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Dia das Mães: mulheres apresentam suas visões do que é a maternidade

O DC convidou mulheres de diferentes faixas etárias para falarem sobre sua experiência com a maternidade. Confira os relatos!

Comemorado no segundo domingo de maio, no Brasil o Dia das Mães teve origem oficial com um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas, em 1932. A data varia de acordo com os países. Em Portugal, por exemplo, o dia da celebração é no primeiro domingo de maio. Em alguns locais a comemoração tem data fixa, como é o caso da Bélgica e Costa Rica, por exemplo, que festejam no dia 15 de agosto, ou da Grécia, que celebra no dia 7 de abril.

Falando em Grécia, os primeiros registros de comemoração vêm da mitologia grega. A entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. Os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de homenagens à deusa. A comemoração do Dia das Mães tomou um caráter cristão nos primórdios do cristianismo, em homenagem a Virgem Maria, mãe de Jesus.

Independente da origem, data ou país de celebração, o sentimento de tornar-se mãe e exercer a maternidade é único e só pode ser explicado por quem o vivencia. Por isso, o Diário dos Campos convidou várias mulheres, de diferentes faixas etárias, para falarem sobre sua visão da maternidade, mostrando diversas perspectivas e experiências. Acompanhe!

  

Laís Schnepper Lacerda - A maternidade para mim foi a experiência mais reveladora que já enfrentei. Não apenas por ter conhecido minha filha, mas por ter ressignificado tudo aquilo que eu conhecia. Novos valores. O amor tomou nova dimensão. Os problemas de antes, agora já nem existem perto do que realmente é um problema. A felicidade agora é muito mais real, já que aprendi a valorizar tudo o que importa de verdade. Todos os dias tenho a chance de ver no olhar da minha filha quem eu sou e isso é razão suficiente para não sofrer com aquilo que vejo no espelho, no corpo após o parto. A origem da vida (e saber que toda vida começou da mesma forma), me sensibiliza. Todos os humanos no mundo, sejam bons ou maus, atravessaram o desenvolvimento tão intenso que vejo todos os dias na minha filha: aprender a sentar, comer sozinha, andar, falar. Foi preciso muita dor para que cada dentinho nascesse. Isso me faz pensar que não importa o que eu ache, toda vida vale a pena. Graças à maternidade eu tive foco para alcançar o equilíbrio que me faltou a vida inteira. O melhor de tudo é que essas transformações dizem respeito apenas a mim, o que já é maravilhoso. De brinde, eu ainda conheci uma pessoa nova que me faz muito feliz. Tem mãozinhas pequenininhas, mas que com um carinho, afaga minha alma inteira. Um beijinho macio capaz de aquecer meu coração. A voz tão doce, que eu escuto até quando não está por perto. É nela que eu descanso meu olhar e encontro conforto. Mesmo nas dificuldades, todos os dias é ela quem me possibilita ser uma pessoa melhor: mais paciente, mais criativa, menos apegada, mais consciente. A maternidade foi a experiência que me devolveu a mim mesma.

 

Méris Nelita Fauth Bertin - Desde o nascimento do Pedro (33) e da Paula (30) eu tive a certeza que durante toda a minha vida, se eles estivessem bem, eu também estaria. Ser mãe não tem receita pronta, vamos nos constituindo neste papel junto com os filhos (as). Porém, de acordo com a minha experiência, vejo esse papel como uma mistura de amor imensurável, presença, apoio, sensibilidade e cuidado. Nunca senti o meu ninho vazio. Apesar do Pedro, da Paula e eu morarmos em casas separadas nos vemos quase que diariamente, torcemos uns pelos outros e gostamos de estar juntinhos. (Foto: Nicolas Pedrozo Salazar)

 

Lorena Damo Comel – Ser mãe foi a descoberta de um novo mundo para mim. Um mundo repleto de desafios. Como será a gestação? Como vou amamentar? Como se faz um bebê dormir? Como criar uma "pessoinha saudável" de corpo e alma? Como protegê-los sem sufocar? Como ensiná-los a amar e serem gentis? Entre tantas outras perguntas que ainda permeiam minha vida. E no começo de tudo, nasceram duas crianças, cada uma no seu tempo, junto com um amor que não sou capaz de descrever. É coisa de Deus mesmo! (Foto: Frederico Demario)

 

Sandra Caetano do Carmo – O sonho de toda mulher é um dia ser mãe! É maravilhoso viver essa experiência, esperar por nove meses e depois trazer ao mundo. Não tem realização melhor que ser mãe de dois. Um filho é diferente do outro e é muito gratificante ver o desenvolvimento de cada um. Ser mãe é aprender com eles dia após dia, mesmo com paciência, carinho, dedicação e muito amor.

 

Cíntia Capri – A maternidade sempre foi algo natural pra mim. Nunca me imaginei não ser mãe. Desde menina. Mas também nunca foi um sonho romântico. Claro que na adolescência eu pensava nos nomes que daria para os filhos que eu teria, mas me tornei mãe só aos 29 anos, com uma carreira profissional consolidada. Digo que ser mãe sempre foi natural porque quando isso se tornou realidade, não deixei de fazer as coisas que fazia antes da maternidade. Trabalho, vida social etc. Obviamente as coisas mudam. Quando os bebês são muito pequenos exigem muito mais tempo e dedicação. Tentei sempre incluí-los na minha rotina que não é nada tranquila. Quando tive a Luísa, saí de um dos meus empregos. Quando tive o João, adaptei meus horários. Mas levava e levo os dois pra todo lado na medida do possível. Eu penso que os filhos devem se adaptar à vida dos pais e não o contrário. Tem dado certo. Eles curtem bastante e estão se moldando ao meu exemplo. Os filhos são uma parte do corpo - e da alma - da gente que, em um determinado momento saem da nossa barriga, ou coração, e começam a ter a própria individualidade. E essa transição é linda.

 

Elba Lozza de Moraes – Uma das maiores descrições da origem da capacidade de amar, se dá no encontro do bebê com sua mãe e no amor que brota na interação. Ao ver o lindo e comum exterior da mãe, o bebê é bombardeado por mensagens com intensa carga emocional que servirão de base para toda sua vida! Ou seja, ser mãe é deixar os filhos descobrirem em si, a capacidade de amar e crescer neste amor! Ser mãe é estreitar laços e descobrir sentimentos maravilhosos que dão continuidade aos sabores da vida e alimentam o coração! Ser mãe é a maior benção que uma mulher pode receber de Deus!!!

 

Dionesine Navarro – Um hospital e um recém-nascido lutando pela vida. Uma jovem mãe, a estudar e acarinhar a mãozinha de seu filho, para que o soro não escape. Minha filha! Entre seus sonhos e a esperança de ter seu filho, nos seus braços. Noites sem dormir, comida esfriando no prato, festa que deixou de ir. Tudo sem importância diante do seu cheirinho embriagando os sentidos, bracinhos abertos correndo em sua direção, a florzinha arrancada do jardim dizendo que é a mãe mais linda do mundo.  Assim são as mães. Redemoinho de vivências! Sacrifícios que ficam nos calabouços do esquecimento. Alegrias tão intensamente vividas que se pudessem paravam os ponteiros do tempo, para que o instante mágico desse aconchego a dois se eternize. Ser mãe é viver de paradoxos. Um, ser ninho, para que o filho esteja sempre protegido. Outro, a vontade de soltar suas mãos para que ele alce seus voos mais ousados. Assim serão sempre as mães! Um olhar nas estrelas e um abraço a retê-los para que eles sejam sempre...FILHOS!

 

Nathaly Pedrozo Salazar – Maternidade é de fato algo transformador, toda a minha experiência me fez enxergar a vida de outra maneira, isso me levou a buscar um novo caminho e neste dia das mães, além do desejo de comemorar esta data especial, gostaria que este dia servisse também como um dia de conscientização, pois a sociedade ainda insiste em passar a imagem romantizada da maternidade, aquela que só vemos nas propagandas de margarina (rs), mas a realidade é outra e eu quero falar da maternidade real! Esta visão romantizada da maternidade faz com que muitas mães omitam seus sentimentos e sofram sozinhas, como se, pelo simples fato de sermos mães devêssemos suportar tudo caladas e com sorriso no rosto, mas nós não devemos. Nós merecemos cuidados, amor, carinho, atenção, compreensão, empatia e temos o direito de demonstrar nossas frustrações sem sermos julgadas. Li a seguinte frase: “Cuide de você da mesma forma que cuida das pessoas que você mais ama”, e acredito que devemos colocar isso em prática, permita-se cuidar de si, isso não é ser egoísta! Se você é mãe de primeira viagem, te digo que, escolher a decoração do quarto, comprar enxoval, roupinhas e etc é uma delícia, mas já pensou em estudar e se preparar para o parto, aleitamento, puerpério e todos os direitos que lhe cabe? Faça isso, estude e empodere-se! E por fim, lembre-se sempre, você é capaz, acredite em você e não permita que ninguém te coloque para baixo ou em dúvida da sua capacidade ou do seu amor pelos seus filhos, confie no seu instinto, você é uma ótima mãe e sempre faz o seu melhor! Feliz dia das Mães! (Foto: Nicolas Pedrozo Salazar)

