Toque de Letra
Fantasma joga de cabeça erguida

A torcida aplaudiu o Operário Ferroviário após o apito final da partida disputada diante do Bragantino, na noite da última terça-feira, em Vila Oficinas. Com o resultado de 2 a 0 para o time de Bragança Paulista, o Fantasma adiou para a próxima temporada a briga pelo acesso à Série A. Mesmo assim, a massa alvinegra reconheceu a dedicação da equipe comandada pelo técnico Gerson Gusmão e ficou feliz com o que viu em campo. O Fantasma está de cabeça erguida.

Sem dúvida, como já foi dito, o Operário Ferroviário merece todo reconhecimento pela participação nesta edição do Campeonato Brasileiro da Série B. Sobretudo, nessa ascensão alvinegra no cenário nacional, a competição está servindo  como um grande aprendizado. Isso vale tanto para os jogadores, comissão técnica, diretoria, torcedores, imprensa e colaboradores. O Fantasma está iluminado e ano que vem tem Paranaense, Série B e Copa do Brasil.

Mas o campeonato ainda não acabou e a briga agora passa a ser pela melhor posição na classificação final. A ideia é vencer as três últimas partidas e terminar a competição o mais alto possível na tabela. São nove pontos ainda a serem disputados, com dois jogos fora em um em Vila Oficinas. Pela ordem, vem o Guarani, depois o Vitória e fecha contra o Figueirense, em Santa Catarina.

Saindo do gramado para a quadra, a Associação Caramuru Vôlei começa a disputar a Superliga A, a partir deste sábado, agora com o time denominado Ponta Grossa Vôlei. Mais uma vez o público ponta-grossense terá a chance de ver de pertinho uma competição de altíssimo nível, na Arena Multiuso. Porém, o primeiro jogo já é uma pedreira e será fora de casa, contra o Taubaté, simplesmente o atual campeão nacional.

 

 

Segue a rotina dos pontos corridos

O campeonato brasileiro de futebol já sofreu diversas mudanças no seu formato desde 1959, quando foi instituído pela CBF. A competição já foi disputada de forma eliminatória em mata-mata após uma classificação inicial, mas, depois de 2003, o certame passou a ser realizado em pontos corridos.

O detalhe fica por conta de que acabou aquela sensação de adrenalina pela chamada decisão do campeonato, com o confronto direto valendo a taça. Agora, o campeão pode ser definido por antecipação, em alguma rodada qualquer na reta final. Tudo indica que deve ser o Flamengo, na Série A, e o Bragantino na B. Portanto, segue e rotina das rodadas e todo mundo já sabe quem será o campeão (ou será que não?).

Resta então para o desfecho, a conhecida esquizofrenia envolvendo vagas para a Libertadores e a salvação do rebaixamento. Em outras palavras, um fim de campeonato com muitas definições e que desvirtuam a expectativa direta pelo campeão. Obviamente acabou aquele friozinho na barrida pela batalha final, aquele jogo que marca para sempre na memória de quem ganhou ou perdeu. Vencer um confronto direto é a essência do jogo em si, e é isso que valoriza o fato do embate final.

Isso estava enraizado na cultura do futebol brasileiro por gerações e agora é diferente. Para que tem saudades, salve a Copa do Brasil! Aliás, em termos práticos, cada jogo é uma decisão. É pura adrenalina. Além de tudo hoje é um certame milionário, e a possibilidade de uma zebra aparecer do nada torna a disputa recheada de expectativa. Ano que vem o Fantasma deve entrar nessa neura e não vai ter espaço em Vila Oficinas.

Mas antes ainda tem a parte final do Brasileirão da Série B e a missão é terminar buscando vitórias importantes para consolidar o time de Vila Oficinas no cenário nacional.

 

Fantasma merece todo respeito

A temporada 2019 do Operário Ferroviário caminha para o final e qualquer que seja o resultado, parabéns ao Fantasma. A administração feita pelo grupo gestor do futebol, presidida pelo empresário Álvaro Góes, colocou o centenário clube de Vila Oficinas numa condição em que jamais esteve em toda sua história, e merece todo o respeito.

Depois do título estadual em 2015, o Alvinegro passou a ter uma administração aos moldes de uma empresa. Através desta gestão, o Fantasma passou a assombrar em nível nacional, com títulos do Brasileirão da Série C e Série D seguidos, algo até então inédito tanto para o clube, como também no histórico da CBF. O Operário Ferroviário é o único clube que conquistou dois títulos seguidos em duas divisões diferentes.

