Economia

Fórum Empresarial discute matriz energética no Paraná

Evento será realizado nesta sexta-feira (4) junto ao lançamento do Anuário Terra de Riquezas

A transformação do consumo de energia, a importância do gás encanado para o desenvolvimento dos municípios e os investimentos que vêm sendo feitos nessas áreas em todo o estado. Esses são os temas centrais que serão discutidos na edição especial do Fórum Empresarial que acontece nesta sexta-feira (4), junto ao lançamento do Anuário Terra de Riquezas. Para debater a matriz energética do Paraná foram convidados o presidente da Copel, Daniel Slaviero, e o presidente da Compagas, Rafael Lamastra Jr.

O evento é uma realização do Diário dos Campos, e para entender o que deve ser discutido, quais são as tendências de consumo de ambos os sistemas e o que esperar de cada um deles, a reportagem do DC conversou com os dirigentes de ambas as companhias distribuidoras.

Copel

Em 2019 a Copel está investindo R$ 836 milhões no seu negócio de distribuição no Paraná. As previsões para os próximos anos são de R$ 965 milhões e R$ 810 milhões em 2020 e 2021, respectivamente. Apenas para a região Centro-Sul, na qual os municípios dos Campos Gerais estão localizados, são R$ 118 milhões neste ano voltados a obras de subestações e linhas, além de média tensão e investimentos nas redes rurais – as projeções apontam R$ 99 milhões para 2020, incluindo duas estações em Castro (uma delas no Socavão), e R$ 84 milhões em 2021, quando devem ser feitas pelo menos uma subestação e duas linhas de alta tensão em Ponta Grossa, todas no Vendrami.

“A Copel está em um processo de transição que passa por dois grandes eixos: o foco no investimento da companhia no Paraná, para que possamos ser um instrumento de contribuição para o desenvolvimento do estado levando energia de maneira segura e estável, e a transformação do consumo de energia, que está vivendo uma evolução; nos próximos 10 anos o setor deve mudar mais do que nos últimos 65 anos”, explica o presidente Daniel Slaviero.

O gestor destaca a empresa tem investido também em pesquisa e desenvolvimento de eficiência energética para poder entregar ao consumidor o serviço que ele preferir. “Hoje formas alternativas de energia como a solar e a eólica, por exemplo, têm se popularizado, e o consumo só tende a crescer com a disseminação também de produtos eletrônicos e carros elétricos, por exemplo”, afirma Slaviero.

Para o presidente da Copel, a região dos Campos Gerais é estratégica. “Em um polo industrial como esse visamos dar reforço nas estruturas, renovar ativos antigos e ampliar a capacidade para contribuir com que mais empresas possam se instalar”, frisa ele.

“Ponta Grossa tem um papel estratégico por ser o eixo central de desenvolvimento industrial do estado”, avalia o presidente da Copel

 

Compagas

Atualmente a Compagas atende os segmentos residencial, comercial, industrial e veicular e conta com um total de 829 km de rede em 17 municípios do Estado. De acordo com o Plano de Negócios da Companhia, o objetivo é encerrar 2019 com um aumento de 15% no volume comercializado e de um acréscimo de 8% no número de clientes em relação aos resultados de 2018. Nos últimos cinco anos, os investimentos da Compagas para os Campos Gerais somam mais de R$ 100 milhões, direcionados para a ampliação da rede e a captação de clientes; entre 2014 e 2017, por exemplo, o Distrito Industrial de PG foi ligado a Castro através de 70 km de rede.

“O gás é um insumo altamente competitivo e de grande atratividade, principalmente para as indústrias, por seus inúmeros benefícios, como a alta eficiência energética, o fornecimento contínuo, a menor emissão de poluentes na atmosfera - ou seja, é um combustível mais limpo, além de mais seguro que seus principais concorrentes”, avalia o presidente Rafael Lamastra.

Segundo ele, o Plano de Negócios da Compagas prevê a saturação da rede de distribuição de gás. “Isso significa captar o maior número de clientes possível nos locais onde já existem dutos instalados. Assim, a região dos Campos Gerais, em especial Ponta Grossa, está contemplada nos planos de saturação da Companhia, com a ligação de novos clientes nos segmentos atendidos – residencial, comercial e industrial”, destaca o gestor.

“A expectativa é de crescimento do uso do gás natural e a participação deste combustível na matriz energética”, diz o presidente da Compagas