Visão Empresarial
Tome cuidado porque quem foi promovido foi você, e não sua autocrítica!

Perfeição

Quando a gente fala de autocrítica logo vem à mente aquela situação do profissional que tem uma régua própria para medir o seu desempenho muito acima da média. Significa que esse profissional exige de si quase que a perfeição e cada vez que comete um erro entra numa espécie de neurose, de quadro depressivo onde parece que nada que faz é bom, é suficiente e tudo o que ele faz parece provido de erro, de falta de qualidade.

 

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Aprender

Na verdade, o que a gente percebe é que muitos profissionais quando são alçados a um cargo dentro de uma organização deixam com que a autocrítica chegue primeiro ao cargo. Logo, eles passam a cobrar de si um desempenho muito superior ao que a empresa espera e mesmo muito superior ao que ele espera entregar naquele momento. O motivo é simples! Toda experiência que esse profissional apresentou até então era num determinado cargo, numa determinada função e agora num cargo superior é necessário que ele aprenda mais e consequentemente todo o processo de aprendizado chama-se tentativa e erro.

 

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Carreira

Sem que o profissional consiga gerenciar adequadamente a sua autocrítica será difícil ele sobreviver às dificuldades, aos percalços e até mesmo aos erros que cometerá no processo de formação que ele está sofrendo como um gestor. Logo, a recomendação de hoje é para que quando você for promovido, promova apenas a sua carreira e não o nível da sua autocrítica. Ao contrário, quando você sobe de cargo a sua autocrítica tem de diminuir um pouquinho para permitir que você aprenda mais errando. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

 

Luciano Salamacha