Economia

Indústrias dos Campos Gerais pedem que Copel cobre apenas a energia consumida

Por Walter Téle Menechino

]O Sindicato das Indústrais dos Campos Gerais emitiu uma nota nesta sexta-feira (1) reivindicando que a Companhia de Energia Elétrica (Copel) deixe de cobrar a energia contratada e passe a cobrar apenas a energia consumida.

Muitas indústrias negociam a compra de energia por uma determinada quantidade fixa, mas com as quedas nas vendas e na produção o consumo de energia tem ficado bem abaixo do que efetivamente pagam. 

Segundo a nota, "a Medida Provisória 950/2020 acolhe pequenos consumidores e assiste distribuidoras de energia e as cadeias de pagamentos por elas suportadas, mas onera em muito grandes consumidores, porque transfere novos custos por meio de encargos cobrados na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)"

Veja a nota na íntegra:

"Os Sindicatos das Indústrias dos Campos Gerais acompanham com expectativa as medidas
emergenciais para enfrentamento da crise causada pela pandemia do coronavírus, haja vista a
grave consequência econômica enfrentada pelo setor produtivo, a quem presta assessoramento e
assistência.

Neste aspecto, temos como preocupação relevante a questão do alto custo da energia
elétrica suportada pelas indústrias, ainda mais após a edição da Medida Provisória 950/2020 que
acolhe pequenos consumidores e assiste distribuidoras de energia e as cadeias de pagamentos
por elas suportadas, mas onera em muito grandes consumidores, porque transfere novos custos
por meio de encargos cobrados na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Tal medida implicará diretamente na indústria, a qual suportará os custos das políticas
públicas efetuadas. Estes custos somados com a elevação do preço da energia elétrica para o
setor, implicará num aumento significativos da tarifa de energia elétrica do setor industrial.

Desta forma, como medida emergencial e de preservação do setor produtivo, sugerimos que
seja realizado um acordo para que a demanda de energia seja paga conforme o valor
utilizado (e não o contratado), sem prejuízo de compensações posteriores.

Outrossim, sugerimos que os custos da crise sejam suportados por toda a cadeia de energia
de forma a não sobrecarregar grandes consumidores, como a indústria ou então, que os custos
sejam suportados exclusivamente pelo Tesouro Nacional.

Os Sindicatos das Indústrias dos Campos Gerais trabalham para amortizar os prejuízos
econômicos sofridos com a coronacrise e para contribuir com a breve recuperação da economia
nacional e por isso reforça os pedidos aqui registrados. Desta forma, sindicatos e setor produtivo
unem forças para junto com o Governo."