Economia

Arrecadação da região tem a maior alta do PR e SC

Apenas em abril o crescimento nominal do total dos Campos Gerais foi de quase 18%
“Esse resultado funciona como um indicador do desenvolvimento pelo qual a região vem passando”, afirma o delegado Demetrius Soares (Foto: José Aldinan)

A Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa divulgou nesta quinta-feira (23) os seus dados de arrecadação referentes aos quatro primeiros meses do ano. Em 2019 a instituição já arrecadou R$ 1,63 bilhão, R$ 188 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado, o que representa um crescimento nominal de 13% no total (sem considerar a inflação).

Segundo o delegado da unidade, Demetrius de Moura Soares, essa é a maior alta de toda a região fiscal, que engloba cinco delegacias no Paraná e outras cinco em Santa Catarina. “O desempenho da nossa arrecadação tem se apresentado como melhor do que o verificado no nível da 9ª região fiscal [PR e SC] e em nível nacional”, aponta Soares.

Ele também revelou que, após a delegacia situada em Ponta Grossa (que abrange 62 municípios), se destacaram em crescimento nominal as unidades regionais de Cascavel (12,9%), Joinville (8,6%) e Londrina (7,1%).

“A variação da terceira colocada do Paraná é quase a metade da nossa. Esse resultado decorre da atividade da economia, e funciona como um indicador do desenvolvimento pelo qual os Campos Gerais vêm passando”, avalia Demetrius, ressaltando que o total da 9ª região fiscal da Receita Federal variou 3,2% nominalmente, mas, quando considerada a inflação do período, registra-se uma queda real de 1,7%.

Último mês

Considerando o mês de abril isoladamente o total arrecadado foi de R$ 504,5 milhões em tributos fazendários e previdenciários - o que representa, em termos nominais (sem considerar a inflação), alta 17,87% do que o registrado em abril de 2018, quando a arrecadação alcançou o montante de R$ 428 milhões. Considerando a inflação do IPCA acumulada nos últimos 12 meses (4,94%) houve um aumento real de 12,93% nos valores arrecadados.

“Os tributos responsáveis por esse destaque no crescimento têm sido das empresas incidentes sobre lucro e faturamento. Como a atividade econômica tem recebido muito investimento na região o desempenho está sendo diferenciado – positivamente”, explica Soares.

A maior alta no quadrimestre foi registrada na arrecadação fazendária, que teve um incremento de R$ 115,3 milhões neste ano – um crescimento nominal de 14,8% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. Das sete fontes de tributos, em apenas uma foi apresentada queda na relação abril de 2019/2018: no imposto sobre produtos industrializados (IPI).

“Não há um estudo específico sobre esse resultado, mas uma das possibilidades é o aumento no ressarcimento verificado no período. O que se arrecada efetivamente é considerado positivo, mas o que a Receita ressarce para as empresas é subtraído – e tudo isso depende da análise do direito das empresas ao crédito, uma atividade rotineira desenvolvida especialmente no caso das exportadoras”, avalia o delegado Demetrius, lembrando que a atividade industrial cresceu na média estadual.

No país o crescimento real foi de 1,14% no ano

A arrecadação das receitas federais somou R$ 139,03 bilhões, em abril de 2019, conforme informou hoje (23) a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Economia (SRF). Houve aumento real de 1,28% na comparação com o mesmo mês de 2018.

Em abril, as receitas administradas por outros órgãos (principalmente royalties do petróleo) foram as responsáveis pelo crescimento da arrecadação, ao totalizarem R$ 11 bilhões, com crescimento de 24,82%. As receitas administradas pela SRF (como impostos e contribuições) chegaram a R$ 127,99 bilhões, com queda real de 0,34%.

De janeiro a abril, a arrecadação somou R$ 524,371 bilhões, com crescimento real de 1,14%. O faturamento administrado pela Receita chegou a R$ 499,165 bilhões, com aumento real de 0,3%. As receitas administradas por outros órgãos chegaram a R$ 25,205 bilhões, com crescimento de 21,12%.