Cidades

Com Alerta Amarelo, Ponta Grossa pode abrir UTI Covid no Bom Jesus

Prefeito fez comunicado em suas redes sociais
(Foto: Arquivo DC)

O prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, se manifestou nas redes sociais na manhã deste sábado (23), a respeito do aumento na taxa de ocupação de leitos para atendimento a casos de covid-19. Reportagem do Diário dos Campos já havia mostrado que a taxa estava em 70% na UTI da ala Covid do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU). No final da tarde de sexta-feira (22), a taxa atingiu 80%.

“Em poucas horas, recebemos sete pacientes graves da região do interior dos Campos Gerais, que estão sendo atendidos no hospital, elevando para nível amarelo as taxas de ocupação de leitos”, disse Rangel. Com isso, o prefeito informa que o hospital Bom Jesus entra em nível de atenção, para possível atendimento e uso de leitos de UTI em casos de covid-19.

O HU atende, neste sábado (23), 11 pacientes em sua ala Covid. Apesar do nome, o setor foi equipado para receber casos positivos e/ou suspeitos de contágio pelo novo coronavírus. Tanto é assim que, dos 11 pacientes, apenas três (que estão na UTI) tiveram resultado positivo para a covid-19.

Segundo o HU, há quatro pacientes negativados e outros quatro em análise, que seguem em internamento por precaução porque, mesmo não estando oficialmente com a doença, estão em estado que inspira cuidados.

Apenas um desses pacientes é de Ponta Grossa. Os demais são dos municípios de Rebouças, Irati, Imbituva, Jaguariaíva, Reserva e Fernandes Pinheiro. O HU é referência no tratamento em casos suspeitos ou confirmados da doença para toda a região.

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ATUALIZAÇÃO: Por meio de nota, a prefeitura de Ponta Grossa enfatizou, também nesta manhã, que a disponibilização de leitos de UTI para a covid-19 é de responsabilidade e atribuição do Estado, em conformidade com a estratégia adotada pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), que é de utilizar a estrutura hospitalar já existente para atender todas as macrorregiões.

"Na cidade de Ponta Grossa, a infraestrutura utilizada está concentrada no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, de acordo com a contratualização da própria Sesa, e atende pacientes suspeitos e confirmados de toda a região, conforme demanda. Em caso de lotação dos leitos disponíveis, o Estado adotará as medidas necessárias", destacou a nota.