PG 190 anos

"A cidade está preparada", garante Rangel

DC entrevista o prefeito Marcelo Rangel, que garante município pronto para o crescimento esperado para os próximos anos. Chefe do Executivo rechaça possível imagem negativa da cidade


Arquivo DC

Para o prefeito Marcelo Rangel (PPS), Ponta Grossa tem muitos motivos para comemorar o aniversário de 190 anos. Entrevistado pelo Diário dos Campos, Rangel reafirmou o compromisso de fazer com que a cidade siga no caminho do crescimento; para ele, o município está preparado para o crescimento populacional esperado para os próximos anos. Além disso, o chefe de Executivo aproveitou para lamentar as limitações orçamentárias do início de gestão, além de exaltar uma gestão democrática e presente nos bairros.

 

Diário dos Campos: Excelentíssimo Senhor Prefeito, o tema do Caderno de Aniversário de Ponta Grossa do Diário dos Campos é 'A cidade que não para'. Na sua opinião, porque Ponta Grossa é uma cidade que não para?

Marcelo Rangel: Porque ela é, na verdade, não uma idéia ou uma história, mas um processo, uma ação, um organismo que vive, cresce, respira. Cada cidadão faz de Ponta Grossa um lugar vivo, um lugar que se constrói a cada dia, a cada nascer do sol, a cada tijolo assentado, a cada criança que nasce, a cada ônibus que transporta nosso principal ativo: nossa gente.

DC: O senhor já está a oito meses a frente do Executivo Municipal. Já consegue identificar qual será seu principal desafio nos pouco mais de três anos de governo que ainda restam?

MR: Nosso principal e maior desafio é garantir as condições para que todo cidadão possa exercer sua cidadania com dignidade. E isso significa acesso a oportunidades de vida, trabalho, renda e crescimento. Isso significa serviços adequados,  isso significa ter compromisso com a verdade e com a justiça.

DC: Grandes empresas estão se instalando em Ponta Grossa, e além disso, as que já estão aqui ampliam suas plantas e sua participação no mercado. A cidade está preparada para esta expansão? Se não está, o que falta para Ponta Grossa?

MR: Sim, a cidade está preparada. Tanto assim que continuaremos atraindo empreendimentos dos mais variados setores. E aí está justamente a nossa maior vantagem: podemos e temos condições de oferecer a todos os empreendedores condições propícias para se instalar e, principalmente, desenvolver em Ponta Grossa com mão-de-obra qualificada. 

DC: Nestes primeiros meses de governo, o que o senhor destaca como grandes virtudes de sua gestão?

MR: Construir uma nova idéia de cidade, um governo democrático, presente nos bairros e justo.

DC: E quais foram as principais deficiências?

MR: Não falo em deficiência, mas falta de oportunidade, devido as dificuldades orçamentárias que encontramos. Dívidas elevadas, comprometimento do orçamento e, infelizmente, a falta de oportunidade para investir em infra-estrutura.

DC: Recentemente, Ponta Grossa chegou a estimativa populacional de mais de 330 mil pessoas. Como o senhor acredita ser possível fazer com que os equipamentos públicos estejam prontos para este crescimento populacional?

MR: A cidade comporta esse e um número ainda maior de habitantes. Mas isso acrescenta desafios à nossa governo: temos que atender a demandas crescentes por serviços públicos. E esse crescimento é geométrico. A questão não é ter equipamentos prontos. A questão é ter serviços adequados, em qualidade, quantidade e continuidade. E é para isso que investimos em qualificação de nossos servidores, em adequação, construção e reorganização das instalações de próprios públicos, em planejamento e em estrutura.

DC: No mês de julho, números divulgados pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) colocaram o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Ponta Grossa na 13ª colocação entre os municípios paranaenses - com um valor de 0,763. Na visão do senhor, onde o município pode melhorar para aumentar este índice e se igualar aos melhores colocados do Estado?

MR: Em todos os setores. Podemos ter uma expectativa de vida maior, educação ainda melhor e incrementar a renda per capita de nossos cidadãos. E estamos cuidando disso de uma maneira racional, programada e efetiva.

DC: Durante todo o ano de 2013, Ponta Grossa acabou evidenciada no cenário nacional por episódios negativos (como o Caso Ana Maria, as instalações do Centro de Música/Conservatório e a recente perda dos livros da Biblioteca Municipal). Na condição de chefe do Executivo, o que o senhor acredita ser necessário para que Ponta Grossa recupere sua imagem positiva na mídia?

MR: Acredito que há um severo problema nesse ponto de vista. Ponta Grossa não tem uma imagem negativa. Tem, sim, setores críticos, que resistem às evidências e preferem explorar o que lhes parece seja mais chamativo. Nossa preocupação não é a imagem que episódios isolados provocam. Nossa preocupação é a segurança, a saúde, a qualidade de vida e a auto-estima de nossos cidadãos. É para isso que trabalhamos e é nisso que investimos. Se todo ponta-grossense sentir-se parte de um processo de crescimento – dele, de sua família e de sua cidade – o foco da atenção da imprensa ávida por notícias espetaculares não será importante. Temos, sim, a obrigação de chamar a atenção do Paraná e do Brasil para nossas conquistas, como nossa batalha pela moradia digna, destacada até mesmo pela presidente Dilma Rousseff. Ou pelos resultados excepcionais do trabalho de prospecção de novos investimentos industriais e comerciais, que são evidentes e estrelam qualquer estatística séria que se faça a respeito. Temos talentos locais se projetando no mundo e, acima disso, temos condições, capacidade e estrutura para projetar ainda mais o nome de Ponta Grossa como uma cidade em que o cidadão é tratado com respeito; onde a transparência é a norma e onde a liberdade é a bandeira.