Sobretudo, colocou o Fantasma no mapa do futebol brasileiro e agora está desbravando um certame completamente diferente do que o clube estava acostumado a jogar. E isso vale tanto para dentro como fora de campo. Dentro, apesar das dificuldades, um time competitivo e o entendimento da diretoria pelo trabalho feito pelo técnico Gerson Gusmão, que sem dúvida, deu uma cara ao time. Quanto orgulho para o torcedor alvinegro hoje poder ver seu clube na televisão, jogando um campeonato como é a Série B. Ano que vem tem até Copa do Brasil pela frente.

Nesse ritmo, o presidente do grupo gestor, Álvaro Góes, afirmou esta semana que o técnico Gerson Gusmão deve permanecer no comando do Fantasma para a próxima temporada e que já estão sendo definidos os planos para 2020. A ideia é trabalhar com um grupo mais reduzido e contratar peças pontuais para o novo elenco alvinegro. Por tudo isso, é o momento de saldar e empurrar o time nesta resta final de campeonato.

 

Legado de Jesus pode iniciar uma nova era

O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, disse a poucos dias que o futebol brasileiro está acabando. O ex-craque, que tinha o drible como maior característica, tem razão. Na verdade, aquele futebol brasileiro, que chegou a ser chamado de arte, com certeza não existe mais. Talvez a última geração de jogadores que buscavam espaços através de jogadas individuais tenha sido aquela que foi campeã mundial na Copa da Coréia e do Japão, em 2002.

Aquela seleção brasileira talvez tenha sido mesmo o último suspiro do chamado futebol arte tupiniquim. Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Roberto Carlos, Ronaldo, etc.  Na decisão, o Brasil bateu a Alemanha por 2 a 0, gols do Ronaldo Fenômeno. O técnico era Luiz Felipe Scolari. Aliás, foi uma Copa do Mundo com uma boa média de gols. A rede balançou 158 vezes, com uma média de 2,45 gols por partida.

Na ocasião, ninguém imaginaria que o futebol brasileiro desapareceria, a ponto de tomar 7 a 1 da mesma Alemanha numa semifinal de Copa do Mundo, em pleno Mineirão, em 2014. O detalhe fica por conta de que o técnico da seleção brasileira era o mesmo do título de 2002. Portanto, num rápido olhar, dá para perceber que a mudança aconteceu dentro do campo. Sumiram os craques.

Hoje em dia não se fala e ataque. O que conta é o setor defensivo, no qual os treinadores gastam muito mais tempo trabalhando posicionamento e fundamentos defensivos. Essa mudança não é de agora e teve a semente lançada lá na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, quando o Brasil precisava apenas de um empate e acabou eliminado do Mundial após perder por 3 a 2 para a Itália. Desde então, só se fala em marcação e tudo mais, até chegar nisso que estamos vendo hoje. Quem sabe o exemplo de um técnico estrangeiro como Jorge Jesus, seja a aurora de uma nova era.

Agora é só adrenalina pela frente na Série B

Contra tudo e contra todos, superando o desgaste, o Operário Ferroviário caminha para a etapa decisiva do Brasileirão da Série B ainda sonhando com a classificação para a elite do futebol brasileiro. Com 40 pontos o Fantasma ainda tem alguma possibilidade na disputa de uma das duas últimas vagas, mas o foco mais direto agora é carimbar a permanência a na Série B. As equipes do Bragantino e Sport já estão com a passagem comprada para a Série A, restando duas vagas em disputa.

Faltando 9 rodadas para o encerramento da competição, a partir de agora os jogos ganham clima de decisão. Nesse embalo, após conquistar 4 pontos nos dois últimos jogos fora de casa, o próximo desafio do Fantasma será em Vila Oficinas, diante do São Bento. A equipe de Sorocaba está na zona de rebaixamento e o jogo é daqueles que obriga o time do técnico Gerson Gusmão a vencer.

Contudo, o jogo é perigoso. O fato de o São Bento não estar bem na tabela, não significa que será fácil. Com certeza, o adversário vem sabendo das dificuldades em enfrentar o Operário Ferroviário e provavelmente deve armar aquele manjado esquema com todos plantados na entrada da área esperando escapar nos contra-ataques. Desta forma, todo cuidado é pouco para evitar uma zebra.

Vencer o São Bento é fundamental para o Fantasma, já que na rodada seguinte, tem o clássico contra o Coritiba, no Alto da Glória. Conforme for, esse confronto diante do rival alviverde pode ser um jogo chave, levando em consideração os objetivos do Alvinegro. Além disso, chegando aos 46 pontos, o Alvinegro de Vila Oficinas deve afastar de vez qualquer risco de voltar para a Série C. Portanto, a certeza de muita adrenalina pela frente.

 

Futuro do Fantasma em onze rodadas

Dizem que futebol é momento. Assim, após um breve período de ascensão, o Operário Ferroviário entrou na gangorra neste Brasileirão da Série B, passando por um momento de fragilidade, mas com expectativa de voltar a subir de produção. Agora faltam onze rodadas que vão definir o futuro do Fantasma no certame. Seis partidas serão longe de Vila Oficinas.

