Toque de Letra
Furacão arrasador pode ajudar o Fantasma

Enfim, um time paranaense voltou a vencer um campeonato nacional, com a conquista do título da Copa do Brasil pelo Athletico Paranaense. E não foi nada fácil, para chegar a este título inédito, a partir das quartas de final, eliminou o Flamengo, depois o Grêmio na semifinal e o Internacional na grande decisão. Contra tudo e contra todos, o Furação passou no Rio de Janeiro e na capital gaúcha com força total.

Diante do Colorado, o Athletico não teve piedade. Venceu as duas partidas com autoridade: 1 a 0 na Arena da Baixada e 2 a 1 no Beira-Rio. Agora entrou para a galeria dos grandes que conquistaram a Copa do Brasil. Vale lembrar que Rubro-Negro paranaense foi campeão brasileiro em 2001 e tornando-se o 17º campeão brasileiro em 43 anos de certame.

Após a brilhante conquista no Beira-Rio, Curitiba parou para saudar os campeões da Copa do Brasil. O Furacão desembarcou na capital paranaense, na quinta-feira (19), com muita festa. A delegação athleticana desembarcou no Aeroporto Afonso Pena por volta do meio-dia. Da pista, foi direto para um trio elétrico. Logo na saída do aeroporto, a massa rubro-negra vibrou com os campeões. Cercado por milhares de torcedores, o Furacão seguiu para seu reduto e a festa, foi completa.

Parabéns aos rubro-negros pela façanha, que também pode beneficiar ao Operário Ferroviário. Segundo o presidente Álvaro Góes, existe uma grande possibilidade de o Fantasma também jogar a Copa do Brasil, graças o título do Furacão. Pelo Campeonato Paranaense a vaga aberta deve ser do Londrina, mas a chance do Fantasma está no ranqueamento das federações do Paraná x Santa Catarina, na qual a paranaense está na frente.

 

 

VAR: uma comédia de absurdos e tempo perdido

O fato é que o VAR está descaracterizando o jogo de futebol, do modo como está sendo utilizado. No início, essa ferramenta foi inventada para corrigir erros pontuais agindo nos lances em que árbitro do jogo, em campo, cometesse um erro grave. Mas, na prática, isso não está acontecendo. O que está havendo é uma série de absurdos, com o VAR apitando o jogo a todo instante e de forma interpretativa. Sobretudo, se baseando nas imagens em câmera lenta, que obviamente não condiz com a velocidade real do lance.

Além dos equívocos, está matando a dinâmica do jogo. Cada vez que o árbitro é acionado pelo VAR, leva cinco minutos em média para que a decisão seja tomada. Além de quebrar o ritmo da partida, esfria os jogadores e deixa a torcida nas arquibancadas esperando todo esse tempo pelo vai acontecer. Algumas vezes o jogo fica parado por mais de dez minutos. Isso é mesmo um absurdo.

O que vem acontecendo nos jogos é surreal. Como exemplo mais recente, dois confrontos envolvendo o mesmo clube: o Athletico Paranaense. Pela semifinal da Copa do Brasil, o Furacão cometeu um pênalti claro a favor do Grêmio, que foi analisado e negado pela interpretação do VAR. Na sequência, pelo Brasileirão, o time paranaense foi prejudicado contra o Santos, num lance em que o árbitro de campo marcou falta fora da área corretamente, mas o VAR viu penalidade máxima.

Vale lembrar que o futebol é o esporte mais popular do mundo porque justamente o torcedor conhece as regras. Mas, isso está mudando e hoje, por exemplo, ninguém mais sabe quando é ou não pênalti. Ninguém mais sabe o que pode acontecer depois da marcação de um gol. A interferência do VAR deveria ser discreta, mas do modo como vem agindo, está tornando o jogo uma verdadeira comédia de erros.

 

Jogo com alta temperatura em Vila Oficinas

Mais um encontro quente entre Operário Ferroviário e Cuiabá. Quem vencer fica coladinho no G-4 do Campeonato Brasileiro da Série B. Este é o novo ingrediente no confronto entre os dois clubes que decidiram o título do Brasileirão da Série C, neste sábado, em Vila Oficinas. Na ocasião, em 2018, o Fantasma levantou a taça da terceira divisão nacional em plena Arena Pantanal, com a vitória de 1 a 0, gol do atacante Bruno Batata. No jogo disputado no Germano Krüger, houve empate por 3 a 3.

