Toque de Letra
Missão cumprida nesta Série B

Enfim, a missão do Operário Ferroviário no Campeonato Brasileiro da Série B encerra neste sábado, diante do Figueirense, em Florianópolis. Seja qual for o resultado, o Fantasma termina com uma colocação na primeira página da classificação geral da competição. De certo modo, o Alvinegro de Vila Oficinas cumpriu bem o seu papel, jogando um futebol competitivo e principalmente se mantendo na segunda divisão nacional, ou seja, entre os quarenta melhores clubes do Brasil.

Portanto, a responsabilidade do time comandado pelo técnico Gerson Gusmão neste confronto final do Brasileirão é fazer um bom jogo e fechar a competição com dignidade. Do outro lado, o time catarinense também cumpriu seu objetivo, que foi o de escapar do rebaixamento. Dessa forma, o jogo serve apenas para cumprir tabela. Entretanto, surgiu o fato de que o Londrina, já rebaixado, pretende entrar no tapetão contra o Figueirense, pleiteando pontos em razão da punição pelo WO diante do Cuiabá, pela décima sétima rodada.

Mas, a ação junto ao STJD só entra em curso caso o próprio Tubarão e o Fantasma vençam nesta última rodada. Sobretudo, no caso de um resultado que favoreça o Londrina, é muito pouco provável uma decisão do tribunal contrária ao que já foi definido em campo.

A verdade é que as expectativas daqui para frente giram em torno da próxima temporada. Diferente daqueles tempos sem calendário, em 2020 o torcedor alvinegro vai vibrar com a Copa São Paulo, Campeonato Paranaense, Copa do Brasil e o Brasileirão da Série B.

 

Fantasma joga de cabeça erguida

A torcida aplaudiu o Operário Ferroviário após o apito final da partida disputada diante do Bragantino, na noite da última terça-feira, em Vila Oficinas. Com o resultado de 2 a 0 para o time de Bragança Paulista, o Fantasma adiou para a próxima temporada a briga pelo acesso à Série A. Mesmo assim, a massa alvinegra reconheceu a dedicação da equipe comandada pelo técnico Gerson Gusmão e ficou feliz com o que viu em campo. O Fantasma está de cabeça erguida.

Sem dúvida, como já foi dito, o Operário Ferroviário merece todo reconhecimento pela participação nesta edição do Campeonato Brasileiro da Série B. Sobretudo, nessa ascensão alvinegra no cenário nacional, a competição está servindo  como um grande aprendizado. Isso vale tanto para os jogadores, comissão técnica, diretoria, torcedores, imprensa e colaboradores. O Fantasma está iluminado e ano que vem tem Paranaense, Série B e Copa do Brasil.

Mas o campeonato ainda não acabou e a briga agora passa a ser pela melhor posição na classificação final. A ideia é vencer as três últimas partidas e terminar a competição o mais alto possível na tabela. São nove pontos ainda a serem disputados, com dois jogos fora em um em Vila Oficinas. Pela ordem, vem o Guarani, depois o Vitória e fecha contra o Figueirense, em Santa Catarina.

Saindo do gramado para a quadra, a Associação Caramuru Vôlei começa a disputar a Superliga A, a partir deste sábado, agora com o time denominado Ponta Grossa Vôlei. Mais uma vez o público ponta-grossense terá a chance de ver de pertinho uma competição de altíssimo nível, na Arena Multiuso. Porém, o primeiro jogo já é uma pedreira e será fora de casa, contra o Taubaté, simplesmente o atual campeão nacional.

 

 

Segue a rotina dos pontos corridos

O campeonato brasileiro de futebol já sofreu diversas mudanças no seu formato desde 1959, quando foi instituído pela CBF. A competição já foi disputada de forma eliminatória em mata-mata após uma classificação inicial, mas, depois de 2003, o certame passou a ser realizado em pontos corridos.

O detalhe fica por conta de que acabou aquela sensação de adrenalina pela chamada decisão do campeonato, com o confronto direto valendo a taça. Agora, o campeão pode ser definido por antecipação, em alguma rodada qualquer na reta final. Tudo indica que deve ser o Flamengo, na Série A, e o Bragantino na B. Portanto, segue e rotina das rodadas e todo mundo já sabe quem será o campeão (ou será que não?).

Resta então para o desfecho, a conhecida esquizofrenia envolvendo vagas para a Libertadores e a salvação do rebaixamento. Em outras palavras, um fim de campeonato com muitas definições e que desvirtuam a expectativa direta pelo campeão. Obviamente acabou aquele friozinho na barrida pela batalha final, aquele jogo que marca para sempre na memória de quem ganhou ou perdeu. Vencer um confronto direto é a essência do jogo em si, e é isso que valoriza o fato do embate final.

Isso estava enraizado na cultura do futebol brasileiro por gerações e agora é diferente. Para que tem saudades, salve a Copa do Brasil! Aliás, em termos práticos, cada jogo é uma decisão. É pura adrenalina. Além de tudo hoje é um certame milionário, e a possibilidade de uma zebra aparecer do nada torna a disputa recheada de expectativa. Ano que vem o Fantasma deve entrar nessa neura e não vai ter espaço em Vila Oficinas.

Mas antes ainda tem a parte final do Brasileirão da Série B e a missão é terminar buscando vitórias importantes para consolidar o time de Vila Oficinas no cenário nacional.

 

Fantasma merece todo respeito

A temporada 2019 do Operário Ferroviário caminha para o final e qualquer que seja o resultado, parabéns ao Fantasma. A administração feita pelo grupo gestor do futebol, presidida pelo empresário Álvaro Góes, colocou o centenário clube de Vila Oficinas numa condição em que jamais esteve em toda sua história, e merece todo o respeito.

Depois do título estadual em 2015, o Alvinegro passou a ter uma administração aos moldes de uma empresa. Através desta gestão, o Fantasma passou a assombrar em nível nacional, com títulos do Brasileirão da Série C e Série D seguidos, algo até então inédito tanto para o clube, como também no histórico da CBF. O Operário Ferroviário é o único clube que conquistou dois títulos seguidos em duas divisões diferentes.

Sobretudo, colocou o Fantasma no mapa do futebol brasileiro e agora está desbravando um certame completamente diferente do que o clube estava acostumado a jogar. E isso vale tanto para dentro como fora de campo. Dentro, apesar das dificuldades, um time competitivo e o entendimento da diretoria pelo trabalho feito pelo técnico Gerson Gusmão, que sem dúvida, deu uma cara ao time. Quanto orgulho para o torcedor alvinegro hoje poder ver seu clube na televisão, jogando um campeonato como é a Série B. Ano que vem tem até Copa do Brasil pela frente.

Nesse ritmo, o presidente do grupo gestor, Álvaro Góes, afirmou esta semana que o técnico Gerson Gusmão deve permanecer no comando do Fantasma para a próxima temporada e que já estão sendo definidos os planos para 2020. A ideia é trabalhar com um grupo mais reduzido e contratar peças pontuais para o novo elenco alvinegro. Por tudo isso, é o momento de saldar e empurrar o time nesta resta final de campeonato.

 

Legado de Jesus pode iniciar uma nova era

O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, disse a poucos dias que o futebol brasileiro está acabando. O ex-craque, que tinha o drible como maior característica, tem razão. Na verdade, aquele futebol brasileiro, que chegou a ser chamado de arte, com certeza não existe mais. Talvez a última geração de jogadores que buscavam espaços através de jogadas individuais tenha sido aquela que foi campeã mundial na Copa da Coréia e do Japão, em 2002.

Aquela seleção brasileira talvez tenha sido mesmo o último suspiro do chamado futebol arte tupiniquim. Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Roberto Carlos, Ronaldo, etc.  Na decisão, o Brasil bateu a Alemanha por 2 a 0, gols do Ronaldo Fenômeno. O técnico era Luiz Felipe Scolari. Aliás, foi uma Copa do Mundo com uma boa média de gols. A rede balançou 158 vezes, com uma média de 2,45 gols por partida.

Na ocasião, ninguém imaginaria que o futebol brasileiro desapareceria, a ponto de tomar 7 a 1 da mesma Alemanha numa semifinal de Copa do Mundo, em pleno Mineirão, em 2014. O detalhe fica por conta de que o técnico da seleção brasileira era o mesmo do título de 2002. Portanto, num rápido olhar, dá para perceber que a mudança aconteceu dentro do campo. Sumiram os craques.

Hoje em dia não se fala e ataque. O que conta é o setor defensivo, no qual os treinadores gastam muito mais tempo trabalhando posicionamento e fundamentos defensivos. Essa mudança não é de agora e teve a semente lançada lá na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, quando o Brasil precisava apenas de um empate e acabou eliminado do Mundial após perder por 3 a 2 para a Itália. Desde então, só se fala em marcação e tudo mais, até chegar nisso que estamos vendo hoje. Quem sabe o exemplo de um técnico estrangeiro como Jorge Jesus, seja a aurora de uma nova era.

