quê? Como chegaram a esse ponto? Em que nível de desesperança se encontravam? O que “não deu” significado a essas existências? E seus  familiares, como estarão vivendo neste momento?

É necessário dar atenção ao nosso redor. Vivemos tempos de tanta pressa, tanto apelo virtual, que deixamos de perceber a vida que está acontecendo junto a nós. Nem sempre percebemos sentimentos, carências, falta de atenção e afeto...

Importante se faz, acompanhar nossos filhos, saber suas opiniões acerca da vida e do mundo; saber com quem convivem; conhecer suas amizades, suas angústias, seus desejos.

            E, dessa forma ir ressignificando, dando suportes afetivos, presenciais e afetuosos, que encorajem as pessoas a acreditar na vida e na luta diária por dias melhores, revendo o que realmente tem valor!

 

Ressignificar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

                          CRP  08/17889

 

 

 

Atualmente temos tomado conhecimento de muitos acontecimentos, como desmoronamento de barragens, acidentes de trânsito, acidentes causados pelo clima, mortes prematuras, tragédias.

E, nos questionamos: tais situações não nos abalam diretamente, porém são compartilhadas e nos envolvem. É a “dor indireta”. Famílias que são surpreendidas pela perda de familiares, de seus lares, de seus portos seguros. Como agir diante do inesperado?

            “Ressignificar é atribuir novo significado a acontecimentos por meio de mudança de sua visão de mundo. Situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida. Esse mesmo evento estressor pode apresentar peso e intensidade diferenciados para cada pessoa, em diferentes momentos de sua vida”, nos aponta a Psiquiatra Rafaela Olívia Marinho.(2019)

            Em recente entrevista que concedi, para o  periódico “D’Ponta a Ponta”, me referi ao “estresse pós-traumático onde avaliei o valor que cada um dá à sua dor.

            Estamos ainda na campanha do Setembro Amarelo e muitas ações vêm sendo desenvolvidas no sentido preventivo ao Suicídio. Acerca dessa atitude, temos que estar em Alerta Constante, (com maiúsculas mesmo), pois recentemente dois irmãos tiraram a própria vida, juntos, em nossa cidade. E daí nasce a pergunta: Por quê? Como chegaram a esse ponto? Em que nível de desesperança se encontravam? O que “não deu” significado a essas existências? E seus  familiares, como estarão vivendo neste momento?

É necessário dar atenção ao nosso redor. Vivemos tempos de tanta pressa, tanto apelo virtual, que deixamos de perceber a vida que está acontecendo junto a nós. Nem sempre percebemos sentimentos, carências, falta de atenção e afeto...

Importante se faz, acompanhar nossos filhos, saber suas opiniões acerca da vida e do mundo; saber com quem convivem; conhecer suas amizades, suas angústias, seus desejos.

            E, dessa forma ir ressignificando, dando suportes afetivos, presenciais e afetuosos, que encorajem as pessoas a acreditar na vida e na luta diária por dias melhores, revendo o que realmente tem valor!

 

Ressignificar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

                          CRP  08/17889

 

 

 

Atualmente temos tomado conhecimento de muitos acontecimentos, como desmoronamento de barragens, acidentes de trânsito, acidentes causados pelo clima, mortes prematuras, tragédias.

E, nos questionamos: tais situações não nos abalam diretamente, porém são compartilhadas e nos envolvem. É a “dor indireta”. Famílias que são surpreendidas pela perda de familiares, de seus lares, de seus portos seguros. Como agir diante do inesperado?

            “Ressignificar é atribuir novo significado a acontecimentos por meio de mudança de sua visão de mundo. Situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida. Esse mesmo evento estressor pode apresentar peso e intensidade diferenciados para cada pessoa, em diferentes momentos de sua vida”, nos aponta a Psiquiatra Rafaela Olívia Marinho.(2019)

            Em recente entrevista que concedi, para o  periódico “D’Ponta a Ponta”, me referi ao “estresse pós-traumático onde avaliei o valor que cada um dá à sua dor.

            Estamos ainda na campanha do Setembro Amarelo e muitas ações vêm sendo desenvolvidas no sentido preventivo ao Suicídio. Acerca dessa atitude, temos que estar em Alerta Constante, (com maiúsculas mesmo), pois recentemente dois irmãos tiraram a própria vida, juntos, em nossa cidade. E daí nasce a pergunta: Por quê? Como chegaram a esse ponto? Em que nível de desesperança se encontravam? O que “não deu” significado a essas existências? E seus  familiares, como estarão vivendo neste momento?

É necessário dar atenção ao nosso redor. Vivemos tempos de tanta pressa, tanto apelo virtual, que deixamos de perceber a vida que está acontecendo junto a nós. Nem sempre percebemos sentimentos, carências, falta de atenção e afeto...

Importante se faz, acompanhar nossos filhos, saber suas opiniões acerca da vida e do mundo; saber com quem convivem; conhecer suas amizades, suas angústias, seus desejos.

            E, dessa forma ir ressignificando, dando suportes afetivos, presenciais e afetuosos, que encorajem as pessoas a acreditar na vida e na luta diária por dias melhores, revendo o que realmente tem valor!

 

Ressignificar

Lílian Yara de Oliveira Gomes

 

                          CRP  08/17889

 

 

 

Atualmente temos tomado conhecimento de muitos acontecimentos, como desmoronamento de barragens, acidentes de trânsito, acidentes causados pelo clima, mortes prematuras, tragédias.

E, nos questionamos: tais situações não nos abalam diretamente, porém são compartilhadas e nos envolvem. É a “dor indireta”. Famílias que são surpreendidas pela perda de familiares, de seus lares, de seus portos seguros. Como agir diante do inesperado?

            “Ressignificar é atribuir novo significado a acontecimentos por meio de mudança de sua visão de mundo. Situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida. Esse mesmo evento estressor pode apresentar peso e intensidade diferenciados para cada pessoa, em diferentes momentos de sua vida”, nos aponta a Psiquiatra Rafaela Olívia Marinho.(2019)

            Em recente entrevista que concedi, para o  periódico “D’Ponta a Ponta”, me referi ao “estresse pós-traumático onde avaliei o valor que cada um dá à sua dor.

            Estamos ainda na campanha do Setembro Amarelo e muitas ações vêm sendo desenvolvidas no sentido preventivo ao Suicídio. Acerca dessa atitude, temos que estar em Alerta Constante, (com maiúsculas mesmo), pois recentemente dois irmãos tiraram a própria vida, juntos, em nossa cidade. E daí nasce a pergunta: Por quê? Como chegaram a esse ponto? Em que nível de desesperança se encontravam? O que “não deu” significado a essas existências? E seus  familiares, como estarão vivendo neste momento?

É necessário dar atenção ao nosso redor. Vivemos tempos de tanta pressa, tanto apelo virtual, que deixamos de perceber a vida que está acontecendo junto a nós. Nem sempre percebemos sentimentos, carências, falta de atenção e afeto...

Importante se faz, acompanhar nossos filhos, saber suas opiniões acerca da vida e do mundo; saber com quem convivem; conhecer suas amizades, suas angústias, seus desejos.

            E, dessa forma ir ressignificando, dando suportes afetivos, presenciais e afetuosos, que encorajem as pessoas a acreditar na vida e na luta diária por dias melhores, revendo o que realmente tem valor!

 

Compartilhando e trocando conhecimentos

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

 

 

Na semana passada estive na Faculdade Santana, para compartilhar e trocar experiências no Curso de Psicologia. Tal momento me foi de grande importância, considerando a “obrigação e a responsabilidade” que todo o profissional, seja de que área atue, deve ter.

Abordei sobre “Psicoterapia Breve”, como e quando a utilizo na minha prática profissional. Esse é “um tipo de tratamento psicológico que tem foco e tempo determinados. A atenção deve recair sobre uma queixa específica do paciente, que será trabalhada após uma análise do seu quadro. Para isso, já nas primeiras consultas é definido um foco, bem como as estratégias para alcançá-lo. Nesse sentido, a Psicoterapia Breve se divide em três modalidades:

1. Estrutural ou de impulso

Nessa modalidade são utilizadas entrevistas e testes psicológicos, com a finalidade de elaborar um diagnóstico de conflito primário associado ao problema principal do paciente. Baseado nisso, será feito um trabalho terapêutico com duração e finalidade determinadas.

2. Relacional

Já nesse caso, preocupa-se menos com a técnica, com o tempo e com critérios, dando mais importância ao momento presente e à experiência particular do paciente.

3. Integrativo ou eclético

Por fim, nessa modalidade o Psicoterapeuta utiliza vários recursos, que, posteriormente, serão analisados e adaptados à situação atual do paciente. O foco, de toda forma, sempre será a necessidade do paciente.

Como funciona a psicoterapia breve

Nessa abordagem, a figura do Psicoterapeuta é bem diferente do que é visto na Psicanálise. Enquanto, nessa última, a postura é mais neutra e passiva, na Psicoterapia Breve o especialista se expressa mais, assumindo uma postura mais ativa e com maior número de intervenções. Basicamente, a pessoa vai ao consultório, explica por que está procurando ajuda psicológica e diz qual questão deseja trabalhar. Em seguida, acerta com o profissional o número de sessões e o problema específico que será discutido.

Diante disso, um dos motivos que levam a essa conduta é o incentivo de atividades entre as consultas que visam desenvolver uma certa força para lidar com as questões emocionais

Como o nome sugere, nessa modalidade o tempo é mais reduzido. Assim, o especialista foca em um problema ou questão particular, e utiliza técnicas específicas para atingir o objetivo predeterminado. Ainda assim, isso não significa que o tratamento seja insuficiente.

Apesar de ser uma terapia breve, ela não exige pressa. Pelo contrário: ela permite que profissional e paciente trabalhem juntos, com foco na resolução de crises pontuais. E também é muito eficaz na identificação de padrões de personalidade arraigados, que devem ser tratados de forma mais profunda.

Nesse sentido, o número de sessões é variável, pois vai depender de cada caso. Em média, é recomendado uma sessão por semana, durante um período de seis meses. E, se o tempo não for suficiente, pode ser reavaliada a necessidade de fazer mais algumas sessões ou encaminhar o paciente para uma abordagem prolongada.

De forma geral, a Psicoterapia Breve é indicada às pessoas que precisam de um atendimento mais focalizado na sua problemática atual. Por se tratar de uma modalidade com duração reduzida, ela é mais acessível financeiramente, principalmente pelo espaço que vem ganhando nos planos de saúde.

Assim, pacientes com queixas como depressão, pessimismo, dores psicossomáticas, falta de iniciativa, distúrbios de sono, sentimentos de impotência e desesperança, dentre outros sintomas, podem se beneficiar bastante com o tratamento. Fonte:http://actinstitute.org/

Tal experiência foi de grande valia, pois me proporcionou avaliar, repensar e trocar com futuros colegas, conhecimentos e interesses importantes para a nossa atuação.

E, como sempre avalio, fazer Psicoterapia é realizar a profilaxia mental.