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Copel abre inscrição para programa de aceleração de startups

Em parceria com PUCPR e Fiep, programa Copel + é voltado a universitários e promoverá acesso a fundo de até R$ 10 milhões para criar e acelerar empresas que proponham soluções para desafios do setor elétrico.

A Copel abriu nesta quarta-feira (5) as inscrições para o programa de aceleração de startups Copel+. Baseado no conceito de inovação aberta, o programa vai abraçar projetos de estudantes universitários para a criação de soluções para o mercado de energia.

O objetivo do Copel+ é fomentar iniciativas para os desafios do setor elétrico, provendo formação aos futuros empreendedores, com metodologia de ensino e estrutura para prototipagem de ideias e inserção de mercado - ou seja, aceleração para as startups que já possuem seu MVP (mínimo produto viável). Os melhores projetos terão acesso a um fundo de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de até R$ 10 milhões.

“Ideias inovadoras, com potencial para reinventar o setor elétrico, é o que buscamos ao abrir as portas da Copel para jovens empreendedores que já têm a inovação correndo nas veias”, explica o diretor da Copel Distribuição, Antonio Guetter. “O Copel+ buscará explorar as oportunidades de mercado decorrentes do crescimento das fontes limpas de geração e das novas tecnologias para gerar e transportar a eletricidade, que estão revolucionando o modo como usamos e compartilhamos a energia”, afirma.

PARCERIAS - Formatado como um projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D), sob regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Copel+ conta com a parceria da PUCPR e do Sistema Fiep, que cederão os laboratórios e profissionais necessários para implementar a metodologia de educação empreendedora junto aos estudantes selecionados.

“Como diz-se no mundo das startups, vamos ‘co-criar’ as melhores iniciativas para os desafios do setor elétrico e inovar juntos nesse mercado promissor, provendo formação a estudantes que desejam empreender, com estrutura para prototipar ideias e acelerar as startups com melhor potencial de mercado”, completa Guetter.

ELIMINATÓRIAS - Para participar do Copel+, não é preciso ter uma ideia, nem um time. Eles poderão ser montados ao longo do programa, que é dividido em três fases eliminatórias.

Assim que se inscreve, o estudante ganha acesso à plataforma digital do programa, onde percorrerá um caminho de aprendizado de métodos e técnicas para gerar ideias e desenvolver conceitos, validar propostas e transformar produtos em inovações. O objetivo é estruturar uma startup completa com a ajuda da plataforma.

Ao final de cada etapa, a Copel selecionará startups que possam se beneficiar de projetos de pesquisa nos moldes do programa P&D da Aneel. Para as startups finalistas será apresentada a forma de acesso a um fundo de pesquisa e desenvolvimento, no valor total de R$ 10 milhões. A Copel ensinará a startup a montar um projeto de pesquisa e auxiliará na busca por institutos de ciência e tecnologia interessados em ser parceiros tecnológicos.

As inscrições vão até 31 de março de 2019, e podem ser feitas pelo site www.copelmais.com.

APRENDIZADO - O Copel+ surgiu do projeto de P&D “Aprendizagem Organizacional em Ecossistemas de Inovação Aberta”, formatado pela Copel em parceria com a PUCPR e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-PR), vinculado ao Sistema Fiep.

Por isso, ao longo do processo de desenvolvimento do Copel+, uma série de iniciativas têm tomado corpo. Oficinas de cocriação, baseadas na metodologia de design thinking, estão sendo aplicadas pelos pesquisadores envolvidos no programa junto ao público interno. Com isso, a ideia de fomentar a cultura de startups vem se espalhando pela Companhia e os resultados já podem ser vistos na forma como muitas equipes conduzem seus trabalhos.

“Se para os estudantes o programa significa aprender e empreender, para a Copel é uma mudança na cultura empresarial, já que a inovação aberta traz a possibilidade de intercâmbio de conhecimento, desenvolvimento de novas habilidades de trabalho e mudança de mentalidade em relação ao mercado”, explica Marcos Henrique Camillo, coordenador do Programa Copel+.