Visão Empresarial
Por que pequenas melhorias podem ser grandes inovações na sua empresa?

Radical

Muita gente confunde inovação com aquela alteração radical no ambiente de trabalho ou no mercado através da oferta de um produto ou serviço completamente inovador. Entretanto, pouca gente dá valor para as chamadas inovações incrementais. Por isso hoje quero comentar a diferença entre uma inovação radical e uma inovação incremental. A inovação radical é aquela que literalmente muda de maneira drástica determinado mercado, determinado processo dentro de uma organização ou até mesmo muda o comportamento de um consumidor.

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Comportamento

Um exemplo são os smartphones que a partir do momento que passaram a ter uma tela touch todos os concorrentes abandonaram aquelas teclas anatômicas e passaram a utilizar as telas touch. Outro aspecto é que a partir da entrada dos smartphones no mercado todos os clientes passaram a buscar um conjunto muito grande de produtos e serviços para satisfazê-los. Então, você tem uma mudança no comportamento do consumidor e também da oferta de produtos e da concorrência a partir de uma inovação radical. Agora, dentro da sua organização as inovações incrementais, aquelas que oferecem apenas uma pequena melhoria num produto, num mercado ou num processo, muitas vezes podem ser as mais rentáveis para uma organização.

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Contribuição

Isso porque com pequenos movimentos, pequenos investimentos você pode conseguir grandes resultados e esse talvez seja o grande significado da inovação. Não interessa o quanto ela é drástica, mas sim o quanto ela contribui para elevar valor na entrega dos produtos ou serviços da sua empresa ou para reduzir custos dentro do seu processo corporativo. Inovações incrementais, além de serem mais baratas podem dar tanto ou até maior resultado que as radicais, com menor risco.

 

Luciano Salamacha

Qual o erro que muita gente comete quando o assunto é desenvolver inovação na empresa?

Invento

Um dos conceitos mais importantes sobre inovação é saber diferenciar invento de inovação. Invento é aquela solução que alguém desenvolveu para um determinado tipo de problema, como por exemplo descobrir a cura para o câncer. Isso é apenas um invento, mas quando você aplica este invento para um fim econômico ou financeiro, quando você desenvolve isso perante o mercado está desenvolvendo uma inovação.

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Aplicar

A inovação é quando você consegue colocar aquele invento no aspecto econômico da transação e isto é importante porque muitas organizações incentivam sua equipe a ser criativa, a principalmente inovar dentro do ambiente de trabalho e as pessoas saem muitas vezes ávidas por trazer algo novo do que propriamente conectar esse novo com o mercado, com a exploração econômica financeira daquilo que desenvolveu. Você vai se surpreender quando perceber que nas organizações existe muita gente perdendo muito tempo, muitos recursos, muita inteligência aplicada, muita energia para desenvolver coisas que não têm absolutamente qualquer aplicabilidade no mundo corporativo.

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Transformar

É a chamada invenção para satisfazer o próprio inventor. Isso mesmo! Toda invenção só nasce porque tem alguém que demanda aquilo, nem que seja o seu próprio criador. A grande questão é que inventar sem conseguir transformar isso em inovação é puro desperdício e isso é uma coisa que o mundo corporativo já não perdoa mais. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

 

Por que para ter inovação é necessário ter diversão na empresa?

Significados

Quando a gente fala que o ambiente tem que ser inovador, de cara precisamos entender que a palavra inovar significa renovar, mudar, ou seja: in que é dentro + novus que significa novo, recente, algo que tem frescor. Por que é importante ter recreação e também diversão dentro do ambiente de trabalho? Por um motivo simples. Diversão vem de des, que significa colocar-se ao lado, e vetere, que significa virar.

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Mudar

Logo, quando se fala em diversão significa mudar a direção, ir para outra direção, enquanto que recreação significa criar novamente. Em bom português, se você quer ter mais inovação na sua empresa, ou seja, quer mudar as coisas, é preciso que oriente os seus profissionais dando a eles a liberdade de mudar de direção, e também de recriar coisas que aparentemente estão dando certo na sua organização. Um dos erros que muitas empresas cometem é querer inovar somente naquilo que não está dando certo.

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Criar

Esquecem que quando alguma coisa está indo bem, é o melhor momento para você, de maneira gradativa, progressiva e controlada, iniciar um processo de inovação na sua empresa. A dica de hoje, portanto, é muito simples, para inovar, que significa trazer o novo, é necessário ter diversão, desviar do mesmo caminho, ter vetere, uma nova direção, e também recreação, que é você voltar a criar as coisas, principalmente aquelas que já estão dando certo. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

Qual é um dos principais desperdícios que poucas pessoas percebem em sua vida?

Interação

Quando o assunto é desperdício, como já escrevi aqui na coluna Visão Empresarial, tem gente que desperdiça energia com coisas bobas, tem gente que desperdiça o seu tempo discutindo coisas que não tem a menor valia. Já escrevi sobre gente que desperdiça recursos financeiros investindo no que não tem retorno e agora quero te dizer que o grande desperdício que pouca gente percebe que faz na sua vida é o desperdício de relacionamento. No mundo corporativo e também na nossa vida pessoal a interação com outras pessoas é sim o fator fundamental de construção de um ativo importante na sua vida que são as amizades, que são as conexões profícuas, boas, positivas.

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Deboche

Você percebe que muitos profissionais desdenham da força e do valor dos relacionamentos que devem ser preservados na sua vida. Tem gente que além de não preservar os bons relacionamentos, ignora-os ou até mesmo debocha de algumas pessoas que só queriam lhe estender a mão e ainda acaba cometendo um duplo erro: desperdiça o relacionamento com quem é bom e investe no relacionamento com pessoas que não têm absolutamente nada a agregar na sua vida. Prefere não conversar com pessoas que estão preocupadas se a tarefa dentro da organização vai dar certo ou não e se junta com aquela turma do cafezinho que fica literalmente debochando de pessoas que se esforçam dentro da empresa, que se esforçam na faculdade ou ainda fica simplesmente falando mal de todas as pessoas que sequer conhece.

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Estabeleça

Por isso, preste atenção!  Não desperdice o seu tempo para estabelecer conexões, relacionamentos negativos e, ao contrário, foque principalmente em não apenas estabelecer, mas também preservar todos os relacionamentos positivos que a vida lhe oferece. A palavra chave agora é estabelecer relacionamentos porque é isso que vai distinguir o profissional no futuro. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

Como um profissional pode economizar recursos e ter maior desempenho em uma organização?

Desafio

O tema desperdício esteve cada vez mais presente dentro das empresas nos últimos anos por motivos simples: crise, pressão por resultados e principalmente queda do faturamento. Será que somente dentro da crise nós temos de ter o olhar e a preocupação em economizar e evitar o desperdício de recursos financeiros? Agora faço um desafio ao leitor. Você, neste momento, pode estar desperdiçando um conjunto valioso de recursos financeiros simplesmente por falta de atenção. É o famoso consumo impulsivo, aquele consumo que faz com que você deseje e necessite ter algum bem que no fundo não vai fazer falta alguma na sua vida. E no mundo corporativo também é a mesma coisa.

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Retorno

Conheço profissionais que desejam ter sempre o estado perfeito, aliás há empresas que investem tantos recursos financeiros em estrutura e tudo mais que nem sempre param para perguntar se esse investimento realmente tem retorno. Podemos aplicar esta mesma regra para a vida de um profissional. Será que tudo o que você investe financeiramente tem um retorno compatível com o seu investimento? Pode ser na compra no supermercado, na compra daquela roupa, daquele bem que você quer dentro da sua casa, pode ser até mesmo no investimento que você faz no seu carro, na sua moto ou mesmo na sua casa.

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Questionar

Em bom português, preste atenção! O mundo corporativo nos últimos anos aprendeu a lição. Recursos financeiros investidos sem retorno são na verdade o desperdício desses recursos. Logo, questionar a cada momento se aquilo que você está fazendo do ponto de vista financeiro vai ter retorno é mais do que simplesmente ter um olhar econômico. É ter um olhar de quem é gestor, de quem tem futuro dentro da empresa, de quem quer crescer na carreira. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

Por que as pessoas têm mania de desperdiçar coisas importantes em sua vida?

Energia

Quando o assunto é falar sobre desperdício temos notado que nos últimos anos as empresas têm se preocupado bastante em evitar esse famoso desperdício. Afinal, o que é desperdício e o quanto ele impacta na carreira de um profissional? O primeiro desperdício que eu costumo dizer que é muito comum na vida das pessoas é o desperdício de energia. Quantas vezes você já ouviu ou presenciou pessoas reclamarem sobre situações que já não têm mais solução, ou seja, sobre situações que já estão resolvidas?

