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Mudanças impostas pela AMTT reduzem gastos no transporte

Vila Rica foi uma das linhas que teve alteração (Foto: Fábio Matavelli)

A AMTT ainda analisa os resultados das alterações realizadas nos últimos meses em horários e trajetos de ônibus do sistema de transporte público de Ponta Grossa, mas um levantamento preliminar aponta que houve redução nos gastos com o serviço, pelo menos no que se refere à quilometragem percorrida e combustível utilizado.

De acordo com o departamento de transporte da AMTT, comparando dados de fevereiro de 2019 com fevereiro de 2018, a quilometragem média foi reduzida, passando de 1.313.295 quilômetros para 1.257.739 quilômetros. Por consequência, o consumo de combustível foi reduzido também, passando de 541.412 litros para 517.590 litros.

Em tese, isso significaria uma redução de cerca de 666 quilômetros percorridos ao longo do período de um ano, e aproximadamente 285 mil litros de diesel a menos sendo gastos no transporte público da cidade, o que poderia refletir nos valores propostos em um eventual reajuste tarifário.

Questionada a esse respeito, a assessoria de imprensa da autarquia informou que ainda é cedo para apontar que tipo de impacto isso resultará na tarifa, uma vez que vários outros itens compõem a planilha usada para determinar os reajustes nos preços.

A assessoria de imprensa da empresa VCG, que administra o serviço de transporte público em Ponta Grossa, lembrou que a empresa trabalha com tarifa técnica calculada em R$ 3,99 em 2018, o que significaria uma defasagem na tarifa atual (de R$ 3,80). Itens como a renovação da frota e o aumento no preço do diesel ainda puxariam a tarifa para cima. As readequações implantadas seriam para equilibrar o sistema e fazer com que o preço não fique alto demais.

 

Adaptações

Ao longo de 2018 e, principalmente, no início de 2019, a autarquia determinou mudanças em diversas linhas de ônibus. Trajetos e horários que não eram modificados há décadas foram alvo de adaptações. Algumas linhas foram unidas, os itinerários foram adaptados. A ideia foi otimizar o atendimento às vilas, reduzindo quilometragem e economizando nos gastos com combustível. Entre as linhas que passaram por mudanças estão Vila Rica, Santa Paula, Santo Antonio, Bom Jesus, Castanheira, Los Angeles, Roma e San Martins.

 

Proposta do CMT

O assunto ganhou contornos de proposta logo após as reuniões do Conselho Municipal dos Transportes (CMT), no início de 2018, quando os conselheiros sugeriram o reajuste da tarifa em R$ 0,10 - e não em R$ 0,29 como propunha a análise técnica da planilha feita pela AMTT. A justifica apresentada pelo CMT foi de que era tempo de a prefeitura implementar outras formas de tornar o sistema sustentável, sem onerar apenas o usuário do serviço. A mudança nas linhas era uma das forma possíveis de atingir esse objetivo. As primeiras alterações nesse sentido ocorreram nos meses seguintes.

 

Divulgação

Notando a necessidade de divulgar de forma mais ampla essas adaptações, o vereador Geraldo Stocco propôs, e a Câmara Municipal promulgou, a lei 13.242, que determinou à autarquia a publicação, em diário oficial e em cartazes, de todas as mudanças feitas em linhas de ônibus com pelo menos sete dias de antecedência. Em janeiro deste ano, um levantamento feito pela autarquia, a pedido da reportagem do DC, mostrou que já haviam sido tornadas públicas a mudança em 19 horários e em 12 trajetos de ônibus.