Economia

Gasolina em PG sobe 12% nos últimos seis meses

Preço mínimo teve crescimento de 22,75% e máximo 9,34%, o que resulta em uma elevação de 6,86% em 2017

O preço da gasolina em Ponta Grossa aumentou em relação aos últimos seis meses. De julho a dezembro de 2017, o valor médio elevou 12,80%, teve um salto de R$ 3,59 para R$ 4,12, sendo que o preço mínimo do mesmo combustível subiu 22,75% (R$3,09 para R$4,00) e o máximo 9,34% (R$3,98 para R$4,39). Esse fato resulta em uma elevação de 6,86% ao longo do ano de 2017, em que passou de R$3,84 de janeiro para R$4,12 em dezembro de 2017. Em relação ao primeiro semestre de 2017, o preço médio da gasolina sofreu uma variação de negativa de -7,32%, de R$3,84 para R$ 3,57. O preço mínimo caiu mais ainda, -20,71% (de R$3,73 para R$3,57), sendo que o preço máximo caiu -5,28%, de R$3,99 para R$3,79.

Em janeiro de 2018 o preço médio da gasolina já chegou a R$4,195, ou seja, 0,07 centavos a mais que dezembro de 2017 (de R$4,12 para R$4,19), com o preço variando de R$4,03 a R$4,39. Ao se comparar janeiro de 2018 com janeiro de 2017, o preço médio cresceu 8,44% (elevação de R$ 3,71 para R$ 4,19). Com o preço mínimo variando 7,44% (R$ 3,48 para R$4,03) e o máximo 9,11% (R$3,89 para R$4,39).  Já no último ano, período de fevereiro de 2017 a janeiro de 2018, a variação do preço médio da gasolina chega a 11,44%, com variação mínima foi de 13,65% e a máxima foi de 11,39%. Os dados são de acordo com Agência Nacional de Petróleo (ANP). 

O consumidor Euller Lima conta que depende muito do carro, já que trabalha em lugares distantes e com diferença de horário curto, além de ter que carregar uma quantia grande de material de trabalho, o que acaba reduzindo as possibilidades de encontrar outro meio de transporte. “O ruim é que o barato está saindo caro, porque além das manutenções e impostos que tenho que pagar do carro, agora a gasolina está numa crescente que faz com que eu tenha um grande prejuízo no orçamento, não consigo encher nem meio tanque”, detalha. Lima fala que gasta em torno de R$ 350 por mês, sem nem completar a metade do tanque, ou seja, acaba por colocar R$ 20 a cada dois dias. “Acredito que se continuar assim a dificuldade de andar de carro vai aumentar ainda mais”, diz.

“A estimativa é que só aumente, de pouquinho a pouquinho, mas aumente, pois agora a Petrobrás acompanha o mercado internacional”, explica o empresário Hélio Sacchi sobre as oscilações dos preços nos combustíveis. Ele explica que os valores estão atrelados ao preço do barril de petróleo e do dólar. Ou seja, a escalada do preço está relacionada à nova política de ajustes da Petrobrás, em vigor desde julho de 2017, mesmo período que a estatal anunciou que essas variações ocorreriam mais vezes e assim os preços foram reajustados 133 vezes. A razão é para dar agilidade aos reajustes e acompanhar a volatilidade da taxa de câmbio e da cotação de petróleo. O barril ficou 28% mais caro.

Preço oscila e preocupa consumidores