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Reclamar

Algo mais ou menos assim: você tem o seu voo atrasado por conta de algum problema e começa a lamentar, começa a queimar energia, reclamando porque você perdeu esse compromisso, mas de forma pragmática já não é mais possível voltar no tempo. Desperdício de energia é comum no ambiente corporativo quando as pessoas ficam discutindo quem foi o culpado por uma determinada situação que levou a empresa a um prejuízo. Veja que reclamar, discutir, e principalmente perder energias com coisas que absolutamente não alteram a situação é sim um dos grandes desperdícios do mundo corporativo que precisa ser evitado.

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Hábito

Para isso é necessário que as pessoas comecem a observar que reclamar, lamentar, e principalmente praguejar não altera em nada a situação comum. Em vez disso, o melhor é tentar desenvolver um novo hábito, combatendo o desperdício de energia boa na sua vida, procurando discutir e debater somente temas que você ainda tem condições de alterar e principalmente de mudar significativamente o resultado. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

O que fazer quando os colegas começam a ver na pessoa competitiva um mau exemplo?

Inveja

Um sentimento extremamente comum, tanto para as pessoas no seu dia a dia quanto ambiente profissional, é a inveja. A inveja se dá quando alguém almeja, deseja algo que outra pessoa tem, seja um status, um reconhecimento ou então um objeto. Imagine assim. Eu trabalho numa empresa e tenho um colega que é extremamente competitivo. Isso faz com que ele atinja resultados muito superiores à média e ainda é uma pessoa avaliada pela alta gestão como alguém extremamente competente, focado, uma pessoa que tem muito a crescer.

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Cuidado

Outra pessoa, olhando para esse desempenho começa a achar que essa competitividade deveria ser diminuída, afinal ele está prejudicando todos os colegas. Sem se esforçar muito, ele tem conseguido resultados extremamente positivos enquanto que a gente na equipe prefere que o ritmo seja menor, que todos apresentem um resultado mais ou menos igual porque assim ninguém se destaca e ao mesmo tempo ninguém se prejudica. Porém, se você é um profissional que vive essa situação por ser altamente competitivo e que começa a perceber que os seus colegas não lhe dão a devida atenção, tome cuidado para não ficar olhando para o lado e acabar batendo a cara no poste.

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Convicção

É que quando a gente trabalha com uma performance que considera correta temos que lembrar que estamos fazendo aquilo por conta da nossa consciência e da nossa essência e não porque queremos ser melhor que os outros. Quando a gente tem convicção disso, fica mais fácil não ligar para a inveja, para os comentários equivocados e até mesmo para colegas que só se preocupam em te derrubar. De outro lado tenha sempre noção que ser competitivo significa também envolver as pessoas nesse processo, contagiar as pessoas para que tenham o mesmo comportamento, e não dizer que eles não têm a mesma condição. Resumindo, se você é competitivo tente contagiar quem é do bem e não ligue para quem é do mal na sua empresa.

 

Luciano Salamacha

O conceito de que “Manda quem pode, obedece quem tem juízo” serve para todas as situações dentro de uma empresa?

Estratégia

O ditado popular que diz “manda quem pode, obedece quem tem juízo” não tem qualquer tipo de relação com a violação dos seus valores pessoais. Imagine que você trabalha numa empresa e de repente recebe a orientação de proceder de certa maneira para atingir determinado nível de produção dentro da organização, mas você acha que essa não é a melhor estratégia e que se deve agir de outra maneira para se atingir o mesmo resultado. Neste caso vale sim o ditado popular que diz manda quem pode e obedece quem tem juízo. Contudo, perceba que estamos falando aqui de uma decisão estratégica, de um modus operandi que não necessariamente coloca em xeque os seus valores pessoais.

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Desgaste

Bem diferente é quando você recebe uma orientação por parte da sua gestão dizendo para enganar o seu cliente ou enganar o seu funcionário de uma maneira descarada. Nestas horas ele não está apenas usufruindo do direito de mandar, mas está colocando em xeque a sua escala de valores pessoais. Então vem uma questão importante. Alguns profissionais acabam perdendo oportunidades na carreira   porque criam um desgaste discutindo com a sua chefia os motivos pelos quais ele acha que o chefe está errado, quando na verdade o caminho pode ser outro, pode ser o de apenas colocar ao seu chefe que não está se sentindo à vontade para agir da maneira que está sendo pedido porque isso está violando os princípios da empresa ou caso isto não esteja acontecendo, está violando os princípios nos quais acredito.

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Tempo

Em vez de discutir, o melhor é tomar a decisão e analisar se vale a pena você perder tempo discutindo questões que nunca chegarão a uma conclusão. Geralmente os seus valores pessoais são de natureza dogmática, como eu já disse aqui esta semana, ou seja, não exigem nenhum tipo de comprovação. Simplesmente você os assume como sendo verdade e discutir a sua verdade contra a vontade do outro é pura perda de tempo. Resumindo de maneira prática, manda quem pode e obedece quem tem juízo é uma frase que se aplica a decisões operacionais e estratégicas, e não àquelas que colocam em xeque a sua escala de valores. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

Como agir com flexibilidade mesmo quando seus valores estão em questionamento?

