Visão Empresarial
Como construir uma equipe que realmente saiba trabalhar em conjunto?

Funcionário

Muita gente no mundo corporativo confunde a expressão colaborador com a expressão funcionário. Para entender a diferença: funcionário vem do latim e significa aquele que cumpre as suas funções, aquele que é capaz de entregar tarefas. Logo, um funcionário é aquela pessoa que consegue realizar tudo que está sob sua responsabilidade, mas pessoas que por algum motivo sequer entregam aquilo que lhes foi pedido, que lhes é imputado como responsabilidade, como tarefas, não poderiam ser chamadas como funcionários, ou então como funcionários plenos, como pessoas que são excelentes funcionários.

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Colaborador

Ser chamado de funcionário não tem nada de depreciativo, ao contrário, é um elogio, é dizer que um funcionário padrão é aquele que entrega absolutamente tudo o que lhe compete. Já colaborador vem do latim e significa co que significa junto mais labor que significa trabalho. Colaborador, portanto, é aquele que sabe trabalhar ao lado de outras pessoas, a conviver e repartir as responsabilidades e atribuições e também o mérito por tudo aquilo que a equipe faz. É muito importante que um profissional, um gestor de equipes entenda que para ser colaborador é necessário primeiro que o profissional seja um funcionário muito bom.

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Equívoco

Querer ajudar os outros sem sequer fazer as suas responsabilidades pode ser um equívoco muito grave que a pessoa está cometendo, mas que é mais grave ainda quando a alta gestão permite que isso continue acontecendo. Assim, preste atenção! Primeiro se dedique a ser funcionário para depois ser um bom colaborador. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

 

Como o “contador de histórias” pode prejudicar uma empresa?

Influências

São três as consequências negativas que uma empresa pode obter por ter na equipe um funcionário que fica tentando viver em um mundo paralelo, fantasioso.  A primeira é o tipo de influência que esse funcionário “contador de histórias” gera na equipe. É que a mania de ficar alterando a realidade acaba não apenas contaminando alguns colegas, que passam a fazer o mesmo, como também é uma ótima fonte de fofocas e intrigas na empresa.

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Difícil controlar a fantasia

O segundo problema decorre do primeiro, ou seja, a gestão da empresa acaba sendo obrigada a monitorar constantemente o nível de fantasia que está surgindo no ambiente de trabalho - mais uma daquelas atividades que consomem tempo da liderança e que não seriam necessárias se a equipe não contasse com um funcionário estilo “contador de histórias”. O terceiro problema é o volume de informações equivocadas que são repassadas aos clientes e fornecedores por conta da imaginação e fantasia utilizados por este tipo de pessoa.

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Esperteza

Mas, se o problema é assim tão óbvio, por que o funcionário simplesmente não é demitido? Porque a pessoa tem de misturar a realidade com a fantasia. Esta é a forma encontrada por ela para gerar dúvida na chefia e não ser identificada como a “contadora de histórias” da empresa. Logo, a solução é analisar detalhadamente todos os aspectos de uma situação que é relatada por este tipo de funcionário, validando a realidade apresentada, mas principalmente, questionando e censurando a fantasia criada.

 

Luciano Salamacha

Quanto você pode ser um emissor de “memes” na sua organização?

Comportamento

Quando a gente fala de memes temos que lembrar que é qualquer tipo de som, de movimento, de palavras, de imagem, que traga junto um significado e lembrando que significado é uma expressão que vem do latim: sinal que leva você a fazer alguma coisa. Logo, é importante que um profissional tenha em mente que assim como é vítima, assim como é receptor de memes, é também um emissor de memes. Nesse aspecto cada pessoa deve ponderar como está sendo o seu comportamento e principalmente se está se comportando na medida correta no cargo que exerce, na responsabilidade que tem dentro da empresa.

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Interesse

Já vi situações em que um gestor comunicava de maneira verbal e até mesmo por escrito a todos da equipe que exigia austeridade, que exigia disciplina no cumprimento de todas as regras da organização, porém esse mesmo gestor quando aparecia algum tipo de situação em que a regra precisava ser adaptada, por conta de algum interesse pessoal ou até mesmo de um interesse da própria empresa, o gestor simplesmente fazia a exceção e não explicava nada a ninguém. Significa que esse gestor emitia memes, emitia comportamentos que continham significados diferentes daquilo que normalmente ele falava ou escrevia.

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Comunicação

Depois, com o tempo ele passou a ser desrespeitado dentro da organização, passou a ser uma pessoa que embora exigisse que a equipe cumprisse determinadas regras não era respeitado como gostaria e até mesmo como deveria ser respeitado. Resumindo, às vezes o simples observar, a simples percepção e sensibilidade para analisar se o próprio comportamento já não vem estimulando uma comunicação diferente pode ser o suficiente para que o gestor evite ter grandes problemas dentro da empresa. Pense nisso!

Luciano Salamacha

Quer dizer que posso ter minhas decisões influenciadas sem que perceba o que aconteceu?

Inconsciente

Um dos fatores mais interessantes sobre o processo decisório é a influência, é a participação do nosso inconsciente. Se de um lado eu acho que estou racionalizando toda uma decisão de outro lado eu também tenho fatores inconscientes que vão influenciar inclusive minha linha de raciocínio e é importante que um profissional entenda que ele deve desenvolver uma espécie de amplitude de decisão, ou seja, ter alguns tipos de perguntas que colocam em questionamento aquilo que você está recebendo como informação como quando alguém está disposto a comprar.

 

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Ampliar

Por mais que você fique feliz, pois a essência da sua empresa é vender, vale a pena sempre perguntar por que de repente esse cliente tem desejo de comprar muito mais do que comprava até hoje, ou então, aquele cliente que nunca quis comprar com você agora passa a desejar comprar. Não se trata, como diz o jargão popular, de jogar um balde de água fria sobre toda a sua empolgação, mas ao contrário, é ampliar a sua base de informações, é utilizar o princípio do contraditório para você ratificar, para você confirmar se aquela tendência, se aquela informação realmente é passível de que você aceite, você acredite e a utilize para tomar uma decisão.

 

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Questionar

Resumindo, nem sempre as informações, os significados meméticos chegarão à sua mente de maneira racional. Logo, todo cuidado é pouco e o processo do questionamento passa a ser relevante para que você coloque à prova toda e qualquer informação que receber. Lembre-se de que questionar não significa invalidar. Significa buscar mais elementos para confirmar a sua decisão. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

 

Por que somos tão suscetíveis às influências que o ambiente oferece?

Informações

O ser humano tem uma forma muito ampla de se comunicar. Pode ser por gestos, por movimentos e até mesmo por ficar completamente imóvel, transmitimos algum tipo de informação. Também os sons que emitimos e as palavras que utilizamos servem para designar um conjunto muito grande de informações do que simplesmente a palavra em si. É aí que surge uma nova área dentro do conhecimento chamada memética. Os memes são aqueles sons, aqueles símbolos ou qualquer outra forma de comunicar e que dá algum tipo de significado para as pessoas.

 

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Memes

Significado é uma expressão que vem do latim e quer dizer signos que basicamente são sinais, mais a raiz facere que significa fazer. Portanto, significado é um sinal que te leva a fazer alguma coisa. Nos últimos tempos, os memes se notabilizaram principalmente na internet, mas pouca gente observa o quanto os memes estão presentes no nosso dia-a-dia corporativo e o quanto os memes afetam o nosso processo decisório. Imagine uma situação onde você está numa empresa e começa a receber um conjunto muito grande de informações por parte de algum colega de que o mercado estará difícil, que as coisas estarão cada vez mais complicadas e esse conjunto de informações começa a ser construído na sua mente de maneira que signifique que você deve ter cautela.

 

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Vulneráveis

Em ato contínuo você tem de tomar uma decisão a respeito de um investimento. É inevitável que todo este conjunto informações que você recebeu influencie fortemente a sua tomada de decisão. Por isso que hoje em dia a recomendação é você fazer uma proteção memética, ou seja, tomar cuidado para não cair na sedução de acreditar em absolutamente tudo que te faz bem, que você quer acreditar. A memética é a ciência que te ensina o quanto somos vulneráveis em relação aos estímulos, aos significados que recebemos no dia-a-dia.

 

Luciano Salamacha

 

Como trabalhar ao lado de um colega cheio de crenças limitantes?

 

Repensar

Um dos principais problemas em mudança de comportamento não é o quanto nós queremos mudar, mas principalmente o quanto a outra parte, as partes que estão restritas no processo de mudança estão dispostas a repensar a maneira como agem dentro da organização. É complicado para um profissional conseguir estabelecer a sua evolução e ao mesmo tempo ter que trabalhar ao lado de pessoas que o frustram porque literalmente resistem a qualquer tipo de aprendizado e mudança. Se você quer evoluir quando o assunto é crenças limitantes, o primeiro passo é justamente estabelecer uma curva de aprendizado em que você adquire novos conhecimentos e implica obrigatoriamente em que você repense varias situações como verdade absoluta.

 

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Informalidade

Por exemplo, você trabalha numa empresa e entende que toda pessoa com um emprego formal tem acesso a crédito. Entretanto, nos dias atuais muita gente trabalha empreendendo livremente, sendo um empreendedor informal, pessoas que têm renda, mas essa renda tem dificuldade para ser comprovada. Se você é um empresário, se você é um profissional que tem a crença limitante que só vale o que está no papel pode ser que você esteja condenando a sua profissão e também a sua empresa a perder um conjunto precioso de clientes.

 

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Raciocínio

Por isso, a recomendação de hoje é que se você tem que trabalhar ao lado de alguém que tem crenças limitantes, concentre toda a sua energia não para discutir a crença, mas sim para entender a linha de raciocínio que a pessoa utiliza para fundamentar essa crença. Tente evitar ao máximo a contraposição e invalidação dessas crenças porque quanto mais invalidada a pessoa está menor a chance de ela receber a sua ajuda, a sua linha de raciocínio. Resumindo, trabalhar com alguém que tem crenças limitantes é, antes de mais nada, um exercício de aprender e ensinar.

 

Luciano Salamacha

 

Quem abandona uma crença não está demonstrando falta de personalidade?

Invalidar

Muita gente confunde falta de personalidade com evolução do pensamento humano e nada melhor do que entender de crenças limitantes para perceber   quando e por que às vezes somos refratários, somos contrários a uma nova ideia. Geralmente em nossa carreira profissional temos construído um caminho a partir de erros e acertos e em algum momento, por algum motivo esses erros passam a nos martirizar, ou seja, erros associados à nossa autocrítica, à nossa forma de invalidar o próprio comportamento e o próprio desenvolvimento.

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Ideias

Por isso uma crença limitante que algumas pessoas têm é que mudar de opinião significa não ter personalidade, mas ela retrata a crença que uma pessoa tem, retrata principalmente a evoluçãoque essa pessoa vem demonstrando ao longo da sua vida seja pessoal, seja profissional. Quando nós queremos e aceitamos parar no tempo, quando a gente evita de absorver novas ideias, evita de abrir mão de várias convicções para entender um ângulo diferente de se analisar determinadas situações, o que estamos fazendo consolidamos o conjunto de crenças que nos limitam, que nos impedem de aceitar o novo, de mudar o que nós já havíamos defendido até hoje e de aprender com outras pessoas.

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Aprender

Talvez esse seja o maior mal e a dica de hoje. Preste atenção! Crenças limitantes não impedem apenas a nossa felicidade, impedem também que estejamos abertos a aprender coisas novas e fundamentais para a nossa vida. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

 

Por que crenças limitantes podem ser um problema quando o assunto é mudanças nas empresas?

Divisa

Cada vez se fala sobre uma crença limitante algumas pessoas têm dificuldade em entender o que é essa chamada crença limitante. Crença é algo que reflete o que eu acredito, que eu dou fé, eu digo que é verdadeiro. Limitante significa o limiar, a divisa entre o que está dentro e o que está fora. Logo, crença limitante vai ao limite do que está dentro da minha convicção e entender uma crença limitante é antes de tudo mapear que tipo de restrição uma pessoa tem que a impede de sair daquele ambiente, ou seja, de abrir a mente para novas ideias, novos comportamentos, novas formas de pensar sobre a mesma realidade.

 

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Armadura

Uma crença limitante é uma espécie de bolha que a pessoa faz para buscar, por exemplo, por segurança. Em alguns casos, nas organizações a crença limitante é literalmente inventada pela pessoa no seu subconsciente e que passa agora a ser utilizada como uma espécie de armadura, como uma espécie de limite para evitar que a pessoa tenha que ser questionada em aspectos que não tem qualificação, não tem capacidade de responder. Algo como quando uma pessoa começa a estabelecer que dentro da organização onde ela trabalha mudar o processo de atender ao cliente pode causar sérios danos e implicar inclusive na perda de muitos clientes.

 

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Fuga

Esta crença que a pessoa passa a cultuar agora, recebe ao longo do tempo cada vez mais justificativas e argumentos para dizer que aquilo realmente é correto. Uma crença limitante é utilizada quando a pessoa busca um porto seguro, quando a pessoa tenta manter status quo, a maneira de agir para literalmente fugir da tentativa de agir diferente. A dica de hoje então é que crenças limitantes são portas trancadas por dentro. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

 

Como um profissional pode sozinho diminuir sua mania de discutir problemas antecipadamente?

Hábitos

O primeiro passo para qualquer processo de mudança de comportamento é efetivamente que o profissional reconheça que está praticando algo de maneira equivocada, está errando. Sem dúvida, quando o profissional não assume que está errado, de uma forma sincera, verdadeira, fatalmente ele vai percorrer um caminho longo em busca de desculpas, de justificativas que validem o seu comportamento em vez de se preocupar em desenvolver hábitos que auxiliem a mudar de maneira positiva esse seu comportamento.

 

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Análise

Uma maneira relativamente simples que um profissional pode utilizar para diminuir ou até mesmo eliminar a mania de ficar discutindo problemas por antecipação é utilizar a técnica do isolamento dos problemas. Por essa técnica, cada vez que um problema futuro começa a ganhar evidência na discussão, no debate, se propõe que todos na reunião aceitem que aquele problema de alguma maneira foi resolvido e não existe mais. Pede-se inclusive que as pessoas aceitem essa premissa sem exigir como é que essa solução aconteceria. O objetivo é fazer com que a análise continue até o final. Como exemplo imagine que uma determinada empresa está discutindo o que aconteceria caso uma matéria-prima não venha a ser entregue dentro do prazo pactuado.

 

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Impacto

Assume-se então a premissa de que a matéria prima não é mais o problema e faz-se então o planejamento produtivo até o final. Depois se mensura qual é a dependência dessa matéria prima. Pode ser que lá no final se conclua que essa matéria prima que todo mundo hoje estava surtando, poderia ser adquirida caso falte, de uma maneira emergencial no mercado, ou até mesmo facilmente ser emprestada de um concorrente amigo. A dica é justamente saber identificar quando se trata de um problema de pequeno impacto evitando dar a esse problema um espaço maior no debate e principalmente maior evidência que o necessário, que o recomendado. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

 

O que pode ser feito em uma empresa para diminuir a discussão de problemas futuros?

 

Motivos

A cada vez que nos pegamos discutindo problemas que ainda não existem é importante identificar os motivos que levaram a esse debate. Algumas vezes pode ter sido uma experiência mal sucedida que gerou uma espécie de trauma ou insegurança naquele profissional. Então, por consequência estabeleceu uma espécie de gatilho mental natural e inconsciente naquela pessoa que de certa maneira a impede de agir com coerência na decisão.

 

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Realidade

Ao contrário, faz com que a pessoa de alguma maneira lute para que os problemas aumentem e ela fique parada no tempo mesmo que isso implique na perda do desenvolvimento da carreira e em alguns casos o processo pode ser o abandono quando já se estava muito próximo de atingir o resultado. Em alguns casos essa situação é tão complexa que a causa que a pessoa tem e apresenta para negar e exagerar um problema pode não ser a real fonte daquela atitude. Algumas vezes a pessoa teve um problema no passado e não se sentiu confortável ou forte, ou apoiada para resolver o problema dentro da empresa.

 

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Sensibilidade

Quando surge uma possibilidade de um problema diferente acontecer no futuro esta pessoa passa a exagerar naquela discussão, mas na verdade ela está tentando conseguir atenção para ser ouvida dentro da empresa e muitas vezes resolver outros problemas. A dica é agir com sensibilidade para tentar identificar o real motivo, a real causa da discussão antecipada do problema, pois pode ser que aquele problema que a pessoa aponta, na verdade é uma espécie de bode expiatório, um pedido de ajuda para que outras questões que já existem ou estão por acontecer também sejam debatidas. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha