Polícia

DNA deve comprovar identidade de bebê sepultada

Segundo o delegado, a exumação do corpo da bebê indica que a falha foi mesmo de comunicação, não de troca de bebês, já que o cadáver exumado na última sexta-feira estava com a pulseira de identificação
(Foto: Arquivo DC)

O delegado da Polícia Civil Maurício Souza da Luz, acompanhou na sexta-feira (24) os procedimentos de exumação do corpo da bebê sepultada dia 17 no cemitério Vicentino, de Ponta Grossa, em circunstâncias que exigiram abertura de inquérito policial.

Conforme divulgado pelo DC a partir dos relatos policiais, uma bebê que faleceu em hospital da cidade teria sido sepultada sem a presença da família. Uma aparente falha de comunicação teria levado a mãe da criança a retirar do necrotério o corpo de outro bebê. O erro foi percebido no trajeto até o cemitério, o que atrasou a presença da família no procedimento de sepultamento da criança, e causou transtornos e dúvidas quanto ao que de fato ocorreu naquele dia.

Segundo o delegado, a exumação do corpo da bebê indica que a falha foi mesmo de comunicação, não de troca de bebês, já que o cadáver retirada na última sexta-feira estava com a pulseira de identificação que correspondia à menina filha da mulher que, por pouco, não acabou sepultando outra criança como se fosse a sua.

Apesar disso,Souza da Luz explica que foi feita a retirada de amostras do corpo para confronto de DNA, como forma de garantir que o corpo é mesmo da menina, cujo destino ainda era incerto. Isso porque, como apenas o coveiro fez o sepultamento, havia a especulação, principalmente nas redes sociais, de que o corpo não tivesse sido enterrado, ou mesmo que a criança não tivesse morrido.

O inquérito ainda incluirá novos depoimentos, como dos familiares da outra criança morta, que era moradora de outro município da região. O objetivo é identificar e responsabilizar os envolvidos, que no caso também podem ser o hospital e o serviço funerário. “Acredito que na próxima semana já devemos concluir o inquérito e poderemos dizer exatamente o que aconteceu”, diz o delegado.

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O DC opta por não exibir nomes, rostos ou detalhes que identifiquem os personagens envolvidos em matérias de crimes, por entender que qualquer exposição pode prejudicar as vítimas e/ou seus familiares, bem como para evitar a exibição de rostos e nomes de suspeitos que posteriormente venham a ser declarados inocentes pela Justiça.