Política

Acipg acolhe denúncias sobre irregularidades na Feira Paraná

Documentação será encaminhada para o Observatório Social para análise
(Foto: Divulgação/Acipg)

Diretores da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) receberam na última sexta-feira (29) o vereador George Luiz de Oliveira (PMN) que trouxe para conhecimento da instituição uma denúncia acerca de possíveis irregularidades ocorridas na realização da Feira Paraná e 41ª Efapi. George apresentou o resultado de uma auditoria realizada de forma independente, e que aponta diversas irregularidades. A Acipg encaminhará o relatório para o Observatório Social dos Campos Gerais para que seja efetuada análise e emitido um parecer que acompanhará a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que George deve pedir para apurar o tema. 
Participaram da reunião o diretor financeiro, Bruno Italo Ronchi; o diretor de assuntos comunitários e governamentais, Luiz Eduardo Pilatti Rosas; o diretor de agronegócio, Edilson Gorte; e o presidente em exercício Estefano Stemmer Júnior, que receberam um relatório com mais de quinhentas páginas do vereador, que segundo ele, apresentam diversas incongruências nas licitações, entre outras irregularidades.
George aponta que a Feira foi custeada com recursos públicos, mas explorada por empresas que não deram retorno financeiro a nenhuma entidade local, além disso, afirmou que um servidor em cargo comissionado do Município seria proprietário de uma das empresas. “Foi tudo pago pela Prefeitura, com dinheiro de um convênio com o governo do Estado do Paraná. Agora, queremos saber onde estão as receitas a venda dos espaços, a gastronomia, a venda das bebidas o patrocínio, dos estandes, o estacionamento e os ingressos dos shows. Só do parque de diversões foram R$ 60 mil”, questiona o parlamentar. 
O vereador disse que encaminhou o relatório ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e efetuou também denuncia no Ministério Público; ainda se comprometeu em propor a abertura de uma CPI o mais breve possível.  “Como só podemos ter duas CPIs em funcionamento simultaneamente temos que aguardar uma delas encerrar para propor esta. Este assunto me interessa pois sempre, em eventos, são privilegiadas as mesmas pessoas. De 40 empresas participantes da licitação, ganham sempre as mesmas”, elucida. 
Pilatti relata que o procedimento imediato da instituição será encaminhar a documentação para o Observatório Social dos Campos Gerais, com o objetivo de obter um parecer sobre os processos de licitação, como também acompanhará os desdobramentos da CPI. “Agradecemos a consideração do vereador em trazer ao nosso conhecimento estas denúncias e nos comprometemos a estudar e acompanhar toda a situação. No entanto, cabe aos vereadores e ao Observatório Social analisarem a lisura das licitações, bem como verificar datas, contratos e agentes públicos envolvidos. Aguardaremos estes resultados e com certeza nos posicionaremos em caso de uso indevido de recursos públicos”, finaliza o diretor da Acipg.