Política

Fórum de Indicadores reúne gestores da AMCG

(Foto: Divulgação)

A Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e o Sebrae realizaram na tarde desta terça-feira um Fórum de Indicadores para os gestores que atuam nos Comitês Territoriais dos Campos Gerais e do Vale do Tibagi. Estiveram presentes representes de dez municípios. “A intenção é mostrar os indicadores que já temos construídos pela Universidade em prol dos nossos municípios”, explicou a diretora da AMCG, Katiane Pires, lembrando que a ideia vem ao encontro do objetivo da AMCG, o desenvolvimento regional.  Consultor do Sebrae, Marlon Farias explicou um pouco sobre a atuação dos comitês territoriais, que estão sendo desenvolvidos desde 2018 na região. “A proposta é o impulsionamento regional por meio da Tríplice Hélice, que é constituída pelo setor público, privado e academia”, conta.
Com os Indicadores disponibilizados pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (Nerepp), do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), as entidades pretendem estimular o impulsionamento dos Campos Gerais, primeiramente por meio de Comitês Municipais de Desenvolvimento. Para isso, o diretor do trabalho e emprego de Palmeira, Luiz Alfredo Sluarz explanou sobre o que está sendo feito em seu município. “Estamos iniciando os trabalhos do Comitê Local de Desenvolvimento”, disse, destacando que as primeiras ações já estão surtindo resultados, com o atendimento da população. “Estamos disponibilizando informações para os empresários e treinamento de mão de obra local”, destaca.
Para a professora e economista do Nerepp, Augusta Pelinski Raiher, a ideia é que os dados disponibilizados pela UEPG ajudem nas ações futuras dos Comitês, tanto locais como territoriais. “Queremos que os recursos sejam alocados aonde realmente haja necessidade. Os indicadores podem servir como base para a construção de políticas públicas”, destaca.
Durante o Fórum de Indicadores, a economista apresentou aos gestores alguns boletins produzidos pelo setor que podem ‘pautar’ suas ações. Como o do Produto Interno Bruto (PIB), Índice Firjan de Desenvolvimento, Indústria, Segurança Pública, Dinâmica do Emprego, Gestão Fiscal dos Municípios e Comércio Internacional (https://www2.uepg.br/nerepp/boletim/#page-content). “Este último pode ser a chave do desenvolvimento dos municípios se bem utilizado”, apontou. 
Conforme a professora, os dados de exportação mostram a competitividade e o encadeamento de empresas de determinado município, enquanto que a importação demonstra a demanda que o local tem e o que pode buscar para gerar novas riquezas. “O planejador público deve conhecer a sua realidade. Entender o que está acontecendo em seu município e buscar soluções”, avalia.
Integrante do Comitê Territorial dos Campos Gerais, o administrador e professor da UEPG, Ângelo Legat falou sobre a importância da atuação regional. “Os atores do comitê são convergentes. Todos estão buscando por um objetivo em comum, sem competitividade”, finaliza.
O prefeito de Ventania, Helly Santiago foi um dos participantes. “É muito importante que nós gestores tenhamos acesso facilitado a essas informações. Elas podem ser amplamente utilizadas nas ações das Prefeituras”, disse.