Visão Empresarial
Está na hora de aproveitar a crise para lançar meus produtos na internet?

 

Necessidade

Nos últimos dias tenho ouvido muitas pessoas dizerem que finalmente chegou a hora delas investirem no seu sonho de comercializarem seus produtos e serviços na internet. Geralmente me perguntam o que eu acho já demonstrando tudo o que desenvolveram em termos de produto, plataforma e solução digital e eu costumo lembrar às pessoas que quando você estuda empreendedorismo percebe que há uma gama muito grande de empreendedores que acabam se tornando proprietários de um negócio, de uma empresa, a partir de uma necessidade e isso é mais que natural.

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Euforia

Entretanto, para que esse negócio tenha êxito é sempre bom lembrar às pessoas que é necessário olhar de fora para dentro, ou seja, com o olhar do cliente. O que eu percebo é que muita gente, na ânsia, no desejo e na alegria de lançar um produto ou serviço fazem contas imaginando que seus colegas irão comprar, que um conjunto muito grande de amigos tem demanda por aquilo e às vezes esquecem que outras pessoas podem estar fazendo exatamente o mesmo esforço, o mesmo desenvolvimento   , investindo talvez mais dinheiro, mais tempo e já estando com um produto mais elaborado do que a própria pessoa. Isso porque há uma coisa chamada simultaneidade de ideias. É motivo para desistir? De maneira alguma.

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Pesquisar

Contudo é motivo suficiente para que todo empreendedor entenda que quando quiser ingressar no mundo da internet deve caprichar, literalmente se dedicar muito para uma pesquisa a respeito de todas as opções e soluções já comercializadas. Infelizmente já testemunhei pessoas que gastaram muito dinheiro e investiram muito do seu tempo e também se empolgaram muito para somente depois perceberem que a sua ideia já estava devidamente saturada de ofertas no mercado e que se ele iniciasse aquele negócio seria apenas mais um a oferecer o que todo mundo já oferecia a um preço cada vez mais baixo. Resumindo, ao mesmo tempo quefor aproveitar a crise para desengavetar os seus sonhos também utilize a crise para consolidar os seu planejamento e construir um caminho seguro para a realização desses sonhos que você tem. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

O que o mundo empresarial deixará de pedir aos profissionais depois que a crise passar?

Nova forma

Alguns profissionais tiveram uma experiência extremamente rica durante o período de isolamento social em que não puderam ir ao trabalho e tiveram de ficar em casa aprendendo e desenvolvendo outras habilidades uma vez que sua atividade dependia de clientes e estes não estavam interagindo ou aquelas pessoas que conseguiram trabalhar de casa no estilo home office. O que é importante entender é que as empresas perceberam agora uma nova forma não apenas de delegar atividades como também de acompanhar a entrega dos resultados dessas atividades.

 

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Esforço

Significa que os profissionais devem tomar muito cuidado agora, principalmente quando a crise passar e as coisas voltarem ao normal, para continuarem apresentando indicadores que eu chamo indicadores de esforço que são aqueles que não demonstram o atingimento de resultados, mas pelo menos provam que a pessoa se esforçou um pouco. Perceba que o mundo corporativo não vai mais aceitar que indicadores de esforço sejam suficientes para justificar a permanência de alguém no seu quadro de funcionários, de colaboradores. O que vai determinar a partir de agora é o quanto as pessoas são capazes de entregar resultados.

 

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Entender

Com isso muda consideravelmente o comportamento das empresas em relação aos profissionais e por consequência os profissionais também têm de entender que algumas atividades, alguns esforços que demonstravam antes da crise não serão mais necessários, sequer serão valorizados e poderão inclusive ser motivo de críticas pela alta gestão por continuarem insistindo em demonstrar que o seu esforço basta. Resumindo, quando o assunto é um novo mercado de trabalho, as pessoas precisam entender que nada será como antes, portanto o profissional que vai se apresentar na volta não pode ser o mesmo que saiu antes da crise. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

Depois da crise a minha produtividade continuará alta assim como durante a crise?

Sensação

Muitos profissionais observaram que com o isolamento social e tendo de trabalhar em casa acabaram conseguindo produzir muito mais do que estavam acostumados, inclusive ficando com a sensação que estão trabalhando muito mais agora do que quando estavam trabalhando em ritmo normal nas empresas. Mas, isso é verdadeiro? E esse trabalho adicional continuará acontecendo por muito mais tempo?