E é aí que as coisas podem ficar, ou não, pior na campanha do Operário Ferroviário, que almeja o acesso para a elite do futebol brasileiro. O fato é que neste momento, o time do técnico Gerson Gusmão não consegue construir os resultados. Sobretudo, perdeu o seu maior bem neste Brasileirão, que era o de melhor mandante na competição. Daqui para frente, se quiser algo melhor e evitar o pior, terá que vencer fora de casa.

E isso é uma missão que vem atormentando o Alvinegro desde o início da competição. Até agora, o Fantasma conseguiu vencer apenas um jogo fora de Ponta Grossa, quando bateu o Criciúma, lá na 14ª rodada. Na ocasião, o time catarinense saiu na frente no primeiro tempo, com Daniel Costa, aos 41 minutos. Na segunda etapa, o Fantasma empatou logo no primeiro minuto, com Felipe Augusto, e virou aos 17, com Marcel, e foi só.

Mas, como também dizem que cada jogo é uma história, a expectativa continua para que as coisas voltem a dar certo para o Alvinegro de Vila Oficinas. O campeonato começa a afunilar e é o momento de o Fantasma mudar a sorte. E tudo pode começar neste que será mais um confronto regional diante do Londrina. Aliás, o Tubarão, que já sentiu o gostinho do G-4, também luta para voltar a subir na tabela. Portanto, a certeza de mais uma pedreira para o Operário Ferroviário, que precisa urgente voltar a balançar as redes e subir na tabela.

De boa notícia, o futebol paranaense terá seis participantes na Copa do Brasil de 2020. Com o título do Athletico na mesma competição, o Paraná ultrapassa Santa Catarina no ranking da CBF e tem quatro vagas diretas através do Campeonato Paranaense. Os clubes que ficaram com a vaga pelo estadual são Toledo (vice-campeão), Coritiba (3º colocado), Londrina (4º colocado) e o glorioso Operário Ferroviário (5º colocado).

Hora da arrancada na Série B

O Brasileirão da Série B caminha para a reta final nesta temporada. Daqui para frente, as partidas das próximas rodadas começarão a ter caráter decisivo para ver quem vai brigar pelo acesso à elite do futebol brasileiro e também aqueles clubes que vão travar a famigerada briga na zona de rebaixamento. Faltam treze rodadas para o encerramento do campeonato.

Nesse aspecto, o Fantasma está, de certa forma, tranqüilo no certame. Embora a ambição do clube de Vila Oficinas seja a de alcançar uma das vagas para a Série A, algo que o time comandado pelo técnico Gerson Gusmão tem boas chances, o estresse pelo risco de rebaixamento está afastado. E isso deve ser compreendido como algo satisfatório para o Operário Ferroviário, que neste formato, é um calouro na segundona nacional.

Como foi previsto e está ocorrendo às vistas do torcedor alvinegro, a disputa no Brasileirão da Série B é mesmo algo realmente muito difícil. Além das dificuldades naturais pela disputa em si, existe a força e tradição dos clubes no certame. Sobretudo, uma competição exaustivamente longa.

Um dos grandes méritos do Fantasma nesta competição são as vitórias em Vila Oficinas. O time alvinegro é praticamente imbatível jogando no Estádio Germano Krüger. Mas, jogando fora não consegue a mesma eficiência e isso funciona como uma balança na tabela de classificação. Após a baixa com um empate e uma derrota nas duas últimas rodadas longe de seus domínios, agora o Operário Ferroviário tem dois jogos importantíssimos em Vila Oficinas.

O primeiro é neste sábado, contra o Brasil de Pelotas. Depois na terça recebe o Paraná Clube. Então, o jogo seguinte será mais um duelo caseiro, só que no Estádio do Café, contra o Londrina. Se tudo der certo, são 9 pontos que podem ser alcançados e pode ser a arrancada do Fantasma rumo a Série A.

 

Vestindo a camisa alvinegra com orgulho

Sem demagogia, é fato que o torcedor ponta-grossense de forma geral, tem um clube de outro lugar no coração. Uma simpatia principalmente por clubes paulistas ou cariocas e claro, acabam dividindo esse mesmo amor pelo Operário Ferroviário. Afinal, é o clube da cidade natal e tudo mais. Porém, nos últimos anos o Alvinegro vem aparecendo no cenário nacional como nunca e algo está mudando.

Desde o título do Campeonato Paranaense em 2015, o Operário Ferroviário levantou duas taças nacionais seguidas em duas divisões diferentes – fato inédito até agora na história dos campeonatos editados pela CBF. Sobretudo, uma ascensão assombrosa, reformatando tudo no clube, tanto dentro como fora de campo. Hoje, o Germano Krüger é um estádio modernizado e o clube é um dos mais emergentes no Brasil.

Fora de campo, através do grupo gestor do futebol profissional, tem uma administração séria, trabalhadora e focada no objetivo, que é o de tornar o Operário Ferroviário num clube competitivo no cenário nacional. Nesse projeto, existem várias ações e parecerias que contribuem para que isso esteja se tornando uma realidade, como o programa de sócio torcedor e outras várias atividades sociais.

Tudo isso está sim, formando novos torcedores legítimos do Operário Ferroviário. Esta geração que está chegando, aqueles moleques e molecas, que estão acompanhando esta nova fase do Fantasma, com certeza são operarianos de verdade. Podem até ter simpatia por outros clubes, mas no momento, sem dúvida, o que interessa é vestir a camisa alvinegra com orgulho.

 

Furacão arrasador pode ajudar o Fantasma

Enfim, um time paranaense voltou a vencer um campeonato nacional, com a conquista do título da Copa do Brasil pelo Athletico Paranaense. E não foi nada fácil, para chegar a este título inédito, a partir das quartas de final, eliminou o Flamengo, depois o Grêmio na semifinal e o Internacional na grande decisão. Contra tudo e contra todos, o Furação passou no Rio de Janeiro e na capital gaúcha com força total.

Diante do Colorado, o Athletico não teve piedade. Venceu as duas partidas com autoridade: 1 a 0 na Arena da Baixada e 2 a 1 no Beira-Rio. Agora entrou para a galeria dos grandes que conquistaram a Copa do Brasil. Vale lembrar que Rubro-Negro paranaense foi campeão brasileiro em 2001 e tornando-se o 17º campeão brasileiro em 43 anos de certame.

Após a brilhante conquista no Beira-Rio, Curitiba parou para saudar os campeões da Copa do Brasil. O Furacão desembarcou na capital paranaense, na quinta-feira (19), com muita festa. A delegação athleticana desembarcou no Aeroporto Afonso Pena por volta do meio-dia. Da pista, foi direto para um trio elétrico. Logo na saída do aeroporto, a massa rubro-negra vibrou com os campeões. Cercado por milhares de torcedores, o Furacão seguiu para seu reduto e a festa, foi completa.

Parabéns aos rubro-negros pela façanha, que também pode beneficiar ao Operário Ferroviário. Segundo o presidente Álvaro Góes, existe uma grande possibilidade de o Fantasma também jogar a Copa do Brasil, graças o título do Furacão. Pelo Campeonato Paranaense a vaga aberta deve ser do Londrina, mas a chance do Fantasma está no ranqueamento das federações do Paraná x Santa Catarina, na qual a paranaense está na frente.

 

 

VAR: uma comédia de absurdos e tempo perdido

O fato é que o VAR está descaracterizando o jogo de futebol, do modo como está sendo utilizado. No início, essa ferramenta foi inventada para corrigir erros pontuais agindo nos lances em que árbitro do jogo, em campo, cometesse um erro grave. Mas, na prática, isso não está acontecendo. O que está havendo é uma série de absurdos, com o VAR apitando o jogo a todo instante e de forma interpretativa. Sobretudo, se baseando nas imagens em câmera lenta, que obviamente não condiz com a velocidade real do lance.

Além dos equívocos, está matando a dinâmica do jogo. Cada vez que o árbitro é acionado pelo VAR, leva cinco minutos em média para que a decisão seja tomada. Além de quebrar o ritmo da partida, esfria os jogadores e deixa a torcida nas arquibancadas esperando todo esse tempo pelo vai acontecer. Algumas vezes o jogo fica parado por mais de dez minutos. Isso é mesmo um absurdo.

O que vem acontecendo nos jogos é surreal. Como exemplo mais recente, dois confrontos envolvendo o mesmo clube: o Athletico Paranaense. Pela semifinal da Copa do Brasil, o Furacão cometeu um pênalti claro a favor do Grêmio, que foi analisado e negado pela interpretação do VAR. Na sequência, pelo Brasileirão, o time paranaense foi prejudicado contra o Santos, num lance em que o árbitro de campo marcou falta fora da área corretamente, mas o VAR viu penalidade máxima.

Vale lembrar que o futebol é o esporte mais popular do mundo porque justamente o torcedor conhece as regras. Mas, isso está mudando e hoje, por exemplo, ninguém mais sabe quando é ou não pênalti. Ninguém mais sabe o que pode acontecer depois da marcação de um gol. A interferência do VAR deveria ser discreta, mas do modo como vem agindo, está tornando o jogo uma verdadeira comédia de erros.