 

Caroline Bosi Beatriz – Ser mãe, ainda mais de gêmeos, é ter a certeza de estar gerando dois seres mesmo antes de fazer a ecografia. É ler muito e praticamente virar uma especialista em cuidados e amamentação gemelar. É receber os maiores presentes da sua vida 6 dias antes do seu aniversário e 10 dias antes do Natal. É ter a sua vida virada de cabeça para baixo, sua casa sempre bagunçada com brinquedos, livros e desenhos pela sala, e mesmo assim achar o máximo (com uns surtinhos de vez em quando). Ser mãe de gêmeos cansa? É lógico que cansa! É preciso desde cedo estabelecer rotina e horários já que tudo é em dobro: mamadeira, troca de fraldas, banho... e depois levar para a escola, dar janta, fazer atividades, brincar, ler historinhas, colocar na cama e ainda sobrar tempo para você mesma e para se redescobrir como mulher. Ter gêmeos é viver a maternidade de uma forma muito intensa e com uma responsabilidade muito grande: cada criança é única e é preciso respeitar isso na hora de brincar, elogiar e até de dar bronca. Mas com certeza, a maior recompensa, é ter abraços, beijos, carinho e cuidados sempre em dose dupla. Cada um, do seu jeitinho especial.

 

Andreia Tokutake – A maternidade pra mim é o amor materializado, é ter o coração batendo fora do meu corpo. É um dom divino, uma dádiva! (Foto: Tatyane Mendes)

 

Keila Carneiro – Aos 18 anos deixei de comprar maquiagem para comprar fraldas, esqueci o horário dos filmes e novelas para controlar o das mamadeiras, tive que crescer mesmo sem ter pensado na possibilidade. Não planejei, não contava com a chegada do meu príncipe, mas mesmo assim foi o melhor presente que a vida poderia ter me dado. Abri mão de muitas coisas e tive que ir trabalhar, precisei muito da minha mãe, e pela primeira vez entendi suas dores e amores. Ser mãe é viver em constante dualidade, queremos que cresça para ser independente e no momento seguinte queremos congelar o tempo para que nunca nos deixem. Ser mãe tão jovem me fez amadurecer e buscar ser melhor, eu tinha que lutar não por vontade própria, mas para garantir o futuro daquele pedacinho de gente que dependia do meu esforço e coragem, era o meu alento saber que alguém me esperava chegar. Bom mesmo seria ter um manual, as vezes quero ser liberal e incentivar que cada um viva a vida com seus próprios conceitos, outras quero ensinar tudo e mostrar que o caminho certo é aquele que eu estou mostrando. Já pensei tantas vezes em pegar a mala e ir para bem longe e dois segundos depois choro com a consciência pesada por pensar assim, o primeiro filho é o do choro sem medida e do enxoval gigante, o segundo já usa o que tem dos irmãos e primos, e no meu caso que tenho três a última só compra quando vai usar no dia seguinte... Exageros à parte, ser mãe é a melhor parte de mim, longe da perfeição e as vezes próxima a loucura tento mediar entre os extremos, mas a melhor coisa do mundo é ter a minha mãe para correr para o seus braços toda vez que não sei o que fazer, quando não sei como ser mãe recorro a ela, que sempre foi e sempre será meu porto seguro. É assim que quero que os meus filhos me vejam, aquela que apesar de tudo sempre será onde eles vão ter a única coisa que independe de tudo: AMOR. (Foto: Wesley Oliveira)

 

Fotos: Arquivo pessoal das mães