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Acipg enxerga ‘terra de oportunidades’ há 18 anos

Em 1998, Ponta Grossa chamava atenção dos empresários pelo potencial que já apresentava. Desenvolvimento esbarra na mobilidade urbana

Uma grande terra de oportunidades. Assim Ponta Grossa era vista pelos membros da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) ainda em 1998. Naquela época, à frente da entidade estava o empresário, Douglas Taques Fonseca, que ficou até 2002 e, neste ano, voltou a ocupar a cadeira de presidente.

Ao longo destes 18 anos, não foi apenas a Acipg que cresceu e evoluiu, passando de aproximadamente 700 sócios para quase dois mil associados, mas o Município que recebeu dezenas de multinacionais, instalando no Distrito Industrial Prefeito Cyro Martins, passando por um intenso período de industrialização, fator que se acompanha ainda hoje com a cidade se firmando como um polo cervejeiro e abrigando gigantes do mercado como Heineken e Ambev.

O comércio não ficou para trás, com a construção de um shopping atraiu conceituadas redes varejistas como Marisa, Americanas, Riachuelo, Renner e C&A. Confira a entrevista com Douglas.

DIÁRIO– O que a entidade pensava sobre o futuro de Ponta Grossa em 1998?

DOUGLAS - Sempre vimos Ponta Grossa como uma terra de oportunidades. A cidade possui grande potencial para crescer constantemente; despertou e ainda desperta o interesse de grandes indústrias a se instalarem na cidade e região, o que automaticamente instiga o desenvolvimento em outros setores, dentre os quais educação, construção civil, comércio e prestação de serviços.

DIÁRIO - Como você avalia o que a entidade pensava com a Ponta Grossa que temos hoje?

DOUGLAS - A cidade vem se desenvolvendo e correspondendo com o que imaginávamos. De lá até o presente momento acompanhamos a vinda de várias indústrias para a cidade e região, o que economicamente foi muito positivo para todos, porque incentivou maior geração de empregos, renda e arrecadação. Um aspecto que precisa ser melhorado ainda diz respeito à mobilidade urbana: o trânsito se tornou uma das principais problemáticas para a população local, devido à falta de um planejamento urbano mais efetivo.

DIÁRIO  – Quais os planos da Acipg para ajudar o município a continuar se desenvolvendo?

DOUGLAS - Nosso plano é participar mais ativamente das políticas públicas; fazer com que o Cdesposta - Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa seja reestruturado, apoiado e respeitado pela Prefeitura Municipal na tomada de decisões. Também buscamos apoiar ainda mais o programa Paraná Competitivo, para que mais empresas venham se instalar na região. Procuraremos sempre incentivar medidas, ações e parcerias que venham ao encontro dos interesses da indústria, do comércio e do empresariado em geral, para que todos possam progredir.

DIÁRIO – Como empresário, à frente de uma empresa do agronegócio, Ponta Grossa se desenvolveu também neste setor?

DOUGLAS - No caso do agronegócio, o desenvolvimento em Ponta Grossa foi ainda mais significativo, pois nossa região sempre primou pelo emprego de tecnologias de ponta na área, inicialmente através das técnicas de plantio direto, seguidas pela agricultura de precisão. Isto possibilita um melhor conhecimento do campo de produção, evitando desperdícios e aumentando a produtividade, o que faz com que nossa prática sirva de modelo e vitrine para o restante do país.


Douglas: “procuraremos sempre incentivar medidas, ações e parcerias”

Foto: Arquivo