Agora é só adrenalina pela frente na Série B

Contra tudo e contra todos, superando o desgaste, o Operário Ferroviário caminha para a etapa decisiva do Brasileirão da Série B ainda sonhando com a classificação para a elite do futebol brasileiro. Com 40 pontos o Fantasma ainda tem alguma possibilidade na disputa de uma das duas últimas vagas, mas o foco mais direto agora é carimbar a permanência a na Série B. As equipes do Bragantino e Sport já estão com a passagem comprada para a Série A, restando duas vagas em disputa.

Faltando 9 rodadas para o encerramento da competição, a partir de agora os jogos ganham clima de decisão. Nesse embalo, após conquistar 4 pontos nos dois últimos jogos fora de casa, o próximo desafio do Fantasma será em Vila Oficinas, diante do São Bento. A equipe de Sorocaba está na zona de rebaixamento e o jogo é daqueles que obriga o time do técnico Gerson Gusmão a vencer.

Contudo, o jogo é perigoso. O fato de o São Bento não estar bem na tabela, não significa que será fácil. Com certeza, o adversário vem sabendo das dificuldades em enfrentar o Operário Ferroviário e provavelmente deve armar aquele manjado esquema com todos plantados na entrada da área esperando escapar nos contra-ataques. Desta forma, todo cuidado é pouco para evitar uma zebra.

Vencer o São Bento é fundamental para o Fantasma, já que na rodada seguinte, tem o clássico contra o Coritiba, no Alto da Glória. Conforme for, esse confronto diante do rival alviverde pode ser um jogo chave, levando em consideração os objetivos do Alvinegro. Além disso, chegando aos 46 pontos, o Alvinegro de Vila Oficinas deve afastar de vez qualquer risco de voltar para a Série C. Portanto, a certeza de muita adrenalina pela frente.

 

Futuro do Fantasma em onze rodadas

Dizem que futebol é momento. Assim, após um breve período de ascensão, o Operário Ferroviário entrou na gangorra neste Brasileirão da Série B, passando por um momento de fragilidade, mas com expectativa de voltar a subir de produção. Agora faltam onze rodadas que vão definir o futuro do Fantasma no certame. Seis partidas serão longe de Vila Oficinas.

E é aí que as coisas podem ficar, ou não, pior na campanha do Operário Ferroviário, que almeja o acesso para a elite do futebol brasileiro. O fato é que neste momento, o time do técnico Gerson Gusmão não consegue construir os resultados. Sobretudo, perdeu o seu maior bem neste Brasileirão, que era o de melhor mandante na competição. Daqui para frente, se quiser algo melhor e evitar o pior, terá que vencer fora de casa.

E isso é uma missão que vem atormentando o Alvinegro desde o início da competição. Até agora, o Fantasma conseguiu vencer apenas um jogo fora de Ponta Grossa, quando bateu o Criciúma, lá na 14ª rodada. Na ocasião, o time catarinense saiu na frente no primeiro tempo, com Daniel Costa, aos 41 minutos. Na segunda etapa, o Fantasma empatou logo no primeiro minuto, com Felipe Augusto, e virou aos 17, com Marcel, e foi só.

Mas, como também dizem que cada jogo é uma história, a expectativa continua para que as coisas voltem a dar certo para o Alvinegro de Vila Oficinas. O campeonato começa a afunilar e é o momento de o Fantasma mudar a sorte. E tudo pode começar neste que será mais um confronto regional diante do Londrina. Aliás, o Tubarão, que já sentiu o gostinho do G-4, também luta para voltar a subir na tabela. Portanto, a certeza de mais uma pedreira para o Operário Ferroviário, que precisa urgente voltar a balançar as redes e subir na tabela.

De boa notícia, o futebol paranaense terá seis participantes na Copa do Brasil de 2020. Com o título do Athletico na mesma competição, o Paraná ultrapassa Santa Catarina no ranking da CBF e tem quatro vagas diretas através do Campeonato Paranaense. Os clubes que ficaram com a vaga pelo estadual são Toledo (vice-campeão), Coritiba (3º colocado), Londrina (4º colocado) e o glorioso Operário Ferroviário (5º colocado).

Hora da arrancada na Série B

O Brasileirão da Série B caminha para a reta final nesta temporada. Daqui para frente, as partidas das próximas rodadas começarão a ter caráter decisivo para ver quem vai brigar pelo acesso à elite do futebol brasileiro e também aqueles clubes que vão travar a famigerada briga na zona de rebaixamento. Faltam treze rodadas para o encerramento do campeonato.

Nesse aspecto, o Fantasma está, de certa forma, tranqüilo no certame. Embora a ambição do clube de Vila Oficinas seja a de alcançar uma das vagas para a Série A, algo que o time comandado pelo técnico Gerson Gusmão tem boas chances, o estresse pelo risco de rebaixamento está afastado. E isso deve ser compreendido como algo satisfatório para o Operário Ferroviário, que neste formato, é um calouro na segundona nacional.

