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Artista plástica de PG comenta sobre restauro de obras

Apesar de cuidarem do patrimônio histórico de importantes acervos, o trabalho minucioso dos profissionais de restauro de obras de arte continua pouco conhecido do público. O restaurador não imita o criador da obra, mas utiliza de cuidados técnicos para conservá-lo. Graças a eles conhecemos algumas imagens antigas de igrejas, quadros e monumentos históricos.

Cristina Sá, artista plástica autodidata com 30 anos de profissão, reside em Ponta Grossa e restaurou afrescos, bancos e imagens da Capela do Hospital 26 de outubro, hoje sede do SOS; transformou a rua Padre Ildefonso nos “Degraus da Cultura”, famosa escadaria ladrilhada, dourou e repintou os altares e imagens do interior da Igreja Sagrado Coração de Jesus, popularmente conhecida como Igreja dos Polacos; entre outros.

O trabalho de restaurar-conservador exige um levantamento de todos os problemas de degradação da obra. Cristina conta que o trabalho deve resgatar a leitura original, interrompendo qualquer tipo de degradação. “O maior requisito é o respeito pela peça e sua história. Tudo é analisado e pesquisado”, afirma.

Entre os problemas de uma obra há o craquelamento, rachaduras na tela, sujeiras, vernizes que se oxidam, desnivelamento das camadas de tinta, entre outros. O restaurador não deve imitar o gestual do artista, mas preencher as lacunas, criando uma retícula que possibilita ao público ver novamente a obra de modo íntegro.

Conservação

O ideal é ter cuidado com a conservação das obras para que não haja necessidade de restauro. Para Cristina Sá, o Brasil começou a compreender a importância da restauração de sua história, inclusive como apelo turístico. “A restauração conserva a história e, não há povo sem história”, conclui.

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Cristina Sá: “O maior requisito é o respeito pela peça e sua história"