Saúde

Como identificar e tratar os transtornos mentais via SUS

Além da saúde física, é preciso cuidados com a saúde mental para preservar o adoecimento emocional. Campanha Janeiro Branco vem com o objetivo de fazer as pessoas pensarem sobre suas vidas
(Foto: Fábio Matavelli)

Você já parou para pensar como está a sua saúde mental? O excesso de trabalho, as correrias e a rotina agitada podem provocar sintomas de transtornos mentais que, muitas vezes, são imperceptíveis. Pequenos sinais de uma simples ansiedade acabam tornando-se mais grave e precisam de atenção.

Por isso, a campanha Janeiro Branco vem com o objetivo de convidar as pessoas a pensarem sobre suas vidas, o sentido e o propósito, e o quanto elas conhecem sobre suas emoções, seus pensamentos e sobre os seus comportamentos.

Além da saúde física, é preciso também cuidados com a saúde mental para preservar o adoecimento emocional. De acordo com a psicóloga Camila da Silva Eidam de Lima, do Centro de Atenção Psicossocial (Caps II), o transtorno mental pode trazer diversos prejuízos à vida como o isolamento, perda do sono ou sono em excesso e a falta de apetite, por exemplo.

"Qualquer pessoa pode vir a ter transtorno mental, como uma leve ansiedade antes de uma entrevista de emprego, por exemplo. Porém, é preciso ficar atento quando isso se torna constante e dura por mais de 15 dias. É importante notar se algum familiar começar a mudar a rotina de forma prejudicial, como dormir demais, apresentar alterações repentinas do humor ou algum tipo de transtorno alimentar. Os sintomas também estão ligados à queda de cabelo, perda de peso e dor física", explica.

O primeiro passo ao perceber que algo não está bem é procurar uma Unidade Básica de Saúde que poderá realizar os encaminhamentos necessários do paciente para tratamento adequado. Alguns transtornos leves como ansiedade, por exemplo, são atendidos pela própria unidade. Casos mais graves de depressão, esquizofrenia, entre outros, não encaminhados ao Ambulatório de Saúde Mental ou para os Caps", diz a psicóloga.

Ponta Grossa

A profissional comenta que Ponta Grossa conta com uma rede de atenção psicosocial onde os serviços se dividem de acordo com a gravidade de cada transtorno onde todos podem buscar atendimento na Unidade de Saúde.

"A rede pública atende a todos que buscarem ajuda. Contamos com os Centros de Atenção Psicosocial (Caps) que atendem os casos mais graves, como tentativas de suicídio, transtorno bipolar, esquizofrenia. O município também conta com o Caps Álcool e Drogas para dependentes químicos e o Caps Infantojuvenil, para crianças e jovens", comenta.

Os centros contam ainda com uma equipe multiprofissional onde ajudam os pacientes no desenvolvimento de atividades físicas, organização de passeios, ações onde se trabalham a autoestima, resgatando itens importantes que se perderam por conta do transtorno.

Juntos, os Caps atendem pouco mais de 1 mil pessoas que realizam acompanhamentos. "Se analisarmos o porte de Ponta Grossa vemos que o número de pessoas que possuem algum tipo de transtorno é bastante alto", diz.

Segundo a psicóloga, muitos pensam que depressão e ansiedade são frescuras. "O transtorno mental, mesmo que não visível, precisa ser tratado e entendido. As pessoas precisam ouvir as outras. É nessa parte que entra o apoio familiar para que tenha uma postura de acolhimento para que esse paciente se sinta bem para procurar ajuda", finaliza.

Caps realizam acompanhamentos com pacientes que apresentam algum tipo de transtorno mental. Foto: Fábio Matavelli

 

Atendimentos realizados nos Caps de Ponta Grossa

Unidades de Saúde - casos mais leves

Ambulatório de Saúde Mental - casos moderados

Caps II - casos de transtorno mental graves - 520 pessoas atendidas

Caps AD - casos relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas - 290 pessoas atendidas

Caps IJ - casos de transtornos mentais graves até 18 anos - 205 pessoas atendidas

Serviço

CAPS II – Avenida Antônio Rodrigues Teixeira Júnior, 229, Jardim Carvalho.

CAPS - AD - Rua Rio Grande do Sul, 400, Jardim Carvalho.

CAPS - IJ – Rua Coronel Dulcídio, 09, Centro.

Ambulatório de Saúde Mental – Rua Afonso Pena, 213, Vila Estrela.