Política

Levantamento mostra que não há defasagem no salário dos servidores

De acordo com levantamento feito pelo Diário dos Campos, entre 2013 - primeiro ano do prefeito Marcelo Rangel (PSDB) à frente do Executivo de Ponta Grossa - e 2017, o ganho real acumulado dos salários dos servidores municipais foi de 7,51%. 

Em 2013, os servidores obtiveram reajuste de 10%, enquanto que a inflação do período foi de 6,49%, o que resultou em um ganho real de 3,51%. Em 2014, o reajuste de 10% também se repetiu, enquanto a inflação ficou ligeiramente abaixo que no ano anterior, em 6,28%, o que gerou um ganho real de 3,72%. Em 2015 e 2016, por sua vez, não houve ganho real no salário dos servidores. Nos dois anos, o reajuste foi de 8,17% e 9,28%, respectivamente, o que correspondeu apenas à reposição da inflação do período. Em 2017, os servidores voltaram a ter um pequeno ganho real: enquanto a inflação dos últimos 12 meses foi de 4,08%, o reajuste foi de 4,37%, o que gerou ganho real de 0,29%. 

Professores
No caso dos professores municipais, o ganho real acumulado totaliza 27,35% entre 2013 e 2017. Em 2013, o reajuste salarial da categoria foi de 14,79%, o que resultou em um ganho real de 8,30%, descontada a inflação do período. Em 2014, com reajuste de 9%, o ganho real chegou a 2,72%; em 2015 a classe obteve 17% de reajuste, com ganho real de 8,83%. Em 2016, o reajuste foi de 16,50%, resultando em ganho real de 7,22%. Já em 2017, o reajuste foi de 4,37%, com ganho real de 0,29%. 

Iniciativa privada
Levantamento feito pelo Diário dos Campos também mostra uma grande diferença salarial em relação aos cargos ocupados na iniciativa privada e na administração pública. Em alguns, como no caso de enfermeiro plantonista, a diferença salarial chega a ser de 222%. O salário médio da categoria na administração municipal é de R$ 6.577,07, enquanto que na iniciativa privada, o salário pago é de R$ 2.042,36, conforme o Sindisaúde. 

2018
Em 2018, Executivo e servidores municipais ainda não entraram em um consenso sobre o reajuste salarial. A data-base dos servidores municipais é maio. Mas, a categoria rejeitou as propostas de reajuste apresentadas pelo Executivo: na primeira delas a Prefeitura propõe a reposição integral da inflação acumulada entre abril de 2017 e maio de 2018 sobre toda a remuneração para pagamento no salário de setembro de 2018; a segunda opção é auxílio alimentação de 5% sobre o salário base de todas as categorias com o pagamento a partir do mês de novembro de 2018.

Na contraproposta, os servidores pedem a reposição integral da inflação a partir do dia 1º de maio e a concessão de auxílio alimentação em um valor igual para todos os servidores. No caso do auxílio alimentação, o Sindicato entende que deverá ser dividido o valor de 2,34% da folha bruta do Município, algo em torno de R$ 608,4 mil mensal.

Devido à falta de acordo, desde a manhã de ontem, servidores municipais de diversos setores estão em greve. Em nota encaminhada na semana passada, a Prefeitura reiterou que realizou proposta para o reajuste dos servidores conforme as possibilidades financeiras do Município. O governo se comprometeu a fazer a reposição da inflação no mês de setembro, quando terá condições financeiras e orçamentárias de cumprir com esse compromisso.

"Desde 2013, a atual administração vem tratando os servidores com grande respeito e, mesmo diante da crise econômica enfrentada pelo país,  garantiu o pagamento da folha sem atrasos durante todo esse período", informou. O Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), por sua vez, afirma que o governo tem se mostrado radical e intransigente.

Imagem: Arte DC

 

Imagem: Arte DC