Cidades

Confira oito avanços científicos sobre o novo coronavírus

Por Naiâne Jagnow

Há um inimigo invisível a olho nu que trava uma guerra mundial. Por enquanto, a maior arma contra o novo coronavírus tem sido a prevenção, como ficar em casa o máximo possível, usar máscara e lavar bem as mãos constantemente.

Na linha de frente do combate estão os profissionais da saúde e, na retaguarda, os pesquisadores, que buscam meios para derrotar o vírus. Veja, então, as notícias sobre os avanços da ciência no combate ao causador da covid-19:

1 – Empresa farmacêutica dos EUA relata 'dados positivos' de vacina contra coronavírus

Em um comunicado divulgado na última segunda-feira (18), uma empresa farmacêutica dos EUA, a Moderna, anunciou que teve avanços em testes da vacina contra o novo coronavírus. A empresa relatou "dados positivos" em testes iniciais com 45 pessoas.

Fonte: Agência Estado, publicado no dia 18 de maio.

2 – Cientistas argentinos trabalham em teste de coronavírus de baixo custo

Cientistas argentinos estão produzindo o que chamam de teste rápido e barato para o coronavírus. Esse novo teste, chamado Neokit Covid-19, permite a detecção do vírus em menos de duas horas, dizem os pesquisadores.

 "O custo é baixo, aproximadamente US$ 8, a coisa simples é por causa do tempo e do manuseio, que pode ser em base ambulatorial para testagem em massa. E a disponibilidade será maior do que com as técnicas atuais", explicou o epidemiologista Santiago Werbajh.

Fonte: Agência Brasil, publicado no dia 20 de maio.

3 – Tecido eletromagnético pode 'neutralizar' coronavírus em 1 minuto

Segundo uma equipe de cientistas dos EUA, o novo coronavírus deixa de ser infeccioso após tocar uma superfície com baixo nível de eletricidade, neutralizando-o após um minuto ou menos.

Conforme cientistas da Universidade de Indiana, um tecido eletromagnético destrói o coronavírus ao contato, fornecendo evidências convincentes para a aplicação desse tecido nos equipamentos de proteção individual na luta contra a covid-19.

Fonte: Sputnik News, publicado no dia 21 de maio.

4 – Cannabis pode ser aliada no tratamento contra a covid-19

Uma equipe de cientistas canadenses estuda se componentes da cannabis sativa podem ajudar no tratamento contra o novo coronavírus. Os cientistas usaram por base certos extratos da erva que afetaram as proteínas ACE2 e TMPRSS2, que estão embutidas na membrana celular e representam uma porta de entrada para o coronavírus invadir as células hospedeiras.

Dados iniciais sugerem que 13 extratos de cannabis sativa ricos em CBD anti-inflamatório (canabinóide) podem modular a expressão de ACE2 em tecidos-alvo de covid-19 e regular negativamente o TMPRSS2.

Fonte: Extra publicado no dia 21 de maio.

5 – Hospital de SP anuncia teste capaz de analisar 1.500 amostras ao mesmo tempo

Na quinta-feira (21), o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, anunciou um teste para o novo coronavírus capaz de analisar mais de 1,5 mil amostras ao mesmo tempo, sendo assim uma nova alternativa para a testagem em massa.

Este é o primeiro exame do mundo baseado em Sequenciamento de Nova Geração com 100% de especificidade, isso significa que não apresenta casos de falso-positivo.

Fonte: CNN Brasil, publicado no dia 21 de maio.

6 - Testes reforçam tese de que recuperados da covid-19 ficam imunes

Nos Estados Unidos, pesquisas feitas com macacos mostraram que eles desenvolveram anticorpos contra a covid-19 e revelam que as vacinas testadas podem ser efetivas.

Nove macacos foram infectados com o novo coronavírus e após se recuperarem os animais foram expostos novamente ao vírus. Nenhum deles voltou a adoecer.

Fonte: Veja, publicado no dia 21 de maio.

7 – Corrida global pela vacina

Empresas e governos de todo o mundo estão explorando fórmulas e buscando a produção em massa de uma vacina eficaz. Especialistas apontam que o prazo para uma vacina eficaz deve ser de um ano, enquanto, normalmente, levariam uma década.

Governos e instituições, como o dos Estados Unidos e a Universidade Oxford, por outro lado, têm prometido acelerar ainda mais esse processo, apesar de não haver garantias de que isso ocorrerá.

A China, por exemplo, tem explorado uma vacina que usa o mesmo vetor de uma fórmula aprovada para combater o ebola.

Fonte: IG, publicado no dia 19 de maio.

8 – Pesquisa paranaense investiga células-tronco como tratamento para Covid-19

Na Universidade Positivo, em Curitiba, cientistas investigam o poder de células-tronco mesenquimais em tratar casos graves da infecção causada pelo Sars-CoV-2.

Os pesquisadores acreditam que a terapia celular pode ser uma solução para quem atingiu a síndrome respiratória aguda grave, pois as substâncias anti-inflamatórias das células-tronco podem substituir as células afetadas pela doença e produzir células fortes.

Fonte: Universidade Positivo, publicado no dia 19 de maio.

Naiâne Jagnow é estudante do último ano de Jornalismo na Unisecal e a produção desse conteúdo foi supervisionada pelo editor-chefe do Diário dos Campos, Walter Téle Menechino.