Especial

Educação de qualidade

João Carlos Gomes*

Ponta Grossa comemora 188 anos de emancipação política, trilhados na dedicação de sua gente ao trabalho, com o firme de propósito de transformar sua realidade social e econômica. O município se insere hoje entre os grandes centros do país, polo de desenvolvimento regional, baseado na agropecuária altamente tecnificada, na indústria de transformação e de base tecnológica, na profissionalização do setor de serviços, na exploração sustentada da atividade turística e, principalmente, no investimento em educação.

Investimento em educação, em qualificação e formação de cidadãos. Certamente, hoje, este é o grande atrativo de Ponta Grossa, somado às potencialidades econômicas, às condições de infraestrutura e à localização geográfica. Representantes de grandes empresas que anunciaram investimentos em Ponta Grossa nos últimos anos buscaram informações sobre os índices educacionais do município e passaram pela UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), e pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

A cidade se transformou em polo de ensino técnico e universitário, com foco na qualificação e capacitação para atender às exigências do mercado, sem se distanciar da formação acadêmica e cidadã. Este processo se inicia pela educação básica, cujos investimentos por parte do município se traduzem no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, criado pelo governo federal para avaliar a educação no país. Em 2009, Ponta Grossa alcançou a média de 5,4, superior à média nacional, de 4,6%.  Ao menos dez escolas da rede municipal tiveram médias acima de 6, meta projetada para o país em 2022.

O investimento na educação básica, sólida e de qualidade, resulta na formação de cidadãos conscientes, preparados para buscar a formação profissional que atenda a seus projetos de vida. Neste campo, não se pode se esquecer do maior legado do prefeito Pedro Wosgrau Filho, em seu primeiro mandato (1989-1992), ao trazer para a cidade uma unidade do antigo Cefet (Centro Federal de Ensino Tecnológico), hoje transformado em Universidade Federal Tecnológica. Uma conquista sem precedentes, que trouxe novas perspectivas de vida a milhares de jovens de Ponta Grossa e região.

Nessa escala progressiva, chega-se à UEPG, cuja história se inicia em 1969, quando o governador Paulo Pimentel assinou decreto criando as universidades estaduais de Ponta Grossa, Londrina e Maringá. Um ato de dimensão visionária, de relevante importância no desenvolvimento do interior do Estado do Paraná. A UEPG hoje se coloca entre as 50 melhores universidades do país, com projeção internacional, num universo de mais de duas mil instituições públicas e privadas. Resultado este de gestões responsáveis e de políticas de incentivo à capacitação docente, impulso à pesquisa e integração com a sociedade.

Ponta Grossa vai além do senso comum, que coloca a educação como solução para todas as mazelas sociais do país. Ponta Grossa investe em qualidade na educação.

* O autor é reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)