Política

Concessão do Centro de Eventos promete debates

Já no final de 2017, em sessões extraordinárias e em meio a uma acalorada discussão a Câmara de Vereadores de Ponta Grossa aprovou o projeto de Lei 474/17, do Executivo, que autoriza o Município a outorgar, mediante concessão, precedida de procedimento licitatório, o uso e exploração do Centro de Eventos Governador José Richa. Em dois dias após ser protocolado a proposta já entrou na pauta de votação. "Colocamos uma venda nos olhos e entregamos a nossa confiança para que a Prefeitura realize edital e faça do jeito que achar melhor", argumentou o vereador Ricardo Zampieri (SD), que chegou a pedir a retirada do projeto para vistas, pedido que não foi aceito pela maioria dos parlamentares. 
Como o projeto prevê que o prazo de concessão, forma, preços e critérios de fiscalização, além de outras questões, deverão ser definidos pelos setores técnicos da Prefeitura e submetidos à autorização do Poder Legislativo, espera-se que o assunto volte à pauta em algum momento deste ano. 
Contra o projeto, Pietro alega que o projeto foi um equívoco. "Este é um dos únicos espaços que o Município tem, mas mal utilizado. O governo não demonstrou quanto foi investido no local, e recebe taxa pública de locação mas nunca investe no Centro de Eventos", aponta. 
O líder do Governo na Câmara, Rudolf Polaco (PPS), por outro lado, é favorável à concessão. "Hoje o espaço dá prejuízo ao Município e, consequentemente, ao munícipe. Por isso, acho que precisamos desonerar os cofres públicos". 
Além da concessão do Centro de Eventos, a Prefeitura encaminhou à Câmara projetos para concessões de quatro espaços públicos para estacionamento. "Município também estuda alternativas para concessão do Terminal Central, Parque Ambiental, e Rodoviária, que geram grandes gastos e não trazem arrecadação",  aponta o procurador geral do Município, Marcus Freitas. 

 

Pietro Arnaud acha que projeto foi equívoco (Divulgação/Kauter Prado)
Rudolf, por sua vez, defende desoneração  (Divulgação/Kauter Prado)