Nesta temporada, o Fantasma reencontrou o Dourado mato-grossense no primeiro turno, no dia 5 de maio e perdeu por 2 a 1 na Arena Pantanal, num jogo bastante complicado. Felipe Augusto abriu o placar para o Fantasma, mas Alê e Allan Vieira (contra) garantiram a vitória do time mato-grossense.

Portanto, agora é a vez do Alvinegro dar o troco, jogando em casa e ao lado da torcida. Independente da rivalidade e tudo mais, jogando em Vila Oficinas, só a vitória interessa ao Operário Ferroviário, que está de olho numa vaguinha entre os quatro primeiros colocados da competição nacional.

A equipe comandada pelo técnico Gerson Gusmão está há quatro partidas sem tomar gol e de olho na tabela. Mas, mesmo fazendo bons jogos, o time ainda está devendo na artilharia. Até esta rodada do returno, o ataque alvinegro só balançou as redes 17 vezes. E isso precisa melhorar muito numa campanha que almeja a classificação para a elite do futebol brasieliro.

Enquanto aguarda pela chegada um jogador estilo matador, esta semana chegaram mais dois reforços: o atacante Cássio Ortega e o volante Gelson, que foram escolhidos a dedo pela comissão técnica para a sequência da competição.

 

É preciso balançar as redes fora de casa

O Fantasma começa dar sinais de que pode assombrar de verdade neste Campeonato Brasileiro da Série B, versão 2019. Após a Copa América, o time do técnico Gerson Gusmão parece estar encontrando sua identidade de jogo na competição, chegando na parte de cima da tabela e muito próximo da zona de classificação para a elite do futebol brasileiro.

Porém, apesar da evolução do grupo como time competitivo, ainda é um momento de afirmação, já que para alcançar e permanecer no famoso G-4, é preciso tem uma campanha com vitórias fora de casa. É justamente essa a meta a ser alcançada pelo Operário Ferroviário a partir deste returno que começa para o Fantasma neste sábado, contra o perigoso América Mineiro.

O jogo é no Estádio Independência, a famosa Toca do Coelho, onde também o Atlético Mineiro manda seus jogos. O América Mineiro também não teve um bom início de campeonato, ficando um bom tempo na zona de rebaixamento. Na estreia da competição, perdeu de 1 a 0 para o Fantasma, em Vila Oficinas. Mas agora soma 25 pontos e vem subindo de produção a cada rodada. Sem dúvida, é um outro momento entre as duas equipes e será mais um grande desafio para o Operário Ferroviário.

Outro detalhe fica por conta de que neste returno, o Fantasma vai jogar dez partidas fora de casa. Destas, a da última rodada e que pode ser decisiva, será em Florianópolis, contra o Figueirense. Portanto, além do trabalho dentro e fora de campo, as coisas precisam estar a favor do time de Vila Oficinas e a bola precisa balançar as redes dos adversários, tanto dentro como fora de casa.

 

Fantasma amadurecendo na Série B

Depois de fazer a lição de casa, quando venceu o Guarani de Campinas, por 1 a 0, gol de Cleyton, o Fantasma a agora tenta assombrar fora de casa. Neste sábado, joga em Salvador, na Bahia, contra o Vitória. Somar mais três pontos no Barradão seria a cereja do bolo nesta campanha de recuperação do Operário Ferroviário no Brasileirão da Série B.

Driblando os vários vieses da competição, entre contusões, suspensões e desgaste de jogadores, o time alvinegro vai se recompondo aos poucos e começa a projetar dias melhores no certame. Desta forma, a cada jogo o time vem amadurecendo como um todo na competição e caso se confirme um resultado positivo diante do Vitória, o salto na tabela e na confiança vai ser grande.

O campeonato caminha para o segundo turno e cada rodada daqui para frente será possível perceber quem briga na ponta, no meio e quem vi ficar na parte de baixo da tabela. Nesse embalo, o time de Vila Oficinas já aparece na primeira página da tabela de classificação e tem tudo para continuar somando mais pontos, principalmente quando joga no Estádio Germano Krüger, que aliás, está bem arrumadinho.

Falando em praça de jogo, outro detalhe importante fica por conta do Centro de Treinamento do Fantasma, que está sendo feito no campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa, em Uvaranas. Um campo já está praticamente pronto e mais dois estão em fase inicial de construção. A expectativa para o time começar a utilizar o espaço fica para o final de setembro. Sem dúvida, o centenário Operário Ferroviário vive uma época diferenciada em toda sua história, dando mais orgulho a toda nação alvinegra e também dos Campos Gerais como um todo.

