Visão Empresarial
Que faculdade pode ensinar um líder a ser menos frouxo?

Pilares

Não se pode confundir conhecimento com atitude. Conhecimento é o conjunto de conceitos, de informações, de dados e pensamentos sobre determinado assunto que podem ser consolidados e repassados para outras pessoas. É o conhecimento que pode ser transmitido e, por consequência, assimilado e até mesmo seguido por outras pessoas que determina boa parte do comportamento de um profissional. Entretanto há outra parte que decorre das atitudes e essas por sua vez estão ancoradas em três pilares interligados entre si.

 

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Hábitos

O primeiro pilar é o berço familiar, é a educação que aquele profissional recebeu desde criança e que influenciou inclusive o relacionamento dele com os pais, com os irmãos, com os familiares e com os colegas do seu convívio restrito na escola, na igreja, na vizinhança. O segundo pilar é o ambiente social do profissional já formado que compõe colegas de trabalho ou não, amigos do clube, amigos da faculdade, o círculo mais amplo de relacionamento daquela pessoa que também podem interferir para que a pessoa adquira bons hábitos observando como outras pessoas se comportam ou até mesmo perdendo bons hábitos e adquirindo péssimas manias, péssimos comportamentos.

 

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Personalidade

O terceiro pilar é uma questão de caráter, que é a personalidade nata, ou seja, é aquilo que já nasceu com a pessoa. Por mais que conte com a educação familiar, com o esforço dos amigos, não consegue contornar, não consegue mudar. Resumindo, nenhuma faculdade conseguirá mudar um desses pilares que é a personalidade da pessoa, mas poderá contribuir com bons exemplos, bom convívio. E isso, junto com a educação familiar, pode fazer a diferença entre um líder que é frouxo para aquele que aprende a melhorar e a controlar o seu comportamento. Para a coluna Visão Empresarial.

Como viver em um ambiente com excesso de informações?

Registro

A primeira coisa que pouca gente sabe é a diferença entre dados e informação. Dado vem do latim data e é uma espécie de registro, pode ser demonstrado mediante um número ou uma palavra, mas basicamente um dado é algo que você oferece para outra pessoa e sobre esse dado é difícil desenvolver algum tipo de raciocínio. Algo mais ou menos assim: eu te dou um dado como, por exemplo, um número da venda de uma determinada empresa o que é insuficiente para que você raciocine sobre isso e tome alguma conclusão.

Raciocínio

Agora, do dado você vai evoluir para a informação, que vem do latim também. In significa em algum lugar, significa incluir, e também a palavra formare que significa formato. Então quando eu lhe digo que tenho uma informação, eu tenho um dado que agora por ter recebido um raciocínio, está dentro de um formato e isso sim é relevante para que você profissional entenda que na maioria dos casos você está dando muita importância para dados, ou seja, para registros sobre os quais você não consegue colocar nenhum tipo de raciocínio.

Atenção

De outro lado, está desdenhando, está deixando de dar a devida atenção para as informações que constam nesses relatórios que você tanto analisa e se orgulha, ou ainda, para você prestar mais atenção somente nos dados que tem relevância para a sua vida profissional. Afinal, dar atenção para dados sem a menor relevância é algo extremamente comum no ambiente corporativo e ainda, são justamente os dados e informações que constituem os ladrões da atenção, são eles que desviam o olhar do profissional daquilo que é importante, daquilo que no máximo só é interessante. Pense nisso!

Receber opinião significa que a pessoa não é capaz de pensar por si?

Referências

É importante que as pessoas entendam o conceito do chapéu pensante porque ele ajuda a esclarecer e até a despressurizar algumas pessoas sobre o que é receber a opinião de um colega no ambiente de trabalho. Imagine que um chapéu tem uma parte interna que acolhe o seu cérebro, a sua mente, mas ele também tem uma aba. Nessa aba imagine que você começa a colocar um conjunto de pessoas, de referências sobre cada assunto específico que você tem de interagir e que servem justamente para lhe dar apoio quando necessário.

Fontes

Perceba que a conclusão que você vai ter parte de dentro do chapéu, lá no seu cérebro, na sua mente, no seu conhecimento. Agora, nada impede que você use os seus ouvidos que estão do lado de fora para ouvir o que se fala na aba do chapéu. O conceito de chapéu pensante diz que todo profissional deve cultuar um conjunto de fontes fidedignas, fontes qualificadas de informação para recorrer quando precisar de algum tipo de opinião. Pedir opinião não é problema algum.

Especialistas

Ouvir as pessoas é algo extremamente positivo e recomendável, porém lembre-se que entre as suas orelhas há o seu cérebro para somente depois esse conteúdo sair pela sua boca. É justamente aí que você não pode errar. Escute a todos, cultue o conjunto de especialistas que lhe dão apoio nas questões mais variadas, mas nunca esqueça que a responsabilidade de concluir é sua porque no mundo corporativo quem conclui rápido e bem é aquele que melhor se dá e cresce na carreira. Pense nisso!

 

Como chegar a uma conclusão sem depender da opinião dos outros?

Relevância

Todo profissional, todo gestor sabe que é humanamente impossível, na medida em que você cresce na sua carreira, que se conheçam todos os detalhes que envolvem uma determinada situação ou uma determinada tarefa ou um determinado departamento. É justamente por isso que você, em primeiro lugar, procura analisar os aspectos realmente relevantes daquela situação. Em segundo, você procura se cercar de pessoas que tenham conhecimento mais aprofundado a esse respeito e em terceiro lugar você deve ouvir essas pessoas, mas sempre ter a sua conclusão a respeito.

Lógica

Significa que quando você pede opinião para um especialista, você irá sim respeitar a opinião dele, mas irá questionar tudo aquilo que ele lhe disser, pois você sempre terá à sua mão o bom senso, aquela característica que nos é peculiar de poder entender se há lógica naquilo que está sendo falado, se há coerência naquilo que é recomendado e, principalmente, você não é obrigado a seguir a opinião dos outros, mas deve sempre ouvir a opinião dos outros.

Coerência

Preste atenção! Se você depende da opinião dos outros, você não concluiu nada, você apenas aderiu à conclusão que o outro tomou. Por isso é importante que você entenda que uma das melhores maneiras de você ouvir a opinião dos outros e ao mesmo tempo não ser dependente dessas opiniões é você concluir porque a responsabilidade por essa conclusão será absolutamente e unicamente sua a partir daquele momento. Pense nisso!

Qual é o tempo ideal que se deve levar para ter uma conclusão coerente?

Dúvida

Todas as vezes que um profissional me pergunta se não está usando tempo demais para tomar uma decisão e concluir sobre algo digo que a dúvida já revela que se usou tempo demais. Há várias pesquisas científicas que comprovam que na maioria dos casos quando a gente demora demais para tomar uma decisão nos arrependendo até mesmo da decisão que tomamos. Um exemplo: você chega a um restaurante e começa a olhar demais para o cardápio.

Variáveis

Pode ser que com o decorrer do tempo acabe escolhendo aquele prato que mais você costuma consumir. As pesquisas também mostram que quando você demora na escolha e fica analisando todas as variáveis existentes é bem provável que ao final daquela refeição você se arrependa de ter feito aquela escolha. Já, o indivíduo que toma uma decisão rápida pode até se arrepender, mas de outra maneira, dizendo: havia tantas opções e eu escolhi errado, mas agora que escolhi vou com essa. Portanto, no primeiro caso a pessoa se arrepende e se cobra de não ter analisado mais.

Benefício

No segundo caso, a pessoa que escolheu rápido diz: poderia ter escolhido melhor, mas agora vou consumir esse prato mesmo e fica feliz com ele. Há uma relação entre tempo e benefício. Nem sempre ter mais tempo para analisar algo significa que você vai ter uma adequação do beneficio. Ao contrário, em alguns casos quanto mais você pensar mais se distancia do benefício. Logo, a dica é sempre que você tiver de tomar uma decisão sobre algo, determine qual é o tempo limite para que essa conclusão aconteça. Agindo assim o seu dia, o seu rendimento profissional serão cada vez melhores. Pense nisso!

 

Por que algumas pessoas costumam pensar muito e concluir pouco?

Conhecer

Quando a gente fala de concluir é importante que as pessoas entendam a origem dessa palavra. A palavra concluir vem de con, que significa junto, mais claudere, que significa fechar todas as oportunidades, todos os ângulos, portanto, analisar todos os aspectos da situação. É justamente aí que a gente percebe que alguns profissionais se preocupam tanto em saber absolutamente tudo sobre uma determinada situação que acabam pecando e perdendo um tempo precioso para concluir algo.

Morte

Na verdade é preciso que as pessoas entendam que se quiserem saber absolutamente tudo sobre todas as variáveis que envolvem uma determinada situação haverá um único momento na vida que atingirão esse ponto que é o momento em que morrerem, porque ali literalmente as coisas param, caso contrário durante a vida toda as coisas estarão mudando exatamente ao mesmo tempo em que estarão sendo procuradas. As informações são alteradas a cada segundo, as interações com o mercado provocam literalmente mudança de opinião, mudança de comportamento e até mesmo mudança no estilo de consumo das pessoas.

Neurose

Por isso, preste atenção! Concluir é analisar todas as alternativas que se tem conhecimento naquele momento.  Caso contrário pode-se cair numa neurose de querer saber absolutamente tudo, para somente então concluir a respeito e tomar a decisão. Na verdade concluir significa analisar as variáveis que se tem acesso e a partir disso estar pronto para tomar uma decisão.

 

O problema dos empresários é não querer delegar?

Invertendo

A maioria dos empresários verdadeiramente deseja delegar para seus funcionários
boa parte das tarefas que executam. Portanto, o problema não é querer delegar, mas sim saber delegar. Tem-se observado que muitos gestores não sabem a diferença entre delegar e se livrar, por conta disso terminam fazendo um processo completamente inverso. Livram-se daquilo que não gostam e centralizam aquelas tarefas que lhes dão prazer. O princípio básico está invertido.

Exercício

Todo empresário deveria ter em mente que ele também é um funcionário da empresa e como tal deve colocar o seu talento à disposição dos interesses da corporação.
Uma boa sugestão aos empresários é que experimentem fazer o seguinte exercício: a partir do valor total que recebem da empresa, seja como pró-labore ou como retirada de lucros, determinem o custo de sua hora de trabalho. Em seguida fica fácil definir se as atividades que hoje você executa são compatíveis com o seu rendimento. Normalmente o gestor acaba alegando que tem tempo suficiente para fazer essas  
atividades  consideradas banais.

Gerenciamento

Normalmente o gestor acaba alegando que tem tempo suficiente para fazer essas
atividades consideradas banais. Esse é o segundo erro. Além de gastar seu valioso tempo com atividades de menor importância, esse empresário deixa de fazer o que a empresa mais necessita. Delegar não é apenas uma questão de desejo do empresário, resumindo cabe ao principal gestor da empresa gerenciar os principais problemas do dia-a-dia. E quando esses problemas já estiverem solucionados ele deve deixar que a sua equipe faça o resto.

 

Por que a confiança é o pilar para que você consiga delegar corretamente tarefas dentro da empresa?

Demonstrar

Observe que quando você vai delegar uma tarefa para o seu funcionário é importante que você transforme aquele ato num ato de ratificação, da consolidação da relação de confiança que existe entre você e sua equipe. Isso é importante para que as pessoas entendam que você está confiando nelas, pois delegar é você dar poder à pessoa para poder representá-lo, para fazer em seu nome. É confiar em alguém e nesses casos é importante que você não apenas utilize esse momento para demonstrar de maneira inequívoca que você está confiando que aquela pessoa entregará os resultados necessários porque agirá com responsabilidade.

Repasse

Não confunda delegar com descentralizar. A diferença é bem simples. Na descentralização você pega algumas atividades que de repente estavam na sua mão e passa integralmente para que outras pessoas sejam responsáveis e também tenham autoridade de decisão. Logo, você agora como gestor, apenas cobra os resultados, mas imputou àquelas pessoas a responsabilidade final. Já, na delegação você pega atividades que são suas, de sua responsabilidade e repassa para que seus funcionários as executem mantendo para si a responsabilidade e a autoridade final sobre aqueles processos. Assim, preste atenção!

Acompanhar

Na delegação você deve despertar uma relação de confiança olhando que todo o processo de delegação é um processo de desenvolvimento de equipes fazendo uma análise não apenas da estrutura necessária, mas também da qualificação dos seus funcionários, fazendo um acompanhamento constante e integrado durante todo o processo, assumindo para si a responsabilidade final e solidária sobre tudo o que a sua equipe fizer. Resumindo, essas são as seis regras para quem quer aprender a delegar em uma empresa.

 

Ir contra a opinião de todos na empresa é ser presunçoso?

Entendendo

É importante lembrar que presunção é aquele ato de excesso de confiança, portanto quanto mais presunçoso menos humilde e aberto a aceitar a contraposição. A pergunta de hoje é um exemplo claro que recebi de um leitor. Ele diz: “quando eu estou numa reunião e percebo que todos querem seguir uma linha de pensamento que eu considero ser errada e ao ponderar isso com eles dizendo que a melhor saída é a B enquanto todos estão seguindo a A, estou agindo com presunção?” A resposta é claro que não!

Ponderar

Quando uma pessoa discorda de todos os seus colegas pode ser justamente aquele ar de sanidade, de clareza, de pé na realidade que as pessoas precisam. Às vezes, numa empresa, acontece de todos se empolgarem diante de determinada alternativa, de determinada situação e acabar se agarrando naquela direção esquecendo-se de ponderar outros pontos. E, de repente, você contrário a todos da sua equipe, passa a ponderar. Nesses casos será presunção se você arbitrar que todos estão errados e que você está certo, mas será extremamente inteligente você questionar todos sobre a linha de raciocínio, sobre os fundamentos que os levam a tomar aquela decisão, a escolher aquela alternativa.

Debata

Portanto, preste atenção! Não se deixe enganar principalmente pela alta crítica acabando por não manifestar sua opinião. Isto é um erro! Ao contrário, seja extremamente pré-conceituoso, trabalhe com conceitos prévios e depois debata com seus colegas o que eles entendem da realidade versus como você interpreta a realidade. Tenha certeza de que o questionamento faz as pessoas progredirem. A contestação faz as pessoas se afastarem.

É importante fazer uma análise da qualificação da sua equipe?

Avaliar

Nesta semana eu estou comentando aqui na Coluna Visão Empresarial sobre algumas regras para que você aprenda a delegar. A primeira, como eu já disse é você assumir a responsabilidade pelas tarefas que delegou. A segunda é que você faça um acompanhamento rigoroso durante todas as fases de execução dessas tarefas. A terceira regra que eu comento hoje é que você avalie qual é o grau de maturidade, de qualificação que esses funcionários que estão recebendo delegação têm para executar a tarefa.

Estrutura

Tenho observado que algumas vezes o gestor passa uma tarefa para um funcionário que não tem a devida qualificação e depois tenta exigir que esse funcionário dê um jeito de fazer as coisas acontecerem. Um bom gestor é aquele que mensura, que avalia qual é o grau de qualificação, qual é o grau de maturidade que essas pessoas têm para executar as tarefas. Então, a regra número quatro diz para não somente avaliar as pessoas, mas também avaliar toda a conjuntura estrutural necessária para que as pessoas consigam entregar os resultados, o que significa analisar que tempo você está dedicando para isso, qual é o tempo que as pessoas terão para aprender a executar, que estrutura física que eles têm e que outros recursos serão necessários.

Condições

Eu me recordo de situações em que o gestor tenta justificar que algo não foi feito porque os funcionários que receberam a delegação da tarefa não foram responsáveis. Porém, quando você vai observar, o gestor que delegou a tarefa não deu as condições mínimas para que essas pessoas atingissem os resultados. Assim, se você não tem a estrutura mínima necessária não tem problema, apenas calibre, alinhe, defina claramente para os seus funcionários, para a sua equipe, que tipo de resultados eles deverão entregar e aí, mesmo com condições escassas eles vão poder colaborar e auxiliar a executar a tarefa que você delegou.