Como foi previsto e está ocorrendo às vistas do torcedor alvinegro, a disputa no Brasileirão da Série B é mesmo algo realmente muito difícil. Além das dificuldades naturais pela disputa em si, existe a força e tradição dos clubes no certame. Sobretudo, uma competição exaustivamente longa.

Um dos grandes méritos do Fantasma nesta competição são as vitórias em Vila Oficinas. O time alvinegro é praticamente imbatível jogando no Estádio Germano Krüger. Mas, jogando fora não consegue a mesma eficiência e isso funciona como uma balança na tabela de classificação. Após a baixa com um empate e uma derrota nas duas últimas rodadas longe de seus domínios, agora o Operário Ferroviário tem dois jogos importantíssimos em Vila Oficinas.

O primeiro é neste sábado, contra o Brasil de Pelotas. Depois na terça recebe o Paraná Clube. Então, o jogo seguinte será mais um duelo caseiro, só que no Estádio do Café, contra o Londrina. Se tudo der certo, são 9 pontos que podem ser alcançados e pode ser a arrancada do Fantasma rumo a Série A.

 

Vestindo a camisa alvinegra com orgulho

Sem demagogia, é fato que o torcedor ponta-grossense de forma geral, tem um clube de outro lugar no coração. Uma simpatia principalmente por clubes paulistas ou cariocas e claro, acabam dividindo esse mesmo amor pelo Operário Ferroviário. Afinal, é o clube da cidade natal e tudo mais. Porém, nos últimos anos o Alvinegro vem aparecendo no cenário nacional como nunca e algo está mudando.

Desde o título do Campeonato Paranaense em 2015, o Operário Ferroviário levantou duas taças nacionais seguidas em duas divisões diferentes – fato inédito até agora na história dos campeonatos editados pela CBF. Sobretudo, uma ascensão assombrosa, reformatando tudo no clube, tanto dentro como fora de campo. Hoje, o Germano Krüger é um estádio modernizado e o clube é um dos mais emergentes no Brasil.

Fora de campo, através do grupo gestor do futebol profissional, tem uma administração séria, trabalhadora e focada no objetivo, que é o de tornar o Operário Ferroviário num clube competitivo no cenário nacional. Nesse projeto, existem várias ações e parecerias que contribuem para que isso esteja se tornando uma realidade, como o programa de sócio torcedor e outras várias atividades sociais.

Tudo isso está sim, formando novos torcedores legítimos do Operário Ferroviário. Esta geração que está chegando, aqueles moleques e molecas, que estão acompanhando esta nova fase do Fantasma, com certeza são operarianos de verdade. Podem até ter simpatia por outros clubes, mas no momento, sem dúvida, o que interessa é vestir a camisa alvinegra com orgulho.

 

Furacão arrasador pode ajudar o Fantasma

Enfim, um time paranaense voltou a vencer um campeonato nacional, com a conquista do título da Copa do Brasil pelo Athletico Paranaense. E não foi nada fácil, para chegar a este título inédito, a partir das quartas de final, eliminou o Flamengo, depois o Grêmio na semifinal e o Internacional na grande decisão. Contra tudo e contra todos, o Furação passou no Rio de Janeiro e na capital gaúcha com força total.

Diante do Colorado, o Athletico não teve piedade. Venceu as duas partidas com autoridade: 1 a 0 na Arena da Baixada e 2 a 1 no Beira-Rio. Agora entrou para a galeria dos grandes que conquistaram a Copa do Brasil. Vale lembrar que Rubro-Negro paranaense foi campeão brasileiro em 2001 e tornando-se o 17º campeão brasileiro em 43 anos de certame.

Após a brilhante conquista no Beira-Rio, Curitiba parou para saudar os campeões da Copa do Brasil. O Furacão desembarcou na capital paranaense, na quinta-feira (19), com muita festa. A delegação athleticana desembarcou no Aeroporto Afonso Pena por volta do meio-dia. Da pista, foi direto para um trio elétrico. Logo na saída do aeroporto, a massa rubro-negra vibrou com os campeões. Cercado por milhares de torcedores, o Furacão seguiu para seu reduto e a festa, foi completa.

Parabéns aos rubro-negros pela façanha, que também pode beneficiar ao Operário Ferroviário. Segundo o presidente Álvaro Góes, existe uma grande possibilidade de o Fantasma também jogar a Copa do Brasil, graças o título do Furacão. Pelo Campeonato Paranaense a vaga aberta deve ser do Londrina, mas a chance do Fantasma está no ranqueamento das federações do Paraná x Santa Catarina, na qual a paranaense está na frente.