Política

Estudo da CNM mostra cidades que possuem mais eleitores que habitantes

Presidente da CNM, Glademir Aroldi, faz análise sobre resultados dos estudos (Foto: Divulgação )

Com a proximidade das eleições, estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre o eleitoral de 2018 indica contabiliza 146,1 milhões de pessoas aptas a votar nas 5.568 cidades brasileiras. Ao analisar as estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a entidade também traz à tona uma antiga questão: o número de cidades que possuem mais eleitores que habitantes. Também mostra as regiões com mais de eleitores no país.
Entre os 231 Municípios com mais eleitores que habitantes, 75 são de Minas Gerais, Estado com mais cidades nessa situação; seguida de São Paulo e Santa Catarina com 29 e 20 Municípios, respectivamente. No entanto, a maior disparidade ocorre em Canaã dos Carajás (PA), que tem 3.857 eleitores a mais que habitantes. O segundo é Cumaru (PE), com diferença de 3.396. No Rio Grande do Norte, o Severiano Melo possui 3.150 habitantes e registra 6.149 eleitores.
“O que este estudo demonstra é que, em 231 cidades do Brasil, o número de eleitores é maior do que a população. Se por um lado isso pode ser explicado pela mobilidade das pessoas que mudam o domicílio eleitoral para suas cidades de origem ou para cidades litorâneas, podemos também alertar para uma reclamação constante dos gestores municipais – a de que as suas respectivas populações estão subestimadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística”, destaca o presidente da CNM, Glademir Aroldi.
A explicação do TSE para as discrepâncias consiste na distinção entre domicílio eleitoral e domicílio civil. De acordo com a revista Estudos Eleitorais de 2015, elaborada pelo TSE, enquanto o chamado domicílio civil é mais restrito por limitar-se à residência na qual se anseia permanência definitiva, o domicílio eleitoral é aplicado de forma mais flexível, abarcando a localidade na qual o eleitor comprova residência acrescida de envolvimentos afetivos, familiares e sociais.
Dessa forma, é possível o cidadão morar em uma cidade e votar em outra, sem que isso se configure fraude. Consequentemente, nos municípios com maior atividade econômica ou produtiva, é normal que haja um incremento no quantitativo de eleitores, de forma a superar a população residente.

Crescimento
De acordo com o estudo, houve um crescimento de 1,4% no número de eleitores em relação a 2016, ano em que ocorreu as últimas eleições municipais. Comparado com a estimativa populacional mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indica 207,7 milhões de habitantes em 2017, os eleitores representam 70,37% da população brasileira.
Veja o estudo completo aqui:  cnm.org.br/biblioteca/exibe/3480