Safra 2016/2017

Agronegócio responde por 65% dos contratos no BRDE

Meta é atingir R$ 1 bilhão em operações no Paraná. Em 2016 foram contratados R$ 618,4 milhões
Enquanto muitos setores da economia nacional vêm tentando das mais diversas maneiras atravessar o difícil cenário econômico, o agronegócio vem puxando o mercado. E para ajudar os produtores a plantar e, sobretudo, investir em suas lavouras, as instituições financeiras desempenham papel importante.

Em 2016, o Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE) registrou a contratação de R$ 618,4 milhões através do agronegócio paranaense. Foram 1.556 operações de crédito, sendo que R$ 36,7 milhões em 66 contratos foram destinados a projetos nos Campos Gerais. Confira a entrevista com o superintendente da Agência Paraná do BRDE, Paulo Cesar Starke.

DIÁRIO – Como são os valores emprestados nas últimas safras?

PAULO - No ano de 2016 foram contratados para investimentos do agronegócio. Nas safras de 2012 a 2015, com os juros significativamente baixos, os produtores renovaram seus parques de máquinas e executaram os investimentos necessários para os próximos anos. Dessa forma, nas safras de 2015 a 2017 observou-se uma leve queda nos investimentos, apesar do bom momento do setor.

DIÁRIO - Qual a previsão de liberação para a próxima safra?

PAULO - Em 2017 a nossa meta é realizar R$ 1 bilhão em operações, sendo que historicamente 65% do valor contratado são destinados ao Agronegócio.

DIÁRIO - Quais linhas para o setor rural são as mais procuradas na região?

PAULO - Na prática, as linhas mais procuradas o são sempre em função da necessidade de investimentos. Este é o principal motivo da demanda. Por exemplo, se hoje se anuncia a instalação de um novo frigorífico de carne suína, aumenta a demanda por Moderagro para instalação de granjas. Se o produtor possui uma área propícia para plantio de florestas, buscará a linha ABC. Sempre a necessidade é o carro chefe. Secundariamente, condições diferenciadas das linhas quanto a custo e prazo definem qual produto alocar para um investimento. As linhas de crédito mais procuradas nos últimos cinco anos foram: Prodecoop, para investimentos de cooperativas; Inovagro e Moderagro, principalmente para investimentos em avicultura, suinocultura e na cadeia do leite; PCA, para armazenagem; e ABC, para investimentos em florestas e projetos de integração lavoura-pecuária-floresta.

DIÁRO -     O  BRDE consegue chegar até os pequenos produtores rurais?

PAULO - Há quase 30 anos o BRDE investe e muito na parceria com cooperativas de crédito e cooperativas de produção. Elas nos permitem ter capilaridade e oportunizar aos produtores de pequeno porte alternativas de crédito a longo prazo para investimentos. É uma parceria de sucesso. Mais recentemente expandimos este processo de colaboração recíproca também para empresas integradoras e fornecedoras de máquinas e equipamentos. Hoje há vários meios de o produtor acessar o BRDE. E também pode contar com nosso atendimento direto através do e-mail: [email protected], site: www.brde.com.br ou telefone (41)3219-8150.

Paulo Starke: “há quase 30 anos o BRDE investe e muito na parceria com cooperativas de crédito”

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