Saúde em Pauta
Doenças da tecnologia - um mal a ser evitado

Em publicação anterior (20/06/18), já foi abordado nesta coluna as chamadas Doenças da Tela. No entanto os resultados preliminares de um estudo realizado pelo National Institute of Health nos EUA comprovaram dados alarmantes sobre o impacto da exposição de crianças e adolescentes à tela de celulares, computadores, tablets. Tais resultados devem levar pais e responsáveis à novas reflexões.

 

Como foi conduzido este estudo?

 O estudo recebeu o nome de ABCD Study (Adolescent Brain Cognitive Development), feito a partir do escaneamento do cérebro de crianças entre nove e dez anos de idade, ao longo de uma década com cerca de 11 mil crianças, distribuídas em 21 cidades americanas. O estudo ainda contou com o apoio de 4.000 imagens cerebrais que registraram alterações neurológicas nos participantes.

E os resultados?

 Dados preliminares obtidos através de ressonâncias magnéticas demonstraram diferenças significativas em crianças que usam a tecnologia virtual, mais de sete horas por dia.

 * Afinamento precoce do córtex cerebral (atrofia) com diminuição das informações sensoriais – visão, audição, tato, olfato e paladar. E crianças acima de duas horas junto às telas obtiveram pontuações mais baixas em testes de raciocínio e linguagem.

* Aceleração do processo de envelhecimento cerebral.

 * Em adolescentes que seguem o Instagram observou-se a liberação de dopamina, substancia química que pode desencadear comportamentos compulsivos análogos à dependência de drogas.

* Quanto maior a exposição à tela, pior foi o desempenho em testes de linguagem e matemática.

* Observou-se que meninas que usam mais as redes sociais possuem tendências maiores à automutilação

* Uso das redes sociais menos de 30 minutos por dia apresentaram muito menos sintomas depressivos e autodestrutivos.

* Outro estudo (San Diego State University) observou aumento da depressão e desejo de ficarem sozinhas em crianças nascidas a partir de 1995.