 

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Rotina

Para isso eu lembro às pessoas dois aspectos interessantes. O primeiro deles é que quando nós tivemos essa condição de ficar em casa e nos concentramos mais em desengavetar todos aqueles projetos que tínhamos e os colocamos em prática, percebemos não que trabalhamos muito, que trabalhamos demais, mas sim que produzimos muito mais do que normalmente estávamos acostumados a produzir efetivamente nestes projetos. É que boa parte da nossa rotina deixou de ser executada, rotina que nem sempre é considerada ou percebida como geradora de valor em nossas vidas, mas que nos toma um tempo precioso.

 

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Concentração

É por isso que muita gente ficou com a sensação de que estava produzindo mais, estava trabalhando mais em casa do que propriamente antes da crise. Então, a recomendação é tomar cuidado e aproveitar bem esse momento e observe se você não se tornou uma pessoa mais produtiva, uma pessoa que consegue manter mais foco e principalmente que consegue se concentrar e terminar tudo aquilo que começa. Perceba que a boa notícia da crise é elevar o seu grau de concentração e de entrega de resultados e que isso sim deve ser mantido mesmo depois que a crise passar. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

 

Um empresário pode ser honesto e ingênuo ao mesmo tempo?

 

Diferencial

No meio corporativo algumas transformações fizeram com que coisas consideradas básicas se transformassem em diferenciais. A honestidade, por incrível que pareça, em alguns setores é uma delas. Há empresas em que quando a pessoa age com honestidade, ela está fora da curva, é uma exceção. Mas porque a pessoa se dá bem então? Simples, ela não mistura ingenuidade com honestidade. Agir com ingenuidade é acreditar que todo mundo vai agir com boa fé. É imaginar que seus concorrentes não agiram com deslealdade para atingi-lo.

 

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Cor-de-rosa

É acreditar que todos agirão como você o faria numa determinada situação. É achar que as pessoas vão se pautar por princípios éticos e que o relacionamento será sempre saudável, ou pelo menos deveria ser. Essa é a característica daquele empresário que age com ingenuidade. Ele acredita que o mundo será cor-de-rosa e fica apostando o seu negócio, a sua empresa, como se isso um dia se transforme em verdade. O problema é que a empresa quebra e o empresário fica frustrado. A diferença fundamental é que ele deve sempre agir com honestidade, mas nunca com ingenuidade.

 

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Desleal

Ele deve antever os movimentos da concorrência. Ele deve identificar quais são as possibilidades de ataque, ainda que sejam desleais. E para todas elas, ele deve ter um plano de defesa, mas nunca de ataque na mesma moeda. Ele não pode corresponder deslealdade com mais deslealdade porque então ambos, concorrente e empresário, se colocam num mesmo nível: o da baixaria. Resumindo, aja com honestidade, mas nunca com ingenuidade. Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha

 

É possível agir com ingenuidade e ao mesmo tempo com inteligência dentro de uma organização?

Processar

Erra quem acha que uma pessoa ingênua também é uma pessoa desprovida de inteligência. A inteligência é a capacidade que o ser humano tem de processar informações, de reunir dados e principalmente de elaborar análises e conclusões de maneira positiva. Já uma pessoa ingênua é uma pessoa que consegue escolher o seu próprio caminho principalmente se livrando da influência externa, ou seja, em bom português o ingênuo sabe o que quer e não antecipa tantos problemas, ele não vê tanta maldade assim nos atos e acordos que as pessoas fazem.

 

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Conectar

Por isso que quando uma pessoa me pergunta se é possível ser inteligente e ingênuo respondo que a própria ingenuidade já é um sinal de inteligência tanto na hora de conectar pontos quanto na inteligência emocional que é a capacidade que nós temos de perdoar os outros, de esquecer o que aconteceu, de olhar mais para o futuro e se concentrar no que pode e deve ser feito do que propriamente lamentar, manter e alimentar o rancor sobre aquilo que já aconteceu. É evidente que todos nós seres humanos temos sim o direito de ficarmos lembrando-nos de coisas ruins evitando que elas voltem a acontecer.

 

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Oportunidade

Entretanto, o ingênuo é aquela pessoa que oferece uma nova oportunidade em primeiro lugar para si mesmo e depois para outras pessoas. É por isso que o ingênuo demonstra essa inteligência de saber conectar para construir novas oportunidades e ao mesmo tempo a inteligência emocional para não se deixar contaminar por coisas ruins e não permitir que essa contaminação lhe tire grandes oportunidades na vida. Essa é a diferença entre quem é rancoroso e fecha portas e quem é ingênuo e evita de fechar portas; e às vezes até abre algumas portas que foram fechadas no passado para permitir novas oportunidades. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

 

Aquele que age por ingenuidade não fica mais vulnerável ao ataque de pessoas maldosas dentro da empresa?

