Visão Empresarial
Por que em tempos de pandemia o convívio passa a ser ainda mais importante?

Mudanças

Nesses momentos em que muita gente está trabalhando em casa no chamado home office pouca gente dá atenção para o chamado convívio que é viver junto. Antigamente viver junto significava você chegar na empresa e cumprimentar fisicamente as pessoas, mas perceba que a gente vivia num ambiente extremamente estável. Logo as regras eram conhecidas e respeitadas por todos de uma maneira muito tranquila. Agora em tempos de pandemia você às vezes conversa com o seu colega mediante uma videoconferência, por um mecanismo qualquer da internet. Perceba também que o ambiente está mudando de uma forma gradual, porém constante.

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Junto

Por consequência, o que percebemos é que as regras também sofrem alterações e nem sempre há tempo suficiente para que a empresa, para que as pessoas envolvidas, para que a liderança comunique a todos qual é a nova norma vigente. É nesse ponto que o convívio passa a ser uma variável importante para que as empresas consigam sobreviver em meio a tantos problemas junto ao mercado. O convívio significa saber viver junto com as diferenças dos outros, junto com as dúvidas dos colegas, junto com essa mutação, essa alteração que nem mesmo a própria empresa consegue descrever ou perceber. Em bom português significa que nós profissionais hoje em dia devemos abaixar radicalmente as nossas defesas, devemos estar mais abertos para novas ideias e principalmente buscar compreender todas as variáveis que estão promovendo as mudanças.

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Flexibilidade

A sociedade está enfrentando um novo momento para toda a humanidade, o chamado novo normal. Contudo, o mais importante que isso é entender que enquanto este ambiente não passar a ser estável novamente, as regras, o comportamento e principalmente a diferença entre o que é certo e o que é errado estarão em constante mudança e aperfeiçoamento. Aquele que for mais flexível, aquele que for mais compreensivo em relação a essas mudanças sofrerá menos e automaticamente terá mais chance de ter êxito nesse novo ambiente que está sendo construído todos os dias. Pense nisso e tenha um excelente final de semana.

 

Luciano Salamacha


 

Por que o remorso costuma ser o pior castigo para quem não controla seus impulsos?

Compensação

Quando dizemos que estamos envolvidos pelo remorso estamos dizendo que a nossa consciência seguiu a seguinte ordem: número um, identificou que não agimos da maneira que a consciência, a nossa escala de valores considera correta; número dois, constatou que provocamos algum mal para a outra pessoa; e terceiro, exige uma espécie de reparação para que a nossa autoestima volte ao estado normal. Em bom português significa que a nossa consciência nos cobra uma espécie de ação compensatória para que de alguma maneira consigamos anular ou pelo menos compensar com algo bom aquilo de ruim que fizemos. E aí você vai perceber que o remorso normalmente é uma atitude consciente constatando que nossa atitude de maneira inconsciente, não pensada e impulsiva é que deu causa a determinada ação de natureza negativa.

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Sequência

Vamos dar um exemplo para simplificar. Uma pessoa está trabalhando na empresa e de repente julga que um colega cometeu um erro gravíssimo. Imediatamente passa a indicar para todas as pessoas dentro da empresa o erro do colega inclusive fazendo aquela sequência que já comentei aqui na coluna Visão Empresarial: acusa, julga e condena a pessoa a uma espécie de punição social. Aquela pessoa não pode passar impune diante daquela situação, porém à medida que os fatos vão sendo esclarecidos se percebe que aquele colega não fez nada mais do que deveria ser feito naquelas condições. É como aquela pessoa que de repente destruiu um equipamento da empresa e é acusada de não cuidar do patrimônio da empresa quando, na verdade, ela destruiu o equipamento para evitar que um incêndio consumisse a empresa como um todo.

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Reparação

A acusação preliminar seguida de um julgamento rápido e de uma condenação extremamente forte faz agora com que surja o remorso na consciência daquele profissional que injustamente promoveu a acusação. Agora a sua consciência exige uma espécie de reparação e essa reparação muitas vezes consome toda a autoestima que esse profissional tem. Resumindo, se nos prepararmos melhor para evitar que o impulso automático que temos pelo nosso inconsciente de sair acusando, julgando e condenando, e que isso seja substituído por mais perguntas e menos acusações, tenha certeza de que automaticamente evitaremos o remorso e a injustiça. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

 


 

Por que é errado defender radicalmente aquilo que é certo?

Arrogância

Cada vez que eu comento com as pessoas que é radicalmente errado defender o que é certo, algumas pessoas não conseguem entender o que eu quero dizer. É errado defender radicalmente, pois quando eu ajo radicalmente significa que estou achando que sou dono da verdade e automaticamente excluo qualquer outro tipo de possibilidades de atitudes corretas se não for aquela que eu determinei. Ao agir assim, agimos com arrogância. O arrogante é aquele que roga para si o mérito, o louvor, a qualidade de ser o que sabe mais que os outros. Logo, toda pessoa radical é uma pessoa desprovida da flexibilidade necessária para entender o lado do outro.

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Dois lados

Voltamos à frase: é errado defender radicalmente o que é correto. Isso por um motivo muito simples, pois o que é correto para mim pode não ser correto para você, pode não ser correto para mais ninguém. Imaginemos uma situação. Quando uma empresa briga com outra empresa automaticamente numa briga, mesmo numa guerra entre dois países os dois lados acham que estão certos e o que é pior, pode ser que cada um deles tenha uma parte de razão, tenha uma parte de fundamento quando aquela situação é analisada sob o seu ângulo, sob o seu prisma.

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Compreensão

Por isso é muito importante que os profissionais entendam que radicalismo, principalmente em momentos como o que estamos vivendo hoje, em que as coisas estão sendo alteradas radicalmente por conta de uma pandemia é um péssimo hábito e que precisa ser mudado. Em vez do radicalismo temos de incorporar à nossa vida hoje a busca pela compreensão das atitudes dos outros. O entendimento flexível sobre o que leva as pessoas a agir de determinada maneira e depois cruzar com a nossa escala de valores como comentei ontem aqui para que não percamos a nossa personalidade. Resumindo, preste atenção! É errado defender radicalmente o que é certo ainda que você radicalmente não concorde com isso. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

 


 

Como um profissional deve se comportar quando percebe que um colega comete um erro na empresa?

Não julgar

Cada vez que dizemos que alguém cometeu um erro precisamos lembrar o que significa exatamente a palavra erro, que é não conseguir o resultado desejado. Quem erra estava tentando conseguir um resultado positivo, mas não foi feliz, bem diferente daquele outro que já deseja o resultado negativo e faz de tudo para que as coisas não aconteçam da melhor forma dentro da empresa. Então, quando um colega comete um erro nós temos um impulso que é normalmente acusar, julgar e condenar. É muito fácil para nós seres humanos nem pensarmos a respeito e já buscarmos uma regra que nos foi dada, que nós mesmos elaboramos ou simplesmente a aceitamos, de que aquele procedimento é algo reprovável e automaticamente, de uma maneira desprovida até mesmo de razão, de ponderação, simplesmente dizemos que isso é errado. Logo acusamos o erro e julgamos que quem o comete deve ser punido e condenamos a determinada sentença.

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Não violar

Acontece que no meio corporativo hoje, diante de uma instabilidade de cenários tão grande, vem uma pergunta que até mesmo é filosófica: o que é correto dentro das organizações? Em primeiro lugar podemos dizer que é correto ser fiel aos seus valores pessoais. Segundo, é correto respeitar os valores pessoais dos outros. Terceiro, é correto agir segundo seus valores sem violar os valores do outro ou da empresa em que trabalha. E quarto, é correto saber que a sua escala de valores pessoais não pode de forma alguma prejudicar qualquer tipo de pessoa ou então violar a escala de valores dos seus clientes, dos seus funcionários, colaboradores, do mercado em si. Essas quatro regras: em primeiro respeitar a própria escala de valores; em segundo respeitar a escala de valores do outro; em terceiro agir de uma maneira limitada para não romper a escala de valores dos outros e quarto, todas as suas atitudes não violarem a escala de valores de todas as pessoas envolvidas ou ainda que não estejam envolvidas possam receber algum tipo de repercussão, é sim uma atitude correta de um profissional em ambiente de incerteza.

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Hábitos

Temos de lembrar que hoje em dia todos os comportamentos estão sofrendo uma forte mutação. Aquilo que antigamente era reprovado como, por exemplo, você cumprimentar alguém e em seguida passar álcool gel na mão, era tido como um ato de deboche, de desprezo, de falta de respeito, bem diferente do que estamos vivendo hoje. Quando uma pessoa vai cumprimentar outra sequer estende a mão e quando, por acaso, toca na outra pessoa imediatamente higieniza a mão com álcool gel. Essa mudança de hábitos tem de ser entendida não apenas por toda a sociedade, mas principalmente pelo profissional que agora deve tomar muito cuidado para acusar menos e, ao contrário ouvir, ponderar e aceitar o comportamento da outra parte. É isso que se espera de um profissional dentro do mundo corporativo hoje. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha


 

Por que algumas pessoas têm a mania de ficar acusando os colegas quando algo sai errado?

Apoio

O ato de acusar os outros é antes de mais nada a busca que um profissional tem de tentar reafirmar que o seu mundo é o mundo correto, que ele pertence a uma comunidade, que é uma equipe e cultuam, portanto, as mesmas regras, os mesmos valores e que ao acusar a pessoa sente-se protegida porque tem certeza que toda a grande maioria irá apoiá-lo. Observe que quando alguém vai acusar outro colega, mas tem dúvida se a maioria da empresa irá apoiá-lo, ele já age com cautela, só age com muita segurança quando percebe que todos irão apoiá-lo. Perceba que isso é uma forma que nós temos, como profissionais, como seres humanos, de afirmar que o mundo em que vivemos e que o mundo que acreditamos ser o correto está sendo preservado.

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Referendar

O senso de preservação, o senso de manter um mundo seguro faz parte do nosso inconsciente e às vezes faz com que bons profissionais errem na hora de se relacionar com outros colegas dentro da empresa, por um motivo simples, acusar requer também condenar. Dificilmente alguém se limita a dizer “você fez algo errado”. Ele diz “você fez algo errado e por isso deve ser punido com isso ou aquilo”. Em bom português, acusar e condenar são coisas do nosso instinto de tentar referendar que estamos no caminho correto. Outro detalhe importante é que a pessoa só se sente confortável para acusar quando tem certeza que a grande maioria vai apoiá-lo, caso contrário age com cautela e muitas vezes deixa até mesmo de apontar o erro do outro quando tem dúvida se a maioria da equipe irá apoiá-lo ou não.

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Agir

Isso acontece porque mais importante do que apontar um erro e acusar, é ser referendado, é ser visto pela grande maioria da própria equipe ou da própria empresa, como alguém que fez a coisa a coisa correta. Resumindo, quando acusamos outra pessoa antes de mais nada estamos buscando referendar que o nosso mundo está correto, como se fossemos daquele lado que é do bem contra aquele lado que é do mal. No mundo corporativo, quem quer segmentar um mundo entre o bem e o mal às vezes acaba desperdiçando grandes oportunidades de trabalhar com gente que é do bem, apenas age de maneira diferente. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

Por que algumas pessoas têm dificuldades de se relacionar com a outra parte na hora de resolver um problema?

Regras

Quando nós temos um problema precisamos nos relacionar com a outra parte que se sente prejudicada, que de alguma maneira tem alguma reclamação. A grande questão é que violamos regras básicas para a solução de problemas, assunto que estou comentando nesta semana aqui na coluna Visão Empresarial. Já disse que a regra número um é que cada problema tem um tamanho e pronto; a regra número dois é não permita que a outra parte deturpe o tamanho do problema; a regra número três é não se prenda a uma solução e regra número quatro, ouça porque a solução virá junto com a argumentação da outra parte.

 

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Personalidade

A regra número cinco diz para não projetar no outro uma expectativa que se comporte tal qual você se comportaria. Eu já ouvi de profissionais que não fariam o que a pessoa fez e não falariam o que a pessoa falou. Claro, cada pessoa tem uma personalidade. Quando você não espera que o outro se comporte como você se comportaria a decepção fica mais distante e você tem mais calma para conduzir a situação. A regra número seis vai complementar a regra número cinco e diz para aceitar e compreender o comportamento do outro. Em bom português significa que cada pessoa teve uma formação pessoal e profissional que a faz achar que a maneira com que se comporta é normal e não ofende a outra parte.

 

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Compreender

Entretanto, quando você recebe uma argumentação do outro, ainda que seja ofensiva, tente compreender porque ela fala dessa maneira. Tente aceitar que esse é o jeito dela falar, mas aceitar não significa que você concorda com aquilo que ela diz. Você pode muito bem aceitar a maneira como ela fala, mas não concordar e continuar tendo a sua opinião. Isso é importante para manter o foco para a construção de uma solução e principalmente para não complicar ainda mais o problema. Resumindo, regra número cinco: não projete no outro a expectativa do seu próprio comportamento e regra número seis: aceite e compreenda o comportamento dos outros. Amanhã coloco as regras sete e oito que estou comentando esta semana para você gerenciar problemas na sua empresa. Para a coluna Visão Empresarial

Luciano Salamacha


 

Qual o caminho que devo seguir para encontrar a melhor solução para um problema?

Não se prenda

Nesta semana aqui na coluna visão empresarial eu estou comentando sobre dez regras que um profissional pode utilizar para melhorar a solução dos problemas da empresa. Ontem comentei que a regra número um é que todo problema tem um tamanho e pronto; e a regra número dois é não permita que a outra parte deturpe a sua visão sobre o tamanho de um problema. Hoje comento a regra número três e a regra número quatro. A regra número três diz: não se prenda numa solução, pois em alguns casos as pessoas, tentando se preparar para uma negociação, tentando antever como poderão resolver o problema, acabam elegendo apenas uma solução.

 

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Mente aberta

Elas passam a lutar como se aquela solução fosse a única possível, passam inclusive a tentar transformar o problema para que aquela solução seja adequada. Eu já vi situações tão críticas em que a pessoa chegou ao cúmulo de construir um problema apenas para justificar que a sua solução deveria ser implementada. Ao contrário, devemos ter a mente aberta e não se prender a uma solução específica deixando de avaliar todas as alternativas. Essa é a regra número três: não se prenda a uma solução. Regra número quatro: escute a outra parte porque além de ouvir argumentos, de ouvir todas as justificativas e pedidos, você também receberá a indicação de qual é a solução para aquela questão.

 

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Ouvir

E, ao descobrir a solução que a outra parte deseja poderá se surpreender com uma solução que exige muito menos esforço e energia, com muito menos custo do que você esperava ter de realizar e entregar. Por isso lembre-se das duas regras de hoje. A de número três diz que você não deve se prender a uma solução e a de número quatro diz que quem escuta em vez de falar vai perceber não apenas os argumentos da outra parte como poderá também identificar a melhor solução para aquela situação. Pense nessas quatro regras que comentei hoje e amanhã continuamos aqui na coluna Visão Empresarial com mais duas regras para você melhorar a solução dos problemas na sua empresa.

 

Luciano Salamacha

 


 

Por que algumas pessoas apresentam dificuldades na hora de resolver problemas na empresa?

Contaminados

Por incrível que pareça, é mais comum do que se imagina profissionais apresentarem problemas na hora de resolverem problemas dentro das empresas. E por isso, nesta semana, separei dez regras que podem auxiliar esses profissionais a melhorar o seu desempenho. A cada dia apresentarei duas dessas regras e a primeira é que cada problema tem um tamanho próprio e ponto. Pode parecer óbvio, mas é preciso explicar. Algumas pessoas são contaminadas pelas emoções que surgem quando determinada situação aparece. Determinadas pessoas se deixam contaminar pelas emoções que surgem naturalmente de forma inconsciente em algumas situações e quando menos percebem estão dimensionando além do que deve ser feito nesse problema.

 

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Deturpar

Elas deturpam a real validade, a real importância daquela situação. Assim, a regra número um é para que as pessoas se lembrem de que um problema tem um tamanho e pronto. Você não precisa elevar, e deve inclusive se esforçar em evitar deturpar o tamanho desse problema. A regra número dois diz para que você não permita que a outra parte faça isso com você, não permita que a outra parte deturpe o tamanho de um problema. Às vezes, você profissional tem muita coerência, muita consciência do que realmente representa aquela situação, aquele problema. Entretanto, na medida em que vai compartilhando informações, na medida em que houve os argumentos, reclamações, lamentos e pedidos da outra parte, pode se deixar contaminar e quando menos perceber você alterou a sua racionalidade, a sua visão sobre aquela situação.

 

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Processo

Resumindo, regra número um, lembre-se que um problema tem um tamanho e pronto. Não permita que você deturpe esse tamanho, que você eleve a situação, aumente a criticidade dela. E a regra número dois, não permita que a outra parte faça isso com você. Assim você cria um processo para se proteger daqueles impulsos que você tem e também se proteger dos argumentos que a outra parte pode utilizar para deturpar a sua visão sobre aquela realidade. Amanha comento mais duas regras para auxiliar empresários e profissionais a resolver problemas no dia-a-dia.

 

Luciano Salamacha


 

Por que a autoestima pode provocar uma perda de grandes oportunidades?

Infla

A autoestima é um sentimento que pode tanto auxiliar o profissional a enxergar e aproveitar oportunidades como também levá-lo a desperdiçar grandes situações, grandes chances na vida. Imagine, por exemplo, que um profissional de determinada empresa passa a desempenhar cada vez melhor e consequentemente passa a ser elogiado e reconhecido por conta de sua competência. Acontece que esse profissional tem todos os dias uma carga muito forte de elogios que faz com que a sua autoestima se eleve cada vez mais. Até aí tudo bem porque a autoestima dá segurança, só que chega num ponto em que a autoestima está tão inflada que passa a se tornar arrogância.

 

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Despreza

A pessoa deixa de se sentir confiante, mas ao mesmo tempo aprende a ser uma pessoa que se acha onipotente, ou seja, ela sozinha é capaz de fazer tudo, não precisa de ninguém, não precisa aprender coisas novas e o que é pior, passa a achar que todas as pessoas à sua volta não são tão qualificadas assim. Por consequência, a arrogância fecha os ouvidos e faz com que a pessoa deixe de receber os conselhos importantes para indicar quais as oportunidades que ela pode aproveitar. Em bom português, pessoas arrogantes são pessoas que tem uma autoestima tão elevada que acabam desprezando qualquer tipo de ajuda, acham que todas as oportunidades devem vir até elas e que na verdade tudo aquilo que acontece de bom para os outros é sorte.

 

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Humildade

Quando perde uma oportunidade acha que isso é um boicote, é alguém que está roubando o seu mérito, está roubando aquilo que já lhe era garantido. Resumindo, na hora de pensar em encontrar oportunidades, agir com humildade para escutar os outros e entender os conselhos relacionados a cada uma dessas chances na vida é fundamental para que você não se deixe cegar por um otimismo e uma arrogância, passando a ser mais humilde e recebendo ajuda necessária para separar a grande oportunidade da ilusão. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

 

 

 

Por que a ilusão deve ser evitada quando estamos avaliando momentos de incerteza?

Brincadeiras

Quando alguém age baseado na ilusão estamos dizendo que essa pessoa está tomada pela irresponsabilidade, pois iludido vem do latim e significa in, dentro de nós, mais ludus, brincadeira, divertimento. Significa ser uma pessoa que prefere não avaliar a realidade como ela é, para se deixar envolver por brincadeiras, pela ludicidade e assim se iludir. É uma pessoa que a gente deve evitar pedir ajuda. Quando nós não estamos bem é normal que a nossa humildade cresça e automaticamente diante da incerteza peçamos ajuda para outras pessoas.

 

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Contribuição

Há indivíduos que buscam ajuda somente com pessoas que irão concordar porque são coniventes com tudo o que essa pessoa pensa e se ela pensa iludida buscará ajuda somente com outros que gostam de se iludir também. Se ela é extremamente pessimista buscará pessoas que irão retratar a situação como catastrófica tanto quanto ela. Entretanto, na verdade, pedir ajuda a pessoas que serão verdadeiras, serão sinceras e possam contrapor a sua ideia com outra visão, com outro olhar, com uma contribuição, com algo que some à sua maneira de olhar.

 

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Auxiliar

Resumindo, se você quer realmente enfrentar momentos de incerteza tenha cuidado porque a ilusão é um caminho perigoso e a distração e o desejo também. Encarar a realidade é sim o melhor caminho desde que você não faça da realidade um fantasma, algo que está contra você. Pedir ajuda é o caminho, mas somente para pessoas que podem auxiliar e não pessoas que estão mais preocupadas em bajular e concordar com tudo aquilo que você fala. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha