Visão Empresarial
Como não ficar maluco com tantas coisas para fazer ao mesmo tempo?

Sujeito

Uma das coisas importantes que todo profissional deve entender é que a pressão interna pode ser o grande e principal inimigo que ele pode ter. Às vezes a pessoa cobra de si mesma um desempenho tão grande e tão perfeito que acaba esquecendo que é sujeito a falhas e limitações. Justamente por isso trago algumas recomendações para você que tem o desafio de ser alguém com um milhão de coisas para fazer ao mesmo tempo. A primeira delas é a dica mais simples que você pode imaginar.

 

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Separar

É segmentar tudo o que tem para fazer, em atividades que efetivamente requerem algum tipo de foco específico, ou seja, que requerem a sua atenção, daquelas atividades que você consegue executar sem pensar muito. Há algumas coisas no seu trabalho, no seu dia-a-dia que você sequer precisa pensar para tomar decisões rápidas. A sua capacidade analítica, sua capacidade de processar e verificar uma situação com todas as suas variáveis e emitir um parecer com a melhor solução possível, é tão automática que você sequer percebe que está fazendo aquilo. De outro lado há situações em que é necessário parar e se concentrar.

 

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Foco

Se você, no seu dia-a-dia simplesmente verificar todo esse turbilhão de atividades que tem para fazer e separar aquelas atividades que efetivamente você consegue fazer sem pensar muito daquelas que precisam do seu foco, vai perceber que talvez você esteja se perdendo muito mais pela insegurança de uma ou duas atividades que não sabe exatamente como terminar ou como realizar, com todas as outras que você tem capacidade plena para poder responder a contento. Resumindo, o primeiro passo para não ficar maluco com tantas coisas para fazer é separar aquelas atividades que você consegue exercer tranquilamente sem pensar muito daquelas que exigem o seu foco, a sua atenção. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

Quais os três passos para fazer com que sua mente esteja compatível com o cargo que exerce na empresa?

Comportamento

Imagine que um profissional é promovido dentro da organização por conta da competência operacional que apresenta e agora ele passa a ser a chefia de determinada equipe, porém à medida que o tempo passa esse profissional começa a sofrer porque não sabe se está correspondendo e se está no caminho certo dentro do planejamento que tem para continuar crescendo na carreira. Para este profissional eu tenho três dicas importantes que vão auxiliá-lo a determinar que a sua mente acompanhe a evolução da sua carreira. O primeiro passo é entender como e por que os seus colegas na mesma função se comportam dentro do cargo.

 

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Entendimento

Se porventura ele não tem pares, ele não tem pessoas que se comportam da mesma maneira, deve tentar analisar como o antigo chefe fazia, ou então, pessoas que exercem cargos similares em outras empresas e com as quais ele tem algum tipo de amizade. Ou seja, ele deve aprender como pensam, como se comportam profissionais que exercem esse tipo de função numa organização. O segundo passo é entender o que a empresa espera de um profissional nessa função, mas não é pedir para o seu superior um feedback se ele está indo bem ou não. Não é nada disso! Ele deve entender apenas o que uma empresa, uma organização, espera de pessoas que exercem um cargo de coordenação ou gestão de uma determinada equipe. É entender o que é importante e principalmente o que não pode deixar de ser feito.

 

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Acompanhar

Em terceiro lugar esse profissional deve entender que quanto mais se cresce na carreira, quanto mais posições de gestão vão sendo exercidas, mais a responsabilidade principal desse gestor é acompanhar tudo aquilo que a sua equipe faz, em vez de acreditar que a sua competência operacional é que vai salvá-lo de algum problema no futuro. Resumindo, preste atenção, se você aprender com quem já exerce essa função, seja na sua empresa ou em outras empresas, se você entender o que a empresa espera de uma pessoa que está nesse cargo e não necessariamente de você. Em terceiro lugar se você dedicar todos os momentos a ser um gestor que acompanha todas as atividades da sua equipe, tenha certeza, você tem muito mais chances de se dar bem nessa nova função. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

Quando uma oportunidade não der certo, posso pedir para voltar no mesmo lugar onde estava?

Sabedoria

Um profissional tem todo o direito de experimentar as oportunidades que a vida lhe oferece. Afinal, somente quem tenta é que pode saber se dará certo ou não. De forma genérica, essa afirmação está correta, porém tentar por tentar é geralmente uma atitude de quem é ousado, mas nem sempre uma pessoa sábia. Para saber escolher oportunidades e saber diferenciar aquelas que são realmente boas daquelas que são apenas uma casca, mas que não tem conteúdo algum, é necessário ter sabedoria.

 

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Arriscar

Sabedoria só existe quando se tem dois fatores: coragem para tomar a decisão e seguir adiante; e raciocínio lógico para analisar a situação. Algumas vezes há pessoas que trocam o certo pelo duvidoso simplesmente com base em promessas que podem ou não acontecer. Aí vem outra questão importante. Pergunte se você tem condições para arriscar na oportunidade que lhe aparece. Conheço alguns profissionais que colocaram tudo a perder porque foram ansiosos demais na hora de querer explorar seu potencial, de aproveitar o lado bom que a natureza lhes deu, o talento com que nasceram, tudo em nome da pressa.

 

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Recomeçar

O resultado final é que um profissional pode sim pedir para voltar à empresa, inclusive ocupando o mesmo cargo que deixou. Entretanto, ele deve entender que ao sair da empresa fez um pacto. Por um lado queria aproveitar a oportunidade e por outro, falar para a empresa que se precisasse voltar aceitaria começar tudo de novo. Resumindo, o profissional pode pedir para voltar, porém a empresa também pode dizer não a esse profissional. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

Como demonstrar à empresa que você está tendo dificuldades com a nova função?

Questionamento

É muito comum que um profissional ao ser promovido comece imediatamente a tentar desempenhar dentro da melhor qualidade possível e geralmente esse profissional que recebeu uma promoção tem como intenção chegar e demarcar o território dizendo a que veio. Entretanto, na medida em que o tempo passa, aquilo que externamente parecia simples e fácil, começa a ser revelado como um processo complicado, difícil e até mesmo impossível de se implantar e mudar. Então, o profissional começa a questionar a si mesmo: “será que eu não sou uma pessoa cuja capacidade técnica é insuficiente para corresponder no cargo que eu estou?”

 

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Operacional

Por consequência, esse profissional começa a perder a autoestima, começa a ficar inseguro e todas as suas atitudes começam a ser atitudes de proteção e segurança e não atitudes de ousadia, de coragem e de comportamento compatível com o cargo que possui. Na sequência, de forma derradeira e fatal o profissional começa a recuar, começa a buscar dentro da equipe atividades operacionais que ele exercia com maestria antes de ser promovido e esse profissional se afunda no operacional, tenta de todas as maneiras encontrar aquela base de competência que o fizeram conquistar a promoção.

 

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Subordinado

Ele acha que com isso vai pelo menos ter a desculpa correta de dizer: “olha, está difícil de coordenar toda a equipe porque o operacional toma muito do meu tempo”. Preste atenção! Se você foi promovido a um cargo de gestão, se comportar como um subordinado não vai fazer de você uma pessoa mais produtiva e reconhecida dentro da empresa. Ao contrário, vai passar recibo que no fundo você não merecia a promoção e sua cabeça não evoluiu junto com a sua carreira. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

 

Tome cuidado porque quem foi promovido foi você, e não sua autocrítica!

Perfeição

Quando a gente fala de autocrítica logo vem à mente aquela situação do profissional que tem uma régua própria para medir o seu desempenho muito acima da média. Significa que esse profissional exige de si quase que a perfeição e cada vez que comete um erro entra numa espécie de neurose, de quadro depressivo onde parece que nada que faz é bom, é suficiente e tudo o que ele faz parece provido de erro, de falta de qualidade.

 

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Aprender

Na verdade, o que a gente percebe é que muitos profissionais quando são alçados a um cargo dentro de uma organização deixam com que a autocrítica chegue primeiro ao cargo. Logo, eles passam a cobrar de si um desempenho muito superior ao que a empresa espera e mesmo muito superior ao que ele espera entregar naquele momento. O motivo é simples! Toda experiência que esse profissional apresentou até então era num determinado cargo, numa determinada função e agora num cargo superior é necessário que ele aprenda mais e consequentemente todo o processo de aprendizado chama-se tentativa e erro.

 

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Carreira

Sem que o profissional consiga gerenciar adequadamente a sua autocrítica será difícil ele sobreviver às dificuldades, aos percalços e até mesmo aos erros que cometerá no processo de formação que ele está sofrendo como um gestor. Logo, a recomendação de hoje é para que quando você for promovido, promova apenas a sua carreira e não o nível da sua autocrítica. Ao contrário, quando você sobe de cargo a sua autocrítica tem de diminuir um pouquinho para permitir que você aprenda mais errando. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

 

Por que quando cresço na empresa, parece que ninguém lembra o quanto fui competente?

Diferente

Realmente quando você subiu de nível dentro de uma organização, quando você assumiu outro cargo, um cargo de chefia, um cargo superior em relação ao que você estava, tenha certeza de que não vale nada todo o desempenho que você apresentou antes, por um motivo muito simples! Antes você estava num cargo diferente do que está hoje e nesse novo cargo você não conseguiu provar absolutamente nada, parece que toda a competência que você mostrou até hoje foi gasta, foi literalmente aniquilada, para que conseguisse uma nova posição.

 

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Crenças

Quando um profissional não entende isso, passa a tentar viver nessa nova posição de saudosismo, daquela espécie de “você sabe que eu sou bom, você sabe que eu sou competente”, embora, nessa nova função possa estar construindo um caminho definitivo para sair da empresa. Portanto, a recomendação de hoje é para quando você conquistar um cargo dentro da organização, for promovido, é hora de você, em primeiro lugar, abandonar todas as crenças sobre a sua competência e se colocar com muita humildade na condição de um aprendiz naquela nova posição.

 

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Dicas

É importante também entender que a própria organização sabe que você precisa de um tempo para se acostumar, para aprender e principalmente para errar. Fica aqui uma dica importante. Ao conquistar uma promoção na empresa passe a adotar o princípio do aprendiz e não o princípio do professor, pois você tem muito mais a aprender, principalmente com aquelas pessoas que você tanto criticava enquanto era funcionário, era subordinado, e que agora como seus pares, seus colegas, podem ter dicas preciosas para salvar a sua pele. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

Qual a importância da mente de um profissional evoluir junto com sua carreira?

Fases

A evolução da carreira de um profissional é marcada por fases e cada fase requer que você tenha um condicionamento mental diferente. Entenda isso de uma maneira muito simples. Você ingressa em uma empresa como estagiário e começa a se dedicar, a crescer, a demonstrar todo o seu potencial, até que finalmente é convidado a assumir um cargo em definitivo. Agora você deixa de ser um estagiário para ser um profissional dentro de uma equipe.

 

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Comportamento

É evidente que as prerrogativas, as responsabilidades e as competências que você tem de mostrar a partir de agora não são mais as mesmas que eram exigidas quando você era apenas um estagiário. Você continua crescendo, continua demonstrando competência e é promovido a coordenador. Novamente é importante que o seu pensamento mude de frequência, mude de comportamento, para que você entenda que tudo aquilo que fez até hoje, embora tenha tido grande validade já não é mais aquilo que a empresa requer que você apresente no dia a dia.

 

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Assumir

Eu tenho percebido que muitos profissionais começam a errar justamente nesse ponto, quando não entendem que mudar o pensamento é deixar de ter comportamentos que o trouxeram até aquela posição e assumir outros comportamentos inerentes ao cargo que está assumindo. Em bom português, a cada vez que você é promovido dentro de uma organização é preciso não apenas agarrar a oportunidade, mas principalmente jogar para o lado tudo aquilo que você fazia com competência técnica, assumindo para si as responsabilidades e principalmente o comportamento de quem está naquele cargo. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

Duas perguntas que você deve fazer ao definir um objetivo para sua vida!

Prova

Quando nós vamos fazer um planejamento pessoal e profissional, é importante sempre lembrar que você tem que estabelecer um objetivo que venha a lhe trazer felicidade. Significa que se você estabelecer um objetivo para sua vida seja repetindo num ambiente pessoal ou num ambiente profissional, é importante que você tenha um resultado claro a ser atingido e que obrigatoriamente tem que ser a sua felicidade. Agora, você deve colocar à prova esse mesmo objetivo ainda que a resposta seja sim, respondendo duas questões que poderão fazer a diferença entre manter ou retirar esse objetivo.

 

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Prisma

A primeira pergunta é: efetivamente eu conseguirei ser feliz com esse resultado atingido? A segunda pergunta é: sem esse resultado eu consigo ser feliz do mesmo jeito? Você vai perceber que em muitos casos você será feliz, mas também poderá conseguir a mesma felicidade sem ter que se esforçar para conseguir esse resultado. O mais importante é que você deve avaliar isso sob o único prisma da sua vida, sem se deixar levar por aquilo que os outros acham que fará você feliz ou não e esse talvez seja o passo mais importante.

 

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Objetivo

Assumir de maneira livre e descomprometida que determinada atividade trará felicidade a você é mais ou menos assim: você agora tem como objetivo completar aquela coleção de selos ou de moedas antigas e uma pessoa lhe dirá que isso não é necessário para que você seja feliz, porém se isso para você é importante basta para que continue integrando o seu planejamento. Resumindo, quando você planejar um objetivo para a sua vida, pergunte para si mesmo se isso vai lhe trazer felicidade, e ainda, você precisa disso para conquistar essa felicidade? Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

O lucro não é o motivo da existência de uma empresa?

Sobrevivência

Ao contrário do que muitos empresários pregam o lucro não é a real finalidade de uma empresa. Uma empresa tem sempre uma finalidade maior do que simplesmente gerar lucro, que evidentemente tem a sua importância e é necessário, mas mesmo assim não é o grande motivo para uma empresa existir. Pondere. Sem o lucro a empresa não sobrevive. O lucro está para uma empresa tal qual a alimentação está para o ser humano. Uma pessoa que não se alimenta não sobrevive. Contudo isso não significa dizer que as pessoas baseiam a sua vida no objetivo único de se alimentar. Será que você quando levanta pela manhã ora a Deus para que lhe permita viver até a hora do almoço só para se alimentar?

 

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Saúde

A alimentação é algo necessário para a sobrevivência do ser humano. Toda pessoa traz dentro de si desde o nascimento o conceito de que deve alimentar-se para poder realizar os seus objetivos na vida, ou seja, somente se estiver no seu perfeito estado de saúde é que a pessoa terá forças para conquistar seus objetivos. Nas empresas isso não é diferente. Elas precisam estar saudáveis para cumprir o verdadeiro motivo da sua existência. No mundo empresarial a alimentação de uma empresa é o lucro e quando uma empresa não consegue gerar um bom lucro, ela está doente e dificilmente terá condições de continuar sobrevivendo se não se fortalecer.

 

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Definindo A dica para os empresários é de que procurem orientar seus funcionários sobre a necessidade de se ter uma empresa saudável para que ela continue sobrevivendo. Infelizmente muitas empresas ainda se enganam achando que o lucro lhes basta. E o motivo é simples. Nem mesmo o empresário sabe dizer com clareza porque é que a empresa existe e qual é o objetivo que ela efetivamente deseja atingir. Logo, senhores empresários, antes de tentarem convencer seus funcionários sobre o que é importante para a empresa, primeiro verifiquem se vocês sabem realmente definir qual é o grande objetivo das suas empresas. Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

O que o planejamento pessoal tem que entregar obrigatoriamente para você?

Desejo

Quando a gente faz um planejamento é necessário entender que há sempre um impulso de entrada e também um resultado na saída. Em bom português, significa que se você faz um planejamento é porque tem uma necessidade, um desejo, ou então está percebendo que há uma oportunidade a ser aproveitada. Você estabelece um conjunto de objetivos que como eu já disse aqui na coluna Visão Empresarial podem ser tanto individuais ou coletivos e ainda podem ser tanto de caráter pessoal quanto de caráter profissional.

 

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Resultado

Acontece que para você validar, para você realmente entender se aquilo que planejou é algo que efetivamente vale a pena dar continuidade, fica aqui uma dica: se você inicia a construção de um objetivo por conta de uma necessidade ou de uma oportunidade, a saída, o resultado tem que ser obrigatoriamente uma situação que lhe traga felicidade. É isso mesmo! Se o seu planejamento não resultar em felicidade na sua vida porque você continuará a gastar energia?

 

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Conectar

Por que gastar dedicação, tempo, se isso não vai resultar, não vai se traduzir em algo que traga a você uma sensação de bem estar. Assim fica aqui a dica de hoje: quando fizer um planejamento pergunte qual o motivo que faz você construir aquele seu objetivo, principalmente se aquele resultado está conectado a te tornar mais feliz no seu dia a dia. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha