Agroleite

Capital Nacional do Leite é o tema do Agroleite 2018

Pecuaristas de leite e produtores recebem a vitrine do leite no Parque Dario Macedo. Feira vai de 14 a 18 de agosto
Animais são preparados para participação no Agroleite (Foto: Arquivo)

Castro está recebendo, de 14 a 18 de agosto, um dos maiores eventos da pecuária leiteira realizada no país. A Agroleite é muito mais que uma exposição, é a mostra do trabalho diário realizado pelos pecuaristas de leite da região, atividade esta que começa todos os dias antes mesmo do sol nascer.

Nesta edição da Agroleite o tema não poderia ser outro: Capital Nacional do Leite. Castro se tornou vitrine da cadeia leiteira e foi reconhecida como capital nacional do leite através da lei federal 13.584. É o reconhecimento ao trabalho do produtor.

E é todo este reconhecimento que poderá ser visto na Agroleite, evento realizado, anualmente, pela Cooperativa Castrolanda. A cooperativa nasceu com 46 famílias de imigrantes holandeses, que trouxeram cerca de 1,2 mil cabeças de gado.

Para o presidente da Castrolanda, Frans Borg, a produção de leite em Castro tem características muito particulares. “Os altos índices de produção e qualidade do leite são resultado de um trabalho de excelência desenvolvido pelos produtores castrenses. Eles se comprometem com a atividade e investem em tecnologia, melhoramento genético e profissionalização de suas propriedades. A homenagem ao trabalho que eles executam é mais que merecida”, diz Frans.

Mas o que a Agroleite tem de tão especial? Tecnologia e troca de experiências. É isto que os visitantes encontrarão na feira, que acontece no Parque de Exposições Dario Macedo.

O evento tem em sua programação palestras e fóruns técnicos. Ronald Rabbers, membro do Comitê de Bovinocultores da Castrolanda, destaca ainda o Torneio Leiteiro, com competições que envolvem volume e aproximação, além é claro do seminário internacional, com apresentação dos melhores conteúdos para atualização profissional tanto dos produtores como para técnicos da atividade leiteira.

Já na pista de julgamento da Arena Agroleite o chamariz são os animais das raças Holandesa Preta e Branca e Vermelha e Branca e também da Jersey. O ponto alto é a escolha da Vaca do Futuro e da Campeã Suprema.

Feira chega com novidades na pecuária

Para o membro do Comitê do Bovinocultores e da Comissão Organizadora do Agroleite,  Ronald Rabbers, a feira é sempre aguardada com muita expectativa. “Nos preparamos para receber cada vez mais pessoas, então a expectativa é bem boa. O que nos atrapalha é sem chuva ou com chuva, sem chuva dobra o pessoal, com chuva mantém o que sempre vem, mas estamos no dia a dia percebendo que tem muita gente correndo atrás de hospedagem, tentando vaga em hotel e recebendo visitantes em suas casas, então eu vejo que tende a ser uma boa feira”, avalia.

Ronald observa que na prospecção de negócios o que se tem todos os anos é um crescimento, no entanto ele observa que este ano houve a greve dos caminhoneiros, o que fez com muitos produtos jogassem fora o leite. “Tem muitos produtores amargando prejuízo o que pode limitar investimento, mas também vemos que as condições dos juros dos bancos caíram e tudo isto ajuda a movimentar”, diz.

Novidade

Ronald destaca que a cada feira os expositores estão investindo mais em seus estandes  “e trazendo produtos para lançar aqui, independente do tamanho do produto”. Ele conta que o seminário internacional da pecuária do leite voltou como novidade, assim como destaca a inovação que é a Trilha do Leite. “A trilha é um semente bem tímida, mas nesta trilha vamos mostrar do começo até o final como funciona a produção de leite”, antecipa.

Para Ronald, o setor “é muito agredido” por defensores dos animais, “mas na verdade vamos mostrar que as vacas tem nutricionista e veterinário 24 horas por dia, que os dejetos produzidos são corretamente armazenados e transformados em adubo, então esta trilha é um diferencial”, fala. Escolas foram convidadas a participarem levando os estudantes para percorrer a trilha.

Sucesso está no fortalecimento das cooperativas

Membro do Comitê do Bovinocultores e da Comissão Organizadora do Agroleite,  Ronald Rabbers, acredita que o sucesso do Agroleite está no fortalecimento das cooperativas regionais. “Isto é característico do associado de sempre querer buscar algo a mais, algo melhor, de conseguir fazer e isto nos tornou executores do Agroleite”, diz.

Para ele, a cooperativa é realizadora, mas os players ajudam a feira acontecer. “Tem essas empresas nos patrocinando financeiramente, com subsídio tecnológico, com a própria presença deles no evento”, frisa.

Ronald destaca que o Agroleite surgiu em 2001 em comemoração aos 50 anos da Cooperativa Castrolanda. “Eu era coordenador de pecuária e fazia a ExpoCastrolanda, exposição de animais menores, focado nos cooperados e um ou outro estande, mas em 2001 foi pedido para dar um up na exposição pelos 50 anos da cooperativa e eu tinha este evento Agroleite desenhado na minha cabeça, talvez não nos moldes de hoje, que é grandiosa, mas conseguimos desenvolver e para mim a principal característica é buscar tecnologia e hoje o Agroleite nada mais é que uma difusora de tecnologia, da aproximação do campo com as empresas”, fala.