Economia

Empreendedoras se unem para fomentar negócios em PG

Roda do dinheiro é uma estratégia para manter a economia local aquecida. Acipg Mulher quer troca de conhecimentos
Georgia (centro) e integrantes da Acipg Mulher divulgam a roda do dinheiro (Foto: José Aldinam)

Com a visão de que é preciso fomentar os negócios em Ponta Grossa um grupo de empreendedoras se uniu e fundou, em maio último, a Acipg Mulher. De lá para cá, os encontros e eventos não pararam e tudo ocorre com base no planejamento estratégico, elaborada por elas mesmas.

Dividindo da mesma opinião, as empreendedoras defendem que o dinheiro originado no município circule na própria cidade, fazendo assim as empresas crescerem e os setores econômicos (indústria, comércio e serviços) se desenvolverem ainda mais.

A diretora da Acipg Mulher, Georgia Bin Bochenek, conta que o grupo se reúne quinzenalmente para traçar planos, no entanto os eventos como as rodadas e palestras são constantes e visam à melhor forma de se comunicar e fazer negócios.

Giorgia explica que o próximo encontro, por exemplo, marcado para a semana que vem (14 de agosto), será um bate-papo com o setor empresarial e o tema não poderia ser outro: As voltas que o dinheiro dá. “É a roda do dinheiro”, diz ao comentar que o propósito é criar uma consciência nas pessoas sobre a importância de gastar o dinheiro na cidade. “As pessoas moram aqui, trabalham aqui, devem consumir aqui”, defende.  

Para tratar desse assunto, a Acipg Mulher contará com a participação do Sebrae, que trará ao município o economista com formação na área de marketing territorial, Paulo Dias Fernandes, de Curitiba.

Conforme Giorgia, poderão participar deste encontro os associados da Acipg, já que a Acipg Mulher é um braço da entidade. O evento será as 7h45, na própria entidade.

Por outro lado, ela explica que podem se inscrever na Acipg Mulher todas as mulheres empreendedoras, de microempreendedoras individuais (MEIs) a micro, pequenas e grandes empresárias, de todos os ramos de negócios. Profissionais liberais também são bem-vindas ao grupo, que hoje conta com 22 participantes.

A Acipg Mulher nasceu do Conselho Empresarial das Mulheres Executivas (Ceme), que teve a estrutura interna e o estatuo alterados em maio deste ano. Neste período, o grupo realizou várias atividades e prevê outras até dezembro, como caminhada e corrida em comemoração ao Outubro Rosa, além é claro de novas rodadas de negociação.

Giorgia lembra que as rodadas são uma oportunidade das empreendedoras se conhecerem, fazerem negócios entre elas e trocarem experiências, o que também é essencial para o crescimento empresarial. “Temos uma agenda enorme para ser cumprida e não necessariamente nas reuniões quinzenais”, destaca.

Projetos são apoiados por parceiros

Diretora da Acipg Mulher, Georgia Bin Bochenek, explica que a Acipg Mulher conta com apoio de parceiros como a Câmara da Mulher e do Sebrae, que agora disponibilizará a palestra As voltas que o dinheiro dá . “O Sebrae tem a metodologia empreender que estamos aplicando no Acipg Mulher e conhecimento para capacitação”, comenta. “Estamos planejando trazer conhecimento para o grupo”, frisa.

A diretora observa que Ponta Grossa tem “excelentes pessoas que podem transmitir conhecimento, fomentar negócios, trocar experiências, divulgar o comércio e trazer melhorias para a cidade”.

O bate-papo As voltas que o dinheiro dá, no próximo dia 14, terá como moderadora a consultora do Sebrae/PR, Mariana Souza, e a presença do economista com formação na área de marketing territorial, Paulo Dias Fernandes, de Curitiba, que fará a explanação.

Segundo Mariana, a ideia é orientar justamente os comerciantes a fazerem o dinheiro girar na própria cidade, uma vez que eles mesmos podem comprar de fornecedores locais.

Mariana apresentará um vídeo com a metodologia do Sebrae. “É preciso a união dos semelhantes para que todos cresçam”, explica a consultora. Ela conta que após a apresentação do vídeo os empresários “ficam impressionados e conseguem trazer para a realidade local. Eles conseguem mensurar isto na prática e ver que muitos saem de Ponta Grossa para comprar em Curitiba; sentem uma dor incômoda porque pensam que enquanto comerciantes buscam fornecedor de fora porque tem preço competitivo, mas não tentam negociar aqui”, diz Mariana.