Aberta

Uma pessoa que age por ingenuidade é também uma pessoa que antes de mais nada costuma dar crédito a outras pessoas e é uma pessoa que consegue estabelecer mais relações baseadas na confiança. De um lado ela pode pagar um preço muito alto por isso, pois pode confiar em pessoas que não mereceriam a confiança, mas de outro lado acaba conseguindo muito mais apoio porque está sempre aberta a compartilhar, a conviver com outras pessoas. Como exemplo, imagine que em determinada empresa há um conjunto de profissionais por sempre, de alguma maneira, boicotar, trapacear, prejudicar os colegas para obter algum tipo de vantagem.

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Confiança

E aí, um profissional ingênuo tem de estabelecer relações com essas pessoas. Muita gente acha que a ingenuidade é quando você confia cegamente, mas na verdade a ingenuidade nada mais é do que não se deixar alterar por forças externas, é ter a liberdade de escolher o seu caminho. Uma pessoa ingênua pode sim estabelecer relações de confiança mesmo com pessoas tidas como maldosas, desde que tenha a devida estratégia, a devida inteligência para saber até onde deve se expor e principalmente estabelecer gatilhos para evitar que seja prejudicada muito além daquilo que irá suportar, daquilo que é possível.

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Colher

De maneira simples e prática uma pessoa que faz pactos com outros colegas dentro da empresa, de um lado pode estar se vulnerabilizando, pode estar se expondo a riscos, mas de outro lado também vai colher todo o apoio que outras pessoas que são extremamente desconfiadas e não estabelecem conexões acabam não recebendo. É simples assim! Se você quer receber apoio também tem de aprender a confiar nas pessoas.

 

Luciano Salamacha

Por que é tão difícil encontrar gente que entenda de gente dentro das empresas?

Crença

Uma das reclamações muito comuns que a gente escuta dos empreendedores e também dos gestores é sobre ser muito complicado achar pessoas que consigam entender de pessoas, portanto gerenciar equipes, liderar pessoas dentro das organizações. Por que isso acontece? Em primeiro lugar um dos principais motivos é que muita gente ainda tem a crença que basta ter competência técnica. Isso porque querer entender as pessoas não é algo fácil. Diferentemente da técnica quando você domina uma máquina, quando você domina uma metodologia, você tem um ambiente estável, bem diferente de você tentar antever o comportamento das pessoas, compreender os motivos que levam outras pessoas a se comportar de determinada maneira.

 

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Repetir

Consequentemente é muito mais difícil e muito menos estável que você consiga prever o comportamento de uma ou mais pessoas dentro de uma equipe. É importante também ressaltar que o comportamento das pessoas, de todos, depende da carga emocional, do momento emocional que cada uma dessas pessoas está vivendo. Significa que quando uma pessoa demonstra algum tipo de comportamento não se pode pretender que ela repita esse comportamento em iguais condições pelo menos não em tese. É diferente entre um modelo científico clássico em que determina que um fenômeno possa ser repetido quando e em quais condições.

 

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Analisar

Quando falamos de pessoas, isso não vale porque os sentimentos e a carga emocional variam consideravelmente. É por isso que a neurociência tem sido cada vez mais um requisito para que se consiga desenvolver, evoluir os profissionais, os gestores, dentro do mundo corporativo. Resumindo, quando se fala de encontrar gente que entenda de gente dentro das empresas, todo gestor deve começar a analisar se não está incentivando que a competência técnica basta para se desenvolver uma carreira dentro da sua empresa. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

Por que para algumas pessoas é difícil perdoar os famosos ruídos na comunicação?

Intenção

Ontem comentei aqui na coluna Visão Empresarial da diferença que existe entre pessoas que valorizam o significado das palavras com pessoas que valorizam apenas o conteúdo e de certa maneira deixam em segundo plano qualquer tipo de preocupação com a forma pela qual vão se expressar. Por consequência fica fácil entender que para aquelas pessoas que valorizam o significado das palavras perdoar é muito mais complicado, mas existe um macete, uma dica que pode melhorar muito toda essa relação. Você deve tomar o cuidado de primeiro mostrar a sua intenção na hora de se manifestar.

 

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Colaboração

Deve começar falando algo como: “eu não vou dizer o conteúdo da minha mensagem porque esse é o objetivo da comunicação, mas deixarei claro a todos os participantes qual minha intenção ao iniciar aquele tipo de argumentação, de apresentação”. Por exemplo, imagine que determinado tipo de problema está ocorrendo na área de vendas da empresa. E a área financeira quer expor numa reunião todos esses problemas. O diretor financeiro, preocupado em não criar ruídos de comunicação se manifesta dizendo que a única intenção da área financeira é colaborar para o melhor desempenho da área de vendas e que caso não sejam felizes ao manifestar isso pede que o interrompam e auxiliem a não se desviar do objetivo que tão somente é contribuir para a área de vendas.

 

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Entender

Enquanto isso não ficar devidamente equalizado é melhor não começar a apresentar os seus argumentos, pois só é válido um processo de comunicação quando não apenas alguém tem vontade de expressar uma argumentação, expressar alguma ideia ou opinião, mas quando o outro lado, aquele que vai receber essa mensagem está disposto, está preparado para entender isso sem nenhum tipo de filtro, sem nenhum tipo de preconceito, sem nenhum tipo de vontade de deturpar as coisas apenas para acirrar questões problemáticas e acaloradas de relacionamentos que já podem existir há muito tempo. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha


 

Por que são tão comuns os famosos ruídos de comunicação das empresas?

Má fé

Talvez a primeira questão importante quando se fala em ruídos de comunicação seja entender a diferença entre erro e aquilo que a gente chama de má fé. O erro acontece quando uma pessoa quer acertar, mas por algum motivo foi infeliz, foi insuficiente e não atingiu o seu objetivo. A grande questão é que no erro a pessoa teve boa fé, ela tem a intenção de maneira positiva, enquanto que de outro lado algumas vezes os ruídos de comunicação acontecem nas empresas porque um profissional ou alguns profissionais têm a deliberada intenção de fazer com que aquele problema surja no ambiente de trabalho e que ele contamine todas as pessoas passando a ser uma espécie de trampolim para que outros problemas venham a surgir.

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Interesses

É algo parecido com aquela situação em que você convida os gestores da empresa para que de uma maneira rápida tentem resolver entre si pequenos problemas do dia a dia. Acontece que de um lado você percebe que um gestor seu tem essa boa intenção, está tentandoo tempo todo fazer com que os demais colegas não apenas amenizem os problemas que acontecem como também sejam peças fundamentais para encontrar soluções, mas de outro lado, também fica evidente que algumas pessoas da equipe não têm interesse que aquelas situações sejam resolvidas por um motivo muito simples. Se aqueles problemas deixarem de existir talvez se perceba que não há tanta relevância assim em algumas atividades que são executadas.

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Ação

Em bom português, não será mais necessário ter tanta gente para resolver problemas que de repente não existem mais, como naquela dinâmica em que a pessoa primeiro precisa criar dificuldades para depois vender facilidades. Resumindo, preste atenção! Os ruídos de comunicação acontecem quando um gestor não observa se a sua equipe está agindo por má fé ou então está agindo meramente por erroporque na verdade querem acertar, mas não estão sendo suficientemente competentes para isso. Quando há erro há conserto, quando há má fé é necessário que aja ação por parte da alta gestão. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha

 

Por que a decisão é o principal fundamento na hora de desenvolver um talento?

Consequências

Todos os dias os profissionais estão tendo que tomar decisões no cotidiano das empresas assim como nós no corriqueirodia-a-dia da nossa rotina, também tomamos decisões o tempo todo. A diferença é que quando tomamos decisões apenas para a nossa vida em particular todas as consequências estão circunspectas, estão restritas à nossa própria vida também. Já no mundo corporativo não é assim. Quando tomamos uma decisão existe um conceito de repercutividade que nos leva a entender que toda decisão irá gerar consequências muito além daquilo que nós podemos imaginar e perceber.

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Repercutir

A repercutividade nas decisões nos faz entender que diferentemente da nossa vida pessoal e em alguns casos até mesmo na nossa vida pessoal as decisões corporativas acabam repercutindo num ambiente muito maior do que podemos sequer perceber. Um bom exemplo é aquele profissional que decide de repente tomar uma atitude mais enérgica no seu ambiente de trabalho acreditando que isso é meramente um sinal de profissionalismo. Por mais que ele entenda que a sua vida profissional lhe pertence, ele tem de agir, tem de trabalhar com uma equipe.

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Entendimento

Nesse caso, apenas por conta de um ato de individualidade poderá conquistar a antipatia e consequentemente perder a colaboração e a solidariedade dos seus colegas ou pior, perder e enfraquecer a liderança que tem na sua equipe. Resumindo, todo profissional deve entender que no ambiente corporativo suas decisões devem ser sempre pautadas por dois ângulos. Em primeiro lugar o que ele entende que é correto e em segundo lugar qual é a repercussão que esse entendimento e essa atitude irão implicar na sua equipe. Pense nisso!

 

Luciano Salamacha