Saúde

Hospital Universitário recebe equipamentos para novos leitos de UTI

(Foto: Divulgação)

Nesta quarta (25), o Hospital Universitário da UEPG recebeu da 3ª Regional de Saúde dez conjuntos de equipamentos para leitos de tratamento intensivo (UTI). Os monitores multiparamétricos e os respiradores pulmonares artificiais, adquiridos pela Secretaria Estadual de Saúde, têm um valor aproximado de R$650 mil.

Como conta o professor Everson Krum, vice-reitor da UEPG, os equipamentos foram encaminhados a pedido do Secretário de Saúde, Beto Preto, como parte de uma ação de planejamento para o combate ao coronavírus. “Estamos satisfeitos com o recebimento destes equipamentos. A dedicação de nossas equipes, os treinamentos realizados, os EPIs do hospital e os recebidos como doação fazem com que tenhamos boa expectativa. Estamos preparados para atender bem e com qualidade os pacientes suspeitos e confirmados com corona”, estima.

“Os novos equipamentos são um compromisso do secretário Beto Preto e sua equipe com o HU da UEPG. Fizeram parte desse processo os deputados estaduais que representam nossa cidade, Mabel Canto e Plauto Miró Guimarães, que são históricos defensores do nosso HU. Também está mobilizado para a ampliação dos leitos de UTI o deputado federal Sandro Alex. Toda a classe política está unida em torno de fortalecer os atendimentos para o coronavírus”, conta o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto.

Ampliar os leitos de UTI é necessário para continuar atendendo à demanda constante da população, além dos novos casos de Covid19, como conta a diretora geral do HU, professora Luciane Cabral. “Já atendemos às urgências e emergências de toda a região e algumas doenças graves vão continuar a acometer os pacientes, que vão precisar de UTI. Desta forma, é fundamental ampliar o número de leitos para suprir esta nova necessidade”, afirma Luciane.

Somando estes equipamentos a outros já existentes no hospital, foi possível montar dez novos leitos para atendimento a pacientes críticos. Estes leitos estão em um andar isolado do hospital, destinado exclusivamente para o atendimento a casos de Covid19. Neste espaço, também estão disponíveis leitos clínicos, para atendimento a casos moderados. O acesso é restrito a profissionais do setor, mediante uso de vestimenta especial. “O andar foi inteiramente isolado, com regras rígidas de acesso de pessoas, suprimentos e alimentação e ainda paramentação exclusiva para uso em pacientes suspeitos ou confirmados com corona vírus”, explica a diretora do hospital.

“O Hospital Universitário Regional está entre as 10 Unidades Hospitalares que, nessa primeira etapa, serão referência no enfrentamento da Covid19 no Estado do Paraná. Tais equipamentos são vitais para o atendimento dos casos mais graves, que precisam de respiração artificial e monitoramento das condições do sistema cardiológico”, explica o diretor da 3ª Regional de Saúde, Robson Xavier. O plano de contingência da Secretaria de Saúde para enfrentamento da epidemia, segundo Xavier, prevê “ações de vigilância epidemiológica, de apoio técnico aos municípios na atenção aos casos mais leves, o apoio na gestão eficiente dos recursos e na parte assistencial com a atenção Hospitalar em sua Rede própria e na conveniada ao SUS, bem como o mapeamento de todos os recursos que podem ser utilizados, públicos ou privados, caso tenhamos um elevado número de casos”.

Estiveram presentes na entrega de equipamentos o vice-reitor da UEPG, Everson Krum; a Secretária de Saúde, Angela Pompeu; o Secretário Adjunto, Rodrigo Manjabosco; a diretora geral do HU, Luciane Cabral; e chefes de setores do hospital.

Cuidados básicos

O coronavírus causa uma doença respiratória semelhante à gripe (Covid19) e tem sintomas como tosse, febre e, em casos mais graves, pneumonia. Segundo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), é possível se proteger ao lavar as mãos com frequência e evitar tocar no rosto.

Os sintomas mais comuns da Covid19, segundo a OMS, são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores no corpo, congestão nasal, coriza, dores de garganta ou diarreia. Algumas pessoas podem se infectar mas não desenvolver sintomas, enquanto que uma em cada seis pessoas desenvolve sintomas mais graves e tem dificuldade para respirar. O grupo de risco é composto por idosos e pessoas com problemas de saúde como hipertensão, problemas cardíacos ou diabetes. É indicado pela OMS que pessoas com febre, tosse e dificuldade para respirar procurem atendimento médico.

O diretor da Regional de Saúde reforça que medidas simples podem ajudar a reduzir a transmissão do vírus e contágio das pessoas. “Estamos atentos ao movimento de número de casos e ações já estão previstas e estruturadas para cada situação. Contamos também com a população: siga as recomendações das autoridades sanitárias, em especial se mantendo, na medida do possível, em seus domicílios e seguindo as recomendações de lavar as mãos com aguá e sabão constantemente, usar álcool gel 70, manter os ambientes arejados e, ao tossir e espirrar, conter as gotículas com o antebraço”, orienta.