O grito da torcdida é fundamental

O perde e ganha é mesmo uma constante na disputa do Campeonato Brasileiro da Série B e nesta temporada não está sendo diferente. Pelos lados dos times paranaenses, o Tricolor da Vila Capanema é um exemplo. Chegou a ficar no cobiçado G-4, mas parou de fazer gols nas últimas rodadas, numa uma campanha com seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Londrina e Coritiba estão um pouco melhor, habitando a região da parte de cima da tabela.

Contudo, mesmo com uma campanha entre os primeiros, não há como espaçar das derrotas, independente da colocação dos adversários na tabela. O Tubarão segue bem na competição até agora, mas já perdeu para o Fantasma em Vila Oficinas e também foi derrotado pelo América Mineiro, que estava na zona de rebaixamento. Isso mostra que a Série B não tem ninguém favorito e a zebra aparece a todo instante.

O próprio Bragantino, que lidera a competição, também oscilou e foi derrotado pelo então lanterna, Guarani, e depois empatou sem gols em casa com o Botafogo de Ribeirão Preto, antes de golear o Operário Ferroviário na última segund- feira, em Bragança Paulista.

Portanto, mesmo com essa derrota para o Massa Bruta, o Fantasma segue na luta para permanecer na Série B e, quem sabe, vislumbrar uma vaguinha no G-4 para chegar até a elite nacional. A verdade é que se trata de um campeonato muito difícil, justamente pelo alto número de rodadas, algumas muito apertadas uma da outra, a logística e sobretudo, que reúne vários clubes tradicionais do futebol brasileiro.

Nesta terça-feira o Operário Ferroviário tem mais um desafio clássico no certame. O jogo é contra o tradicional Guarani de Campinas. Com certeza mais uma batalha e com a responsabilidade de ter que buscar a vitória em Vila Oficinas. Portanto, o apoio da torcida será fundamental.

 

Temporada começa a definir destinos

A temporada 2019 do futebol brasileiro está caminhando do meio para o final. Na Copa do Brasil, o certame começou a definir os finalistas, enquanto o Brasileirão da primeira e segunda divisões, seguem cami9nhando para o segundo turno e apontando o destino de cada clube nas referidas competições. No caso do Operário Ferroviário, a busca nesse momento continua sendo para permanecer na Série B, já que cada jogo é uma verdadeira batalha e ninguém pode prever o que pode acontecer. Prova disso são os resultados nada previsíveis que vem ocorrendo com todas as equipes. América Mineiro 4 x 3 Londrina foi um claro exemplo.

Além disso, a cada rodada, a maioria das equipes está conhecendo mais os adversários e ficando mais competitivas. Após o confronto em Vila Oficinas, diante do time goiano, o Fantasma, que tem a segunda melhor campanha pós Copa América, tem outro desafio já nesta segunda-feira (12), quando enfrenta o Bragantino, em Bragança Paulista. Na temporada passada, o time paulista foi assombrado nas semifinais da Série C, quando foi derrotado pelo Operário Ferroviário nas penalidades máximas.

Portanto, um confronto com histórico bem equilibrado. Agora, o Massa Bruta, como é conhecido, está disputando a competição nacional defendendo a liderança e com toda certeza deve ser mais um difícil obstáculo nesta campanha do Alvinegro de Vila Oficinas na Série B, que vem melhorando a cada rodada, podendo até sonhar com uma vaguinha para a elite do futebol brasileiro. Afinal, esse é o sentido deste campeonato. Mas, nada é fácil e exige muito planejamento, trabalho, concentração, eficiência e também um pouco de sorte.

 

Brasileirão da Série B é realmente uma pedreira

 

 

 

 

Após amargar uma virada desconcertante diante do Atlético-GO, longe de Vila Oficinas, o Operário Ferroviário precisa buscar aquele algo a mais para tentar pelo menos somar um ponto diante do Criciúma, neste sábado, em Santa Catarina. Sobretudo, acreditar que pode suportar a pressão e vencer nesse momento delicado no Brasileirão da Série B, que já caminha para a segunda metade da competição.

O placar de virada por 4 a 2, sem dúvida, mexeu com os sentimentos alvinegros, principalmente depois de fechar o primeiro tempo vencendo por 2 a 0. Com o resultado negativo, surgiram alguns comentários nas redes sociais pedindo a cabeça do técnico Gerson Gusmão. Obviamente essa não é a solução, ainda mais nesse meio de campeonato. Os erros graves não foram do treinador, que no intervalo, inclusive pediu para o time voltar mais atento. Mas a bola castiga e tudo deu errado para o Fantasma na etapa final.

Sobretudo, o Brasileirão da Série B já foi decantado aqui nesta coluna como sendo mesmo um campeonato encardido. Além disso, mesmo embalado pela conquista de dois títulos nacionais seguidos nas divisões anteriores, o Operário Ferroviário é um novato nesse novo modelo da Série B, e de um jeito ou de outro, está tentando buscar os resultados. Mas, trata-se de um campeonato por pontos corridos, longo e com adversários duríssimos, independente da posição na tabela.

A receita é levantar a cabeça e partir decidido para o próximo compromisso. Neste sábado é contra o Criciúma, em Santa Catarina. Sem dúvida, outra pedreira pela frente. A verdade é que nesse momento, a briga do Fantasma é para permanecer na Série B. Demorou muito para chegar onde está e agora, nessa etapa difícil, precisa de todo o apoio da torcida e de todos os envolvidos.

 

Confronto centenário valendo pontos na Série B

Um jogão de bola. Nesta sexta-feira, o Operário Ferroviário disputa uma partida com ares de decisão pelo Campeonato Brasileiro da Série B, em Vila Oficinas. Mesmo sendo um jogo da décima segunda rodada da competição, o confronto contra o Coritiba vai além dos cobiçados pontos na tabela, temperado com uma rivalidade regional centenária. No momento, ambos vivem situações opostas no certame.

O Fantasma, que foi campeão estadual em 2015 batendo o time do Alto da Glória nas duas partidas finais, agora joga na tentativa de manter uma sequência de vitórias em casa para subir na classificação, enquanto o Coxa briga para alcançar na zona de classificação para a Série A. Portanto, elementos saudáveis para que um jogo eletrizante. Normalmente, o time da capital carrega um ligeiro favoritismo. Além disso, tem o artilheiro da competição, o grandalhão Rodrigão, com oito gols.

Contudo, o Alvinegro de Vila Oficinas já mostrou que tem potencial para assombrar o Coritiba. Nessa retomada da competição, jogando em casa passou até com certa tranqüilidade pelo Londrina, com o placar de 2 a 0, com gols de Felipe Augusto e Marcelo. Depois fez 2 a 1 no CRB, novamente com Felipe Augusto e Lucas Batatinha, que aliás, veio do banco, e no primeiro toque na bola fez o gol. Na última rodada, o Alvinegro arrancou o primeiro ponto fora de casa, no empate por 1 a 1 com o São Bento, gol do atacante recém-chegado, Lucas Gaúcho.

É nesse embalo que os comandados do técnico Gerson Gusmão vão entrar em campo contra o Coritiba, que, segundo a história, nasceu após a primeira partida realizada oficialmente no Paraná e em Ponta Grossa, em 1909. Na ocasião, o time da capital, que logo depois veio a se tornar o Coritiba Foot Ball Club, perdeu para os ponta-grossenses por 1 a 0.

 

Fantasma entra numa nova era em sua história

 

 

Enfim, a torcida do Operário Ferroviário pôde estufar o peito e gritar ‘campeão’ o mais alto possível e para todo Brasil ouvir. Pela primeira vez na história o Fantasma assombrou em nível nacional e conquistou de forma brilhante seu primeiro título nacional, levantando a taça suprema da quarta divisão nacional. A festa foi total não só no Germano Krüger, mas também em boa parte do Campos Gerais.

Foi a coroação de uma campanha que começou atrapalhada pelo fracasso na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, mas que logo mostrou um time unido pelo mesmo objetivo, que era justamente buscar a vaga para a Série C. Tal façanha significa uma nova era para o centenário clube de Vila Oficinas, fundado em 1912. Até agora, o time se limitava a disputar campeonatos durante apenas no primeiro semestre, com algumas escapadas e nada mais.

Agora, com o troféu de campeão brasileiro na estante, o Fantasma vislumbra novos horizontes, a partir da próxima temporada. Assim que reiniciar os  trabalhos, com calendário assegurado durante o ano todo, o clube vai ter a oportunidade de fazer bons contratos com os jogadores, uma vez que a vitrine também será bem melhor, e como conseqüência, a expectativa de formar times muito mais competitivos e comprometidos com o clube.

Há quem diga que o Operário Ferroviário tem condições de seguir para a Série B, em 2019, mas antes de mais nada, será preciso aprender a jogar a Série C e se manter nela. Esse sim será o grande desafio do Fantasma na próxima temporada. Antes de vôos mais altos, é preciso arrumar bem a casa e isso inclui também uma urgente otimização do Estádio Germano Krüger. Portanto, ainda tem muita bola para jogar e muita coisa a ser feita em Vila Oficinas.

 

Fabrício Ribeiro
Legenda