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“Cadeia logística sempre explode no produtor”, diz Garcia

O diretor-presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, esteve em Ponta Grossa nesta segunda-feira (9) para participar como copalestrante do Fórum Empresarial, evento promovido pelo jornal Diário dos Campos e pela ACIPG que também trouxe à cidade o secretário estadual Sandro Alex, o diretor do DER-PR, Fernando Furiatti Sabóia, e o presidente da Ferroeste, André Luis Gonçalves, para debater a infraestrutura e logística do Paraná.

Em visita à redação do DC, o gestor apresentou resultados dos portos, os investimentos que estão sendo realizados e o seu impacto na economia. “Em termos estruturais, a eficiência depende de três vetores: acessos rodoviário, marítimo e retroaéreo, e hoje estamos melhorando todas elas com obras, adequações e otimizações”, afirmou Garcia.

Conforme ele destaca, quanto mais eficiente, ágil e bem gerido for um porto, menores custos ele rende aos atores envolvidos no processo. “A cadeia logística sempre explode no produtor. Para se ter uma ideia, a média contratual da sobre-estadia é de US$ 20 mil, US$ 30 mil, o que reflete em todos os níveis porque encarece o produto”, cita Luiz Fernando.

Um exemplo da amplitude dos impactos é a drenagem, necessária devido à sedimentação da baía. Segundo o presidente dos portos, cada um metro de profundidade drenado permite o transporte de 7 mil toneladas a mais de carga, tendo como consequência direta a capacidade de armazenagem e logística do comércio exterior.

“É um exercício diário aumentar a eficiência dos portos, já que o mercado busca sempre o que lhe é mais vantajoso. Tendo resultados e capacidade conseguimos atrais mais negócios e empresários, o que movimenta toda a economia paranaense e até brasileira”, avalia Garcia.

Comparação

Para fins comparativos, o gestor apresentou números dos portos paranaenses e do maior porto da América Latina – o localizado em Santos/SP. Em 2018, apenas Paranaguá movimentou 53 milhões de toneladas, enquanto em Santos o total chegou a 130 milhões. Porém, enquanto o porto paranaense possui aproximadamente 4 km de extensão, o paulista soma cerca de 20 km – e, quando esses números são cruzados, percebe-se que a eficiência do porto paranaense ultrapassa do dobro do outro.

“É importante ressaltar que a eficiência portuária influencia na competitividade do produto. Hoje não perdemos em nada para o maior porto do continente em atratividade e preço, e por isso conseguimos conquistas como a de ser o primeiro do Brasil em autogestão”, lembra Luiz Fernando Garcia, referindo-se à descentralização portuária concedida ao Paraná.

 

Participação de Ponta Grossa

Este ano, de janeiro a agosto, foram 15,37 milhões de toneladas de soja, farelo de soja e milho exportados pelos Portos do Paraná. Desse total, 11,25 milhões têm origem no próprio Estado, de 240 municípios diferentes. Os granéis originados de Ponta Grossa representam 11,2% do total estadual; ou seja, em oito meses, a cidade foi responsável por 1,26 milhão de toneladas de soja, milho e farelo. O escoamento da produção foi feito em sua maioria via rodovias, somando 31.725 caminhões (67,6% do total); o restante (32,4%) foi transportado através do modal ferroviário.

Considerando os números divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a soja é o principal produto exportado pela cidade em termos monetários. Considerando o grão, ainda que triturado, os resíduos sólidos extraídos do óleo de soja e o próprio óleo, até agosto nesse ano já são totalizados US$ 694,13 milhões comercializados por PG ao exterior.

 

Granéis de PG exportados pelos portos do PR

1,22 milhão de toneladas de soja em farelo e grão

32,79 mil toneladas de milho

67,6% em caminhões e 32,4% em trens

 

Luiz Fernando visitou a redação do DC junto ao diretor jurídico dos portos, o ex-procurador geral de PG Marcus Freitas (Foto: José Aldinan)

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