Doutrina

É importante que um profissional não confunda conceitos ou doutrina com crenças dogmáticas. Por isso, aqui eu explico de uma maneira extremamente simples. Quando você recebe um conceito você está recebendo uma explicação, algo que lhe permite a compreensão sobre o que significa alguma coisa. Um conjunto de conceitos torna uma doutrina, que é um conjunto de ensinamentos e que leva a pessoa a aprender porque alguém ensina. Então, a doutrina nada mais é do que um conjunto de conceitos ensinados por alguém e que leva você a refletir e a aprender, enquanto que as crenças dogmáticas são aquelas crenças que você não exige nenhum tipo de explicação ou compreensão para poder aceitá-las.

 

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Visão

Um conceito pode levar você a aprender e mudar a sua opinião sobre algo. Esse é o ponto-chave para que você aprenda a agir com flexibilidade e ao mesmo tempo não sofra achando que está violando, cedendo ou flexibilizando seus valores. Parte dos valores que cultuamos é, sim, resultante daquilo que aprendemos na nossa vida e quando você ingressa numa nova organização pode ser que lá você esteja tendo acesso a um conjunto novo de conceitos. Veja: não é mudar os conceitos sobre a realidade em si, não é deturpar o conceito de algo apenas por conveniência, mas ao contrário, ter uma visão mais ampla, mais abrangente sobre o que significa aquilo que você aprendeu um dia na vida.

 

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Abertura

Às vezes é um conceito de atendimento ao cliente, por exemplo. O cliente sempre teria razão, mas quando você ingressa numa organização que te diz que ali o cliente tem razão, mas com um limite para ter essa razão, o cliente não pode tudo, a razão tem que realmente existir para que a gente aja com todo o foco no cliente. Em bom português, tome cuidado porque ser flexível em relação a seus valores também é ser aberto para aprender novos conceitos, novas doutrinas, bem diferente de violar aqueles valores que você efetivamente cultua de maneira dogmática, ou seja, você acredita e pronto. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

Como trabalhar tranquilo e ser feliz em ambientes que são contraditórios aos meus valores?

Comprovação
É muito importante que um profissional entenda que quando ingressa dentro de uma organização deve estar ciente que nem tudo, absolutamente tudo, será compatível com a sua escala de valores e por um motivo muito simples: cada um tem crenças muito específicas. Essas crenças são adquiridas durante a vida de três maneiras diferentes. Há as crenças que a gente adquire de uma maneira comprobatória, ou seja, passa a acreditar em determinada situação porque teve uma prova de que aquilo é verdadeiro, como se me provam que não utilizar o equipamento de segurança efetivamente poderá causar danos irreversíveis ao profissional eu passo a aderir ao programa de segurança do trabalho.

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Origem
Há também crenças que eu chamo de crenças dogmáticas. São crenças sobre as quais nós não exigimos nenhum tipo de comprovação e geralmente um bom exemplo sobre esse tipo de crença é questionar as pessoas se Deus existe ou não. A maioria das pessoas acredita na existência de Deus e não requer qualquer tipo de prova para ter essa crença. Isto é um exemplo de crença dogmática, portanto uma crença que eu não exijo algum tipo de comprovação. As crenças dogmáticas ainda são a origem da nossa escala de valores, os valores que nós cultuamos. Acreditar na lealdade, acreditar na honestidade não exige nenhum tipo de comprovação, simplesmente eu opto, eu aceito aquele tipo de valor. Também existe a crença por conveniência, que é quando, às vezes um profissional prefere acreditar em algo porque lhe é conveniente.

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Conveniência

Um exemplo: você trabalha numa empresa e agora você prefere acreditar que aquilo que a empresa está fazendo é realmente necessário para que ela continue sobrevivendo, nem que isso viole um pouco a sua escala de valores. No fundo você só está acreditando naquela proposta porque lhe é conveniente. Agora vem a resposta à pergunta de hoje, como conviver e ser feliz num ambiente que é contraditório aos seus valores? Bem, só se você souber claramente quais são os seus valores, que são dogmáticos, aqueles sobre os quais você não exige comprovação e aceita e cultua de maneira incondicional. Se você tem esses valores violados, será difícil ser feliz nessa organização. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha