Visão Empresarial
O que fazer quando o jovem profissional acredita que formação acadêmica basta?

Combustível

Quando se fala em jovens profissionais devemos sempre lembrar que se trata de pessoas que hoje em dia querem crescer rapidamente. Normalmente são pessoas que têm ansiedade para ter novidades na carreira e acreditam que apenas o conhecimento acadêmico baste para provar o seu verdadeiro valor. Acontece que na prática o conhecimento acadêmico sem a devida aplicação é o mesmo que um carro sem combustível.

Comportamento

É como ter uma máquina extremamente veloz e competente, mas que não tem um condutor à altura. Em bom português, se apenas o conhecimento acadêmico bastasse, nos processos de recrutamento e seleção haveria apenas uma prova de títulos e ganharia vaga aquele que mostrasse um currículo mais pesado, mais completo, mais recheado de títulos de graduação e pós-graduação.

Aprendizado

Na prática, o mundo empresarial aprendeu, a duras penas, que precisa conhecer o comportamento das pessoas para entender se todos aqueles títulos realmente serão colocados no dia-a-dia corporativo ou não passaram apenas de estudos de verão. Desta forma é importante sempre lembrar os jovens profissionais de que o caminho mais seguro para transformar seus diplomas em diferencial de mercado é aprender não apenas a teoria, mas principalmente como colocar a teoria na prática.

 

É possível que o conhecimento técnico valha menos que a experiência?

Sem dúvida

No mundo corporativo o que vale é resultado, como quando você tem dois profissionais dentro da mesma empresa, sendo o primeiro uma pessoa altamente qualificada, que tem não apenas a graduação do ensino superior, mas também tem uma pós-graduação, um MBA e apresenta um determinado desempenho; e o segundo, que pode ser um candidato ou um funcionário que sequer tem o ensino superior, mas no dia a dia apresenta resultados fabulosos, apresenta uma capacidade, uma disposição para inovar os processos, para melhorar os processos, sempre voltado para resultados, não há dúvidas sobre quem deve ficar e quem deve ser promovido.

Eficácia

Embora o primeiro, aquele que tem pós-graduação sinta que toda a sua qualificação é um diferencial, ainda assim as empresas tendem a promover, a dar uma oportunidade ao segundo profissional, aquele que sequer tem o ensino superior. Isso por um motivo muito simples. Quando o conhecimento não está atrelado à execução efetiva e principalmente eficaz de uma determinada função é melhor dar a uma pessoa a oportunidade de adquirir conhecimento, de desenvolver uma carreira acadêmica ainda que tardia, por conta dos resultados que ela oferece.

Valor

Não estamos discutindo aqui se quem tem mais ou menos titulação é que deve ser respeitado. Todas as pessoas devem ser respeitadas desde que entreguem os resultados que a empresa quer. Por isso mesmo se você é uma pessoa que tem titulação tome cuidado para não colocar muito mais valor do que o necessário a respeito do que vale realmente a sua titulação, os seus diplomas. No mundo corporativo o que realmente importa são os resultados e o resto, como se diz por aí, é o resto.

 

Por que ter conhecimento não é garantia de ter sucesso na vida?

Decisões

Algumas pessoas equivocadamente acreditam que dominar algum tipo de assunto, ou seja, ter algum tipo de conhecimento pleno sobre determinada área basta para ter sucesso na carreira profissional, mas na vida real não é bem assim porque ter conhecimento, mas não ser capaz de converter isso em decisões práticas, em decisões assertivas, é o mesmo que não ter conhecimento.

Titulação

Isso é importante porque nos dias atuais algumas pessoas estão ficando literalmente chateadas, principalmente os mais jovens, quando reclamam que a sua titulação não está sendo suficiente para conquistar um emprego. De fato, nós temos no Brasil mais que o dobro da taxa de desemprego entre pessoas de até 29 anos de idade. Significa que essas pessoas, embora possam ter um ou dois diplomas, mais qualificação que muitas pessoas, ainda assim quando chegam à entrevista não conseguem provar como irão transformar esta base de conhecimentos em decisões assertivas.

Fazer

Pior é que algumas vezes quando são submetidas a alguns testes, algumas dinâmicas de grupo, acabam complicando ainda mais a sua vida não apenas apresentando decisões equivocadas como também demonstrando conhecimento muito escasso e até mesmo superficial sobre alguns temas que se dizem doutores na área. Resumindo, quando o assunto for discutir se você tem ou não conhecimento questione também o que realmente você é capaz de fazer com esse conhecimento sob pena de achar que sabe muito e no fundo não ser capaz de fazer grande coisa com isso.

Por que nunca desistir de aprender algo diferente?

Morte

No dia a dia corporativo eu sempre tenho a oportunidade de encontrar alguém que fica me dizendo: “parece que quanto mais eu estudo, mais está me faltando conhecimento. Quando eu vou poder parar de estudar e estabelecer uma carreira estável?” A resposta vem com toda a clareza: cada pessoa que desiste de aprender algo novo literalmente coloca a sua carreira profissional em segundo plano e está condenando a si mesmo a uma rotina que fatalmente vai levá-lo à morte profissional.

Aproveitar

O mundo corporativo de hoje não tem espaço para que uma pessoa fique determinando o quanto ela quer aprender. Na verdade é exatamente o contrário. Nós temos que aproveitar todas as oportunidades, todos os minutos, todos os segundos para buscar um conhecimento novo. Portanto, para aprender algo diferente eu costumo dizer inclusive que quando você não está aprendendo algo novo, está desperdiçando o seu tempo. Preste atenção, no mundo corporativo moderno.

Sobreviver

A cada minuto é momento de aprender porque as coisas estão mudando com tanta rapidez, mas com tanto dinamismo, que aquilo que você sabia até ontem agora pode não servir para absolutamente nada, a não ser, te induzir ao erro. Ter a mente aberta, buscar um novo conhecimento, ter sede de aprender coisas novas, é a dica e também a única saída para quem quer sobreviver no futuro. Resumindo, sede de saber, sede de aprender, é pré-requisito para quem quer continuar sobrevivendo no mundo corporativo.

 

 

Escolhas erradas geram profissionais frustrados!

Afinidade

Escolher uma carreira é uma das coisas mais difíceis que os jovens enfrentam nas suas vidas. Primeiro, porque muitos pais começam a pressionar muito cedo e querem que a decisão tomada seja para a vida toda. Muitos nem sequer admitem a possibilidade do filho errar e outros vêem nos filhos a chance do sucesso que eles não obtiveram. Outros casos colocam o fator remuneração como condição essencial na hora da escolha. Nenhum pai quer que seu filho passe por dificuldades financeiras, mas se esquecem que uma das chaves do sucesso é a satisfação pela profissão escolhida.

Satisfação

Quando a pessoa trabalha no que não gosta, com o passar do tempo acumula insatisfações e frustrações. Para não incorrer em erro, a sugestão é escolher determinada área de atuação: saúde, comunicação, jurídica, de acordo com as afinidades e somente depois de alguns testes definir o que realmente se quer ter como profissão. Outro fator que atrapalha na hora da escolha é o conselho de pessoas que querem ajudar, mas muitas vezes não conhecem a pessoa que está decidindo, não sabem de suas preferências e por apenas uma característica observada ou talento que julgam a pessoa possuir, indicam determinada profissão.

Ajuda

É preciso muito cuidado para não dar ouvidos a este tipo de pessoas e passar a ouvir opiniões de quem realmente entende do que está falando, como por exemplo, avaliadores de testes vocacionais. Os testes ajudam desde que o candidato seja sincero nas suas respostas, pois se não o for, acabará induzindo a erro no diagnóstico. Quanto mais verdadeiro for o avaliado, maiores serão as probabilidades de acerto na indicação das prováveis profissões. Aí é só escolher.

Qual o sentimento ideal para combater o sentimento da frustração?

Substituir

Eu já comentei aqui na Coluna Visão Empresarial que frustração é um sentimento decorrente daquela situação em que a pessoa acha que por ter se esforçado e não ter conseguido o resultado desejado, acaba se arrependendo. A gente tem de entender que quando temos um sentimento negativo não conseguimos arrancar da nossa mente sem antes colocarmos algo melhor no lugar. Nós não eliminamos sentimentos, mas os substituímos. Essa é a grande dica para quem muitas vezes se sente frustrado por se esforçar muito e não conseguir o resultado desejado.

Gratidão

É simples! Para combater o sentimento da frustração nada é melhor que o sentimento da gratidão. Todas as vezes que você perceber que não conseguiu o resultado desejado pare e pense da seguinte maneira: pelo menos, durante todo o período que me esforcei, a expectativa de conseguir um resultado positivo tornou a minha vida mais leve, otimista, muito mais positiva. E, sendo positiva, eu fui um colega melhor, um marido melhor, um amigo melhor. Assim, preste atenção!

Hábito

Passe a incorporar a cada minuto da sua vida atos de gratidão, chegando ao cúmulo de programar no seu celular durante três vezes ao dia ter um alarme que lhe diga para lembrar-se de agradecer algo bom que você conquistou nas últimas horas. A gratidão tem de se tornar um hábito na sua vida porque é esse hábito que vai fazer com que você se frustre menos e que você comemore e curta mais a sua vida. Resumindo, meu amigo, se frustração é um sentimento não tente racionalizar. Ao contrário, use a racionalidade para encontrar sentimentos positivos que substituam a negatividade da frustração.

Qual a crença que colabora fortemente para que você se torne frustrado?

Expectativa

Algumas pessoas preferem acreditar que têm controle sobre absolutamente tudo e acham também que tem domínio pleno sobre as regras de causa e efeito que é a natureza que na verdade comanda. Como exemplo temos um profissional que planeja fazer uma série de cursos e também planeja atingir uma série de resultados dentro da empresa acreditando que ao fazer isso será promovido. Entretanto, na medida em que ele faz tudo isso a promoção não chega seja porque outra pessoa é promovida no lugar dele ou então porque simplesmente a promoção não tem espaço na empresa.

Variáveis

Aí vem a frustração. De que adianta esforçar tanto? É mais ou menos como aquele aluno que na faculdade acha que se tirar dez em tudo já está garantido para o sucesso profissional. A grande sacada é entender que não temos controle sobre todas as variáveis que compõem uma determinada situação porque as variáveis internas eu posso até me esforçar e gerenciar, mas há também variáveis externas. Há situações que somente pessoas colaborando é que terão efetivamente potencial, possibilidade de acontecer.

Crenças

A frustração chega não porque a pessoa criou uma expectativa errada, mas porque ela tinha uma crença que se fizesse tudo daquela maneira – a causa – teria garantido o efeito. Contudo, na verdade, todos os dias temos de entender que por mais esforço que tenhamos os resultados não dependem única e exclusivamente de nós. Assim, fica a grande dica de hoje: passe a compreender que as suas crenças é que constroem uma vida mais ou menos frustrada e não é a frustração que constrói crenças negativas na sua vida. Pense nisso!

 

Como combater a famosa frustração profissional?

Sentimento

O termo frustração vem do latim frustari que significa quando uma pessoa entende que todo o seu esforço não logrou o êxito, o resultado que esperava e entra numa espécie de arrependimento de dizer que não valeu a pena. Entretanto, a gente percebe que a maioria das pessoas não pensa que frustração é antes de tudo, um sentimento. Logo, ela decorre do estado de espírito que a pessoa tem.

Aspecto

Em bom português, significa que quando temos um sentimento negativo não adianta querer racionalizar, tentar argumentar com algum tipo de ponderação, de lógica, que não vamos conseguir eliminar aquele sentimento negativo com facilidade porque sentimentos são alterados por outros sentimentos. Quando eu não me sinto bem, quando eu me sinto frustrado, eu tenho de buscar um tipo de alegria, um tipo de fundamento para que o outro sentimento bem diferente tome o seu lugar. E esse é o grande primeiro aspecto da frustração. A gente tem de entender que a frustração nada mais é do que um julgamento que temos olhando para trás e criticando por não ter conseguido frutos daquele esforço, ter atingido o resultado.

Construir

Porém, a gente também evita e gasta muita energia boa discutindo os motivos pelos quais isso não aconteceu. Como se eu pudesse de alguma maneira mudar o passado. Na verdade, a grande sacada quando o assunto é frustração profissional é que se você não pode mudar o passado, se concentre em construir o futuro, utilizando toda a energia boa que você tem, não para ficar lamentando, mas para ficar construindo um novo caminho para a sua vida. Amanhã continuo falando sobre frustração aqui na coluna Visão Empresarial.

 

 

Respeito em empresa que apresenta poucas oportunidades?

Importância

Sem dúvida alguma o primeiro passo para um profissional que deseja ser respeitado é se dar o respeito, é isso mesmo. Um exemplo: numa determinada empresa havia um setor que reclamava que ninguém dava a devida importância para as suas atividades, porém nem mesmo o setor atribuía para si a relevância que era necessária, pois as pessoas diziam que o departamento era extremamente informal, que o departamento não se preocupava em fazer as coisas efetivamente com formalismo que era necessário e os funcionários diziam que ninguém dá importância mesmo, para que fazer isso?

Atribuir

O resumo é basicamente que quando você profissional não atribui o devido respeito para a área, para o setor onde você trabalha e até mesmo para a sua profissão, não pode exigir que outras pessoas tenham esse respeito. O primeiro passo efetivamente é atribuir respeito para aquilo que você faz o que significa, em bom português, que absolutamente todos os seus atos dentro da empresa devem ser revestidos do formalismo mínimo necessário. Você deve, quando fizer uma apresentação, fazer uma apresentação efetivamente digna de um profissional.

Formalismo

Quando fizer um e-mail corresponder com o seu colega com o devido respeito e com a devida qualidade na mensagem. Às vezes a gente quer ser respeitado, mas traduz todo o relacionamento do dia a dia num ambiente de informalidade, num ambiente sem a devida atenção, sem a devida qualidade no que entrega. Se você não atribuir respeito e não se comportar respeitando a sua atividade, não serão seus colegas e muito menos a chefia que farão isso no seu lugar. Pense nisso!

Como agir quando os colegas não sabem respeitar uns aos outros?

Postura do chefe

Quando um profissional está sendo alvo de gozações, por parte dos colegas de equipe, precisa agir com muita prudência e sabedoria. Se não for compreendido poderá rapidamente passar de vítima a encrenqueiro. Antes de queixar-se com o seu superior é melhor averiguar como ele encara um problema dessa natureza, pois ainda existem chefes que incentivam determinadas brincadeiras, sem perceber o quanto elas atrapalham no relacionamento dos membros da equipe.

Ambiente de respeito

Um ambiente onde os colegas agem com respeito vale mais que ter bom humor no ambiente. Assim, antes de reclamar, verifique se você também não faz gozações com algum colega e assim dá margem para receber também. Estará perdendo a moral para qualquer reclamação. E se não for o caso, pedir demissão não vai ser a solução. Isso poderá passar a imagem de falta de perseverança, de desistência fácil, de abandono de sonhos. Essa imagem é que lhe acompanhará quando ao solicitar outro emprego, o antigo chefe der referências sobre seu comportamento.

E revidar pode?

Algumas pessoas acham que o ataque é a melhor defesa, mas essa não é uma estratégia recomendada. Ela poderá acabar ofendendo a outra parte e então o atacante passará de vítima ao causador de problemas na empresa. A dica é agir com a razão, pois emoção desencadeia atitudes impulsivas que poderão colocar em risco uma carreira promissora. O melhor é mostrar a sua competência agindo com equilíbrio e melhorando ainda mais o desempenho, assim sua chefia vai pensar duas vezes antes de dar ouvidos a outros.