PG 191 anos

Lideranças querem incluir Contorno Norte no PAC 3

 

 

Ponta Grossa tem uma infraestrutura rodoviária que compreende vários traçados. Por aqui passam as BRs-376 e 373 e as PRs-151, 438 e 513 e a PRC-373. Além disso, o entorno da cidade é cortado pela BR-277 e BR-153 (Transbrasiliana) e por outras rodovias estaduais. Por isso, o município é considerado o maior entroncamento rodoviário do Sul do Brasil. No quesito de logística, isso atrai várias empresas.

Por outro lado, o fluxo intenso de veículos tem provocado alguns gargalos, especialmente nos trechos que passam pelo perímetro urbano nos horários de pico. O principal deles é a avenida Souza Naves (BR-373), que recebe todo o movimento de veículos que vêm do Norte e do Oeste do Paraná e que seguem para Ponta Grossa, Curitiba ou Norte Pioneiro.

Para tentar resolver esse problema, lideranças regionais e estaduais defendem a construção do Contorno Norte, um trajeto de 45 quilômetros que começaria (ou terminaria) na BR-376, ao lado da Makita (Distrito Industrial), seguiria pelo Botuquara até sair perto do aterro sanitário. De lá, cruzaria a PR-151 até a altura da DAF Caminhões e seguiria até o trevo Caetano, onde se encontram as BRs-376 e 373. Esse traçado foi feito pela Concessionária Rodonorte e a previsão é de que a obra custe R$ 500 milhões. “A Souza Naves é um problema que não cabe mais a nós discutir soluções paliativas, com rotatórias, semáforos. O Contorno é a solução”, afirma o presidente da Rodonorte, José Alberto Moita.

“É uma obra importantíssima, o problema é que não está dentro do programa da concessionária, nem de algum programa federal. Existe a possibilidade de ser incluída no PAC 3 [Programa de Aceleração do Crescimento] porque só o estudo de viabilidade vai custar R$ 3 milhões”, comenta o supervisor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fernando Furiatti. Segundo ele, uma obra desse porte leva em torno de dois a três anos para ser finalizada. O objetivo é desviar o tráfego pesado, de caminhões de vêm do Mato Grosso e São Paulo.

O presidente do Conselho Superior do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Ponta Grossa (Sindiponta), Ademar Barbosa, acrescenta que o Contorno Norte é uma obra que já deveria ter sido colocada em prática. “Mas não vem o dinheiro porque faltam políticos que lutem por nós”, dispara.

 

 

 

Obras tentam resolver gargalos rodoviários

 

Em julho a Prefeitura deu início a duas obras que tentam desafogar dois gargalos na avenida Senador Flávio Carvalho Guimarães, perímetro urbano da  PRC-373. No cruzamento da rodovia com a avenida Ernesto Vilela está sendo construída uma trincheira. A obra, realizada em parceria com o governo estadual, custará R$ 4 milhões e deve durar seis meses. De acordo com a Ademar Barbosa, do Sindiponta, essa obra era esperada há mais de oito anos.

Na entrada do Los Angeles, Estado e Prefeitura pretendem investir R$ 7 milhões na construção de um viaduto. A obra tem um prazo de sete meses para ser concluída mas a reportagem não viu ninguém trabalhando no local esta semana.

Outra obra viária é a duplicação do viaduto do Santa Paula, iniciada no fim do ano passado, e que está recebendo investimentos de R$ 3,2 milhões do governo federal. O prazo inicial era de que a obra fosse concluída em oito meses, prazo que venceu em agosto.

O prefeito Marcelo Rangel também diz que serão realizadas obras em outros viadutos da cidade. Ainda neste mês, deve começar a construção de uma alça no viaduto do Santa Maria, obra prevista em um pacote anunciado no fim do mês passado. No total, a Prefeitura está buscando R$ 15 milhões no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). (E.S.)